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Ontem — 8 de Agosto de 2022Seus RSS feeds

Candidatos bolsonaristas, ACM Neto e Roma atacam desonestamente a Embasa e defendem abertamente a privatização

Sem entender nada de saneamento básico, muito menos compreender a importância da Embasa pública para universalização dos diretos ao acesso à água e ao saneamento, mas apenas visando a destruição de patrimônio público e a sua entrega à cobiça privada em prejuízo da população baiana através da privatização, os candidatos Bolsonaristas ACM Neto e João Roma têm combinado os ataques à companhia estadual que é a principal executora do programa Água Para Todos.

De acordo com reportagem do site Política Livre desta terça-feira (02/08), João Roma (PL), ao ser questionado por entrevistadores de uma rádio no município de Senhor do Bonfim sobre a prestação de serviços da Embasa, teria afirmado que a empresa está “loteada” e colocada a serviço de grupos de poder e criticou o seu desempenho, sugerindo que Embasa teria que buscar parceria e seguir o modelo das empresas públicas federais, que estão sendo privatizadas pelo governo Bolsonaro e distribuindo dividendos escandalosos e absurdos aos acionistas. Por outro lado, a população tem sofrido com grandes altas na tarifa de energia elétrica e nos preços dos combustíveis e do gás de cozinha.

Outro bolsonarista que tem atacado a Embasa por pura desonestidade e malícia é o ex-prefeito de Salvador ACM Neto. Segundo matéria do mesmo site Política Livre, publicada no começo deste ano (17/01), o então pré-candidato a governador afirmou, em entrevista à emissora de rádio Alternativa FM, de Brumado, que a Embasa se tornou uma das empresas mais ineficientes do país e que não teria hoje uma política de investimentos. Disse ainda que a companhia estadual estaria aparelhada pelo PT (Partido dos Trabalhadores).

Contudo, o Neto de ACM se esqueceu de mencionar que foi justamente após a saída do poder do grupo político comandado pelo seu avô que a Embasa finalmente passou a ser gerida de forma mais técnica e com menor ingerência política, priorizando os (as) funcionários (as) de carreira em cargos de chefia e gestão e passou a investir de maneira muito mais robusta. Ao contrário do que diz o Neto do velho ACM, todos os cargos de gerência na Embasa, desde 2007, são ocupados por funcionários de carreira da empresa e não por apadrinhados políticos como na época do seu avô. A Embasa hoje está entre as cinco maiores empresas do Brasil no setor e foi uma das empresas que comprovaram capacidade econômica e financeira de fazer os investimentos para universalização do saneamento no estado até 2033, conforme meta estabelecida em lei.

Por outro lado, nas gestões carlistas que viviam de promessas, do único investimento relevante, que teve muito mais propaganda do que benefício, o Bahia Azul, mais de 90% do seu financiamento foi pago pelas administrações posteriores. Além disso, no último dia útil do governo, o então governador Paulo Souto deixou assinado o maldito contrato da PPP Jaguaribe da Boca do Rio, que deu um prejuízo quase bilionário ao povo baiano. Essa PPP, de tão ruim, teve seus valores reduzidos em 25% e ainda assim, é o contrato de pior custo benefício em que se tem notícia na administração pública brasileira.

Ao citar o exemplo do Rio de Janeiro como exemplo de sucesso, o Neto de ACM demonstra claramente a sua intenção de privatizar a Embasa. No Rio, a companhia estadual foi fatiada e vendida aos pedaços a grupos estrangeiros, entregando ao controle da nossa água a empresários que só querem faturar em cima da necessidade do povo.

Com o impeachment sem crime da presidenta Dilma Rousseff e, posteriormente, com a eleição de Bolsonaro, apoiado pelo próprio ACM Neto, o governo federal parou de investir em saneamento básico e ainda criou dificuldades inimagináveis às companhias de saneamento estaduais para o acesso a financiamentos em bancos públicos, num processo político de sabotagem para forçar a privatização.

Ao se comportarem assim, tanto ACM Neto quanto João Roma, ao mostrarem total desprezo para com a verdade dos fatos, confessam total desconhecimento do funcionamento da Embasa e, sobretudo, ofende a todos (as) seus (suas) trabalhadores (as).

Em 2007 foi criado o programa Água Para Todos (PAT) e nesse período muita coisa foi feita. Foram investidos mais de R$ 9 bilhões em água e esgotamento sanitário. Os números são bastante expressivos e podem ser acessados no site da Embasa (link aqui).

Fonte: Ascom Sindae-BA

Sindae-BA cobra da Cerb realização de concurso público e definição sobre pagamento das Promoções

Na manhã da terça-feira (02/08), o Sindae encaminhou um ofício para o presidente da Cerb (Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia) cobrando a realização imediata de concurso público para contratação de pessoal.

A Cerb, nos últimos anos, tem sofrido com a falta de reposição de pessoal, principalmente em decorrência da grande quantidade de trabalhadores (as) que têm se aposentado e se desligaram da empresa, ocasionando dificuldades operacionais em várias áreas, indo desde a restrição para gozo de férias aos que restaram até a paralisação de setores por falta de profissionais especializados.

A realização de Concurso Público é essencial para garantir a continuidade das atividades da Cerb, uma empresa tão importante para a gestão dos recursos hídricos na Bahia e para a garantia do acesso à água para a população das zonas rurais no Estado.

Outra cobrança do sindicato à diretoria da Cerb refere-se ao pagamento imediato da promoção por antiguidade, que deve ser paga ainda este ano, e a definição, no âmbito do Plano de Cargos, Carreira e Salários, dos meses para os pagamentos das futuras promoções, tanto por antiguidade quanto por mérito. Além disso, o Sindae pede que seja alterada a amplitude de níveis das promoções, sendo um percentual inicial de, no mínimo, 7% (sete por cento) para cada nível e a atualização da tabela salarial no SGE.

Fonte: Ascom Sindae-BA

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Sindae volta a cobrar negociação com CETREL e DAC e oficializa contraproposta para acordo coletivo

O Sindae voltou a cobrar oficialmente na segunda-feira (18/07) a retomada das negociações com a CETREL e a DAC, após os (as) trabalhadores (as) terem rejeitado nas assembleias, por ampla maioria, a proposta apresentada pelas empresas para fechamento dos Acordos Coletivos de Trabalho 2022/2024. A proposta rejeitada previa a reposição salarial pelo INPC do período (12,47%), cujo índice seria também aplicado para os demais benefícios já existentes no ACT, ignorando os demais itens da pauta de reivindicações aprovada pela categoria.

No ofício enviado nesta segunda-feira, além de cobrar o agendamento de uma nova rodada de negociação, o sindicato apresentou oficialmente uma contraproposta para avaliação das empresas visando dar celeridade às discussões na mesa. A contraproposta do sindicato prevê que seja aplicado o reajuste salarial de 12,47%, mas acrescido de R$ 200,00 incorporados ao salário base dos (as) empregados (as) a título de ganho real.

Em relação aos demais benefícios, o sindicato propôs o valor de R$ 1.500,00 para o Auxílio Creche e também R$ 1.500,00 para o Auxílio Educação, sendo que, neste último caso, passando o reembolso a ser mensal. Para o Auxílio por Portador de Necessidades Especiais o sindicato propôs R$ 1.900,00 e para o Auxílio Funeral os valores de R$ 9.200,00 (titular) e 6.500,00 (dependentes). No caso do Auxílio Alimentação o sindicato reivindicou o valor de R$ 63,00 por dia e a criação de uma Cesta Básica de R$ 500,00 mensais no cartão eletrônico, sendo essa uma das principais reivindicações da categoria nesta campanha salarial.

O sindicato pleiteou ainda a Implantação do Prêmio de Férias conforme a pauta de reivindicações, o pagamento das horas extras quando os empregados forem convocados para cursos e treinamentos fora da sua jornada de trabalho e a extinção da cobrança da coparticipação no plano de saúde para os empregados. Por fim, o sindicato reiterou no ofício que os valores expressos na sua contraproposta devem considerar os pagamentos retroativos à data base de 1° de maio.

Após o protocolo do ofício via correio eletrônico, o negociador que representa as empresas entrou em contato com a diretoria do Sindae e foi agendada uma reunião de negociação virtual para o dia 25 de julho, às 10:00h. Os (as) trabalhadores (as) devem permanecer mobilizados e preparados para qualquer ação do sindicato em breve, inclusive com marcação de novas assembleias ou reuniões na base para discutir os rumos da campanha salarial.

Fonte: Ascom Sindae-BA

Em nova reunião, Embasa sugere reposição das cláusulas econômicas do ACT abaixo da inflação e nenhuma mudança no pagamento do PPR. Sindicato reage

Na tarde da quarta-feira (04/05), representantes da Embasa e do Sindae reuniram-se na sede da empresa, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), para tratar sobre o Acordo Coletivo de Trabalho – ACT 2022/2023 e o pagamento do PPR 2021.

Esta é a segunda reunião de negociação do ACT e apenas as cláusulas com impacto econômico foram objeto de negociação, uma vez que as demais cláusulas estão validadas até o final de abril de 2023.

Na reunião a Embasa apresentou uma proposta diferente do que historicamente é corrente nas negociações. Desta vez, para as cláusulas econômicas, a proposta atrela a reposição salarial ao que está sendo praticado pelo Governo do Estado nos órgãos da administração direta. Conforme a recomendação da SAEB (Secretaria de Administração do Estado da Bahia) seria aplicado um reajuste de 4% sobre os salários base e a incorporação de uma parcela de R$300,00. Contudo, as demais cláusulas financeiras, a exemplo do vale alimentação e auxílios creche, educação, filho com deficiência e material escolar, teriam reajustes abaixo da inflação, ou seja, de apenas 4%. Outro grande problema dessa proposta é que traria perda salarial para a maioria dos (das) empregados (as) da Embasa, que teriam reposição salarial bem abaixo da inflação. No mês passado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, no acumulado dos últimos doze meses, chegou a 11,73% e pode superar os 13% na data base da categoria, que é 1° de maio.

O Sindae reagiu destacando que a orientação do Governo da Bahia não se aplica à Embasa (que tem orçamento próprio e total independência financeira e administrativa), mas apenas às empresas dependes do tesouro estadual. Diante disso, trazer essa argumentação à negociação do ACT da Embasa é totalmente fora de lugar e significa uma quebra de padrão histórico em relação ao que vem sendo praticado nos últimos 15 anos, estranhamente em ano eleitoral. O que será que isso significa?

Por outro lado, o Sindae reiterou a proposta aprovada pela categoria e que consta da pauta de reinvindicações, garantindo a reposição integral da inflação pelo INPC verificado no período de maio de 2021 a abril de 2022, mais incorporação de R$400,00 nos salários a título de ganho real. Além disso, o sindicato não abre mão de reajuste nas demais cláusulas econômicas.

Como encaminhamento da reunião, ficou definido que na próxima rodada de negociação serão debatidas as cláusulas da pauta de reivindicações uma a uma, inclusive as propostas de alteração de redação solicitadas pela categoria nas assembleias.

PPR – Em relação ao pagamento do PPR 2021, mais uma vez a direção da empresa demonstrou sua total intransigência e se manteve inflexível em relação à sua proposta de pagamento do programa nos mesmos moldes do ano passado, ou seja, 15% para a parcela linear e 85% proporcional ao salário. A postura insensível da diretoria da Embasa em relação aos anseios da categoria conduz a negociação para o impasse, uma vez que os (as) trabalhadores (as) não aceitam essa imposição e o sindicato reafirmou em mesa que, sem avanço na parcela linear, não haverá acordo.

O assunto será debatido na reunião da diretoria ampliada do Sindae e um movimento mais forte poderá ser deflagrado nos próximos dias para protestar contra a intransigência da empresa.

Observação: a proposta de reajuste conforme recomendação da SAEB é de 4% sobre o salário base e demais cláusulas que gerem impacto financeiro + parcela de R$ 300,00 (trezentos reais) incorporado ao salário base.

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