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Alertas de desmate em julho empatam com 2021

Com 8.590 km2 de devastação captados pelo sistema Deter em 2022, Amazônia mantém tendência do governo Bolsonaro; expectativa de asfaltamento da BR-319 transforma Amazonas em novo epicentro da tragédia   A área de alertas de desmatamento na Amazônia em julho atingiu 1.487 km2, um empate técnico em relação a julho do ano passado (1.498 km2). …

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Crime ambiental contra a Amazônia tem ramificação em mais de 250 cidades de 24 estados brasileiros

Por: Aldrey

Estudo divulgado esta semana revela que o crime ambiental tem se espalhado pelo país, aumentando o desafio no combate ao desmatamento ilegal  Os crimes ambientais contra a Amazônia são cometidos de forma organizada e se espalham por 24 estados e 254 cidades brasileiras, demonstrando que o desmatamento não é apenas um problema local. A conclusão …

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Recorde de desmatamento é novamente ultrapassado durante o mês de abril

Mesmo durante a estação de chuvas na Amazônia, os números foram além de mil quilômetros desmatados  Os dados de desmatamento na Amazônia alcançaram novos recordes no mês de abril, segundo os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram derrubados 1.012,5 km² de floresta. Comparando com abril do ano passado, que registrou 580,5 km², …

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Mesmo incompleto, dados do desmatamento de janeiro já apontam recorde de desmatamento da Amazônia

Desde que começou a série histórica de monitoramento, em 2015, o Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (INPE) nunca havia registrado um número tão alto de desmatamento em janeiro. E ainda faltam dias para compilar, já que o sistema apenas registrou as informações até o dia 21 totalizando 359,56 km².  O mês de janeiro costuma ser …

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Brasil lidera em perda florestal na Amazônia este ano

Imagens de satélite nos trazem uma primeira visão dos hotspots de desmatamento deste ano, totalizando mais de 860 mil hectares entre janeiro e setembro. A maior parte do desmatamento (79%) ocorreu no Brasil e se concentrou ao longo das rodovias federais, de acordo com um relatório recente do Projeto de Monitoramento da Amazônia Andina (MAAP). …

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Desmatamento na Amazônia em setembro chega perto de 1000 km², aponta INPE

Sistema de alertas Deter indica que este é o segundo pior setembro da série histórica. Números ficam atrás apenas de 2019, quando os alertas indicaram perda de 1.454 km² O desmatamento na Amazônia em setembro voltou a bater quase 1.000 km², segundo dados divulgados na última sexta-feira (8) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). …

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Marco regulatório cria mercado de carbono pré COP 26

Águas Mídia Livre - Brasil - Bem comum em mídia livre

Lançamento do marco regulatório para o mercado de carbono no Brasil apresenta os conflitos de um consenso lucrativo da agenda empresarial brasileira, em espaços onde empresas negociam, governo aprova e a sociedade observa a mercantilização da Natureza. 

Os esboços finais do Sistema Brasileiro de Comércio e Emissões de Gases de Efeito Estufa foram apresentados nesta terça-feira (31/08) durante o seminário final do Projeto Mercados de Carbono, incluindo o lançamento da proposta final de marco regulatório do setor.

Liderados cientificamente pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), os estudos financiados por empresas como a Bayer Crop Science, a Vale e a Schneider Eletric têm apoio do setor da aviação civil e outros setores interessados na compra compensatória de toneladas de carbono em um mercado nacional.

O objetivo geral da pauta em trâmite do Congresso é não tirar a competitividade da indústria nacional mediante regras rígidas, como são consideradas as proposições biocêntricas, aquelas harmônicas com a Natureza.

Estas movimentações regulatórias do uso e poluição dos elementos naturais são fundamentais nas propostas da chamada “Pauta Verde” do Congresso, dado a urgência das articulações preparatórias da COP 26, que acontecerá em novembro na cidade de Glasgow, Escócia. 

A representante do setor hidroelétrico Solange Ribeiro, presidente adjunta da NeoEnergia, vê o momento como oportunidade para a venda dos ativos brasileiros, de modo que as adicionalidades da matriz energética brasileira possam chegar ao mercado global através de negócios possíveis entre os produtos já prontos para as negociações na COP 26.

O Deputado Federal Marcelo Ramos (PL-AM), propositor do PL 528/2021, deu detalhes da construção que regulamenta a criação do mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE). 

Ele será o responsável pela entrega da proposta em reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e Carla Zambelli (PSL-SP), líder da Comissão de Meio Ambiente da Câmara.

Com a Europa em vias de iniciar seu primeiro ciclo de ajustes financeiros nas questões regulatórias da poluição com carbono, incluindo barreiras tarifárias aos setores mais poluentes, as negociações sobre as regras do plano de direitos de emissão pretendem dar tempo para que as empresas em território brasileiro possam ir se adaptando ao novo mercado. 

Alejandro Girardi, VP de Assuntos Públicos na América Latina da BAYER Crop Science, espera conseguir no mercado nacional a compra de aproximadamente 60% das milhões de toneladas de carbono que precisam mitigar.

Não identificamos registros de participação dos povos originários ou coletividades humanas sem interesse lucrativo na formulação do marco regulador que pretende ser a resposta brasileira à preservação das florestas e corpos hídricos do mundo.

Post originalmente publicado em: Brasil247 ↗

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Isolados em perigo: desmatamento na Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau dobra em junho

Boletim Sirad-Isolados, do ISA, registrou 57,6 hectares de floresta destruídos no mês — um aumento de 111% em relação a maio Os territórios com presença de povos indígenas isolados no Brasil continuam sob forte ameaça, sobretudo a Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, segundo alerta do último Boletim Sirad-Isolados, do Instituto Socioambiental (ISA). O desmatamento na TI, localizada em Rondônia, …

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A boiada invade a tela

Por: Aldrey
Por: Ethel Rudnitzki, Laura Scofield, Rafael Oliveira Brasil Paralelo lança documentários que negam desmatamento e distorcem temática indígena com parcerias com o governo e investimento de ruralista Nos primeiros seis meses de 2021, a Amazônia perdeu uma área de 4.014 km². A taxa de desmatamento registrada pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia …

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Você pode ajudar a salvar o Rio Itapanhaú

Águas Mídia Livre - Brasil - Bem comum em mídia livre

fonte ↗

O Movimento Popular Salve o Rio Itapanhaú produziu este vídeo com imagens de seu mais recente protesto, intercalando imagens das obras, já iniciadas, e do percurso da adutora, para a qual o IBAMA emitiu autorização de desmatamento – sem consideração alguma aos estudos protocolados por nossos técnicos.

Um dos questionamentos que o Movimento Popular Salve o Rio Itapanhaú tem feito quanto às “lições de casa” que a SABESP e o Governo do Estado de São Paulo deveriam fazer – antes de destruir ecossistemas distantes buscando fontes de água distantes -, é a recuperação dos rios da RMSP.

Alternativas não faltam. Nunca faltaram. Falta é vontade política e desprendimento para abandonar a lógica perversa e técnicas superadas para estabelecer novos modos de lidar com a água, com a vida.

Ajude o Movimento Popular Salve o Rio Itapanhaú a ampliar o alcance desta luta!

Curta! Compartilhe em suas redes!

Divulgue a página do movimento:

https://web.facebook.com/naoatransposicaodorioitapanhau/?ref=br_rs ↗

Assine e compartilhe o abaixo-assinado:

https://www.obugio.org.br/…/nao-a-transposicao-das-aguas-do… ↗

Seu apoio é fundamental na divulgação deste vídeo, que carrega em cada imagem e palavra toda a indignação da população de Bertioga, deste Movimento e de seus apoiadores, diante do descaso da SABESP e do Governo do Estado de São Paulo!

Diga NÃO à transposição do Rio Itapanhaú!

A luta continua!

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Desmatamento zero: modelo sustentável inova a criação de gado na Amazônia

Por: Site
Criador de gado no Médio Solimões há quase 30 anos, Otacílio Soares Brito adotou o sistema de Pastoreio Racional Voisin (PRV). Sua fazenda Ágda tornou-se uma referência para criadores da região. Foto: Amanda Lelis.

Nos anos 90, Otacílio Soares Brito comprou uma área de 100 hectares na Amazônia, no Médio Solimões. Criar gado era um sonho de infância moldado pela falta de leite na região. Brito acomodou as suas 35 cabeças na área e tudo corria bem. Até que, em 2015, o jogo virou. Os animais começaram a morrer e o diagnóstico veio rápido: o pasto estava empobrecido de nutrientes, culpa do tempo e do mau uso do solo, uma situação comum no modelo da pecuária extensiva.

O pecuarista precisava pensar em alternativas – abrir e desmatar novas áreas não fazia parte dos seus planos. Era necessário encontrar uma forma sustentável de criação, que aliasse produtividade e respeito à floresta.

A agropecuária é uma das atividades mais importantes para a economia brasileira, tanto para abastecimento interno quanto pelas exportações. A criação de gado na Amazônia, contudo, está quase sempre atrelada ao desflorestamento ilegal.

Estudos apontam que até 80% do problema são atribuídos ao ciclo que envolve a derrubada de árvores, depois a queima do terreno e a inclusão de bois. Quase tudo ilegal. Áreas ocupadas e já degradadas – empobrecidas e sem serventia para pasto – costumam ser abandonadas e novos terrenos são ocupados. E o ciclo se repete.

Não precisa ser sempre assim. “O gado não é o vilão. A forma de produção é que pode ser maléfica ou não”, explica a engenheira agrônoma Jerusa Cariaga, do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, uma organização social que utiliza a ciência e a tecnologia a favor da sustentabilidade. Em dezembro de 2019, o Sistema de Alerta do Desmatamento, do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) detectou 227 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal.

Aproveitar áreas já degradadas e abandonadas é uma das soluções apontadas para a criação de gado na floresta. Um estudo publicado pela revista Science em 2019 mostra que o Brasil tem 50 milhões de hectares nessas condições, uma área imensa que poderia perfeitamente ser regenerada para a agropecuária. Recuperar o pasto: estava aí a chave para Brito. Como fazer, ele não sabia, mas tinha consciência de que seria necessário quebrar paradigmas se quisesse se tornar um criador sustentável.

Os rebanhos brasileiros crescem à medida que a pecuária se firma como atividade fundamental para os números da economia do país. Foto: Leo Lopes.

Maior produtividade, mesmo em áreas menores Ao pedir ajuda, Brito foi socorrido pelo Instituto Mamirauá, que já estudava implantar a técnica do sistema de Pastoreio Racional Voisin (PRV) junto aos criadores da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, em Tefé, no Amazonas. Ali, as comunidades ribeirinhas criam bois e cultivam vegetais.

No sistema PRV, idealizado pelo pesquisador francês André Voisin, o gado fica confinado em parcelas cercadas para pastar e, depois de consumir aquela pastagem, é movido para a próxima parcela, enquanto o solo e a vegetação da primeira se recuperam. Essa forma de criação dispensa a necessidade de que novas áreas de floresta sejam derrubadas para servir de pasto. Além de rentável, o processo é sustentável e a produtividade é maior, mesmo usando uma área menor.

Brito foi convidado pelo instituto não só a implantar o sistema de manejo de gado, mas também a transformar sua área, a fazenda Ágda, em uma unidade demonstrativa para que demais criadores pudessem aprender e se inspirar. Além de uma mudança de pensamento, foi preciso investimento, acompanhamento técnico e disposição.

“O que a gente conhecia de técnica era criação extensiva, que em curto prazo exaure o solo e obriga o criador a abrir outras áreas, trazendo grande impacto ambiental. Com a tecnologia do Pastoreio Racional Voisin, os bezerros começaram a nascer novamente”, diz Brito.

No PRV, segundo especialistas ouvidos pela Mongabay, o comportamento do gado muda porque se antes ele precisava ir atrás do alimento – o que amplia a possibilidade de assoreamento dos rios –, comida e água agora ficam disponíveis em cada cercado, o que também diminui a energia gasta pelo animal. “Muda o princípio filosófico da criação”, diz Brito. “Isso facilita e é melhor para todo mundo. O consumidor vai comer uma carne de primeira, sem agrotóxico, com manejo correto.”

O gado da Amanã é importante para os criadores porque a produção tem alta liquidez, ou seja, é vendida rapidamente e durante todo o ano, diferentemente de recursos nativos e sazonais, como o pescado ou a castanha-do-brasil. “Serve como uma poupança, uma segurança para as famílias caso surjam emergências e eventualidades”, afirma Paula Araújo, veterinária do Programa de Manejo de Agroecossistemas do Instituto Mamirauá. Longe dos centros urbanos, as comunidades dependem da caça e da pesca para sobreviver e, nesse contexto, o gado torna-se uma opção a mais de fonte de proteína.

“A gente não está falando em aumentar a escala ou em incentivar a produção. O que a gente quer é que, dentro dessa escala de produção, eles consigam ter maior eficiência produtiva sem pressionar a floresta, sem ter que aumentar a área de pastagem. Trabalhar com aquilo que já tem, mas com mais eficiência”, diz Araújo.

A criação de gado tem história antiga na região. Grande parte das comunidades ribeirinhas do Médio Solimões foram formadas a partir de famílias advindas de outras partes do Norte depois do fim do ciclo da borracha. Esses mgirantes trouxeram também cabeças de gado. “Provavelmente imaginavam que as opções de proteína na região não seriam muitas”, diz Jerusa Cariaga.

Segundo Paulo Barreto, pesquisador sênior do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), para os sistemas de criação que envolvem o pasto rotativo terem resultado positivo e as expectativas não terminarem em frustração, três fatores são fundamentais: investimento, capacitação e acompanhamento. Uma dica de Barreto é começar pequeno, com 5% da área para aprender e para analisar a viabilidade financeira, que tem a ver com quão degradado está o solo.

No sistema PRV, o gado esgota uma área de pastagem e é transferido para outra, enquanto a primeira se recupera. Foto: Amanda Lelis.

O desafio: criar em uma área naturalmente sensível

Atualmente, a reserva Amanã conta com cerca de 600 cabeças de gado, entre bois e búfalos, criados por cerca de 25 famílias. Três delas iniciaram o processo de criação pelo sistema PRV. A região é uma área de várzea e, portanto, altamente suscetível às chuvas e secas amazônicas.

Com grandes custos de produção e dificuldades logísticas para escoamento do produto, são poucas as famílias que encaram o desafio de criar gado em uma região cujo terreno oscila entre florestas de terra firme e várzea, limitações impostas pelo próprio ambiente. “As áreas inundáveis servem como limitador natural para a expansão de áreas de pastagem em um nível que possa causar desequilíbrio no ecossistema”, explica a veterinária Paula Araújo.

Funciona assim: na estação seca, quando o nível dos rios locais desce drasticamente, grandes porções de vegetação surgem onde antes havia apenas água. Esses “campos da natureza”, como são chamados ali, muito ricos em nutrientes, são facilmente aproveitados por criadores para a alimentação do gado.

A história é outra quando os rios estão cheios e pouca terra sobra acima da água. O gado, então, tem de ser movido para os “campos de terra firme”, espaços limitados que, sem o manejo adequado, tendem à rápida degradação do solo e à escassa disponibilidade de nutrientes para os animais.

Parte da área degradada de Brito, com o sistema PRV, já voltou a ser floresta e a produtividade, ele afirma, aumentou. E melhorar a produtividade, no caso da Amazônia, é sair da média de 1,26 cabeça por hectare para até três cabeças. De acordo com os dados do Censo Agropecuário 2017, 98% dos municípios da Amazônia (694 de 772) têm taxa de lotação igual ou inferior a 1,9 cabeça por hectare. E dentre esses, 70% têm taxa igual ou inferior a 1,26 cabeça por hectare.

“Acredito que o homem só tem capacidade de preservar o meio ambiente quando atinge a consciência da importância dele para todos os seres vivos. Com isso, ele coloca de lado a ganância e começa a agir pela luz da razão e da ciência para que possa desenvolver a sua atividade com menos impacto ambiental”, comenta Brito.

Por: Maria Fernanda Ribeiro
Fonte: Mongabay

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