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Ferramenta para suas denúncias de forma acessível, simples e segura

Por: Pacha Men

Águas Mídia Livre - Brasil - Bem comum em mídia livre

Colaborando com esforços humanitários em ambientes virtuais, estamos atualizando nosso ambiente de recepção de informações e denúncias de crimes e destratos com as águas e a Natureza.

Nosso sistema foi implementado como uma ferramenta segura para relatar violações de Direitos Humanos e Direitos da Natureza, onde aprendemos com a experiência de diferentes organizações.

leak.aguas.ml ↗

 

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Conversas sobre segurança hídrica e territórios biorregionais

Por: Pacha Men

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Sem dúvida alguma o impacto da poluição, dos desmatamentos e da ausência de ações harmônicas com a Natureza tem deixado pior, mais difícil e cruel, o dia a dia de quase todos os seres do planeta.

Os avanços dos últimos séculos são incapazes de garantir nosso futuro, dado que nos presenteia com oportunidades de, ao menos, ampliar nossa capacidade de adaptação e – quem sabe – mitigar alguns dos danos causados à Mãe Natureza.

Em tempos de uma pandemia com impactos ainda desconhecidos, ansiamos por soluções simples. Mesmo que inalcançáveis, talvez sejam possíveis se atuarmos em uma ordem mascarada de aleatoriedade, com solidariedade e democracia.

Quem acompanha a cena sustentável e viu seus germinares sabe o tanto de biruleibes já criados, este talvez seja mais um, ninguém sabe quais são os caminhos das águas do futuro.

As atuais, escassas em pureza, abundantes quando poluídas. É bem simples enxergar isso em qualquer cidade do mundo.

Assim, sabendo que existe água em você e muito mais em algum lugar perto de você, cocriaremos uma conversa louca sobre os motivos de uma paixão pelas águas

Pode digitar o que quiser abaixo, a pergunta que te fazemos, se precisar de uma inspiração, é:

Água, pra quê te quero?

 

Seguimos!

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Abertura de contas no Banco Social CAPIN das Águas

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Estamos iniciando a abertura de contas da base bancária da COMUNIDADE DE APRENDIZAGEM INTEGRATIVA DAS ÁGUAS no mundo do Edinheiro

Total de contas já criadas no Banco CAPIN: 4 contas 

É a tecnologia de suporte da rede paulista de bancos comunitários, à qual estamos nos conectando de muitas formas.

Mais um passo para a gestão financeira das atividades expedicionárias do Banco Social CAPIN

Se você deseja dar os primeiros passos junto com a gente, entre em contato ou preencha o formulário https://bancocapin.ga/abertura-de-contas-no-e-dinheiro/ ↗

Dados que precisará para criação de sua conta no Banco CAPIN

  • Nome
  • E-mail
  • CPF
  • CEP
  • Data de Nascimento
  • Telefone para contato
  • Uma mensagem sobre sua conexão (opcional)

Observações

A rede de bancos comunitários é nacional, encontraremos um banco próximo de você, isso se você mora longe do interior de São Paulo que é onde o Banco CAPIN atua

Todos os dados atenderão com clareza suas finalidades, conforme a Lei Geral de Proteção a Dados Pessoais, Lei Nº 13.709, de 14 de agosto de 2018

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Maya, a influencer digital da Caminho das Águas

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Oi gente! Neste Dia Mundial dos Oceanos queremos apresentar a nossa nova campanha digital e um ser muito especial! Essa é a Maya que, assim como a natureza, possui diversas origens e todas elas conectadas com um só planeta! 💙

A Maya será a influencer da Caminho das Águas e está aqui para parabenizar aqueles que lutam pelos Oceanos, conectando as pessoas pelas águas! 🥳

O nome tem registros no hebraico mayim, que significa “água”, ou no tupi maya, que quer dizer “mãe”. Com este nome você já sabe né, a Maya vai estudar a Mãe das Águas e contar as novidades por aí a partir de agora

A crise humanitária fica mais intensa na pandemia e gera muitas agressões aos Direitos dos Oceanos!! Então engaje-se em associações e coletivos que defendem as praias e os mares, nem um poço a mais! 🆘🆘🆘

Instagram: https://www.instagram.com/ongcaminhodasaguas/ ↗

Facebook: https://facebook.com/caminhodasaguas/ ↗

Twitter: https://twitter.com/caminhodasaguas/ ↗

TikTok: https://tiktok.com/caminhodasaguas/ ↗

#ConectandoAsÁguas #DécadaDoOceano #OceanoProtegido #MayaAtivista #NemUmPoçoAMais #marsempetróleo #DireitosDaNatureza

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Mata Ciliar sofre ameaças aos Direitos de Existência e Regeneração no interior de SP

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Um pedido de SOS em Jundiaí, SP

A empresa VOA-SP, concessionária do Aeroporto Comandante Rolim Amaro, na cidade de Jundiaí/SP, iniciou suas obras de ampliação e expansão, ameaçando com a destruição da Unidade de Fauna da Associação Mata Ciliar

Em ato agressivo, desmontaram parte da proteção da unidade de reabilitação, que abriga diversos animais entre felinos, pássaros, répteis e outros.

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O Tribunal Internacional dos Direitos da Natureza inaugura site na internet

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O Tribunal Internacional dos Direitos da Natureza inaugura página na internet com o objetivo criar um fórum para pessoas de todo o mundo falarem em nome da Natureza.

A ideia foi inspirada no Tribunal Internacional de Crimes de Guerra ↗ que julga indivíduos por genocídio, crimes de guerra, crimes contra a humanidade e no Tribunal Permanente dos Povos ↗, criado por cidadãos para investigar e divulgar violações de direitos humanos.

O ambiente virtual pretende fortalecer protestos contra a destruição da Terra, sancionada ou não por governos e corporações e fazer recomendações sobre a proteção e restauração da Terra. O site vai te apresentar casos pelo mundo, caminhos científicos e material multimídia.

O Tribunal também tem um forte interesse no compartilhamento dos encaminhamentos de povos originários, suas preocupações e soluções exclusivas sobre a terra, a água e a cultura com a comunidade global.

Acesse a página do Tribunal Internacional dos Direitos da Natureza na Internet ↗ onde poderá encontrar informações sobre casos, fotos e vídeos de todos os Tribunais RoN.

https://www.rightsofnaturetribunal.com/ ↗

 

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O canto das águas: pela proteção de Rios limpos e livres no Brasil

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Acompanhando os preparativos para o Dia Internacional das Águas, uma iniciativa super inspiradora da International Rivers e apoiada pela ONG MAPAS ↗ convida você para contribuir com sua ação por seu Rio amigo!

O CANTO DAS ÁGUAS: PELA PROTEÇÃO DE RIOS LIMPOS E LIVRES NO BRASIL

EVENTO NO DIA INTERNACIONAL DAS ÁGUAS, 22 DE MARÇO

No dia 22 de março de 2021, a International Rivers ↗ e parceiros pela proteção de rios estão organizando um evento destacando valores de rios e iniciativas inovadoras para garantir os rios livres, limpos e saudáveis no Brasil.

CHAMADA PARA RECEBIMENTO DE VÍDEOS

Duração: Vídeos de até 3 minutos ou trechos de vídeos mais longos com até 3 minutos

Qualidade: Imagem visível e som fácil de ser compreendido, sem necessidade de alta qualidade. Podem ser filmados com celular ou com qualquer dispositivo.

Conteúdo da sua contribuição

Os vídeos podem conter o seguinte conteúdo:

  • Relatos da importância dos rios para sua comunidade ou ecossistema
  • Poemas, músicas ou místicas destacando o valor dos rios
  • Relatos de iniciativas regionais e comunitárias de proteção de rios

Pedimos para que gravem os vídeos junto a um rio ou com um jarro de água ou copo com a água do seu rio.

Envie seu vídeo do Dia Internacional das Águas

Por favor enviem os vídeos para acarcamo@internationalrivers.org ou fmontiel@internationalrivers.org até dia 10 de março.

💦💦💦💦💦💦💦

Enviado por Vanessa Hasson

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Janeiro Marrom marca dois anos do crime da Vale em Brumadinho

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O Janeiro Marrom é uma campanha para lembrar o crime da Vale em Brumadinho

Deseja também alertar sobre a mineração que mata e assombra pessoas, destrói comunidades e biomas, vidas, fauna, flora, paisagem, qualidade do ar e solo, nascentes, aquíferos e rios e, de forma implacável, avança sobre territórios inviabilizando outras formas de viver, viola direitos e faz uso das mais diversas estratégias para deixar a população refém.

Várias formas de atuação

Ao mesmo tempo que enfrentam a pandemia, as comunidades e organizações socioambientais acompanham uma série de processos questionáveis quanto aos cuidados com a regularidade e honestidade entre os responsáveis pelo crime.

Segundo um abaixo-assinado virtual lançado em 15 de janeiro, a VALE e a TUV SUD cometeram um crime de alta magnitude e crueldade, mas que tem muito mais responsáveis nas esferas municipal, estadual e federal, sejam eles agentes públicos, instituições, especialistas de diversos campos (inclusive científicos) e consultorias que arquitetam (e executam) todo um mecanismo em prol do lucro.

O movimento exige a responsabilização de todos os envolvidos.

Veja e assine a petição online BRUMADINHO (Minas Gerais/Brasil) – 2 ANOS do CRIME DA VALE QUE CONTINUA ↗

É verdade, as mortes continuam

No dia 18/12/2020, a Vale assassinou mais um trabalhador que foi soterrado, desta vez na cava da mina Córrego do Feijão, onde estão sendo colocados os rejeitos do rompimento em 2019.

O Tempo on Twitter: “O Corpo de Bombeiros atende uma vítima de soterramento na mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte, nesta sexta-feira (18). O local é onde a barragem da Vale rompeu e deixou 259 mortos e 11 desaparecidos em 25 de janeiro de 2019. pic.twitter.com/eyCtfCjBcs / Twitter” ↗

O Corpo de Bombeiros atende uma vítima de soterramento na mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte, nesta sexta-feira (18). O local é onde a barragem da Vale rompeu e deixou 259 mortos e 11 desaparecidos em 25 de janeiro de 2019. pic.twitter.com/eyCtfCjBcs

O local é onde a barragem da Vale rompeu. deixando 259 mortos e 11 desaparecidos em 25 de janeiro de 2019

II Romaria Regional pela Ecologia Integral à Brumadinho

Um momento importante do Janeiro Marrom tem sido a Romaria Regional, organizada por comunidades de fé que são convidadas a participar de momento de oração e partilha no horizonte da promoção da ecologia integral e em solidariedade às vítimas de Brumadinho.

Veja como foi organizada a I Romaria no site da Cáritas MG ↗

Este ano, devido à pandemia, a II Romaria Regional será realizada em formato prioritariamente virtual, com uma programação que envolverá desde vídeo-cartas até roteiros celebrativos e saraus pastorais.

18 a 25 de janeiro – 2ª Romaria Regional pela Ecologia Integral a Brumadinho/2021: confira a programação e participe! – Arquidiocese de BH ↗

“Somos todos irmãos Ninguém solta a mão de ninguém Unidos num só coração Assim seja, amém” (Dom Vicente Ferreira) O verso, da canção que inspira a 2ª Romaria Regional pela Ecologia Integral a Brumadinho, é de autoria do bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte dom Vicente Ferreira, responsável pela Região Episcopal Nossa Senhora do …

Além disso, no dia 25 de janeiro, dia do tragédia-crime, será realizada uma celebração no Córrego do Feijão, transmitida em tempo real pela página da RENSER no Facebook ↗.

Participe da Campanha Janeiro Marrom

O Coletivo Janeiro Marrom está aberto para contribuições de muitas formas.

Podem solicitar adesão organizações, movimentos, coletivos e blogs, de qualquer área de atuação, desde que tenham posicionamento crítico em relação à atividade minerária, não possuam ligação com empresas da área da mineração e aliados, e não tenham conflitos de interesses.

Empresas privadas não poderão aderir à campanha.

Saiba mais acessando o site https://janeiromarrom.com.br ↗ ou acompanhando no instagram ↗

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Finanças Sustentáveis: Convocação para jovens da América Latina e do Caribe

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Você tem entre 20 e 28 anos e está interessado em abordar as mudanças climáticas? Então, o Grupo de Finanças Climáticas para a América Latina e o Caribe (GFLAC) está procurando por você.

Você pode fazer parte dos líderes juvenis que trabalharão na América Latina e no Caribe em prol do enfrentamento da mudança climática, por meio da promoção, acesso, gestão e mobilização de financiamento nacional e internacional, para o desenvolvimento sustentável, de baixa emissão e resiliente ao clima. Onde os princípios de equidade de gênero, respeito aos direitos humanos, e em particular das comunidades indígenas e intergeracionais, são a base para os investimentos públicos e privados feitos no curto e médio prazo na região.

GFLAC está procurando jovens da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela.

Requisitos para participar

• Ter entre 20 e 28 anos

• Estar interessado em questões de mudança climática e, em particular, em clima e financiamento sustentável.

• É desejável que os jovens estejam fazendo uma carreira para abordar a questão das mudanças climáticas, pode ser da ciência política, das relações internacionais, da economia ou das ciências naturais, mas não é decisiva.

• Ter a nacionalidade de um dos países listados

• Envie sua inscrição por meio deste formulário ↗.

Prazo para inscrição: 14 de janeiro de 2021

Se você tiver alguma dúvida sobre a ligação ou o formulário de inscrição, não hesite em escrever para comunicacionGFLAC@gmail.com ↗

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Movimente-se pela Agenda das Águas e dos Recursos Hídricos no Brasil

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Muitas das cidades brasileiras estão novamente enfrentando um problema recorrente nos verões brasileiros.

A falta de água, ou “crise hídrica”, como costumam chamar

Esta “crise hídrica” esconde uma crise de gestão hídrica, sendo que ano após ano as Companhias de Abastecimento e Esgotamento Sanitário (públicas ou privadas) enfrentam o mesmo problema, agravado com um índice médio de perdas de águas de 38,5%, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Saneamento – SNIS no diagnóstico realizado m 2018.

Ou seja, mais de 1/3 das águas captadas, tratadas e encaminhadas para o uso da população é PERDIDA no sistema de abastecimento público, devido a vazamentos, mau funcionamento de sistemas antigos, entre outros fatores.

Isso potencializado pela expansão urbana desordenada, mudança de uso do solo rural que avança nos índices de desmatamento e degradação dos biomas nativos, fundamentais para a qualidade e quantidade de água disponível para os usos múltiplos, de acordo com a Política Nacional de Recursos Hídricos, e para mantermos o respeito com a Natureza, a considerando também um ser detentor de direitos, inclusive ao de existir pacificamente.

Buscando uma maior integração entre as políticas públicas que visam o desenvolvimento que respeite a Natureza e que proporcione o acesso universal ao saneamento, foi lançado na o movimento “Agenda das Águas”, apresentando 7 Propostas para que os nossos futuros governantes locais possam encontrar subsídios para trabalhar na defesa das nossas águas.

Descubras novas visões sobre a gestão dos recursos hídricos no Brasil

Participaram da live ↗ de lançamento, Ângelo Lima, Secretário Executivo do Observatório de Governança das Águas ↗; Profº Drº Jefferson Nascimento – Coordenador do ProfÁgua ↗; Hideraldo Buch – Coordenador do Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas; Cledir Mendes Soares – ONG ProAzul e Carlos Diego da ONG Caminho das Águas ↗.

Nas interações, foram compartilhadas visões sobre a gestão dos recursos hídricos e o cuidado com as águas no Brasil, a necessidade de uma participação proativa das cidades brasileiras e a importância das instâncias democráticas de participação social, dentre eles os Comitês de Bacia Hidrográfica e os Conselhos Municipais de Meio Ambiente.

 

Faça sua adesão à esta iniciativa!

Junta a esta rede cocriadora e compartilhe a Agenda das Águas ↗ com seu candidato a prefeitura ou vereador.

Você, que irá concorrer nas eleições deste ano, assine esta Agenda ↗, receba a Carta das Águas e mergulhe em como pode contribuir com a proteção das águas das nossas cidades.

E você que é amante das águas, venha contribuir para a expansão deste movimento e a ampliar a discussão em nossas cidades.

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Corte Interamericana de Direitos Humanos e os Direitos da Natureza

Por: Pacha Men

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A partir de pedido da Colômbia, a Corte Interamericana de Direitos Humanos emitiu a Opinião Consultiva 23/2017 que reconheceu os Direitos da Natureza!

O reconhecimento veio a partir da fundamentação ampliada da estreita relação entre o meio ambiente e a proteção e garantia dos direitos à vida e à integridade pessoal.

Pra falar sobre esse marco global dos direitos da Natureza esteve conosco o ex presidente da Corte – Dr. Roberto Caldas ↗ – presidente, à época da emissão desta importantíssima Opinião Consultiva.

Dr. Roberto Caldas também abordou o encontro com o papa Francisco, que foi realizado na mesma época numa conferência em que ambos participaram para fala sobre a proteção da “Casa Comum”, nossa querida Mãe Terra, a partir da Carta Encíclica Laudato Si.

Você não vai perder essa oportunidade de trocar ideias online conosco!

Com tradução simultânea para o Espanhol e o Inglês.

Especial thanks to United Nations Harmony with Nature Programme ↗ and Articulação pelos Direitos da Natureza – a Mãe Terra ↗

Equipe de tradução

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Monitorando a rede de atores da gestão de recursos hídricos no Brasil

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Para fortalecer os processos democráticos nos Comitês de Bacia Hidrográfica brasileiros temos o Protocolo de Monitoramento da Governança das Águas, elaborado durante anos e lançado pelo Observatório de Governança das Águas (OGA Brasil), em outubro de 2019.

Ele é fundamental em momentos de desmontes e rearranjos das Políticas Públicas de águas e recursos hídricos no governo federal.

As constantes lives do setor apontam que muitas das estruturas de governança e regulação criadas com a Lei das Águas (Lei Federal nº 9433/97) tendem a tornar-se precárias, aguardando um cenário incerto de esperanças na privatização das águas e do saneamento no Brasil.

Este protocolo produzido pelo OGA estabelece dimensões para avaliação, participação e monitoramento das institucionalidades do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH) e estabelece indicadores para estas dimesões.

Chamados de Indicadores de Governança das Águas, eles foram construídos a partir de 5 dimensões da Governança, que são: Ambiente Institucional; Capacidades Estatais, Instrumentos de Gestão; Relações Intergovernamentais e Interação Estado-Sociedade.

Como contribuir com a avaliação do seu território?

O protocolo é composto em sua essencia por dois documentos com o objetivo geral de “institucionalizar o monitoramento por meio dos indicadores de governança das águas”.

O primeiro documento trata de forma mais ampla a concepção dos indicadores, explicando cada um dos indicadores de governança.

O segundo documento é como um manual de uso dos indicadores, “esta é a parte para explicar de que forma deve ser preenchida a planilha de avaliação dos indicadores de governança” conforme diz a abertura do texto.

Como acessar o protocolo de monitoramento?

Você pode entrar em contato com os criadores e baixar os arquivos no seguinte link

https://observatoriodasaguas.org/monitoramento-da-governanca ↗

Acesse, leia, confira. Vale o esforço e seu tempo para cuidar de nossas águas!

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ChatOps usando o software livre Mattermost

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Para conversar operacional e digitalmente entre duas pessoas ou grupos, a plataforma ÁguasML disponibiliza o serviço https://chat.aguas.ml ↗, utilizando como base o Mattermost e suas integrações. Aliás, um ótimo software para qualquer iniciativa chatops.

Agora o Chat ÁguasML tem a disposição aplicativos para celulares, notebooks e desktops, podendo também ser utilizado via navegadores, muito útil caso queiramos sair da dependência das grandes empresas de internet.

Com a adoção, se a dinâmica e as pessoas curtirem, podemos usar com tranquilidade chats privados, grupos livres, etc. Ainda conta com uma gama interessante de integrações com outros aplicativos e sistemas.

Pode ser útil para testes da sua organização ou grupo. Garantimos a privacidade total de seus dados.

Veja nosso manual de uso em um site satélite: https://aguas.win/manual-de-uso/ ↗

 Links para utilização

A seguir, uma lista com possibilidades de uso e acesso ao chat

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 Sobre a instalação

Para instalar ou descobrir como pode ter sua própria instalação, escolha um guia em https://docs.mattermost.com/guides/administrator.html#installing-mattermost ↗

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Este post foi originalmente criado em nossa wiki.

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A pesca artesanal no Brasil em tempos de pandemia

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Você já pensou como está a vida de pescadores e pescadoras em tempos de pandemia global?

Para responder a esta pergunta vamos utilizar os dados da Carta de Reivindicações da pesca artesanal do Brasil frente à pandemia do coronavirus ↗, por sinal primorosa.

Os pescadores e pescadoras artesanais são cerca de 1,5 milhão de pessoas e representam mais de 60% da produção dos pescados que chegam à mesa dos brasileiros, sendo que no Norte e Nordeste este número pode chegar a 75% do fornecimento de pescados.

São também a base de uma larga cadeia produtiva que abastece restaurantes, bares e a indústria alimentícia, dando energia para a indústria da produção de artigos náuticos e de gelo, além de formar a base do trabalho de parte daqueles que realizam o transporte de mercadorias.

Fundamentais né?

 

Dilemas e desafios da comunidade da pesca artesanal

Estas pessoas fazem dos rios, estuários, manguezais e do mar os meios de produção de suas vidas, resistindo à especulação imobiliária e a chegada de grandes empreendimentos que colonizam nossos recursos hídricos, invarialmente trazendo danos ao ambiente coletivo e às sociedades tradicionais.

Além das pressões das iniciativas privadas, são constantemente eliminados de Políticas Públicas e dos programas de governo federais e estaduais relativos ao trabalho. Para que você tenha uma idéia, o Registro Geral da Pesca (RGP) está totalmente paralisado desde o ano de 2012.

Este registro, de responsabilidade do antigo Ministério da Pesca e Aquicultura, garante um registro profissional àqueles que fazem da pesca uma profissão, comercializando seus resultados do trabalho.

São mais de 600.000 (seiscentos mil) os registros cancelados, suspensos ou não entregues, o equivalente a mais de um terço dos profissionais economicamente ativos, causando inúmeras dificuldades ao exercício da profissão e garantia de direitos.

As pessoas e comunidades pesqueiras tradicionais são também constantemente afetadas pelos derramamentos de petróleo no litoral e outros crimes ambientais hídricos, como os rompimentos de barragens e suas consequências. Crimes que carregam em si a impunidade.

Além da ausência de Políticas Públicas específicas, as comunidades pesqueiras do País não possuem acesso adequado ao sistema público de saúde, assistência social, renda básica, segurança e dignidade no trabalho.

Então, com estes fatores, você já pode ter uma idéia de como é a vida destas pessoas em situação de alta vulnerabilidade socioambiental em tempos de pandemia, onde todos deveriam contar com o apoio social para a prevenção e atendimento em momentos de contaminação viral e comorbidades.

 

Reivindicações e a Cartilha especial

Visando a busca de solução para problemas pontuais e nacionais, uma série de entidades se unem em um trabalho coordenado e articulado em torno de exigências comuns. Se você não clicou no primeiro link deste texto, pode acessar a Carta Pública aqui ↗.

São 435 pessoas, organizações associativas e grupos sociais que assinam o documento, liderados pelo Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais do Brasil (MPP), a Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas e Povos e Comunidades Tradicionais Extrativistas Costeiras e Marinhas (CONFREM), a Articulação Nacional das Pescadoras (ANP) e a Coordenação Nacional de Comunidades Tradicionais Caiçaras ( RJ-SP-PR).

Dentre estes esforços, agradecemos ao Observatório dos Impactos do Coronavírus nas Comunidades Pesqueiras, que é uma organização associativa que se utiliza de suas tecnologias e redes para a preservação da Natureza à qual está imersa, além de proteger e desenvolver os saberes e as boas práticas da pesca artesanal.

O grupo, formado por pescadores e pescadoras de todo o país junto com cientistas e apoiadores da pesca artesanal, tem como sua principal função monitorar os impactos e discutir o enfrentamento ao covid19 nas comunidades pesqueiras. Produziu a Cartilha: O que os pescadores e pescadoras artesanais precisam saber sobre o Coronavírus (Covid-19)?

Você pode fazer o download da cartilha aqui no ÁguasML:

Leia atentamente, aprenda algo que talvez seja novo para você e compartilhe!

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Carta Pública: a Água e o Saneamento são Serviços Essenciais à Nação

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A humanidade está em um contexto de crise global, vivenciando a pandemia do COVID-19 (coronavírus) que, infelizmente, tende a se agravar.

Ainda que na situação de urgência entre novos modos de viver, não há dúvidas que os Serviços de Abastecimento de Água, Esgotamento Sanitário e destino adequado aos Resíduos Sólidos devem ser considerados como Serviços Essenciais à Nação, deveras garantindo o acesso universal à água por todo cidadão brasileiro, um Direito Humano expresso na Lei Federal nº 11.445/2007.

Nosso objetivo com esta carta pública é apresentar uma nota de repúdio à exclusão dos itens VIII e IX, do parágrafo 1º, do Artigo 3º do antigo Decreto Nº 10.282 de 20/03/2020, o qual foi alterado pelo novo Decreto Nº 10.329 de 28/04/2020. Tais itens constavam que:

“Art. 3º As medidas previstas na Lei nº 13.979, de 2020, deverão resguardar o exercício e o funcionamento dos serviços públicos e atividades essenciais a que se refere o § 1º:

§ 1º São serviços públicos e atividades essenciais aqueles indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade, assim considerados aqueles que, se não atendidos, colocam em perigo a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população, tais como:
(…)
VIII – captação, tratamento e distribuição de água; (Revogado pelo Decreto nº 10.329, de 2020)
(…)
IX – captação e tratamento de esgoto e lixo; (Revogado pelo Decreto nº 10.329, de 2020)”

 

Entre as principais medidas preventivas ao contágio, que se dá por meio da transmissão comunitária da doença, estão: a lavagem das mãos, a assepsia dos locais onde há trânsito de pessoas, a higiene pessoal, o descarte corretos dos diversos tipos de resíduos incluindo os hospitalares, entre tantas atividades que dependem diretamente das execuções e serviços que, caso não sejam realizados adequadamente, podem colocar a vida das pessoas em maior situação de risco.

Ressalta-se que a prática de higiene e lavagem das mãos é, comprovadamente, uma das medidas mais eficazes no combate à contaminação do COVID-19, sendo a principal recomendação da OMS e, inclusive, do Ministério da Saúde do Brasil.

É fundamental neste momento garantir o acesso à água a todos os cidadãos e seres vivos, pagadores ou não pagadores, indiscriminadamente. Seu fornecimento é medida imprescindível para conter a pandemia, reforçando que a água é um elemento fundamental para para uma vida digna e sobrevivência das espécies.

Fato é que tal medida adotada pelo Governo Federal coloca nosso país em risco, principalmente afetando a execução dos serviços realizados por prestadores de serviços em saneamento, onde cada titular poderá sofrer com interpretações equivocadas perante a nova regulamentação, com implicações legais e financeiras irremediáveis diante do cenário incerto que se formou com o novo decreto.

Neste sentido, diante dos Direitos Humanos e da Natureza, da defesa dos direitos individuais, coletivos e difusos, solicitamos apoio da Sociedade e exigimos que sejam adotadas medidas protetivas para o retorno dos Serviços de Abastecimento e Saneamento como Serviços Essenciais à Nação.

Sem mais, em busca da união neste momento de pandemias, aguardamos uma resposta ativa das entidades competentes.

Brasil, 29 de Abril de 2020

 

Organizações e pessoas que assinam esta carta pública*

Associação Movimento Sócio-Ambiental Caminho das Águas
Associação ProAzul
Associação SOS Águas
Fawzia de Fátima Cardoso Gomes
Gabriel Menezes
Grupo Especializado em Tecnologia e Extensão Comunitária
Me. Artur Bonini
Me. Engenheira Juliene Rodrigues
Me. Silvia Shinkai
Porto Rural
Advogado Sandro Martins
Simbiose AgroFlorestal
TyBrasil

 

*Caso deseje ser signatária(o) entre em contato pelos comentários

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Fenasan 2020, saneamento e meio ambiente na América Latina

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Com o tema central “Saneamento ambiental: inclusão social para a cidadania”, o encontro será realizado de 15 a 17 de setembro, no Pavilhão Branco do Expo Center Norte, em São Paulo, capital.

Também vai acontecer O 31º Encontro Técnico da Associação dos Engenheiros da Sabesp, o Congresso Nacional de Saneamento e Meio Ambiente e a cereja do bolo – Fenasan 2020, a Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente.

A data e local para acontecer, esperada em tempos de corona vírus, é de 15 a 17 de setembrono Pavilhão Branco do Expo Center Norte, em São Paulo, capital.

Com realização do encontro técnico da Associação dos Engenheiros da Sabesp – AESabesp, esta edição do maior evento de saneamento e meio ambiente da América Latina terá como tema central: “Saneamento ambiental: inclusão social para a cidadania”.

Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, o evento tem como objetivo mercadológico de divulgar o desenvolvimento tecnológico do saneamento e de produtos empregados em sistemas de tratamento de água, adução e abastecimento e sistemas de coleta, tratamento de esgotos, disposição final de resíduos e demais ações do saneamento ambiental.

Durante as atividades, especialistas de todo o Brasil debaterão temas como desenvolvimento tecnológico e inovação, educação ambiental, eficiência energética, mudanças climáticas, redução de perdas, resíduos sólidos, saneamento rural e Saúde Pública, entre outros.

São estimados mais de 2.000 congressistas, cerca de 20 mil visitantes e 250 empresas expositoras.

Veja mais sobre a Fenasan 2020

https://www.fenasan.com.br/ ↗

 

Serviço Fenasan 2020 

De 15 a 17 de setembro

Onde: no Pavilhão Branco do Expo Center Norte – São Paulo – SP

Congresso: 9h às 18h | Feira: 13h às 20h

Instagram:

 

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A AESabesp está tomando todas as medidas de precaução e seguindo todas as orientações das autoridades de saúde. Seguimos trabalhando para organizar o 31º Encontro Técnico AESabesp e Fenasan 2020 que reunirá as principais empresas do saneamento e proporcionará aos profissionais do setor uma experiência única, novas conexões e conhecimentos. . . 🗓 Agende-se: 15 a 17 de setembro de 2020 Pavilhão Branco – Expo Center Norte São Paulo – SP . . 🤝 Credenciamento gratuito: Antecipe seu credenciamento gratuito on-line para visitar as principais empresas nacionais e internacionais do setor e conhecer as novidades em equipamentos, serviços e produtos. . . 💬 Inscreva-se no Encontro Técnico AESabesp: Participe de debates e palestras com renomados profissionais do setor. Lote com valor reduzido até 31/07. . . ++++++++++++ LINKS NA BIO ++++++++++++ . . #31EncontroTecnico #Fenasan2020 ↗

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Ana Paula Rogers – 11 9 8493 3662 (VIVO e WhatsApp) – 11 9 5820 0080 (TIM) –anarogers@foco21comunicacao.com ↗ e anapaularogers@gmail.com ↗

Suely Melo – 11 9 8839 0380 (WhatsApp) 11 9 5981-9321– suelymelo@foco21comunicacao.com ↗ e melo.suelymelo@gmail.com ↗

 

 

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Carta pública pela defesa dos Direitos da Mãe Terra e pela vida nas Florestas com seus povos

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22 DE ABRIL

DIA INTERNACIONAL DA MÃE TERRA 

Carta pública pela defesa dos Direitos da Mãe Terra e pela vida na Amazônia com seus povos

Anos e anos de pressão, especialmente das insistentes mobilizações dos povos originários e da publicação da Carta da Terra no ano 2000, fruto de um processo internacional participativo com adesão de mais de 4.500 organizações da sociedade civil e organismos governamentais, levaram a ONU a declarar, em 2009, o dia 22 de abril como Dia Internacional da Mãe Terra.

Agora, no ano 2020, a celebração do Dia da Mãe Terra está sendo realizada com a humanidade vivenciando uma dura experiência de globalização: em meses, um denominado “novo coronavírus” está afetando todos os povos do Planeta. Levado pelos diversos caminhos do mercado, desde o do turismo até o de mercadorias, sua rápida capacidade de contágio só encontrou a estratégia de isolamento de todas as pessoas como medida capaz de diminuir a sua velocidade e evitar o colapso dos serviços públicos e privados de saúde.

O orgulhoso mercado globalizado experimentou seus limites e contradições, e hoje a economia capitalista, cultuada como um ídolo todo-poderoso, revira-se no esforço de prever o tamanho da sua queda.

As pessoas, contudo, estão refazendo o aprendizado de viver a partir de sua casa – ou da falta dela -, e com tempo para refletir sobre o sentido da correria, do desgaste e exploração a serviço do um crescimento econômico sem limite num planeta limitado, e num sistema que concentra riqueza em poucas mãos e multiplica inseguranças e miséria para a maioria da espécie humana.

De 2009 até hoje as grandes empresas, conglomerados monopolistas, operadores das commodities, mineradores, agronegócio, sistema financeiro e os governos subservientes aos seus interesses não mudaram suas práticas de se apropriar e de explorar à exaustão os bens naturais dos biomas, destruindo tudo o que podia ser transformado em lucro. Isso acelerou de modo especial o desmatamento da floresta da Amazônia e do Cerrado, e a maioria da população foi empurrada a viver em grandes cidades estruturalmente discriminadoras e racistas, sobrevivendo em favelas, sem direito garantido a trabalho, moradia e meio ambiente saudável.

Esses projetos desenvolvimentistas, que avançam sobre os bens públicos e comuns com a conivência e apoio do Estado, são responsáveis pelo agravamento das mudanças climáticas e pelo fracasso do controle das emissões de gases de efeito estufa. As consequências presentes são os desastres causados por secas, enchentes, ventanias, intrusão salina, rebaixamento dos lençóis freáticos, elevação do nível dos mares e outros eventos extremos, que no futuro tendem a se multiplicar e agravar na medida que o planeta aquece.

Os povos originários e comunidades tradicionais, ao contrário, consolidaram seus modos de vida fundados na compreensão de que a Terra é um ser vivo e fonte de vida, Pacha Mama, Mãe Terra. Contribuíram de forma decisiva para os avanços políticos que levaram o Equador a incorporar na sua Constituição, elaborada por uma Assembleia Constituinte Popular e aprovada por um Plebiscito nacional, um capítulo sobre os Direitos da Natureza, assim definidos:

A natureza ou Pacha Mama, onde se reproduz e realiza a vida, tem direito a que se respeite integralmente sua existência e a manutenção e regeneração de seus ciclos vitais, estrutura, funções e processos evolutivos. (Capítulo VII, Art. 71)

Da mesma forma, a Bolívia reconheceu estes direitos no Plebiscito de 2012 que aprovou a Lei da Mãe Terra. E, com certeza, há busca de novas práticas e novas relações com a natureza nas economias indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais, no crescimento dos plantios agroecológicos e agroflorestais, nas práticas de convivência com o Semiárido brasileiro e com os demais biomas, na economia popular solidária e em muitas outras iniciativas populares.

Precisamos reafirmar: já há práticas que demonstram ser possível estabelecer relações de convivência com os biomas e desenvolver, ao mesmo tempo, iniciativas de produção dos bens necessários à vida. É falso o dilema: ou manter o equilíbrio ecológico ou produzir o que a humanidade precisa. Primeiro porque a humanidade precisa, antes de qualquer outra coisa, de condições naturais favoráveis à sua existência: ar limpo, água pura, vegetações, flores, espaços agradáveis de encontro e de intercomunicação… Depois, já existem provas de que é possível produzir o que as pessoas e os demais seres vivos precisam – atenção: o que precisam – cultivando, trabalhando amorosamente com as energias da Terra, superando práticas de agro e hidronegócio, de extração de minérios e fontes fósseis de energia, isto é, de exploração cada vez mais intensiva dos solos, água e ar, usando produtos químicos para que as mercadorias garantam lucros crescentes.

Tendo por base as possibilidades construídas pelos povos e comunidades, e denunciando o caráter destrutivo das práticas empresariais e das políticas governamentais dominantes,as redes e entidades que subscrevem essa declaração pública assumem o compromisso de lutar, implementando mobilização nacional, em defesa dos direitos da Natureza, a nossa Mãe Terra. Ninguém, nem mesmo a totalidade dos seres humanos, somos donos, senhores da Terra. Ela, sim, é senhora da nossa vida. Como durante bilhões de anos se manteve viva e em evolução sem os seres humanos, certamente poderá continuar viva sem a presença da espécie humana. A humanidade, porém, só poderá continuar viva e ter direitos se reconhecer, defender e cuidar dos direitos da Mãe Terra.

É por isso que assumimos a defesa do direito da Mãe Terra à floresta e à sociobiodiversidade da Amazônia, bem como dos demais biomas, para ter condições de garantir equilíbrio hídrico em todo o território brasileiro e da América do Sul. Defendemos igualmente a obrigação dos seres humanos e do Estado brasileiro de parar definitivamente o desmatamento e os incêndios criminosos, assumindo a obrigação de restaurar a biodiversidade destruída, na Amazônia e em todos os biomas, para que a Terra possa garantir a geração de umidade e chuvas, como ela desenvolveu em seu processo evolutivo.

A crise humanitária gerada pelo Coronavírus prova que podemos viver de outra forma. Toda crise tem lições a nos ensinar. O isolamento social forçado nos obrigou a desacelerar o ritmo de vida. O desenvolvimentismo desenfreado, como se o planeta não tivesse limites, está em cheque. Esse é o momento para mudar o rumo da caminhada humana, reconhecendo, defendendo e cuidando dos direitos da Mãe Terra, para que a espécie humana seja de fato expressão consciente e amorosa da Mãe de todos os seres vivos.

Brasília, 22 de abril de 2020

  • Ação Franciscana de Ecologia e Solidariedade (AFES)
  • Ação Social Diocesana de Patos/PB
  • Ágora das/dos Habitantes da Terra Brasil (AHT-BR)
  • Arquidiocese de Manaus
  • Articulação Antinuclear Brasileira (AAB)
  • Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espirito Santo (APOINME)
  • Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB)
  • Articulação pela Convivência com a Amazônia (ARCA)
  • Articulação pela Preservação da Integridade dos Seres e da Biodiversidade (APISBio)
  • Articulação Semiárido Brasileiro (ASA)
  • Associação Alternativa Terrazul
  • Associação de Combate aos Poluentes (ACPO)
  • Associação De Pesquisa Xaraeís
  • Associação de Saúde Socioambiental (ASSA)
  • Associação Escola Família Agrícola Jaguaribana (AEFAJA)
  • Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (AGAPAN)
  • Associação Movimento Paulo Jackson – Ética, Justiça, Cidadania
  • Associação para Recuperação e Conservação do Ambiente (ARCA)
  • Associação Serviço e Cooperação com o Povo Yanomami-Secoya
  • Associação Solidariedade Libertadora (ASSOLIB/MA)
  • Auditoria Cidadã da Dívida
  • Campanha Nem um Poço a Mais
  • Cáritas Brasileira (CB)
  • Cáritas Diocesana de Crato
  • Cáritas Diocesana de Macapá
  • Cáritas Diocesana de Pesqueira
  • Cáritas Diocesana de Roraima
  • Ceará no Clima
  • Central de Movimentos Populares de Rondônia (CMP/RO)
  • Centro Burnier de MT
  • Centro Dandara de Promotoras Legais Populares de São José dos Campos
  • Centro de Ação Cultural (CENTRAC)
  • Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Serra – ES (CDDH)
  • Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis (CDDH)
  • Centro de Desenvolvimento Agroecológico Sabiá
  • Centro de Educação Popular e Formação Social (CEPFS)
  • Centro Diocesano de Apoio ao Pequeno Produtor – (CEDAPP)
  • Coletivo Catarse
  • Coletivo Dez Mulheres da Vila de Ponta Negra/RN
  • Coletivo Mura de Porto Velho
  • Coletivo Não Lugar
  • Coletivo Popular Direito a Cidade, Porto Velho-RO
  • Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP)
  • Comissão Pastoral da Terra (CPT)
  • Comitê de Energia Renovável do Semiárido (CERSA)
  • Comitê Defensor da Vida Amazônica na Bacia do Rio Madeira – Núcleo FMCJS/RO
  • Comunidades Eclesiais de Base Regional Norte 1
  • Conselho Indigenista Missionário (CIMI)
  • Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC)
  • Conselho Nacional do Laicato do Brasil
  • Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP)
  • Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB)
  • CRIOLA
  • Diálogos em Humanidade – Brasil (DeH-BR)
  • Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE)
  • Fórum da Amazônia Ocidental (FAOC)
  • Fórum da Amazônia Oriental (FAOR)
  • Fórum de Direitos Humanos e da Terra (FDHT)
  • Fórum dos Atingidos pela Indústria do Petróleo e Petroquímica nas cercanias da Baía de Guanabara (FAPP-BG)
  • Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental (FMCJS)
  • Fraternidade da Anunciação – Goiás/GO
  • Fundação de Educação e Defesa do Meio Ambiente do Vale do Jaguaribe (FEMAJE)
  • Fundação Luterana de Diaconia – Conselho de Missão Entre Povos Indígenas – Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (FLD-COMIN-CAPA)
  • Fundação Vida para Todos (ABAI)
  • Grupo Ambientalista da Bahia (GAMBÁ)
  • Grupo Carta de Belém (GCB)
  • Grupo de Defesa da Amazônia (GDA)
  • Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE)
  • Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (PROAM)
  • Instituto Calliandra de Educação Integral e Ambiental
  • Instituto Madeira Vivo (IMV)
  • Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS)
  • Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA)
  • International Rivers (IR)
  • Iser Assessoria
  • Laboratório de Pesquisa em Educação, Natureza e Sociedade (LabPENSo), da UERJ-FEBF
  • Marcha Mundial Por Justiça Climática/ Marcha Mundial Do Clima
  • Movimento Baía Viva (RJ)
  • Movimento dos Atingidos pela Base Espacial de Alcântara (MABE)
  • Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)
  • Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA)
  • Movimento Educação de Base (MEB)
  • Movimento Nacional de Direitos Humanos – MNDH/ES
  • Movimento Pró-Saneamento e Meio Ambiente da Região do Parque Araruama/São João de Meriti – RJ (MPS)
  • Movimento Sócio-Ambiental Caminho das Águas – Itu/SP
  • Movimento Tapajós Vivo (MTV)
  • Movimentos dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Campos (MTC)
  • Núcleo Cerrado FMCJS
  • Núcleo de estudos Amazônicos da UNB (NEAz)
  • Núcleo RJ do FMCJS
  • Observatório Nacional de Justiça Socioambiental Luciano Mendes de Almeida (OLMA)
  • Observatório Político da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP)
  • ONG Mutirão
  • Organizacion Comunal de la Mujer Amazonica (OCMA)
  • Ouvidoria Geral Externa da Defensoria Pública do Estado de Rondônia
  • Pastoral da Mulher Marginalizada (PMM)
  • Pastoral do Meio Ambiente da Arquidiocese do Rio de Janeiro
  • Preferência Apostólica Amazônia (PAAM)
  • Rede Brasileira de Justiça Ambiental (RBJA)
  • Rede das Associações das Escolas Família do Amapá (RAEFAP)
  • Rede Eclesial Pan Amazônica – REPAM Brasil
  • Rede Jubileu Sul Brasil (JSB)
  • Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental (SARES)
  • Serviço Interfranciscano de Justiça Paz e Ecologia (SINFRAJUPE)
  • Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM)
  • Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde de Goiás (SINDSAUDE/GO)
  • Sinttel MG
  • Sociedade Amigos Por Itaúnas (SAPI)
  • TEIA de Educação Ambiental e Interação em Agrofloresta (Parintins/AM)

ADESÕES

A adesão a esta Carta Pública continua aberta às entidades através do e-mail fclimaticas@gmail.com

Texto originalmente publicado em: https://fmclimaticas.org.br/carta-publica-pela-defesa-dos-direitos-da-mae-terra-e-pela-vida-da-amazonia-com-seus-povos/ ↗

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Gaia Jovem mobiliza a juventude a serviço da transformação planetária

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O Gaia Jovem é um movimento que vem para abrir espaço para o jovem ser quem ele é e exercer, em comunidade, todas as suas habilidades, talentos e potência no mundo. Através de encontros, vivências e ações de transformação nos territórios, o movimento forma multiplicadores para a transição.

E foi dada a largada para a caminhada até *O Festival Gaia Jovem 2020*, que já tem data marcada, de 17-21/4 em Nova Friburgo, Rio de Janeiro e você está convidado para conhecer esse projeto lá no catarse, por onde estão arrecadando recursos para viabilizar o festival.

Se quiser seguir junt@ até lá e o mais importante é dizer SIM! E nada melhor para reunir a galera do que um bom jogo, né? Quem já participou da última edição do Festival sabe como funcionam os jogos de engajamento, então cola aqui para não perder nada:

Para começar, jovens interessados devem preencher o formulário de inscrição para o Festival Gaia Jovem 2020 (http://bit.do/gaiajovem ↗).

E já avisam aos navegantes que dinheiro não deve ser um impedimento: o jogo #CaminhoDeGaia ↗ está aí para ajudar a captar a energia financeira que é necessária para que o Festival aconteça com todo mundo lá!

🌻Pra realizar o festival foi lançada uma campanha de financiamento coletivo, onde você pode iniciar o movimento de se colocar a serviço de dentro para fora oferecendo os seus talentos e financiando a participação de algum jovem que você conhece

 

https://www.catarse.me/festivalgaiajovem2020 ↗

 

 

Qualquer dúvida você pode falar com a Gabriela Cilento ↗, foi a partir de um post dela que eu copicolei e editei esta notícia.

Seguimos!

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