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Amazonas lança programa de parceria com iniciativa privada nos moldes do Adote um Parque

Por: Danilo

Iniciativa visa o compartilhamento da gestão de Unidades de Conservação do estado. Texto da norma é alvo de críticas por conferir muito poder ao parceiro O governo do estado do Amazonas publicou recentemente um decreto que institui o “Programa Parceiros pelas Unidades de Conservação”, uma cooperação público-privada que visa envolver pessoas físicas e jurídicas na …

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Caminhada de reconhecimento dos ODS e as águas de Porto Feliz

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A ONG Caminho das Águas ↗ aceitou um convite para participar do projeto FAÇA PARTE do NUPEX (Núcleo de Práticas Educativas e de Extensão), da Faculdade Cruzeiro do Sul, através da estudante Adriana Cristina Nickel.

Os objetivos do projeto são conhecer os impactos positivos de ações locais para a resolução das questões apontadas na Agenda 2030, norteado pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, permitindo o engajamento do aluno perante sua comunidade.

O objetivo geral do NUPEX é ampliar a formação global do aluno, por meio do desenvolvimento de suas habilidades socioemocionais e de suas atuações transformadoras junto à sociedade.

Sendo um Projeto de Pesquisa e de Extensão, de caráter voluntário, a atividade tem caráter interdisciplinar acadêmico-científico, pautado sob a perspectiva multidimensional das questões humanas, de modo a potencializar a formação global do estudante.

Alguns destaques da caminhada de reconhecimento

Em uma semana que prometia um frio extremo no Estado de São Paulo, um dos integrantes da ONG Caminho das Águas ↗ acompanhou a estudante em uma caminhada de reconhecimento de um corpo hídrico, localizado no km 97 da rodovia Castelo Branco, cidade de Porto Feliz, interior de São Paulo.

Estas caminhadas, onde a liberdade de caminhar e conversar sobre o ambiente e os seres humanos, são integrantes do projeto Conversando com as Águas ↗, e visam criar reflexões sobre os Direitos das Águas de existir, manter-se, persistir e regenerar-se com respeito à sua Natureza.

A escolha do local se deu nos momentos anteriores e foi eleito um lago de significado afetivo para a Adriana e seu companheiro Marcelo Nickel. Durante a atividade pudemos observar e abordar muitos temas relacionados aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), com destaque ao ODS 6, Água Potável e Saneamento.

Logo ao chegar é sensível a quantidade de garrafas de vidro e plástico, além de outros resíduos comuns em atividades de lazer na beira d´água, como churrascos e pescarias de finais de semana. O primeiro instinto, molhar as mãos nas águas, se desfaz com a quantidade de espuma que só a proximidade humana permite ver.

No diálogo, imaginando as possíveis fontes desta poluição, pudemos notar que, com o represamento simulando um lago, foi extraído do modelo (o lago) as suas matas ciliares, compostas somente com gramíneas como a braquiária. No campo de visão dos visitantes somente duas árvores, não identificadas, uma em cada margem, cujo costume é abrigar pescarias (ODS 14, Vida na Água).

No entorno de toda a área temos pequenas estradas, aparentemente ativas para meios mecanizados de transporte, e uma plantação monocultural de amendoim em crescimento. Nesta observação podemos imaginar os benefícios de práticas como a Agroecologia e Agrofloresta teriam no local (ODS 2, Fome Zero e Agricultura Sustentável), muito frequentado por bandos de pássaros, aves e passarinhos além de alguns insetos (ODS 15, Vida Terrestre).

O solo da plantação, sem cobertura nenhuma, não apresentou espécimes distintas da cultura do amendoim, indicando o uso intenso de práticas venenosas de manejo ambiental, possivelmente contaminando as águas do represamento, uma prática contrária ao ODS 12, Consumo e Produção Responsáveis.

Dado que aparentemente o local é pertencente a uma empresa privada, destacamos as necessidades de maior atenção à paisagem e sustentabilidade de um reservatório que será muito importante em futuras estiagens, invocando o ODS 9, Indústria, Inovação e Infraestrutura e conectando exemplos como projetos de organizações parceiras, como a Transition Brasil ↗ que trabalha ativamente no ODS 11, Cidades e Comunidades Sustentáveis.

Ao fundo é possível observar outro corpo hídrico, com uma aparência, ao menos estética, mais natural. Não compreendemos os motivos dos reservatórios não serem conectados, como é comum ao fluxo das águas. Talvez sejam de proprietários diferentes que não conversam entre si, o que nos remete ao ODS 17, Parcerias e Meios de Implementação.

Lembramos de uma provocação do Jornalista Inclusivo ↗ em questões quanto à integração da Pessoa com Deficiência em relação ao Meio Ambiente em que vive e o que poderia, talvez, significar uma paisagem se fôssemos privados da visão, relembrando elementos sensíveis aos ODS 3, Saúde e Bem-estar.

Conversamos também sobre nossas atividades pessoais, os esforços de integração entre comunidades e os impactos na alteração da realidade que, ultimamente, tem sido insustentável, lembrando de iniciativas globais como a Harmony with Nature UN e Extinction Rebellion que podem ser pensadas como ações positivas no ODS 13, Ação contra a mudança global do clima.

Foi um dia feliz 😍💙

 

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Artesanato do Acre retrata a cultura dos povos da floresta

Por: Danilo

O artesanato do Acre é rico em detalhes que refletem a cultura do estado e da Amazônia. Cada peça é uma obra de arte única e exclusiva No 15º Salão do Artesanato, em Brasília, que vai até o domingo, 8, no Shopping Pátio Brasil, mais que artesanato, o público encontra história em cada uma das …

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Casos de síndrome respiratória grave tendem a crescer em 23 estados

Dados do boletim Infogripe da Fiocruz foram divulgados hoje O número de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) tende a crescer em 23 unidades da federação, segundo o boletim semanal Infogripe, divulgado hoje (2) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com dados referentes até 29 de janeiro. Especialistas monitoram as tendências de casos de SRAG …

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Comitê PCJ e seu Projeto Gota d’Água – em 2022 tema será “Mudanças Climáticas”

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Com o slogan “Muda-se o clima, mudam-se nossas vidas”, o objetivo é apresentar como o Brasil e, principalmente, as Bacias PCJ são impactados com as alterações intensas do clima

O Consórcio PCJ, por meio do Programa de Educação e Sensibilização Ambiental, definiu o tema do Projeto Gota d’Água de 2022: “Mudanças Climáticas: muda-se o clima, mudam-se nossas vidas”. Os participantes do projeto já haviam sido informados sobre o tema na live do Seminário de avaliação do projeto, ao final de novembro, do último ano.

A temática para 2022 teve como inspiração o documentário, “O Amanhã é Hoje”, que retrata como as mudanças climáticas mexem com a vida da população. A produção apresenta o drama de brasileiros impactados por secas impiedosas, chuvas torrenciais, ressacas violentas, calor excessivo e incêndios incontroláveis. O documentário está disponível no YouTube, através do link: https://youtu.be/azrnx55oawQ ↗.

O amanhã é hoje ↗

O webdocumentário “O Amanhã é hoje – o drama de brasileiros impactados pelas mudanças climáticas” mostra que os impactos do clima já alcançaram todos os bras…

O objetivo do projeto é trabalhar o tema ligado à Agenda 2030, mais especificamente ao Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 13, buscando mobilizar a comunidade, através da educação, sobre os compromissos de execução dos ODS.

“Cada vez mais, a população está sentindo os impactos das mudanças climáticas em suas vidas, mas sem correlacioná-los a essa temática. Julgam que são ocorrências passageiras ou naturais, quando na realidade, nosso comportamento em relação ao planeta já está impactando nossas vidas e a dos outros seres vivos”, afirma a gerente técnica do Consórcio PCJ e coordenadora do Programa de Educação e Sensibilização Ambiental da entidade, Andréa Borges.
Andréa lembra ainda que as fortes estiagens dos últimos anos e quedas nas precipitações verificadas desde a crise hídrica de 2014 não são mero acaso. “A periodicidade das chuvas e sua intensidade estão mudando e alteram a florescimento e frutificação das plantas, impactando a produção agrícola e a disponibilidade hídrica para o abastecimento, que a cada ano fica mais reduzida”, alerta.

Durante o seminário de avaliação, disponível em https://youtu.be/CZTNgvuE_h8 ↗, a gerente técnica do Consórcio PCJ fez um chamamento à ampliação da participação da comunidade e dos participantes do projeto para esse ano de 2022. “Vem com a gente! Vamos trabalhar o tema Mudanças Climáticas e falar um pouco mais sobre a nossa região, o quanto ela é impactada com as alterações no clima”.

Em breve, o Consórcio PCJ liberará mais informações sobre o Projeto Gota d’Água 2022, como também o calendário de atividades e a abertura oficial do projeto, previsto para ocorrer em março desse ano.

Qualquer dúvida sobre o Projeto Gota d’Água, entre em contato com a equipe do Programa de Educação e Sensibilização Ambiental, pelo e-mail ambiental@agua.org.br ↗.

 

Sobre o Projeto Gota d’Água

O projeto “Semana da Água”, promovido desde 1994 nas Bacias dos Rios Piracicaba Capivari e Jundiaí (PCJ), foi remodelado pelo Programa de Educação e Sensibilização Ambiental do Consórcio PCJ e, a partir de 2015, passou a fazer parte do Projeto Gota d’Água.

A iniciativa tem como objetivo intensificar as ações de educação ambiental que extrapolem a execução das Semanas da Água nos municípios, o que de fato já ocorria na prática. Em média, 150 mil pessoas são capacitadas pelas ações do projeto por ano nas Bacias PCJ.

 

Sobre o Consórcio PCJ:

O Consórcio PCJ, fundado em 1989, é uma associação civil de direito privado, composta por 40 municípios e 23 empresas associados, que atua como uma agência de fomento, planejamento e sensibilização, com o objetivo de recuperar e preservar os mananciais, além de discutir a implementação de políticas públicas voltadas à gestão da água.

A entidade é referência nacional e internacional na gestão de recursos hídricos, sendo membro de importantes entidades internacionais, como: O Conselho Mundial da Água, a Rede Internacional de Organismos de Bacias (Riob), a Rede Latino-Americana de Organismos de Bacias (Relob) e a Rede Brasil (Rebob).

 

Mais Informações:

Programa de Educação Ambiental – Consórcio PCJe-mail: ambiental@agua.org.br ↗

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População de pirarucu cresce 631% nas terras indígenas Paumari do rio Tapauá (AM)

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Com manejo sustentável e vigilância territorial, indígenas ajudam a recuperar espécie que corre risco de extinção

Em 12 anos, a população de pirarucu cresceu 631% nas três terras indígenas dos Paumari do rio Tapauá, no sul do Amazonas. Enquanto em 2009 foram contados 251 indivíduos, em 2021, o total foi de 1835 – isso em apenas 16 lagos monitorados no período. O aumento é fruto do manejo sustentável do pirarucu, atividade desenvolvida pelos indígenas com apoio do projeto Raízes do Purus, que conta com patrocínio da Petrobras para fortalecer a gestão sustentável e a proteção da biodiversidade em seis terras indígenas no sul e sudoeste do Amazonas, contribuindo para a conservação de mais de dois milhões de hectares de floresta. Muito consumido na região Norte, o pirarucu está ameaçado de extinção pela pesca predatória, e não é mais encontrado em diversos locais da Amazônia. Iniciativas de manejo, como a dos Paumari, têm papel fundamental na recuperação deste que é o maior peixe de escama de água doce do mundo, podendo chegar a três metros de comprimento, e mais de 200 quilos.

Com manejo os Paumari protegem uma area equivalente a 22 mil campos de futebol (Adriano Gambarini)

Neste contexto, algumas lideranças foram apresentadas ao manejo sustentável do pirarucu, que já estava ajudando comunidades ribeirinhas do rio Solimões a recuperar e proteger a espécie, e, decidiram  implementar a atividade no contexto dos Paumari.

“Ficamos sem pescar nos lagos destinados ao manejo durante cinco anos. Com a vigilância, a quantidade de pirarucu foi crescendo, e a proposta foi conquistando mesmo aqueles que não acreditavam que ia dar certo no início”, relata Germano.

Atualmente a vigilância dos territórios envolve a maioria das famílias, que se alternam em turnos de uma semana nas bases flutuantes, nos períodos de maior ocorrência de invasões. “O trabalho de proteção é importante, porque, hoje, a gente tem a nossa alimentação garantida. Sem vigilância, os invasores vão entrar, e o peixe vai acabar de novo”, destaca Francisco Paumari, uma das primeiras lideranças a apostar no manejo como caminho para melhorar a qualidade de vida do povo. Além da escala de plantão nos flutuantes, as comunidade aproveitam outros deslocamentos pelos territórios para vigiar as áreas mais vulneráveis à pesca ilegal.

Familia durante plantão de vigilancia em uma das bases flutuantes (Marina Rabello OPAN)

Quem vê a estrutura com a qual os Paumari contam hoje, não imagina as dificuldades enfrentadas no início do manejo. “A gente acampava nos barrancos na beira dos lagos e rios para vigiar. Pegava chuva de dia, de noite. Sofremos bastante. Agora temos as bases flutuantes, e se a gente passa a noite acordado, tem um lugar confortável para descansar no decorrer do dia”, comemora Francisco. As melhorias estruturais, como os dois flutuantes de vigilância adquiridos com recursos do projeto Raízes do Purus, engajaram mais pessoas no trabalho, que foi incorporado à rotina das comunidades.

Magno Paumari posa em frente a entrada de lago protegido por base flutuante (Marina Rabello OPAN)

Desde 2013, os Paumari realizam, uma vez por ano, a pesca da cota de pirarucu autorizada pelo Ibama, e comercializam o pescado, gerando renda para as comunidades investirem na vigilância e em itens que melhoram a sua qualidade de vida, como motores de popa para as canoas – que reduzem o tempo de deslocamento nas longas distâncias amazônicas –, rádios e painéis solares.

Sobre o Raízes do Purus

O projeto Raízes do Purus é uma iniciativa da OPAN, com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, que visa a contribuir para a conservação da biodiversidade no sudoeste e sul do Amazonas, fortalecendo iniciativas de gestão e o uso sustentável dos recursos naturais das terras indígenas Jarawara/Jamamadi/Kanamanti, Caititu, Paumari do Lago Manissuã, Paumari do Lago Paricá, Paumari do Cuniuá e Banawa, na bacia do rio Purus, e Deni e Kanamari, no rio Juruá.

Sobre a OPAN

A OPAN foi a primeira organização indigenista fundada no Brasil, em 1969. Nos últimos anos, suas equipes vêm trabalhando em parceria com povos indígenas no Amazonas e em Mato Grosso, desenvolvendo ações voltadas para a garantia dos direitos dos povos, gestão territorial e busca de alternativas de geração de renda baseadas na conservação ambiental e no fortalecimento das culturas indígenas.

Notícia gerada pela agência De Propósito ↗, com autoria de Jéssica Amaral

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Mato Grosso é potência do agronegócio, da política ruralista e dos clãs ocultos

Por: Aldrey

Em cinco anos, De Olho nos Ruralistas resgatou histórias desde o período da ditadura, como as terras obtidas por Silvio Santos e família Dallagnol; 1ª notícia do observatório, em 2016, mostrou flexibilização sanitária anunciada por Blairo Maggi, meses antes da Carne Fraca Militantes da causa ambiental e de defesa dos direitos indígenas em estados como …

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Decreto institui conselho de fundo de desenvolvimento regional

Por: Aldrey

Conselho do FDIRS terá representantes de quatro ministérios Um decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro instituiu o Conselho do Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável (FDIRS). O documento saiu na edição desta quinta-feira (30) do Diário Oficial da União. O colegiado será formado por representantes do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) – que exercerá …

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Mata Ciliar sofre ameaças aos Direitos de Existência e Regeneração no interior de SP

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Um pedido de SOS em Jundiaí, SP

A empresa VOA-SP, concessionária do Aeroporto Comandante Rolim Amaro, na cidade de Jundiaí/SP, iniciou suas obras de ampliação e expansão, ameaçando com a destruição da Unidade de Fauna da Associação Mata Ciliar

Em ato agressivo, desmontaram parte da proteção da unidade de reabilitação, que abriga diversos animais entre felinos, pássaros, répteis e outros.

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Erasmo Theofilo Não Pode Virar Camiseta

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Resistindo aos avanços do sindicato da morte, Theófilo não recua em uma luta pela Natureza e pelo direito de viver, seu e de sua comunidade

Cercados por grandes obras hidrelétricas e vivendo sem energia elétrica, a comunidade de Volta Grande do Xingu é o local de violências, grilagens de terra e desmandos autoritários realizados por donos de terras e grandes projetos públicos como a Usina Hidrelétrica de Belo Monte e agora a mineração de ouro da canadense Belo Sun.

Você já conhece a região

Anapu é um município do Pará, local onde vive Erasmo.

É por lá que em 2005 a irmã Dorothy Stang foi assassinada brutalmente, crime ainda não esclarecido e silenciado por impunidades. Desde 2015 já foram assassinadas mais de 18 lideranças das comunidades.

Em 2017, após grande impacto provocado por Belo Monte, a região tinha a cidade mais violenta do país. Em 2019 foi palco do segundo maior massacre carcerário da história do Brasil.

E agora Erasmo Theófilo segue sofrendo tentativas abertas de homicídio por resistir e liderar a resistência comunitária pelo direito de existir.

A comunidade vive em um ambiente onde quem é pobre não passa fome graças a Natureza, como o próprio agricultor fala em uma de suas entrevistas:

“É um lugar em que as famílias, apesar de toda a tragédia, de toda a luta, da falta de política pública, conseguem sobreviver e prosperar respeitando a Natureza”

 

E desejam melhorar, pela Vida, claro!

O agricultor Theófilo é presidente da Cooperativa da Volta Grande do Xingu e da Associação dos Moradores do Flamingo Sul, incentivando e cooperando também com esforços de comunidades que se organizam aos poucos com atenção plena por muitos anos, de modo muito efetivo.

Um bom exemplo dos esforços de sustentabilidade é que a comunidade iniciou, há 4 meses, uma campanha de captação de recursos com a intenção de instalar painéis de energia fotovoltaica e está bem perto de atingir seu objetivo.

Você pode conferir – e CONTRIBUIR – com a vaquinha aqui http://vaka.me/1128803 ↗

A maior preocupação atual não deveria ser Erasmo Theófilo conseguir sobreviver junto aos seus parentes.

Como ele mesmo diz no vídeo: acabar com a destruição intensificada durante a pandemia é também fundamental para sua existência

 

#NãoPodeVirarCamiseta

 

Não conhecemos o Theófilo, mas já dá para perceber o desafio que ele carrega e o respeito que a comunidade merece. Então com muita fé encampamos a campanha que permita que Theófilo não se transforme em mais uma camiseta de campanhas!

Quando as pessoas olham para a Amazônia, que vejam um território de pessoas que sofrem com tanta injustiça

A seguir uma listinha de links que foram fonte deste texto e servem para você aprofundar nos assuntos, conhecer redes e mídias éticas, que tratam de assunto SUPER importante com impacto direto na qualidade e disponibilidade das águas potáveis no mundo TODO

Lista de links

Entrevista na série Vozes que Resistem https://amazoniareal.com.br/erasmo-alves-teofilo-gado-nao-pode-valer-mais-do-que-gente/ ↗

Apelo recente da jornalista Eliane Brum https://fb.watch/_tWKVmdh1/ ↗

Matéria de 2019 da mesma Eliana Brum https://brasil.elpais.com/brasil/2019/11/15/opinion/1573820553_621324.html ↗

Entrevista de Theófilo no jornal ExtraClasse https://www.extraclasse.org.br/ambiente/2020/01/no-xingu-agricultor-jurado-de-morte-teve-de-sair-da-sua-cidade/ ↗

Revista Digital Amazônia Latitude https://amazonialatitude.com/2019/12/17/amazonia-centro-do-mundo/ ↗

Super cobertura da região no portal do ISA https://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/amazonia-centro-do-mundo ↗

Textos antigos sobre a região do Movimento Xingu Vivo para Sempre https://xinguvivo.org.br/?s=volta+grande ↗

E não se esqueça de acompanhar e compartilhar a hashtag, porque com a Vida não pode haver esquecimentos

#NãoPodeVirarCamiseta

 

 

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Avanço da monocultura no Maranhão ameaça produção do acampamento Marielle Franco

Por: Site

Mais de 150 famílias produzem alimentos na área, pulverizada com agrotóxicos para plantio de eucalipto e soja

Chamadas de deserto verde, extensas produções de eucalipto se espalham pelo Maranhão – Divulgação

Em meio a uma imensidão de soja e eucalipto, o acampamento Marielle Franco, próximo ao município de Itinga, no Maranhão, é considerado um ponto de resistência e sustentabilidade. Apesar de ainda não terem garantia da posse da terra, que está em processo de desapropriação, os agricultores acampados ali já avançam na produção de arroz, feijão, fava, abóbora, farinha, milho e diversas frutas e hortaliças.

Acampadas desde 9 de junho de 2018, as cerca de 150 famílias produzem uma diversidade de alimentos em um pequeno espaço de 110 hectares da área ocupada, em meio à pulverização de agrotóxicos para o cultivo de soja e eucalipto que se espalha pelo sul maranhense.

A região compreendida como mesorregião sul maranhense é pioneira na produção de soja em larga escala. Ainda no final dos anos 1990, alcançou a margem de 448,4 mil toneladas produzidas em quase 176,4 mil hectares, que antes era espaço de agricultores familiares que, da terra, tiravam a subsistência, mas se viram obrigados a migrar para centros urbanos como Itinga, Açailândia e Imperatriz.

Famílias do acampamento comercializam o excedente de produção nos centros urbanos e garantem renda / MST-MA

Filho de lavradores, o produtor Emílio Alves explica que as famílias ainda usam técnicas manuais de plantio e colheita, mas a produção já é suficiente para manter a subsistência de todas elas e gerar renda.

“Apesar de ser uma produção chamada de roça no toco, que é na foice e no machado mesmo, hoje nós temos uma produção muito boa. Digo com toda a segurança: hoje o feijão, o arroz, a fava, que é o que a gente consegue guardar, eu ainda tenho na minha casa para o consumo, frutos da mão de obra braçal, frutos da nossa terra”, destaca Emílio.

O produtor Emílio Alves se orgulha de alimentar a família com o que planta, entre arroz, feijão e farinha / Emílio Alves

Desapropriação em andamento

O acampamento Marielle Franco possui uma área de plantio reduzida em razão do processo de desapropriação em andamento. Contudo, em cerca de 110 hectares, os agricultores garantem destaque especial à produção de arroz, que deve alcançar a marca de 140 toneladas para a safra de 2020/2021.

Integrante da coordenação estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Divina Lopes explica que, além de garantir alimento saudável para a população da região, o espaço é a garantia de preservação do bioma, de territórios e comunidades que precisam da terra para o sustento.

“O acampamento Marielle fica sitiado pelo avanço do monocultivo do eucalipto e da soja, então se constitui ali um espaço de produção de resistência, porque, além de ser um espaço de produção de alimento saudável, de alimento diversificado, é um espaço também que constitui uma muralha de impedimento do avanço dos monocultivos, que têm destruídos biomas, territórios e comunidades”, argumenta.

Sem agrotóxicos, as áreas de cultivo apresentam uma grande diversidade de produtos entre frutas, legumes, verduras e hortaliças / Emílio Alves

Com um plantio livre de agrotóxicos, os produtores também declaram preocupação com o avanço do monocultivo, que, além de retirar agricultores de suas terras, também prejudica o plantio de alimentos em razão da pulverização de agrotóxicos na região.

“As pragas vão correr para onde não tem agrotóxico, isso é bem claro. Eles põem agrotóxico de um lado, então elas se refugiam na mata, e quando você faz essa abertura, elas vão atacar a tua produção. Essa é a nossa preocupação e, inclusive ano passado, a gente teve perda de muita fava. Não sabemos como resolver isso, porque cada vez mais os campos estão crescendo”, lamenta Divina.

Desmatamento no Maranhão

O Maranhão foi o estado que mais desmatou o cerrado para a agricultura, pecuária e plantio de eucalipto entre agosto de 2019 e julho de 2020, o que representa um crescimento de 13% nesse período, informam dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Ainda segundo o Inpe, a região sul maranhense, onde está localizado o acampamento Marielle Franco, foi a que mais perdeu mata nativa, com uma estimativa de 7.300 km², o equivalente a cinco vezes a área da cidade de São Paulo.

Por: Mariana Castro
Fonte: Brasil de Fato

Colapso no Amazonas: cresce o número de sepultamentos por covid-19

Por: Site

Vacinação do grupo prioritário deve começou nesta segunda (18), enquanto municípios do interior ainda são abastecidos

Crise de falta de oxigênio e colapso do sistema de saúde no Amazonas registra aumento nos sepultamentos com mais de 6 mil mortes por covid-19 no estado. – MICHAEL DANTAS / AFP

Após o colapso do sistema de saúde, na última quinta-feira (14), o estado do Amazonas começou esta semana registrando mais um crescimento no número de óbitos em decorrência da covid-19. Nesta segunda-feira (18) foram registradas 6.191 mortes, quase 280 mil casos confirmados e a fila de espera por um leito já passa dos trezentos pacientes, de acordo com dados da Secretaria de Saúde do Estado.

Em compensação, por causa da repercussão da calamidade de pacientes morrendo sem oxigênio nos principais hospitais, começaram a chegar novos cilindros, por meio de doações e ações do poder público. O governo do estado também iniciou a transferência dos pacientes graves com covid-19 para outras regiões. Ao todo, já foram transferidos 94 pacientes, endereçados para unidades no Piauí, Maranhão, Goiás e Paraíba.

Segundo comunicado da Secretaria Estadual de Saúde, 30 municípios retiraram, nos últimos dois dias aproximadamente 950 cilindros de oxigênio na própria Secretaria, na Central de Medicamento e na empresa White Martins. Outros 150 cilindros, ainda segunda SES, foram enviados via terrestre ou aérea para as cidades de Tefé, Coari, Parintins, Fonte Boa e Tapauá. 

Colapso

O sistema de saúde do estado entrou colapso na última quinta-feira (14), quando as unidades bateram recorde de internações e a demanda por oxigênio aumentou cinco vezes. Os médicos ficaram desesperados e começaram a gravar vídeos denunciando a situação. Alguns pacientes morreram por asfixia, quando não conseguem respirar.

A crise também atingiu quem não estava com covid-19. Era o caso de bebês recém-nascidos, que precisavam fazer uso do oxigênio. Especialistas, como epidemiologista Jesem Orellana da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Amazonas, afirmam que esta crise era evitável e que os governos estadual e federal sabiam que o oxigênio não seria suficiente para uma nova onda de internações  no estado.

“O governo do estado do Amazonas, na figura do governador, obviamente, reconhece que vinha fazendo o monitoramento de vários indicadores, incluindo do consumo de oxigênio medicinal. Portanto, eles vinham acompanhando essa situação há mais de duas, três semanas; eles sabiam que provavelmente nós chegaríamos a uma situação limítrofe como essa, e isso é uma situação que precisa ser investigada pela justiça”, pontuou. 

Com a escassez do oxigênio, as famílias dos pacientes se lançaram numa corrida em busca dos cilindros no mercado e se depararam com um aumento de preços incalculável, como recorda a psicóloga Karla Tayná, cujo tio estava internado no Hospital 28 de Agosto, um dos maiores de Manaus.
 
“A gente nunca imaginou que viveria o que viveu na semana passada. Muita gente procurando cilindro para comprar, as empresas aumentando o preço absurdamente; um cilindro que vale 600 reais indo para 6 mil reais. Imagina que muitas famílias não conseguiram comprar. É muito caro”, relata ela. 

Enem

A crise na saúde provocou o adiamento do Enem, o principal exame nacional que garante o acesso ao Ensino Superior, e os estudantes amazonenses farão a prova nos dias 23 e 24 de fevereiro.

A manutenção do exame não agradou a alguns candidatos, como Ana Paula Feitosa, que tentará o curso de medicina no vestibular. “Eu acho muito injusto, porque assim como foi difícil para mim me preparar, imagino que para muitos outros também. Então, você ainda ter que fazer  uma prova com familiar internado, ou depois de perder um familiar, é muito triste”, declarou. 

Vacina

O governo do Amazonas iniciou a vacinação do grupo prioritário nesta segunda-feira (18). O estado recebeu 256 mil doses do governo federal e 50 mil do governo de São Paulo.

Em comunicados à imprensa, o governo estadual anunciou requisição de novos cilindros, transferências de pacientes, força tarefa da equipe da assistência social e fiscalização sobre o abastecimento de oxigênio nas unidades do interior. 

A justiça federal do Amazonas determinou que o governo federal apresente um plano de abastecimento de oxigênio e transferência de pacientes com risco de morte. Até o momento, segundo informações do ministério da saúde, foram enviados 350 cilindros e 373 bombas de infusão, mas quantidade ainda é insuficiente.

Por: Afonso Bezerra
Fonte: Brasil de Fato

MP vai investigar mortes por falta de oxigênio no Amazonas

Por: Site

Procedimento foi instaurado pelo Gaeco

O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) vai apurar as causas e as consequências da falta de oxigênio medicinal em hospitais públicos e privados do estado. O procedimento foi instaurado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Segundo o MP, promotores vão coletar “possíveis evidências de atuação criminosa organizada” e apontar soluções para a situação – que, em nota, o órgão classificou como “caótica”. Além do Gaeco, a ação contará com a colaboração de membros de outras promotorias que lidam com aspectos como direito à saúde, à vida e à dignidade humana.

Em um despacho conjunto, promotores do Gaeco citam reportagens publicadas pela imprensa que, entre outros aspectos, informam que pacientes internados em hospitais de Manaus devido à covid-19 morreram pela falta de oxigênio.

Alegando que as medidas adotadas para fazer frente ao problema deveriam ter sido tomadas antes, os promotores afirmam ser necessário apurar quem, “entre pessoas físicas, jurídicas, servidores e entidades”, deixou de observar as “medidas de precaução necessárias”, permitindo que, “por motivos de desídia [negligência] ou interesses econômicos”, o “caos” se instalasse no sistema de saúde amazonense.

Desde a semana passada, o Amazonas, sobretudo a capital, Manaus, está às voltas com o desabastecimento de oxigênio medicinal. Já na terça-feira (12), o governador Wilson Lima afirmou que, só nos estabelecimentos públicos de saúde, a demanda pelo produto tinha aumentado mais de 11 vezes além da média diária de consumo em virtude do crescimento do número de casos da covid-19.

“Consumimos, na rede pública estadual de saúde, uma média de 5 mil metros cúbicos diários. Só nessa terça-feira foram consumidos 58 mil metros cúbicos”, disse Lima na terça-feira.

Principal fornecedora do insumo para o estado, a empresa White Martins afirma enfrentar um “cenário de crise sem precedentes”. A companhia, que até recentemente utilizava apenas metade da capacidade de produção da fábrica de Manaus para atender à demanda regional, elevou de 25 mil m3/dia para 28 mil m3/dia o limite máximo de produção da unidade fabril – o que, segundo a empresa e autoridades, ainda é pouco para atender a demanda que, na quinta-feira (14), já chegava a 70 mil m3/dia.

Para mitigar a situação, a White Martins está adotando uma série de medidas, entre elas a importação de parte do oxigênio que produz em suas fábricas da Venezuela e a compra do produto de outros fornecedores locais. O produto também está sendo transportado de outras cidades onde a White Martins tem fábricas para Belém, de onde é levado para Manaus em balsas, de onde a quantidade necessária é redistribuída para o interior do estado.

Força-tarefa

Até o momento, a situação só não foi pior devido a uma operação de guerra montada com o apoio de órgãos públicos, sobretudo das Forças Armadas. Nos últimos dias, aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) transportaram até o estado 36 tanques de oxigênio líquido, 1.510 cilindros de oxigênio gasoso, 40 respiradores e 12 usinas de oxigênio, entre outros equipamentos que, até este fim de semana, já totalizavam mais de 168 toneladas de carga. Em média, o estado tem recebido quatro voos diários de aeronaves militares cargueiras (KC-390 e C-130) transportando oxigênio líquido e gasoso, produto altamente inflamável.

Além disso, com o adiamento da entrega, pelo governo da Índia, de 2 milhões de doses de vacina que o Ministério da Saúde comprou do laboratório indiano Serum Institute, o avião comercial que o governo federal fretou para buscar os imunizantes foi usado para transportar sete usinas de oxigênio do Rio de Janeiro para Manaus. Segundo o governo estadual, os equipamentos doados pelo Ministério da Saúde chegaram à capital amazonense na tarde de ontem (17) e vão contribuir para a geração de oxigênio para uma parte dos hospitais locais a partir desta semana.

Juntas, as usinas têm capacidade para gerar o oxigênio necessário para abastecer a 100 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Inicialmente, duas usinas vão abastecer a enfermaria de campanha do Hospital Delphina Aziz. Três atenderão os hospitais Platão Araújo, Francisca Mendes e o Instituto de Saúde da Criança do Amazonas. Outras duas usinas restantes serão destinadas a outros hospitais que ainda serão definidos.

Outras cinco usinas de oxigênio foram doadas ao estado pelo Hospital Sírio-Libanês. O governo de Pernambuco e a prefeitura de Recife doaram 200 concentradores de oxigênio que serão destinados a 49 cidades amazonenses com maiores dificuldades de acesso à capital e poucos cilindros de oxigênio disponíveis. Os equipamentos pernambucanos vieram de hospitais de campanha desativados no estado e ajudarão os pacientes que necessitarem de máscaras de ventilação não invasiva, sem a necessidade de respiradores.

Parte dos cilindros de oxigênio doados já foram distribuídos no último fim de semana, com o apoio da Polícia Civil, que usou helicópteros para transportar os equipamentos até hospitais de cidades do interior do estado.

Venezuela

De acordo com o governo estadual, o governo do estado de Bolívar, na Venezuela, também doou oxigênio hospitalar ao estado. A iniciativa, segundo a própria White Martins, não tem qualquer relação com a importação do produto disponível nas fábricas venezuelanas da empresa.

Ainda de acordo com o governo do Amazonas, carretas vindas da Venezuela devem chegar ainda hoje a Manaus, transportando 107 mil metros cúbicos de oxigênio doados pelo governo de Bolívar. “Isso vai contribuir significativamente para que haja uma estabilidade na nossa rede hospitalar, tanto na capital quanto no interior”, afirmou o governador Wilson Lima, em nota.

Também em nota, a White Martins esclareceu que está atuando para viabilizar a importação do oxigênio que identificou estar disponível em suas operações no país vizinho. Esta sim será, segundo a multinacional, “uma operação entre as empresas do grupo, sem envolvimento do governo”.

Fonte: Agência Brasil – EBC
Edição: Valéria Aguiar

Setenta e sete pacientes com covid-19 foram transferidos do Amazonas

Por: Site

A Força Aérea transportou 74 pacientes e 3 voaram de UTI aérea

A lotação de hospitais públicos do Amazonas devido ao aumento do número de internações de pessoas infectadas pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) já motivou a transferência de 77 pacientes para outras unidades da federação.

Segundo o Ministério da Saúde, a Força Aérea Brasileira (FAB) transportou a 74 pacientes com covid-19 entre sexta-feira (15) e a manhã de hoje (18). Deste total, 23 foram levados para São Luís (MA); 15 para Brasília (DF); 15 para João Pessoa (PB); 12 para Natal (RN) e 9 para Teresina (PI).

A Secretaria de Saúde do Amazonas remanejou outros três pacientes na última sexta-feira (15). De acordo com a pasta, os pacientes foram levados a Rio Branco a bordo de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea da própria secretaria.

De acordo com o Ministério da Saúde, as transferências fazem parte de um plano de cooperação interestadual, executado pelo governo federal, em parceria com o governo do Amazonas, para “aliviar a demanda do sistema de saúde de Manaus diante do recrudescimento da pandemia no Amazonas”.

A seleção dos pacientes a serem transferidos leva em conta o chamado Protocolo de Classificação de Risco Manchester, observando os sinais e sintomas que a pessoa apresenta e com base nos quais é estabelecida a prioridade de atendimento conforme a gravidade de cada caso. Para ser transferido, o paciente deve apresentar sinais vitais (frequência cardíaca, respiratória e pressão arterial) estáveis, além de assinar um termo de consentimento para a transferência.

Durante o trajeto, o paciente é acompanhado por sete profissionais de saúde. Além disso, as aeronaves usadas devem contar com equipamentos e insumos hospitalares.

Até ontem (17) a noite, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas contabilizava 230.644 casos confirmados da doença. Desde que a presença do novo coronavírus no país foi confirmada, no fim de fevereiro de 2020, 6.191 pessoas perderam a vida em todo o estado em consequência da covid-19. Entre os casos confirmados, 1.702 pacientes continuavam internados, em observação, até ontem. Destes, 1.123 ocupam leitos clínicos (486 na rede privada e 637 na rede pública), 561 vagas de UTI (255 na rede privada e 306 na rede pública) e 18 estão nas chamadas salas vermelhas (estruturas destinadas à assistência temporária a pacientes críticos ou graves que, uma vez estabilizados, são encaminhados a outros pontos da rede de atenção à saúde).

Fonte: Agência Brasil – EBC
Edição: Aline Leal

Problema de oxigênio no Amazonas está equacionado, diz Pazuello

Por: Site

Ministro e governador falaram sobre plano de enfrentamento à covid-19

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, declarou em entrevista coletiva hoje (18) que o problema de abastecimento no estado do Amazonas está “equalizado”. Ele e o governador do estado, Wilson Lima, falaram sobre o plano de ações para enfrentar o colapso no sistema de saúde local, especialmente na capital Manaus.

O plano foi elaborado em resposta a uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandovski na sexta-feira (15). A partir de um pedido do PC do B e do PT, o magistrado estabeleceu que o governo federal teria até 48h para apresentar o plano e fornecer oxigênio e insumos ao estado.

Pazuello informou que o plano foi submetido ao STF ontem (17) e que será disponibilizado na página do Ministério da Saúde. Apesar de afirmar que o abastecimento de oxigênio estaria normalizado, o titular do Ministério admitiu a situação grave do estado. “Toda a logística está impactada, não é só oxigênio. Equipes de saúde estão no seu limite. Hospitais estão no seu limite. Médicos estão no seu limite”, destacou.

O governador do Amazonas reforçou que o abastecimento de oxigênio foi “equilibrado”, mas acrescentou que o cenário pode piorar. Isso porque o mês de fevereiro é tradicionalmente quando há mais casos de síndromes gripais graves, tendo um clima e ambiente propícios para a disseminação de vírus gripais.

“Temos preocupação para o mês de fevereiro. Ele historicamente é onde há maior quantidade de casos de SRAG [Síndrome Respiratória Aguda Grave]. Estamos nos preparando para a situação. Estamos trabalhando para ampliação de leitos. Uma enfermaria foi montada no estacionamento do hospital Delphina Aziz. Ainda temos fila significativa de pessoas que esperam atendimento”, contou Lima.

Crise

Tanto Lima quanto Pazuello buscaram explicar como a situação saiu do controle e as ações adotadas. Segundo o governador, no auge do primeiro pico da pandemia, entre abril e maio, o consumo de oxigênio chegou ao máximo de 30 mil metros cúbicos (m3). Já neste novo pico, entre dezembro e janeiro, o consumo médio saiu de 15 mil m³ para 75 mil m³.

Lima colocou que houve ampliação dos leitos na cidade, com 700 unidades criadas nos últimos dois meses. Agora, para além de Manaus está havendo uma preocupação com o interior, onde o sistema de saúde é menos estruturado.

O ministro da Saúde disse que a equipe da pasta tomou conhecimento do desabastecimento no dia 8 de janeiro. Ele negou a informação publicada na imprensa de que um ofício da Advocacia-Geral da União (AGU) ao STF revelaria que o órgão já tinha ciência da situação antes.

“Quando chegamos [a Manaus] no dia 4 [de janeiro] o problema era estrutura de leito. Não havia a menor indicação de falta de oxigênio. A quantidade de oxigênio que a White Martins fabrica por dias é de 28 mil m³ e o consumo era de 17 mil m³. A White Martins tinha flexibilidade de trazer quase o dobro. A elevação foi muito rápida. Tomamos conhecimento de que a White Martins chegou no limite quando ela nos informou”, comentou.

Pazuello elencou as medidas adotadas pelo governo. Até o momento foram removidos 90 pacientes para hospitais federais. Foram levadas “toneladas de equipamentos e insumos” ao estado e transportados “centenas de cilindros” em aviões cargueiros civis e militares. Um navio cargueiro da Marinha está em deslocamento para Manaus com 40 mil m³ de oxigênio.

Ele destacou os leitos habilitados (quando o ministério passa a custear parte das despesas), mas não detalhou o número. Um hospital de campanha militar foi deslocado para Manaus. Sobre o apoio com pessoal, o titular do Ministério da Saúde relatou ter selecionado e capacitado oito mil profissionais de saúde, tendo 300 já sido contratados.

O governo brasileiro está em diálogo com o governo dos Estados Unidos para conseguir o apoio de um avião que auxilie no transporte dos cilindros. Mas, conforme o ministro, ainda não há data para que a aeronave comece a operar.

Outras cidades

Pazuello alertou que a crise em curso no Amazonas pode se replicar em outras cidades e estados. Ele destacou o período chuvoso no Norte e em parte do Nordeste neste início do ano como propício para a disseminação do vírus, enquanto no restante do país os períodos mais perigosos podem ser no inverno. Além disso, chamou a atenção para o fato de que a variante do novo coronavírus encontrada na capital amazonense já está em circulação em outros locais do país.

“Isso sim pode se replicar para outras cidades e pode se replicar quando chegarmos mais perto do inverno na região centro-sul. Vamos combater isso com vacina. É por isso que estamos tão ávidos por receber as vacinas, distribuí-las e imunizar a população. Esta é a grande ação efetiva para segurar a pandemia. E manter as estruturas que foram criadas, os leitos que foram criados para a covid-19 ativos nas regiões que poderão sofrer o impacto”, sublinhou.

Fonte: Agência Brasil – EBC
Edição: Aline Leal

Governo cria comissão que fará plano integrado da Base de Alcântara

Por: Site

Decreto foi publicado no Diário Oficial de hoje

O presidente Jair Bolsonaro editou decreto que cria a Comissão de Desenvolvimento Integrado para o Centro Espacial de Alcântara, no Maranhão. O documento foi publicado na edição desta sexta-feira (13) do Diário Oficial da União (DOU).

O grupo será responsável por elaborar e monitorar a implementação do programa de desenvolvimento integrado do local, com o objetivo de desenvolver a infraestrutura da região além de criar os modelos de negócios que incentivem as atividades espaciais.

No final do ano passado, após tramitação no Congresso Nacional, foi oficializado o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas entre os governos brasileiro e dos Estados Unidos (EUA). O acordo tem por meta proteger a tecnologia desenvolvida pelos países contra o uso ou cópia não autorizados. Sem a assinatura do acordo com os EUA, nenhum satélite com tecnologia norte-americana embarcada poderia ser lançado da base de Alcântara, pois não haveria a garantia da proteção da tecnologia patenteada por aquele país.

Mercado espacial

Uma das metas é expandir o setor espacial no Brasil e abrir caminho para o país no mercado internacional. De acordo com o Ministério de Ciência e Tecnologia, esse projeto é importante para a soberania do Brasil e para o desenvolvimento econômico e social. A estimativa da pasta é que o desenvolvimento do Centro Espacial de Alcântara alcançará, em 2040, mais de US$ 40 bilhões por ano com a ocupação de pelo menos 1% do mercado global do setor.

A comissão será presidida pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, com participação da Agência Espacial Brasileira (AEB) e dos ministérios da Defesa, Infraestrutura, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Regional, Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e Advocacia-Geral da União. A Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência e o Comando da Aeronáutica completam o colegiado.

Fonte: Agência Brasil – EBC
Edição: Lílian Beraldo

Artesãos da Ilha do Marajó, no Pará, perdem renda e relatam desamparo na pandemia

Por: Site

Crise econômica e sanitária tornou ainda mais difícil a vida dos artesãos, que denunciam abandono e pedem valorização

O artesão Advaldo Bonfin na sua olaria, localizada no distrito de Icoaraci. Para incrementar a renda, passou a vender diversos tipos de plantas – Catarina Barbosa/Brasil de Fato

Você provavelmente já viu ou ouvir falar da cerâmica marajoara. A habilidade para moldar vasos, pratos, panelas ou em itens de decoração, é uma herança dos indígenas que viviam no arquipélago do Marajó.

Os artesãos que vivem desse trabalho, no distrito de Icoaraci, no estado do Pará, têm enfrentado dificuldades para comercializar seus produtos durante a pandemia da covid-19.

Advaldo Santos Bonfin, de 60 anos, trabalha há 40 anos com arte e diz que os meses de março, abril e maio foram os mais críticos, com redução de até 80% das vendas.

Cestos, vasos e itens de decoração com motivos marajoaras produzidos no espaço do seu Advaldo Bonfin. Ao fundo, as plantas que ele comercializa para incrementar a sua renda. / Catarina Barbosa/Brasil de Fato

Ele trabalha no bairro do Paracuri, onde ficam também outras olarias semelhantes a sua, umas mais rústicas, outras menos. No bairro, falta saneamento, o asfalto precisa de reparos, mas Advaldo, diz que o que ele realmente espera das autoridades é o reconhecimento e a valorização dos seus saberes. 

O governo do Pará criou, durante a pandemia, o Fundo Esperança, um crédito com o objetivo de amenizar os impactos econômicos provocados pela covid-19. Seu Advaldo procurou o benefício porque estava com o seu espaço comercial fechado, mas disse que ficou decepcionado com o que lhe foi ofertado. 

“Foi aprovado, mas acontece que só queriam liberar R$ 700 e esse valor não dava nem para manter o pessoal trabalhando.”

Advaldo Bonfin, 60, na sua olaria, em Icoaraci, no Pará. – Créditos: Catarina Barbosa/Brasil de Fato

O artesão tem cinco funcionários que trabalham na parte de cerâmica e quatro membros da sua família, que atendem no espaço como um todo.

A vida para montar o pequeno comércio foi suada. Quando começou, há 40 anos, ele revezava a rotina de trabalho entre o serviço de vigilante à noite e a produção das peças marajoaras durante o dia.

Com o passar dos anos, ele percebeu que, mesmo sendo valorizado por determinas pessoas, o artesanato marajoara recebe poucos incentivos por parte do poder público. Foi quando ele decidiu incrementar o negócio e passou a vender também plantas, terra, adubo e seixo.

Apesar de todas as dificuldades, ele diz que não pensa em fazer outra coisa e retomou as atividades, tomando todas as medidas de segurança. “Espero que as coisas melhorem”, diz.

Dificuldades

Assim como seu Advaldo, a artesã Divani Ramos, de 47 anos, trabalha há 20 com artesanato marajoara. Ela também afirma que o descaso com os artesãos não é de hoje e que além de ter tido problemas financeiros, ela e o marido contraíram a covid-19. 

Aqui, muitos dependem do turismo, eu dependo do turismo. 

“Foi muito difícil, porque as contas de água e luz continuam chegando. As dívidas que tínhamos só aumentaram e veio a queda do movimento. Aqui, muitos dependem do turismo, eu dependo do turismo. Então, o artesanato é visto como algo supérfluo, só para decoração. Eu, como cidadã, não tive direito ao auxílio emergencial, só o meu marido”, diz ela. 

Divani também relata que o Fundo Esperança não foi alternativa, devido ao baixo valor, que não compensava para ela e o esposo. Ela avalia que a situação de ambos só não foi pior, porque eles não têm filhos pequenos e a internet, apesar de falhar muitas vezes, foi uma grande alidada.

“Nós não dependemos 100% do turismo, porque temos clientela fixa, então, diminuiu muito, mas continuamos vendendo, via Whatsapp e assim conseguimos fazer delivery“, conta ela. 

Divani Ramos pintando uma caneca marajoara. Ela afirma que o poder público só aparece no local em época de eleições / Catarina Barbosa/Brasil de Fato

A valorização oportuna 

Segundo a artesã, os representantes do poder público só aparecem no local em época de eleições, seja estadual ou municipal. 

“A minha briga com esses políticos que vêm aqui é por uma visão melhor para nossa arte. Nós somos uma das artes mais bonitas do mundo. Nós somos riqueza no Pará e nossos governantes ainda não perceberam o valor que nós temos”, questiona.

Nós trazemos dinheiro, verba para o estado, direta e indiretamente. Custava o nosso governador, nosso prefeito ter um olhar mais carinhoso, nós dar apoio? 

Divani considera ainda que o governo além de não valorizar os profissionais, esquece que eles podem ser aliados no incremento do turismo. 

“Nós trazemos dinheiro, verba para o estado, direta e indiretamente. Custava o nosso governador, nosso prefeito ter um olhar mais carinhoso, nós dar apoio? Nós não temos direito à aposentadoria como artesão. Nós deveríamos ter um ‘defeso-artesão’, porque no inverno cai muito a nossa produção, afinal, não temos sol suficiente para secar a louça. A minha briga maior e revolta é que eles não têm um olhar para os artesãos de Icoaraci”, diz ela. 

Futuro em risco

Silvia Vanessa Leal, 33, tem um ponto fixo na Feira de Artesanato do Paracuri, na orla de Icoaraci. O espaço é mantido por uma associação de artesãos. Ela também aponta a falta de investimentos do poder público como algo que, não só deprecia o trabalho minucioso de todos que vivem da arte, mas também coloca em risco a continuidade do trabalho ancestral.

Para Silvia, o maior medo é ver a arte com a qual seus pais trabalham desde que ela era criança desaparecer por falta de investimentos: “Espero que não aconteça.”

A Secretaria Municipal de Economia do município disse, em nota, que “tem incentivado os artesãos de Icoaraci, através de espaços de comercialização dos produtos, como na feirinha que ocorre aos domingos na praça da República e também na feira Ver-a-Arte, promovida no Mercado Francisco Bolonha”.

Eles disseram ainda que “outros pontos de comercialização dos produtos dos artesãos de Icoaraci estão sendo estudados pela Secon, aguardando apenas a normalidade pós-pandemia”

Por: Catarina Barbosa
Fonte: Brasil de Fato

Governo leva profissionais de saúde e equipamentos para o Amazonas

Por: Site

Insumos vão para São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga

Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou neste domingo (17) de Brasília levando 11 profissionais de saúde e milhares de equipamentos de proteção individual, insumos como álcool em gel e equipamentos para atender hospitais de São Gabriel da Cachoeira e de Tabatinga, no Amazonas.

“Estamos embarcando agora para São Gabriel e Tabatinga, a fim de prestar apoio aos dois distritos do Amazonas”, disse antes do embarque o secretário Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Robson Santos da Silva, que acompanha a missão representando o Ministro Interino da Saúde, Eduardo Pazuello.

Sesai e ministério da defesa levam insumos para o Amazonas
Sesai e ministério da defesa levam insumos para o Amazonas – Divulgação/Sesai

Segundo o general Luiz Narvaz Pafiadache, secretário de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto (SEPESD), do Ministério da Defesa, o envio visa combater o novo coronavírus (covid-19) nas terras indígenas da região.

A região tem uma das maiores populações indígenas do país e é atendida pelos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Diseis) do Alto Rio Solimões e do Alto Rio Negro.

O voo partiu de São Paulo, fez escala em Brasília, e a previsão é de escalas na Serra do Cachimbo e em Manaus antes de chegar a São Gabriel da Cachoeira ainda neste domingo (17). Na segunda, a missão segue para Tabatinga.

Com informações da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai)

Fonte: Agência Brasil – EBC
Edição: Fernando Fraga

Governador do Amazonas diz que pico de covid-19 deve acontecer em maio

Por: Site

Estado registra quase 2,5 mil casos de covid-19 e mais de 200 óbitos

O governador do Amazonas, Wilson Lima, disse hoje (23) que, apesar do alto número de casos, o pico da epidemia do novo coronavírus no estado deve ocorrer na primeira quinzena de maio. Lima participa de uma videoconferência realizada pela comissão externa da Câmara dos Deputados para acompanhar as ações de combate ao coronavírus no país. O estado já registrou 2.479 casos de covid-19, com mais de 200 óbitos.

Durante a participação, Lima ressaltou que cerca de 90% dos leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) dedicados a pacientes com o vírus estão ocupados, e disse que o estado precisa com urgência da ajuda do governo federal e da iniciativa privada para a compra de respiradores, equipamentos de proteção individual (EPIs), como máscaras, e também de profissionais de saúde para atender à população.

“O quadro aqui é muito delicado. O que tem acontecido e o que está por vir nos próximos dias nos acende um sinal de alerta muito forte. Daí [vem] a necessidade de termos ajuda federal e da iniciativa privada, todas as ajudas”, disse Lima. “Estamos aqui trabalhando no nosso limite e vamos ampliando as estruturas na medida em que vamos recebendo equipamentos, insumos”, acrescentou o governador. Lima ressaltou ainda que o estado também enfrenta problemas em razão de um surto da gripe H1N1 em decorrência do período de chuvas.

Além da capital, Manaus, o estado registra casos de covid-19 em mais de 30 cidades. De acordo com o governador, a expectativa é que o pico atinja primeiramente a capital e em seguida as cidades do interior. Lima afirmou ainda que tem conversado com os prefeitos para intensificar as medidas de isolamento social e impedir o trânsito entre as cidades do estado, em especial, naquelas próximas a comunidades indígenas.

“Não tem outro caminho que não seja o isolamento social para que se possa quebrar a transmissão do vírus. Não tem vacina ou outro tratamento com eficiência comprovada”, disse. “A gente está se preparando para esse momento e ainda tem um tempo em relação ao interior de 10 a 15 dias”, afirmou.

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, também participou da videoconferência e falou sobre a situação da pandemia na capital. Virgílio disse que o município, que tem mais de 90% dos leitos de UTI disponibilizados para pacientes com o vírus ocupados, também precisa de equipamentos, pessoal especializado e EPIs para aumentar o atendimento.

Equipamentos

Segundo o prefeito, o governo sinalizou a entrega de alguns equipamentos. Mas outros aparelhos de uso essencial, como tomógrafos, não foram recebidos. Esses aparelhos poderiam ajudar no direcionamento dos casos considerados mais graves. “O vírus corrói o pulmão com uma rapidez que, às vezes, a máquina burocrática não aprendeu a andar na mesma velocidade”, disse Virgílio. “Precisamos depressa, para evitar uma procura demasiada em cima da rede que está exaurida, 96% e 100% são quase sinônimos”, afirmou.

Virgílio disse ainda que uma parcela das pessoas não está seguindo o isolamento social e falou em aglomerações em alguns pontos da cidade. Segundo o prefeito, diante da possibilidade de pico nos casos de coronavírus, o município não tem condições de reabrir as atividades econômicas.

“Fazemos um esforço danado para conservar as pessoas em casa e essas aparições do presidente [Jair Bolsonaro] dizendo que não há perigo em ir para rua, elas desmobilizam. Nós entendemos que Manaus não tem a menor condição de abrir completamente para a atividade econômica, porque mais pessoas vão adoecer e procurar os hospitais que já estão lotados”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil – EBC
Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Mais uma idosa morre por Covid-19 no Acre e vítimas da doença chegam a 11 no estado

Por: Site

Morte foi confirmada pela Secretaria de Saúde e família da paciente. Idosa de 64 anos ficou quatro dias internada na Prontoclínica e mais quatro na UTI do PS.

Mais uma idosa morre por Covid-19 no Acre e vítimas da doença chegam a 11 no estado — Foto: Junior Aguiar/Secom-AC
Mais uma idosa morre por Covid-19 no Acre e vítimas da doença chegam a 11 no estado — Foto: Junior Aguiar/Secom-AC

Therezinha Mota, de 64 anos, é a 11ª vítima fatal de Covid-19 no estado. A mulher era comerciante e estava há oito dias internada, sendo que quatro foram na Prontoclínica e mais quatro na UTI do pronto-socorro de Rio Branco. A morte dela foi confirmada pela Secretaria de Saúde e também pela família na manhã desta quinta-feira (24).

Ela é tia do presidente da Associação Família Azul do Acre (Afac), Abrãao Púpio. Ele diz que a idosa é bastante conhecida por ter uma loja de confecção de roupas na Estação Experimental e que foi internada logo que começou a sentir os sintomas. A família diz que ela também era hipertensa e a Saúde confirmou que ela também sofria com epilepsia.

A Sesacre informou que ela foi transferida da Prontoclínica para a UTI PS no último dia 20. “Logo que ela começou a sentir os sintomas, ela foi internada, mas avançou muito rápido. Ainda na Prontoclínica ela recebeu o resultado de Covid-19, mas foi transferida porque lá não tinha condições de atender o quadro dela”, conta.

No Acre, já são 227 casos confirmados do coronavírus, até esta quinta-feira (22). A Saúde destaca ainda que 78 pessoas não têm mais o vírus no organismo, sendo consideradas curadas. Assim, 149 pessoas seguem em tratamento e a taxa de recuperação é de 34 %.

Mortes confirmadas O estado tinha registrado, até esta quinta, dez mortes após confirmar que mais dois idosos que estavam internados na UTI do pronto-socorro não resistiram à doença. As vítimas fatais foram uma senhora de 79 anos e um homem de 68 anos.

A oitava morte é de um idoso de 85 anos que faleceu no domingo (19), por volta das 19h50, vítima da doença, no pronto-socorro de Rio Branco. A sétima morte é de uma aposentada de 69 anos que faleceu no sábado (18) , mas que os exames foram divulgados somente na noite deste domingo.

A Saúde confirmou a sexta morte no estado, sendo de um administrador de uma empresa e tem 51 anos. Ele estava internado há um mês no Hospital Santa Juliana, depois de ser diagnosticado com câncer, e morreu. A Saúde informou que o exame para Covid-19 deu positivo e ele havia sido transferido para UTI do PS com quadro clínico grave. Ele morreu no sábado.

O exame confirmou que o motorista de aplicativo Mariano Neto, de 35 anos, que morreu na terça-feira (14), foi em decorrência de complicações causadas pela Covid-19. A família contou que, desde janeiro, ele fazia tratamento para uma pneumonia bacteriana e que o quadro havia se agravado em março. O caso só foi confirmado nesta quinta-feira (16). Ele foi a quinta vítima da doença.

A quarta vítima da doença foi o aposentado João Faustino Gadelha, de 79 anos. Ele estava internado na UTI do PS em Rio Branco desde o dia 6 de abril, quando chegou já em estado grave. Esta foi a primeira morte registrada em Plácido de Castro, tendo em vista que a vítima morava lá.

A terceira vítima do vírus, Andre Avelino, de 82 anos, morreu no Lar Vicentino, no sábado (11), e o exame que comprovou a causa da morte como Covid-19 saiu na noite de domingo (12).

Além deles, Antônia Holanda, de 79 anos, e Maria Lúcia Pismel de Paula, de 75, morreram na segunda (6) e terça-feira (9), respectivamente, por complicações após serem diagnosticadas com Covid-19.

Depois da morte de Avelino, mais dois idosos do abrigo tiveram que ser levados à Unidade de Pronto-Atendimento em Rio Branco para avaliação e acompanhamento médico. Uma higienização também foi feia no local.

Alunos de medicina da Universidade Federal do Acre (Ufac) criaram um canal de teleatendimento que está ajudando nas orientações e até encaminhamentos de casos suspeitos da doença.

Uma pesquisa, divulgada, nesta quarta-feira (15), mostra ainda que menos de 40% dos acreanos cumprem o isolamento social. De acordo com o levantamento, a segunda-feira (13) foi o dia em que o índice de isolamento mais caiu em todo o estado.

Por: Tácita Muniz
Fonte: G1

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