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População de pirarucu cresce 631% nas terras indígenas Paumari do rio Tapauá (AM)

Águas Mídia Livre - Brasil - Bem comum em mídia livre

Com manejo sustentável e vigilância territorial, indígenas ajudam a recuperar espécie que corre risco de extinção

Em 12 anos, a população de pirarucu cresceu 631% nas três terras indígenas dos Paumari do rio Tapauá, no sul do Amazonas. Enquanto em 2009 foram contados 251 indivíduos, em 2021, o total foi de 1835 – isso em apenas 16 lagos monitorados no período. O aumento é fruto do manejo sustentável do pirarucu, atividade desenvolvida pelos indígenas com apoio do projeto Raízes do Purus, que conta com patrocínio da Petrobras para fortalecer a gestão sustentável e a proteção da biodiversidade em seis terras indígenas no sul e sudoeste do Amazonas, contribuindo para a conservação de mais de dois milhões de hectares de floresta. Muito consumido na região Norte, o pirarucu está ameaçado de extinção pela pesca predatória, e não é mais encontrado em diversos locais da Amazônia. Iniciativas de manejo, como a dos Paumari, têm papel fundamental na recuperação deste que é o maior peixe de escama de água doce do mundo, podendo chegar a três metros de comprimento, e mais de 200 quilos.

Com manejo os Paumari protegem uma area equivalente a 22 mil campos de futebol (Adriano Gambarini)

Neste contexto, algumas lideranças foram apresentadas ao manejo sustentável do pirarucu, que já estava ajudando comunidades ribeirinhas do rio Solimões a recuperar e proteger a espécie, e, decidiram  implementar a atividade no contexto dos Paumari.

“Ficamos sem pescar nos lagos destinados ao manejo durante cinco anos. Com a vigilância, a quantidade de pirarucu foi crescendo, e a proposta foi conquistando mesmo aqueles que não acreditavam que ia dar certo no início”, relata Germano.

Atualmente a vigilância dos territórios envolve a maioria das famílias, que se alternam em turnos de uma semana nas bases flutuantes, nos períodos de maior ocorrência de invasões. “O trabalho de proteção é importante, porque, hoje, a gente tem a nossa alimentação garantida. Sem vigilância, os invasores vão entrar, e o peixe vai acabar de novo”, destaca Francisco Paumari, uma das primeiras lideranças a apostar no manejo como caminho para melhorar a qualidade de vida do povo. Além da escala de plantão nos flutuantes, as comunidade aproveitam outros deslocamentos pelos territórios para vigiar as áreas mais vulneráveis à pesca ilegal.

Familia durante plantão de vigilancia em uma das bases flutuantes (Marina Rabello OPAN)

Quem vê a estrutura com a qual os Paumari contam hoje, não imagina as dificuldades enfrentadas no início do manejo. “A gente acampava nos barrancos na beira dos lagos e rios para vigiar. Pegava chuva de dia, de noite. Sofremos bastante. Agora temos as bases flutuantes, e se a gente passa a noite acordado, tem um lugar confortável para descansar no decorrer do dia”, comemora Francisco. As melhorias estruturais, como os dois flutuantes de vigilância adquiridos com recursos do projeto Raízes do Purus, engajaram mais pessoas no trabalho, que foi incorporado à rotina das comunidades.

Magno Paumari posa em frente a entrada de lago protegido por base flutuante (Marina Rabello OPAN)

Desde 2013, os Paumari realizam, uma vez por ano, a pesca da cota de pirarucu autorizada pelo Ibama, e comercializam o pescado, gerando renda para as comunidades investirem na vigilância e em itens que melhoram a sua qualidade de vida, como motores de popa para as canoas – que reduzem o tempo de deslocamento nas longas distâncias amazônicas –, rádios e painéis solares.

Sobre o Raízes do Purus

O projeto Raízes do Purus é uma iniciativa da OPAN, com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, que visa a contribuir para a conservação da biodiversidade no sudoeste e sul do Amazonas, fortalecendo iniciativas de gestão e o uso sustentável dos recursos naturais das terras indígenas Jarawara/Jamamadi/Kanamanti, Caititu, Paumari do Lago Manissuã, Paumari do Lago Paricá, Paumari do Cuniuá e Banawa, na bacia do rio Purus, e Deni e Kanamari, no rio Juruá.

Sobre a OPAN

A OPAN foi a primeira organização indigenista fundada no Brasil, em 1969. Nos últimos anos, suas equipes vêm trabalhando em parceria com povos indígenas no Amazonas e em Mato Grosso, desenvolvendo ações voltadas para a garantia dos direitos dos povos, gestão territorial e busca de alternativas de geração de renda baseadas na conservação ambiental e no fortalecimento das culturas indígenas.

Notícia gerada pela agência De Propósito ↗, com autoria de Jéssica Amaral

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MPF quer conclusão da delimitação de território quilombola em Itacoatiara (AM)

Por: Aldrey

Recomendação enviada ao Incra prevê prazo de 60 dias para finalização de relatório técnico O Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária (Incra) a conclusão do processo de identificação e delimitação do território quilombola do Sagrado Coração de Jesus do Lago de Serpa, em Itacoatiara (a 176 quilômetros de …

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Colapso no Amazonas: cresce o número de sepultamentos por covid-19

Por: Site

Vacinação do grupo prioritário deve começou nesta segunda (18), enquanto municípios do interior ainda são abastecidos

Crise de falta de oxigênio e colapso do sistema de saúde no Amazonas registra aumento nos sepultamentos com mais de 6 mil mortes por covid-19 no estado. – MICHAEL DANTAS / AFP

Após o colapso do sistema de saúde, na última quinta-feira (14), o estado do Amazonas começou esta semana registrando mais um crescimento no número de óbitos em decorrência da covid-19. Nesta segunda-feira (18) foram registradas 6.191 mortes, quase 280 mil casos confirmados e a fila de espera por um leito já passa dos trezentos pacientes, de acordo com dados da Secretaria de Saúde do Estado.

Em compensação, por causa da repercussão da calamidade de pacientes morrendo sem oxigênio nos principais hospitais, começaram a chegar novos cilindros, por meio de doações e ações do poder público. O governo do estado também iniciou a transferência dos pacientes graves com covid-19 para outras regiões. Ao todo, já foram transferidos 94 pacientes, endereçados para unidades no Piauí, Maranhão, Goiás e Paraíba.

Segundo comunicado da Secretaria Estadual de Saúde, 30 municípios retiraram, nos últimos dois dias aproximadamente 950 cilindros de oxigênio na própria Secretaria, na Central de Medicamento e na empresa White Martins. Outros 150 cilindros, ainda segunda SES, foram enviados via terrestre ou aérea para as cidades de Tefé, Coari, Parintins, Fonte Boa e Tapauá. 

Colapso

O sistema de saúde do estado entrou colapso na última quinta-feira (14), quando as unidades bateram recorde de internações e a demanda por oxigênio aumentou cinco vezes. Os médicos ficaram desesperados e começaram a gravar vídeos denunciando a situação. Alguns pacientes morreram por asfixia, quando não conseguem respirar.

A crise também atingiu quem não estava com covid-19. Era o caso de bebês recém-nascidos, que precisavam fazer uso do oxigênio. Especialistas, como epidemiologista Jesem Orellana da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Amazonas, afirmam que esta crise era evitável e que os governos estadual e federal sabiam que o oxigênio não seria suficiente para uma nova onda de internações  no estado.

“O governo do estado do Amazonas, na figura do governador, obviamente, reconhece que vinha fazendo o monitoramento de vários indicadores, incluindo do consumo de oxigênio medicinal. Portanto, eles vinham acompanhando essa situação há mais de duas, três semanas; eles sabiam que provavelmente nós chegaríamos a uma situação limítrofe como essa, e isso é uma situação que precisa ser investigada pela justiça”, pontuou. 

Com a escassez do oxigênio, as famílias dos pacientes se lançaram numa corrida em busca dos cilindros no mercado e se depararam com um aumento de preços incalculável, como recorda a psicóloga Karla Tayná, cujo tio estava internado no Hospital 28 de Agosto, um dos maiores de Manaus.
 
“A gente nunca imaginou que viveria o que viveu na semana passada. Muita gente procurando cilindro para comprar, as empresas aumentando o preço absurdamente; um cilindro que vale 600 reais indo para 6 mil reais. Imagina que muitas famílias não conseguiram comprar. É muito caro”, relata ela. 

Enem

A crise na saúde provocou o adiamento do Enem, o principal exame nacional que garante o acesso ao Ensino Superior, e os estudantes amazonenses farão a prova nos dias 23 e 24 de fevereiro.

A manutenção do exame não agradou a alguns candidatos, como Ana Paula Feitosa, que tentará o curso de medicina no vestibular. “Eu acho muito injusto, porque assim como foi difícil para mim me preparar, imagino que para muitos outros também. Então, você ainda ter que fazer  uma prova com familiar internado, ou depois de perder um familiar, é muito triste”, declarou. 

Vacina

O governo do Amazonas iniciou a vacinação do grupo prioritário nesta segunda-feira (18). O estado recebeu 256 mil doses do governo federal e 50 mil do governo de São Paulo.

Em comunicados à imprensa, o governo estadual anunciou requisição de novos cilindros, transferências de pacientes, força tarefa da equipe da assistência social e fiscalização sobre o abastecimento de oxigênio nas unidades do interior. 

A justiça federal do Amazonas determinou que o governo federal apresente um plano de abastecimento de oxigênio e transferência de pacientes com risco de morte. Até o momento, segundo informações do ministério da saúde, foram enviados 350 cilindros e 373 bombas de infusão, mas quantidade ainda é insuficiente.

Por: Afonso Bezerra
Fonte: Brasil de Fato

Setenta e sete pacientes com covid-19 foram transferidos do Amazonas

Por: Site

A Força Aérea transportou 74 pacientes e 3 voaram de UTI aérea

A lotação de hospitais públicos do Amazonas devido ao aumento do número de internações de pessoas infectadas pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) já motivou a transferência de 77 pacientes para outras unidades da federação.

Segundo o Ministério da Saúde, a Força Aérea Brasileira (FAB) transportou a 74 pacientes com covid-19 entre sexta-feira (15) e a manhã de hoje (18). Deste total, 23 foram levados para São Luís (MA); 15 para Brasília (DF); 15 para João Pessoa (PB); 12 para Natal (RN) e 9 para Teresina (PI).

A Secretaria de Saúde do Amazonas remanejou outros três pacientes na última sexta-feira (15). De acordo com a pasta, os pacientes foram levados a Rio Branco a bordo de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea da própria secretaria.

De acordo com o Ministério da Saúde, as transferências fazem parte de um plano de cooperação interestadual, executado pelo governo federal, em parceria com o governo do Amazonas, para “aliviar a demanda do sistema de saúde de Manaus diante do recrudescimento da pandemia no Amazonas”.

A seleção dos pacientes a serem transferidos leva em conta o chamado Protocolo de Classificação de Risco Manchester, observando os sinais e sintomas que a pessoa apresenta e com base nos quais é estabelecida a prioridade de atendimento conforme a gravidade de cada caso. Para ser transferido, o paciente deve apresentar sinais vitais (frequência cardíaca, respiratória e pressão arterial) estáveis, além de assinar um termo de consentimento para a transferência.

Durante o trajeto, o paciente é acompanhado por sete profissionais de saúde. Além disso, as aeronaves usadas devem contar com equipamentos e insumos hospitalares.

Até ontem (17) a noite, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas contabilizava 230.644 casos confirmados da doença. Desde que a presença do novo coronavírus no país foi confirmada, no fim de fevereiro de 2020, 6.191 pessoas perderam a vida em todo o estado em consequência da covid-19. Entre os casos confirmados, 1.702 pacientes continuavam internados, em observação, até ontem. Destes, 1.123 ocupam leitos clínicos (486 na rede privada e 637 na rede pública), 561 vagas de UTI (255 na rede privada e 306 na rede pública) e 18 estão nas chamadas salas vermelhas (estruturas destinadas à assistência temporária a pacientes críticos ou graves que, uma vez estabilizados, são encaminhados a outros pontos da rede de atenção à saúde).

Fonte: Agência Brasil – EBC
Edição: Aline Leal

Pesquisadora descobre nova espécie de peixe na bacia do rio Amazonas

Por: Site
A espécie Ammoglanis obliquus mede até 1,5cm e possui corpo semi-transparente. Foto: Elisabeth Henschel/Divulgação

Uma nova espécie de peixe foi descoberta na Amazônia: o Ammoglanis obliquus, uma espécie de bagre que cresce até no máximo 1,5 centímetros e que possui um corpo semi-transparente. O peixe recém-descrito pela ciência foi encontrado num curso d’água parcialmente destruído, no município de Rio Preto da Eva, a 78 km de Manaus, Amazonas. A descoberta ajuda a entender a morfologia da evolução dos bagres, que possuem 956 espécies conhecidas pela ciência somente na bacia do rio Amazonas.

O gênero Ammoglanis, entretanto, composto por esses bagres minúsculos e semi-transparentes – não possuía ainda nenhum registro na região. A descoberta foi liderada pela bióloga brasileira Elisabeth Henschel e publicada no periódico internacional Zoosystematics and Evolution em fevereiro, junto com uma equipe de pesquisadores do Laboratório de Sistemática e Evolução de Peixes Teleósteos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A pesquisa contou com o apoio da National Geographic Society.

O registro da nova espécie foi feito pela primeira vez por acaso, em agosto de 2019, enquanto Henschel e dois colegas da UFRJ iniciavam uma expedição de pesquisa na Amazônia para estudar um outro grupo de peixes, o candiru.

O Ammoglanis obliquus se diferencia dos outros peixes do gênero pela quantidade e formato de ossos, dentição, e pelo número e localização de nadadeiras. Além disso, seu padrão colorido, composto por manchas espalhadas por todo o corpo, só é encontrado em outro peixe do gênero, o Ammoglanis pulex, encontrado na bacia do rio Orinoco, na Venezuela. A espécie recém-descoberta vive em bancos de areia perto de Rio Preto da Eva e se alimenta do sangue e da mucosidade de animais maiores ou em decomposição.

A distribuição geográfica restrita, característica comum a maioria dos bagres, pode ser o maior risco do Ammoglanis obliquus, cujo curso d’água onde foi descoberto, por exemplo, está localizado no meio de um sítio de construção. Ter um habitat reduzido aumenta a suscetibilidade de uma espécie aos riscos de extinção, pois qualquer desequilíbrio ou supressão do seu habitat pode comprometer a existência da espécie inteira.

“A conservação é geralmente focada nas espécies maiores, porém, quando destruímos as correntes e os pequenos cursos de água onde estes pequenos peixes moram, tem implicações desconhecidas no médio e longo prazo. Nosso papel como cientistas é oferecer conhecimento que depois possa ser utilizado para compreender a importância desses peixes pequenos para o ecossistema”, explica Elisabeth Henschel.

Visão lateral e dorsal do novo peixe. Foto: Elisabeth Henschel/Divulgação.

Por: Duda Menegassi
Fonte: O Eco

Governo leva profissionais de saúde e equipamentos para o Amazonas

Por: Site

Insumos vão para São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga

Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou neste domingo (17) de Brasília levando 11 profissionais de saúde e milhares de equipamentos de proteção individual, insumos como álcool em gel e equipamentos para atender hospitais de São Gabriel da Cachoeira e de Tabatinga, no Amazonas.

“Estamos embarcando agora para São Gabriel e Tabatinga, a fim de prestar apoio aos dois distritos do Amazonas”, disse antes do embarque o secretário Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Robson Santos da Silva, que acompanha a missão representando o Ministro Interino da Saúde, Eduardo Pazuello.

Sesai e ministério da defesa levam insumos para o Amazonas
Sesai e ministério da defesa levam insumos para o Amazonas – Divulgação/Sesai

Segundo o general Luiz Narvaz Pafiadache, secretário de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto (SEPESD), do Ministério da Defesa, o envio visa combater o novo coronavírus (covid-19) nas terras indígenas da região.

A região tem uma das maiores populações indígenas do país e é atendida pelos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Diseis) do Alto Rio Solimões e do Alto Rio Negro.

O voo partiu de São Paulo, fez escala em Brasília, e a previsão é de escalas na Serra do Cachimbo e em Manaus antes de chegar a São Gabriel da Cachoeira ainda neste domingo (17). Na segunda, a missão segue para Tabatinga.

Com informações da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai)

Fonte: Agência Brasil – EBC
Edição: Fernando Fraga

Governador do Amazonas diz que pico de covid-19 deve acontecer em maio

Por: Site

Estado registra quase 2,5 mil casos de covid-19 e mais de 200 óbitos

O governador do Amazonas, Wilson Lima, disse hoje (23) que, apesar do alto número de casos, o pico da epidemia do novo coronavírus no estado deve ocorrer na primeira quinzena de maio. Lima participa de uma videoconferência realizada pela comissão externa da Câmara dos Deputados para acompanhar as ações de combate ao coronavírus no país. O estado já registrou 2.479 casos de covid-19, com mais de 200 óbitos.

Durante a participação, Lima ressaltou que cerca de 90% dos leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) dedicados a pacientes com o vírus estão ocupados, e disse que o estado precisa com urgência da ajuda do governo federal e da iniciativa privada para a compra de respiradores, equipamentos de proteção individual (EPIs), como máscaras, e também de profissionais de saúde para atender à população.

“O quadro aqui é muito delicado. O que tem acontecido e o que está por vir nos próximos dias nos acende um sinal de alerta muito forte. Daí [vem] a necessidade de termos ajuda federal e da iniciativa privada, todas as ajudas”, disse Lima. “Estamos aqui trabalhando no nosso limite e vamos ampliando as estruturas na medida em que vamos recebendo equipamentos, insumos”, acrescentou o governador. Lima ressaltou ainda que o estado também enfrenta problemas em razão de um surto da gripe H1N1 em decorrência do período de chuvas.

Além da capital, Manaus, o estado registra casos de covid-19 em mais de 30 cidades. De acordo com o governador, a expectativa é que o pico atinja primeiramente a capital e em seguida as cidades do interior. Lima afirmou ainda que tem conversado com os prefeitos para intensificar as medidas de isolamento social e impedir o trânsito entre as cidades do estado, em especial, naquelas próximas a comunidades indígenas.

“Não tem outro caminho que não seja o isolamento social para que se possa quebrar a transmissão do vírus. Não tem vacina ou outro tratamento com eficiência comprovada”, disse. “A gente está se preparando para esse momento e ainda tem um tempo em relação ao interior de 10 a 15 dias”, afirmou.

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, também participou da videoconferência e falou sobre a situação da pandemia na capital. Virgílio disse que o município, que tem mais de 90% dos leitos de UTI disponibilizados para pacientes com o vírus ocupados, também precisa de equipamentos, pessoal especializado e EPIs para aumentar o atendimento.

Equipamentos

Segundo o prefeito, o governo sinalizou a entrega de alguns equipamentos. Mas outros aparelhos de uso essencial, como tomógrafos, não foram recebidos. Esses aparelhos poderiam ajudar no direcionamento dos casos considerados mais graves. “O vírus corrói o pulmão com uma rapidez que, às vezes, a máquina burocrática não aprendeu a andar na mesma velocidade”, disse Virgílio. “Precisamos depressa, para evitar uma procura demasiada em cima da rede que está exaurida, 96% e 100% são quase sinônimos”, afirmou.

Virgílio disse ainda que uma parcela das pessoas não está seguindo o isolamento social e falou em aglomerações em alguns pontos da cidade. Segundo o prefeito, diante da possibilidade de pico nos casos de coronavírus, o município não tem condições de reabrir as atividades econômicas.

“Fazemos um esforço danado para conservar as pessoas em casa e essas aparições do presidente [Jair Bolsonaro] dizendo que não há perigo em ir para rua, elas desmobilizam. Nós entendemos que Manaus não tem a menor condição de abrir completamente para a atividade econômica, porque mais pessoas vão adoecer e procurar os hospitais que já estão lotados”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil – EBC
Edição: Pedro Ivo de Oliveira

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