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Irrigação inteligente promove estabilidade e aumento da produtividade da soja

Por: bruof

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A produtividade em uma safra de soja é definida por vários fatores, dentre eles: condições climáticas, genética do material utilizado, fertilidade da área, fitossanidade, entre outros, que interligados culminam na produção final obtida pelo produtor.

A média de produtividade da soja no Brasil, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), é em torno de 55 sacas/ha. Ela é influenciada principalmente pelas irregularidades pluviométricas ao longo dos anos agrícolas em diversas regiões produtoras de grãos e também, pela inadequada fertilidade do solo e nutrição das lavouras, fatores que culminam em baixas de produtividade.

Desde a implementação do primeiro projeto de irrigação por gotejamento subterrâneo para o cultivo de grãos no Brasil, feito pela Netafim,  em 2012, na Fazenda Três Capões,  em uma área de 81/ha, no município de Palmeiras das Missões-RS, os resultados preliminares de produtividade da soja demonstraram-se muito satisfatórios, com safras atingindo produtividades superiores a 100 sacas/ha. Atualmente a média de produtividade da soja no sistema é 46% maior se comparada às médias das áreas de sequeiro da fazenda.

A exemplo da Fazenda Três Capões, e de outras em diferentes regiões produtoras de grãos no país, que aderiram a tecnologia de irrigação por gotejamento subterrâneo e que estabilizaram e aumentaram suas produtividades de soja, estão: a Fazenda Santa Cecília, no município de Vicentinópolis-SP e a Fazenda Tabapuã dos Pirineus, localizada no município de Cocalzinho de Goiás-GO.

Na fazenda Santa Cecília, nas cinco safras de soja realizadas, a produtividade média foi de 85 sacas/ha, em torno de 40% superior à produtividade média das áreas de sequeiro da fazenda. A fazenda Tabapuã dos Pirineus, que possui uma produção média de 55 sacas/ha na condição de sequeiro, deu um salto na média de produtividade para 97 sacas/ha em sua área irrigada por gotejamento subterrâneo, média 76% superior.

A estabilidade e saltos de produtividades que as fazendas estão obtendo com a utilização da tecnologia é proporcionada pela garantia de reposição hídrica das plantas em casos de déficit hídrico durante seu ciclo fenológico e também, pela flexibilidade do produtor em colocar em prática estratégias de nutrição da soja através do sistema de irrigação por gotejamento subterrâneo,  diretamente no sistema radicular, de forma parcelada, de acordo com a demanda e ciclo fenológico da planta. A técnica é denominada Fertirrigação, ela aumenta a eficiência da aplicação e o aproveitamento dos nutrientes pela planta, diminuindo perdas e consequentemente aumentando a produtividade.

Atualmente a Netafim conta com mais de 60 projetos de gotejamento subterrâneo para grãos e fibras em escala comercial, destacando projetos de grande porte já em funcionamento, como na Fazenda Luzinha, no município de Camapuã-MS, contemplando uma área de 370 ha. Além da soja, a irrigação inteligente vem ajudando os produtores a aumentar consideravelmente a produtividade e a rentabilidade de diferentes cultivos, como:  milho, feijão, algodão e culturas forrageiras.

bruof

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Escolha correta do aspersor para irrigação

Por: bruof

A escolha do aspersor para o projeto de irrigação exige conhecimento técnico e teórico, pois ela irá determinar todos os parâmetros e características da área irrigada, como comprimento, diâmetro, espaçamento das linhas laterais e a potência do conjunto motobomba. Além disso, a disponibilidade de aspersores e peças de reposição no mercado também devem ser levadas em consideração.

O último senso agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, realizado em 2006, indica aproximadamente 4,536 milhões de hectares irrigados. Em 2013 a Agência Nacional de Águas (ANA) aponta 6,04 milhões de hectares irrigados no Brasil.

A irrigação por aspersão no Brasil tem se expandido nos últimos anos, principalmente devida a aplicação, via fertirrigação, de vinhaça nas áreas cultivadas com cana-de-açúcar. Atualmente, há no Brasil 2,486 milhões de hectares irrigados por aspersão e pivô central, representando 41% do total da área irrigada.

A escolha do aspersor a ser adotado na elaboração de um projeto de irrigação exige do projetista conhecimento operacional do aspersor, ou seja, técnico e também teórico. Para um projetista, não é simples definir o aspersor a ser instalado e utilizado, pois a escolha do aspersor irá determinar todos os demais parâmetros e características da área irrigada, como, comprimento, diâmetro, espaçamento das linhas laterais e por consequência a potência do conjunto motobomba. Além disso, o projetista deve avaliar a disponibilidade de aspersores e peças de reposição no mercado, bem como seu custo.

É fundamental que o projetista de irrigação deixe claro para o irrigante a relação intrínseca que existe entre os fatores: distribuição dos aspersores na área (espaçamento e disposição), uniformidade de aplicação de água, eficiência de aplicação de água, economia de água e produtividade obtida.

Em termos gerais e para seleção de aspersores, sugere-se que sejam incipientemente adotados os seguintes critérios: vazão, pressão de operação, raio de alcance do jato, uniformidade de aplicação de água, ângulo do jato, grau de pulverização, mecanismo de rotação, durabilidade, custo e peças de reposição. Portanto, a escolha do aspersor a ser utilizado é de fundamental importância para o início da elaboração de um projeto de irrigação por aspersão, características que permitirá ao projetista o início da elaboração do layout do sistema como dos cálculos hidráulicos.

Outro ponto importante na escolha do aspersor é sua intensidade de aplicação (Ia), obtida pela relação entre sua vazão e seu espaçamento. Por exemplo, um aspersor de vazão 1,56 m/h instalado em espaçamento quadrado de 18×18 m tem uma Ia igual a 4,81 mm/hora, este mesmo emissor instalado em 6×6 m tem uma Ia igual a 43 mm/hora. Esta informação é importante, pois o valor da Ia nunca poderá superar a velocidade de infiltração de água no solo (VIB), caso contrário a lâmina aplicada não será totalmente infiltrada, gerando problemas com escoamento superficial na área irrigada.

Reforçando a afirmação da importância da escolha do aspersor, lembramos que o bocal do aspersor é o último ponto de controle de água pelo irrigante, ou seja, a partir do momento em que a água é aspergida para atmosfera não temos mais seu controle e nesse momento a distribuição da água na área irrigada estará sujeita às interferências ambientais.

Diversos fatores construtivos e dimensionais afetam a uniformidade de distribuição de água pelo aspersor. Entre fatores construtivos como tensão da mola, velocidade de rotação, ângulo do jato, a arquitetura interna do bocal são características muito importantes. Bocais podem possuir diversas formas de seção, variação no seu comprimento, bem como apresentar ranhuras para promover a pulverização ideal do jato de água, e qualquer alteração nessas características irá resultar em mudanças na vazão, velocidade do jato e distribuição de água pelo aspersor.

Os aspersores podem ser classificados sob diferentes aspectos, podendo ser em função do mecanismo de ação (impacto, reação e de turbina), da velocidade de giro (rápido e lento) e também da pressão de trabalho (baixa, média e alta). Os aspersores com mecanismo de ação por impacto e com dois bocais são os mais comuns. O raio de alcance, assim como a vazão e o diâmetro do bocal dos aspersores também poderiam ser parâmetros de classificação, porém estas características são interdependentes.

O raio de alcance do jato d'água do aspersor é influenciado pela velocidade de giro como pela pressão da água.
O raio de alcance do jato d’água do aspersor é influenciado pela velocidade de giro como pela pressão da água.

Os aspersores também podem ser classificados como setoriais (giro parcial) ou de giro completo (360º). Os setoriais são muito utilizados na irrigação paisagística, gramados e em irrigação de pastagens, onde não se deseja molhar o corredor de circulação dos animais, bem como os comedouros.

O raio de alcance do jato d’água do aspersor, por exemplo, é influenciado pela velocidade de giro como pela pressão da água. Assim sendo, menor a velocidade de giro e maior a pressão de serviço em que a água está sujeita no interior do tubo, maior será o raio de alcance do jato de água.

O bocal de um aspersor é objeto de estudo e aperfeiçoamento das empresas fabricantes e dos institutos de pesquisa, por ser este um dos principais componentes dos aspersores e por influenciar de forma direta na uniformidade de distribuição de água no solo. Além da variação do diâmetro, os bocais possuem diferentes formas na seção de escoamento como em seu comprimento.

Aspersores estacionários também são comuns. Sendo estes muito utilizados na irrigação paisagística e em pivô central. A vantagem deste aspersor é que ele não apresenta movimento de rotação, logo não há desgaste nas peças sujeitas aos atritos. Entretanto, os aspersores pulverizadores, geralmente são de baixa vazão com curto raio de alcance do jato d’água.

Encontram-se no mercado uma gama ampla de modelo de aspersores, com variada capacidade de aplicação de água. Há os mini-aspersores, os quais apresentam vazão em torno de 300 L/h, trabalhando com pressão de 1,0 kgf/cm. E na extremidade superior, podemos encontrar aspersores com vazão de 160.000 L/h, trabalhando a 7,0 kgf/cm.

Para melhorar a uniformidade de distribuição de água, há aspersores autocompensantes. Também é comum os projetistas instalarem na base do aspersor, válvulas reguladoras de pressão, que tem por finalidade equalizar oscilações de sobrepressão no sistema, que acarretaram mudanças nas características de trabalho do aspersor. Entretanto, temos que elucidar os usuários de irrigação que sempre que uma válvula como essa atua, ela está provocando aumento na perda de carga, consequentemente, aumento no gasto de energia.

Na instalação dos aspersores no campo devem ser respeitadas as características definidas em projeto, principalmente o delineamento das tubulações em campo. Normalmente os aspersores estão espaçados, entre si, de 6×6 m, pois as tubulações têm este padrão de fábrica, e a inserção de aspersores na junção de dois tubos evita cortes na tubulação. De modo geral, espaçamentos maiores implicam em irrigações menos uniformes, em contrapartida com um menor custo de projeto. Por exemplo, a mudança de espaçamento de 12 para 18 m significa uma economia de 30%. É recomendado que para o equilíbrio desta situação fossem realizadas simulações com softwares e testes de uniformidade em campo, nas condições do local de uso dos aspersores.

Tão importante quanto o espaçamento é a altura de instalação dos aspersores, sejam eles fixos ou móveis. É interessante observar que no momento da elaboração do projeto o projetista tem o foco voltado para a cultura que será irrigada naquele momento. Porém, a posteriori o produtor pode vir a migrar para outros cultivos, que sendo de porte diferente daquele outrora utilizado, pode gerar problemas de uniformidade de aplicação da água, devido a interceptação do jato dos aspersores. Para diminuir este problema é pertinente aumentar o tubo de subida do aspersor, por meio de prolongadores, adaptando o mesmo para a altura que se deseja irrigar, lembrando que quanto mais alto estiver posicionado mais sofrerá o efeito dos ventos. A elevação do aspersor gera aumento na tubulação de subida e por consequência aumento na altura manométrica, requerendo maior pressão para funcionamento do sistema.

O custo atual de um aspersor pode varia de R$ 15,00 para os aspersores de baixa vazão até o valor R$ 4.000,00 para os aspersores de elevada vazão. De uma maneira geral e considerando todos os acessórios para montagem de um sistema de aspersão, o custo do aspersores pode representar de 5% a 15% do total. Essa variação pode ser em função do preço do aspersor e do espaçamento de disposição o que implicará na variação uniformidade de aplicação de água desejada.

Portanto, para seleção ideal de um aspersor, ou seja, aquele que apresentará menor custo ao irrigante e melhor uniformidade de aplicação de água, sugere-se estudos aprofundados, bem como a consulta a especialistas.

Diferentes modelos de aspersores encontrados no mercado. Cada projeto é feito para proporcionar diferentes velocidades, capacidade de distribuição e alcance da água.
Diferentes modelos de aspersores encontrados no mercado. Cada projeto é feito para proporcionar diferentes velocidades, capacidade de distribuição e alcance da água.
Diferentes modelos de aspersores encontrados no mercado. Cada projeto é feito para proporcionar diferentes velocidades, capacidade de distribuição e alcance da água.
Diferentes modelos de aspersores encontrados no mercado. Cada projeto é feito para proporcionar diferentes velocidades, capacidade de distribuição e alcance da água.
Diferentes modelos de aspersores encontrados no mercado. Cada projeto é feito para proporcionar diferentes velocidades, capacidade de distribuição e alcance da água.
Diferentes modelos de aspersores encontrados no mercado. Cada projeto é feito para proporcionar diferentes velocidades, capacidade de distribuição e alcance da água.
Diferentes modelos de aspersores encontrados no mercado. Cada projeto é feito para proporcionar diferentes velocidades, capacidade de distribuição e alcance da água.
Diferentes modelos de aspersores encontrados no mercado. Cada projeto é feito para proporcionar diferentes velocidades, capacidade de distribuição e alcance da água.
Diferentes modelos de aspersores encontrados no mercado. Cada projeto é feito para proporcionar diferentes velocidades, capacidade de distribuição e alcance da água.
Diferentes modelos de aspersores encontrados no mercado. Cada projeto é feito para proporcionar diferentes velocidades, capacidade de distribuição e alcance da água.

Alexandre Barcellos Dalri, Luiz Fabiano Palaretti, UNESP/FCAV

Artigo publicado na edição 158 da Cultivar Máquinas.

bruof

O raio de alcance do jato d'água do aspersor é influenciado pela velocidade de giro como pela pressão da água.

Diferentes modelos de aspersores encontrados no mercado. Cada projeto é feito para proporcionar diferentes velocidades, capacidade de distribuição e alcance da água.

Diferentes modelos de aspersores encontrados no mercado. Cada projeto é feito para proporcionar diferentes velocidades, capacidade de distribuição e alcance da água.

Diferentes modelos de aspersores encontrados no mercado. Cada projeto é feito para proporcionar diferentes velocidades, capacidade de distribuição e alcance da água.

Diferentes modelos de aspersores encontrados no mercado. Cada projeto é feito para proporcionar diferentes velocidades, capacidade de distribuição e alcance da água.

Diferentes modelos de aspersores encontrados no mercado. Cada projeto é feito para proporcionar diferentes velocidades, capacidade de distribuição e alcance da água.

Cinco dicas para você escolher o melhor filme agrícola

Por: bruof

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Alta resistência e durabilidade. Esses são dois importantes aspectos que o produtor rural deve se atentar na hora de adquirir um filme agrícola. Se a escolha for adequada, o agricultor poderá ter diversos benefícios, como ampla proteção para o cultivo e menor incidência da luz ambiente.

Entre os tipos de filmes existentes, os mais comuns são: difusor (utilizado para estufas de mudas, tomates, pimentão, hidroponia e frutas), Maxilux (usado para estufa de flores e hortaliças que exijam maior difusão de luz/qualidade de luz), transparente (ideal para estufas, túneis altos e baixos na secagem e produção), leitoso (recomendado para estufas, túneis altos e baixos para cultivo) e Mulching (este material impede o crescimento de ervas daninhas no canteiro de hortaliças, frutas e flores).

Para que você escolha o melhor tipo de filme, Silvano Tasca, Técnico Agrícola da Nortene vai compartilhar a seguir cinco dicas valiosas. Confira:

  1. Utilização: você precisa se atentar a utilização do filme. Não tente generalizar e usar o mesmo filme para diversos cultivos. Caso você faça isso, não irá se beneficiar de todos os recursos disponíveis pelos materiais. No final, terá a sua produtividade prejudicada.
  2. Material do filme: a qualidade do material usado nos filmes é essencial e deve ser sempre observada. A utilização de um ótimo material contribuirá diretamente para que o filme tenha uma maior vida útil.
  3. Durabilidade: a relação custo/benefício depende da durabilidade. Portanto, fique atento porque plásticos não tratados da forma correta poderão degradar rapidamente.
  4. Assistência técnica: é fundamental atentar se o produto possui assistência técnica especializada. Pesquise também se o fabricante é referência no mercado e há quanto tempo ele está comercializando o produto. Essas informações são muito importantes!
  1. Produtividade: a aplicação de um bom filme agrícola poderá aumentar a produtividade. Pense nisso e faça contas de longo prazo. Pense sempre pela qualidade dos produtos que você adquirir.

Estes são alguns requisitos para a escolha de um bom Filme Agrícola, seja qual for o seu projeto de Plasticultura (HF) use essas dicas para o seu negócio. ‘’Levando isso em conta na hora da aquisição do material, você produtor rural com certeza terá um grande sucesso no seu projeto’’, completa Silvano Tasca.

bruof

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Câmara Temática de Irrigação é criada no RS

Por: bruof

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Buscar alternativas para dar eficácia à política estadual de irrigação, ampliando-a com novos programas e aperfeiçoando os existentes. Com esse objetivo, a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Sapdr) publicou, nesta sexta-feira (22), uma Instrução Normativa que cria a Câmara Temática da Irrigação.

Segundo o secretário Covatti Filho, a intenção é ouvir sugestões de representações de produtores rurais, fabricantes de equipamentos, empresas elaboradoras de projetos e demais parceiros da irrigação. “Investir em irrigação é a melhor resposta que podemos dar para a seca. Por isso criamos a Câmara Temática para discutir um programa consistente para ampliação da área irrigada no Estado e garantir mais segurança ao produtor quando faltar de chuva”, pondera Covatti.

O diretor de Políticas Agrícolas da Seapdr, Ivan Bonetti, informa que os cultivos de verão como milho, soja, feijão, além de outros de sequeiro como frutíferas e hortaliças, somam cerca de sete milhões de hectares, dos quais, atualmente, menos de 3% contam com irrigação. “Afora estes, existe também a necessidade de irrigação nas pastagens para a produção leiteira e de corte”, argumenta.

Por outro lado, conforme ele, o regime anual de chuvas do Rio Grande do Sul é muito bom, ao redor de 1.600 mm/ano. “O que permite fazer reservação de água que normalmente é usada como uma irrigação suplementar, ou seja, utilizada por algumas semanas nos meses de verão, mas sendo decisiva para garantir boa produtividade das lavouras”, explica Bonetti.

Ele conta ainda que a Seapdr desenvolve o Programa Mais Água, Mais Renda, cuja Licença de Operação foi recentemente estendida por mais um ano pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). “Graças a este programa, foram irrigados 86.500 hectares nos últimos anos, sendo que 70% nos três anos subsequentes à estiagem de 2012. O Programa Segunda Água, em parceria com o governo federal, também vem beneficiando agricultores familiares”.

Bonetti esclarece que, por meio da Câmara Temática da Irrigação, a expectativa é ampliar tanto a reservação de água como os projetos de irrigação, para que os agricultores tenham mais segurança em suas atividades. “Assim, estarão preparados para enfrentar as recorrentes estiagens no Estado”.

Fonte: Agrolink

bruof

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Benefícios da irrigação por gotejamento

Por: bruof

A utilização de irrigação por gotejamento, além de economizar água, traz benefícios como incremento na produtividade independentemente da cultura onde é aplicada.

Não é de hoje que a água é alvo de grandes debates. Este item vital presente em nosso dia a dia já foi tema de músicas, campanhas governamentais e até mesmo protestos. Por conta da escassez recente, a forma como utilizamos a água tem sido questionada e criticada. É uso em excesso, desperdício, poluição de rios, falta de chuvas, crise hídrica, enfim a coisa não está muito boa quando o assunto é este.

E só sentimos na pele o quão importante este bem é para a sociedade quando o País passou, e vem passando, pela crise hídrica. Todos os setores foram atingidos, mas a área que mais sofreu com isso, sem dúvida, foi a rural, a agricultura. Este setor primário, responsável pela produção de matéria-prima, é de grande peso para o PIB nacional, pois representa por volta de 25% do valor total.

Hoje, a agricultura responde pelo consumo de 72% de toda a água disponível para consumo, fazendo com que ela seja considerada uma “grande vilã”. Como parâmetro podemos utilizar o cultivo de café. Uma planta de café necessita de cinco litros de água por dia para se desenvolver. Na irrigação localizada são usados os exatos cinco litros, enquanto que outras tecnologias e métodos convencionais gastam cerca de oito. Com o método do gotejamento, portanto, a economia é de 33%. Mas, por este motivo de desperdício, a agricultura tem sido questionada por seu alto consumo hídrico.

Para que as críticas negativas ao mundo do agronegócio diminuam é necessário que essas novas tecnologias façam parte do dia a dia do produtor, sem dificuldade. E não somente pensando na diminuição do uso da água. Sim, isso é importante. Mas em um País que em 2050 deverá alimentar mais de nove bilhões de habitantes pelo mundo, também será preciso aumentar a capacidade produtiva. E neste processo, temos que pensar além de plantio e colheita.

Dados da Abimaq (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos) mostram que o Brasil tem quase 30 milhões de hectares para irrigar. Cerca de cinco milhões usam essa tecnologia, sendo que em menos de um milhão deles é usada a técnica de irrigação localizada por gotejamento. Enquanto que outros países, que enfrentam o problema de falta de água como Israel, Índia, Costa Oeste dos Estados Unidos, já usam esse sistema que é mais eficiente e não desperdiça a água. Foi nesse cenário de escassez de água que a irrigação por gotejamento foi inventada pela Netafim na década de 60, numa estrutura de kibutz: uma forma de coletividade comunitária israelita – tendo função essencial na criação do estado judeu.

Na irrigação localizada são usados os exatos cinco litros de água que a cultura do café necessita, enquanto que outras tecnologias e métodos convencionais gastam cerca de oito. Com o método do gotejamento, portanto, a economia é de 33%.
Na irrigação localizada são usados os exatos cinco litros de água que a cultura do café necessita, enquanto que outras tecnologias e métodos convencionais gastam cerca de oito. Com o método do gotejamento, portanto, a economia é de 33%.
Na irrigação localizada são usados os exatos cinco litros de água que a cultura do café necessita, enquanto que outras tecnologias e métodos convencionais gastam cerca de oito. Com o método do gotejamento, portanto, a economia é de 33%.
Na irrigação localizada são usados os exatos cinco litros de água que a cultura do café necessita, enquanto que outras tecnologias e métodos convencionais gastam cerca de oito. Com o método do gotejamento, portanto, a economia é de 33%.

IRRIGAÇÃO POR GOTEJAMENTO

Nesse sistema desenvolvido há 50 anos, a água é levada de forma pontual através de tubos que contêm gotejadores, produtos que controlam a pressão e liberam as gotas conforme o horário e em quantias necessárias para cada tipo de planta.

Atualmente, mais de dez milhões de hectares em todo mundo já são irrigados com os gotejadores da empresa. Essa tecnologia tem ajudado produtores a terem um maior rendimento utilizando menos recursos e evitando o consumo excessivo de água, energia e produtos químicos. Respeitando a natureza, não apenas sustenta o que já existe, mas cria e garante um abastecimento confiável para o amanhã.

Além da água, para o bom desenvolvimento das plantas, é requerida a utilização de fertilizantes. Este sistema de irrigação localizada por gotejamento permite a técnica de fertirrigação que leva junto da água os nutrientes necessários, garantindo que o resultado da colheita seja cada vez melhor.

Por mais que os tubos gotejadores possam ser instalados em vários tipos de cultura como milho, soja, citrus, café, cacau, seringueira, cultivos de horticultura entre outras, essa tecnologia necessita de estudos de viabilidade com levantamento de dados sobre o clima, solo e a cultura, pois a quantidade de água utilizada depende da evapotranspiração da plantação, ou seja, a perda de água do solo por evaporação e a perda de água da planta por transpiração. Ainda assim é uma irrigação que não tem restrições, desde que haja energia, é possível fazê-la em qualquer topografia ou estado de área.

Na irrigação por gotejamento a água é levada de forma pontual através de tubos que contêm gotejadores, liberndo as gotas em quantias certas para cada planta.
Na irrigação por gotejamento a água é levada de forma pontual através de tubos que contêm gotejadores, liberndo as gotas em quantias certas para cada planta.

TUBOS FLEXÍVEIS

A instalação desses tubos ficou ainda mais fácil depois que o PVC foi substituído pelos flexíveis. Eles foram desenvolvidos para serem mais leves, resistentes e flexíveis, como o próprio nome já diz. Esses tubos se adaptam melhor para os sistemas móveis, pois facilita na hora de transportá-los e também de guardá-los, após a colheita. O produto é de polietileno e mais robusto e durável, possibilita que máquinas passem por cima dele sem danificá-lo.

Esses tubos são 100% recicláveis e certificados pelo padrão de qualidade ISO 16438 do segmento. Neste processo, os tubos flexíveis também vêm prontos direto da fábrica para que os produtores não se preocupem com a colagem das conexões nem com os furos (antes feitos direto no campo), o que garante maior precisão da instalação.

APLICAÇÃO EM DIVERSAS CULTURAS

Há muitos casos de sucesso em território brasileiro. Essa tecnologia foi testada nas últimas duas safras de arroz na região de Uruguaiana (RS) e como resultado quase duplicou a produtividade, saindo de 7,5 toneladas por hectare (através do modelo tradicional: irrigação por inundação) para 12 toneladas por hectare (usando a técnica de irrigação por gotejamento). Além disso, no sistema de inundação, gastam-se três mil milímetros de água por hectare, enquanto que no gotejamento foram usados apenas mil milímetros de água por hectare.

O sistema também foi implantado em uma das fazendas da Usina Santa Fé, numa área de cana-de-açúcar de 100 hectares que logo no primeiro corte deverá render um total de 205 toneladas/hectare, produtividade muito maior quando comparada a outros métodos.

Um produtor de café de Minas Gerais, desde 2006, adquiriu uma área de 400 hectares e investiu no gotejo. Ele saiu de uma média de 30 sacas por hectare (produtividade média em sequeiro) para uma produtividade média (seis colheitas) acima de 60 sacas por hectare.

O aumento de produtividade é recorrente em várias culturas. Com o tomate, não foi diferente, como ocorreu com um produtor no estado de Goiás. Considerando somente o incremento médio de produtividade de 40t/ha com a utilização da irrigação por gotejamento subterrâneo e o preço da tonelada em torno de R$ 200,00, houve um incremento de renda de R$ 8.000,00/ha

Histórias como estas mostram que é possível que a agricultura brasileira caminhe rumo à sustentabilidade. O resultados dessas práticas, ao longo dos anos, virão. É preciso haver dedicação, esforço e, acima de tudo, planejamento. O caminho possui muitos espinhos, mas nada que não possa ser dobrado.

Os tubos são feitos de polietileno, que são mais robustos e duráveis, possibilitando que máquinas passem por cima deles sem danificá-los.
Os tubos são feitos de polietileno, que são mais robustos e duráveis, possibilitando que máquinas passem por cima deles sem danificá-los.

Carlos Sanches, Netafim

bruof

Na irrigação localizada são usados os exatos cinco litros de água que a cultura do café necessita, enquanto que outras tecnologias e métodos convencionais gastam cerca de oito. Com o método do gotejamento, portanto, a economia é de 33%.

Na irrigação localizada são usados os exatos cinco litros de água que a cultura do café necessita, enquanto que outras tecnologias e métodos convencionais gastam cerca de oito. Com o método do gotejamento, portanto, a economia é de 33%.

Na irrigação por gotejamento a água é levada de forma pontual através de tubos que contêm gotejadores, liberndo as gotas em quantias certas para cada planta.

Os tubos são feitos de polietileno, que são mais robustos e duráveis, possibilitando que máquinas passem por cima deles sem danificá-los.

O uso de irrigação por gotejamento com “Drip Protection”

Por: bruof

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Nos últimos anos as inconstâncias climáticas obrigaram o produtor rural a recorrer a sistemas de irrigação para garantir sua produção. Entre os métodos de irrigação utilizados, a irrigação por gotejamento vem se destacando como um método eficaz e de alto nível tecnológico.

Devido a suas características, a irrigação por gotejamento é utilizada não apenas como fornecedor de água nas culturas, mas também como um método eficiente de aplicação de fertilizantes (nutrirrigação). No entanto, com a necessidade em se reduzir os custos de produção da cultura, sem que haja danos ao meio ambiente, muitos produtores que possuem o gotejamento em suas lavouras passaram a adotar a tecnologia “Drip Protection”.

O “Drip Protection” é uma tecnologia desenvolvida pela Netafim, em que é possível aplicar moléculas químicas, orgânicas e produtos biológicos através dos equipamentos de injeção do sistema de irrigação por gotejamento.

Neste sentido, vários trabalhos em campo e experimentos científicos foram e continuam sendo realizados com o intuito de agregar outros sistemas de irrigação por gotejamento na cana-de-açúcar. As informações acumuladas em diferentes locais nos últimos anos mostram que já existe um vasto uso desta aplicação, muitas foram validadas em projetos experimentais acompanhadas pela Netafim em conjunto com as empresas desenvolvedoras dos defensivos e outras com base em testes simples avaliados em campo.

Por exemplo, em trabalhos realizados em quatro unidades produtoras nos estados de São Paulo e Minas Gerais mostrou-se que o uso do ingrediente ativo Tiametoxan via sistema de irrigação por gotejamento é eficiente para o controle das cigarrinhas das raízes (Mahanarva fimbriolata), obtendo um nível de controle igual a pulverização terrestre.

Para outra importante praga do solo, como o Sphenohorus levis, a injeção do Etiprole e Tiametoxan + Lambda Cialotrina sob a aplicação pelo sistema de gotejamento reduziu a população dessa praga de 6,0% para 2,0% dos campos de produção de outra usina localizada em São Paulo.

Na região nordeste do país, vários trabalhos foram realizados para o combate de pragas, principalmente no caso da broca gigante (Telchin licus), considerada a principal da região.

 Em trabalhos científicos e com validação a campo observou-se o controle próximo a 90% dessa praga com a aplicação do Rynaxapyr, via sistema de irrigação por gotejamento.

No entanto, o controle das principais pragas não é um fator de êxito apenas de produtos químicos, o uso de produtos biológicos também vem demonstrando excelentes resultados quando aplicados via gotejamento.

Em trabalhos realizados por uma empresa de consultoria agronômica em parceria com a Netafim, na região nordeste, o uso de Beauveria bassiana para controle da broca gigante demonstrou eficiência de controle acima de 80%, quando aplicado via gotejamento.

Com tantos resultados positivos espalhados nas mais diversas regiões de produção de cana-de-açúcar no Brasil, podemos concluir que o uso da tecnologia “Drip Protection” é uma excelente ferramenta para proteger a cultura das principais pragas de maneira prática, eficiente e amigável ao meio ambiente.

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Irrigação à distância com precisão facilita o manejo na fazenda

Por: bruof

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Diante da necessidade de isolamento social nos últimos meses, devido a pandemia, muitas atividades foram paralisadas. Agora, com a retomada gradativa, aos poucos a velha rotina vai se restabelecendo, porém, ainda é preciso ter muita cautela nessa retomada de convívio.  No campo não tem sido diferente, embora o trabalho – tido como essencial – não tenha parado totalmente, os produtores precisaram se readaptarem à nova realidade. Já os agricultores mais tecnificados, e que já possuíam e utilizavam o FieldNET Advisor não tiveram que alterar tanto suas rotinas, pelo menos no que diz respeito ao manejo de irrigação de suas lavouras.

Isso porque a ferramenta de gerenciamento remoto, desenvolvida pela Lindsay, multinacional especialista em tecnologias para sistemas de irrigação, é totalmente integrada à já reconhecida plataforma FieldNET, também da marca. A solução fornece informações precisas e objetivas de irrigação à distância ao produtor e ainda mostra se os pivôs estão operando como o programado, auxiliando na tomada de decisões.

De acordo com Gabriel Guarda, engenheiro agrônomo e analista de engenharia da empresa, o FieldNET Advisor tem como um dos seus objetivos otimizar o tempo do produtor gasto para fazer o controle, o gerenciamento e agora o manejo dos sistemas de irrigação da propriedade. “Em momento de isolamento teve muito produtor, por exemplo, que mora nos grandes centros, como São Paulo, e possuem fazendas em outros estados que remotamente conseguiram acompanhar tudo que estava acontecendo no seu sistema de irrigação à distância, diminuindo até mesmo o sentimento de mãos atadas”, destaca.

O produtor que utiliza o FieldNET Advisor, tem a facilidade de poder controlar a irrigação em sua propriedade com segurança, reduzindo todos os tipos de riscos, tantos para as culturas quanto para a saúde de todos os colaboradores na fazenda, pois evita-se o deslocando. “O coronavírus quebrou o paradigma de ter que estar presente fisicamente no local o tempo todo para conseguir fazer o gerenciamento e gestão da irrigação. A ideia é ter o menor trânsito de pessoas dentro da fazenda entre os funcionários e o produtor ficar o mínimo possível no operacional e economizar tempo de deslocamento para poder focar na gestão da propriedade fazendo as melhores negociações e tomando as melhores decisões”, afirma o analista da Lindsay.

Acompanhamento remoto com qualidade

O FieldNET Advisor fornece dados precisos e simplificados para o manejo do irrigante e funciona de forma muito simples. Basta o produtor, por meio de um smartphone, tablet ou computador inserir a cultura e suas características, o tipo de solo, e as datas de plantio e o FieldNET Advisor combinará automaticamente esses dados com informações meteorológicas precisas e dados históricos de irrigação do campo.

Em seguida, por meio de modelagem, ele vai monitorar o crescimento da cultura e a profundidade das raízes. Assim verificará a quantidade de água disponível no solo para a planta e prever as necessidades futuras da lavoura, a quantidade e o momento ideal para a irrigação, visando atingir o máximo do rendimento.

Fonte: Agrolink

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Governo simplifica condições de uso da água na irrigação rural

Por: bruof

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O Governo do Paraná, por meio da Resolução Conjunta nº 018/2020, estabeleceu condições e critérios para licenciamento ambiental e outorga de recursos hídricos para o processo de irrigação de terras agricultáveis no Paraná. As medidas têm o objetivo de simplificar a concessão de licença e tornar mais acessível essa prática aos produtores rurais.

“Com essa resolução, o Governo está destravando um empecilho para o desenvolvimento de algumas regiões do Estado, particularmente a do Arenito Caiuá, no Noroeste”, disse o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. A região tem cerca de 3,2 milhões de hectares e engloba 107 municípios, sendo responsável por 19,1% do Valor Bruto da Produção (VBP) paranaense, o que se traduziu em cerca de R$ 18,6 bilhões em 2019.

“O Noroeste tem potencial para fazer crescer esses números. Com o apoio concedido, que torna mais simples o licenciamento ambiental e possibilita barateamento do dinheiro para aplicar em irrigação, a prática tende a ficar mais acessível e é possível prever um salto exponencial na produção agropecuária regional nos próximos 10 anos”, completou Ortigara.

Para o secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, a resolução aprimora o sistema de licença e outorga ambiental no Estado, de forma a compatibilizar a produção agropecuária com a necessária preservação dos recursos ambientais, particularmente o hídrico. “É imperioso que tenhamos uma linha condutora clara e simplificada para estimular o uso qualificado da água”, afirmou.

Segundo ele, nos períodos de estiagem a importância da água é muito mais perceptível, pois afeta grande parte das áreas urbanas. Mas essa situação é bastante angustiante no campo, onde a renda de muitas pessoas está atrelada à água em abundância e com qualidade. “A redução nas dificuldades para licenciamento e outorga do uso desse bem é um estímulo que o Governo oferece aos produtores rurais”, afirmou.

PROCEDIMENTOS – A resolução conjunta da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento e Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo estabelece que o porte do empreendimento – micro, pequeno, médio, grande e excepcional – é definido de acordo com a dimensão efetiva de área irrigada, que pode ir de inferior a 50 hectares até acima de 1 mil hectares. Com base nessas medidas, o documento determina os procedimentos para se conseguir o licenciamento ambiental e qual o método de irrigação a ser empregado.

As propriedades identificadas como micro, por exemplo, para qualquer um dos métodos de irrigação (aspersão, localizada e de superfície), precisarão apenas da Declaração de Dispensa de Licenciamento Ambiental Estadual (DLAE). Se for de tamanho médio (de 100,1 ha a 500 ha), precisará da Licença Ambiental Simplificada (LAS) para aspersão ou localizada, e da Licença Prévia (LP), Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO) para a irrigação de superfície.

A simplificação dos procedimentos inclui também a facilidade para que toda a documentação seja providenciada sem deslocamentos adicionais dos proprietários. Os requerimentos podem ser solicitados por meio do sistema automatizado do Instituto Água e Terra (IAT). Os documentos necessários estão descritos na Resolução Conjunta n.º 018/2020, publicada no Diário Oficial 10752, de 18/08/20. Eles também devem ser anexados ao processo de forma eletrônica.

A resolução estabelece que, para fins de concessão ou renovação de outorgas para uso de recursos hídricos, é obrigatória a instalação e operação de dispositivos de medição para controle de vazão captada e das horas de funcionamento. Também registra a necessidade de atendimento aos critérios contidos na Resolução Conama 357/2005, que dispõe sobre diretrizes ambientais e técnicas para o bom aproveitamento hídrico.

Por fim, o documento fortalece os programas do Estado e planos de desenvolvimento que têm a irrigação como parte integrante e fundamental, ao dispensar de pagamento de taxas referentes a serviços ambientais para obter a licença ambiental nessas condições.

Além dos dois secretários, a resolução é assinada pelo presidente do Instituto Água e Terra (IAT), Everton Luiz da Costa, e pelo presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater (IDR-Paraná), Natalino Avance de Souza.

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:
http:///www.facebook.com/governoparana e www.pr.gov.br

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História de Sucesso: Agricultor produz mais de 80 mil pés de limão utilizando 100% de irrigação inteligente

Por: bruof
Necessidades de irrigação para um limoeiro | Irrigação.Net

A família Cremasco é exemplo de que a união familiar é a chave para vencer qualquer obstáculo na vida. Os valores são passados de geração em geração, este é o ponto crucial para a felicidade.

Ivani Cremasco, é produtor rural desde 1986, mas o que chama atenção nesses 34 anos de profissão é a rapidez que conseguiu alavancar seu negócio. Produzindo limão e tomate em Mogi Guaçu, no estado de São Paulo, Cremasco conquistou produtividade do citrus logo em suas primeiras safras.

A produtividade alcançada em 80 mil pés de limão só foi possível utilizando o sistema de irrigação inteligente. A técnica israelense consiste em levar água e nutrientes diretamente até a raiz das plantas, por meio de tubos gotejadores.

Na lavoura não falta água, o sistema gota a gota economiza o recurso e garante a nutrição adequada para as plantas. Segundo Cremasco, após adoção de irrigação inteligente, as plantas consomem menos de toda a água disponível na fazenda, gerando assim alta produtividade e rentabilidade.

O produtor que começou com uma fazenda pequena, de apenas 27 ha, hoje conta com uma fazenda que equivale ao tamanho de 7 delas. Todas as propriedades possuem 100% de área irrigada através do gotejamento da Netafim. A irrigação inteligente chegou à lavoura e logo após o primeiro plantio, o produtor já conseguiu retornar mais da metade do investimento. 

E mesmo com os bons resultados já alcançados, Cremasco tem esperança de alcançar ganhos ainda maiores. “Acredito que a tecnologia tenha potencial para muito mais. Nosso segredo é a família unida. A nossa maior alegria é ver os filhos juntos e todos bem encaminhados aqui, Deus está presente”, finaliza.

Conheça um pouco mais sobre a história da Família Cremasco:  https://www.youtube.com/watch?v=2DMUnD2GbiY

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Necessidades de irrigação para um limoeiro | Irrigação.Net

Mais de 20 km de canais de irrigação são reformados

Por: bruof

O Governo do Distrito Federal está concluindo a revitalização de dois sistemas de abastecimento de água nos núcleos rurais Vargem Bonita, no Park Way; e, Santos Dumont, em Planaltina. As obras, esperadas há mais de 20 anos, vão representar uma solução para cerca de 150 produtores rurais, que enfrentam dificuldades no período de estiagem. São mais de 20 quilômetros de novos canais de irrigação, onde o GDF local investe cerca de R$ 5,4 milhões. 

Além de garantir água durante todo o ano, a nova tecnologia vai ajudar a não desperdiçar recursos hídricos. Na revitalização, estão sendo utilizados tubos de polietileno de alta densidade capazes de eliminar em 50% as perdas de água por infiltração no leito do canal, que hoje é de terra. “Dessa forma, será possível assegurar o abastecimento de água para as atividades agropecuárias, principalmente na estiagem”, afirmou o extensionista rural da Emater, Leandro Moraes.

Canal antigo que está sendo desativado. Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília

Em Planaltina, cuja extensão rural representa quase 30% da área total do DF, o governo investe no canal de irrigação do Núcleo Rural Santos Dumont. Com aproximadamente 90 propriedades, a região foca sua produção em hortaliças, fruticultura, pecuária e piscicultura. A rede de abastecimento contempla 13 quilômetros de canais.

Orçadas em R$ 4,6 milhões, as obras são resultado de uma parceria entre a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), a Empresa de Assistência e Extensão Rural (Emater-DF), a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), o Comitê da Bacia Hidrográfica do Paranaíba (CBH-Paranaíba) e produtores usuários do canal.

Durante anos a fio, muitas pessoas, instituições e entidades, além das já citadas, estiveram de alguma forma envolvidos no êxito do empreendimento. Grande destaque deve ser dado para a própria comunidade do Santos Dumont – que, por meio da Associação de Usuários do Canal de Abastecimento de Água do Núcleo Rural Santos Dumont (Aucasdu), sempre atuou para que a obra se concretizasse. Também cabe menção à Associação Multissetorial de Usuários de Recursos Hídricos de Bacias Hidrográficas (Abha) e ao programa Produtor de Água no Pipiripau, que envolve muitos outros atores essenciais para que a tubulação do canal virasse realidade.

Esperamos por muito tempo e agora estamos felizes, porque podemos nos programar para plantar o ano todo. Agora é garantia no fornecimento de água em todas as épocas, sem contar que não teremos desperdícioCláudio Tutomu, produtor rural

“Além de ajudar a área rural, vai beneficiar o público urbano das cidades de Planaltina e Sobradinho, já que parte da água que abastece essas cidades vem do Ribeirão Pipiripau, de onde é realizada a captação de água para o canal”, completa Leandro Moraes, ao prever a conclusão das obras para setembro.

O produtor rural Cláudio Tutomu explicou que, no ano de 2017, aquela área rural de Planaltina chegou a ficar sem o abastecimento de água, em decorrência da crise hídrica que o DF enfrentou. “Muitos agricultores perderam toda a lavoura. Depois daquele ano, nem todos passaram a plantar na seca com medo de perder o investimento”, contou. As intervenções, segundo ele, foram custeadas pela tarifa de contingência – cobrada sobre o consumo excessivo de água, no período crítico da crise hídrica – e de recursos provenientes do pagamento pelo uso da água na bacia hidrográfica do Rio Paranaíba, onde deságua o Ribeirão Pipiripau.

Cláudio Tutomu, produtor rural | Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília

“Esperamos por muito tempo e agora estamos felizes, porque podemos nos programar para plantar o ano todo. Agora é garantia no fornecimento de água em todas as épocas, sem contar que não teremos desperdício”, comemorou o agricultor Cláudio Tutomu.

Vargem Bonita 

Na área rural do Park Way, o governo investe em intervenções nos canais de irrigação de Vargem Bonita, cuja extensão soma mais de sete quilômetros. A região é destaque na produção de hortaliças, especificamente de folhagem, culturas que demandam muita água para irrigação. 

Nas obras de substituição dos canais de água, o governo investiu cerca de R$ 850 mil em emenda parlamentar para beneficiar 55 produtores que solicitavam essa obra havia mais de 20 anos. “Esses canais são fonte de renda para muitos produtores que plantam e abastecem o Distrito Federal com produtos de qualidade”, afirma o secretário de Agricultura, Cândido Teles. “Trabalhamos juntos com a Emater para valorizar, prestigiar e levar a riqueza ao homem do campo”, completou. 

O produtor rural, Shoichi Sumida, contou que, com o fim da obra de revitalização do canal, espera que todos os produtores da região possam ter acesso à água. “A água é o bem mais importante possível, principalmente em épocas de seca. O canal existe há muito tempo, mas com a obra não temeremos mais perdas de água como existia antes. Esperamos que todos possam trabalhar tranquilos sem precisar ficar indo atrás de água”, ressaltou. 

Fonte: Agência Brasília

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Mercado de irrigação automatizada chegará a US$ 6,7 bi até 2025

Por: bruof

O mercado de irrigação automatizada deve crescer 18,5% ao ano e atingir US$ 6,7 bilhões em 2025, segundo o relatório da consultoria estadunidense Market&Market. Em 2020, ele deve movimentar US$ 2,8 bilhões em todo o mundo.

O estudo aponta a conscientização de produtores quanto aos benefícios das tecnologias inteligentes e iniciativas governamentais sobre uso racional da água como os principais fatores para o crescimento.

Aspersores e irrigação por gotejamento

A consultoria afirma que a maioria dos países desenvolvidos ou em desenvolvimento em todo o mundo já utiliza tecnologias de irrigação, como aspersores e por gotejamento.

“A automação da irrigação por gotejamento tornou-se cada vez mais popular pelo aumento da produtividade, menor uso de energia em comparação com a irrigação por aspersão, possibilidade de ser usado em terrenos menores e maior eficiência na aplicação de fertilizantes líquidos”, diz o material.

Segmentos

O relatório segmenta o mercado de automação da irrigação, com base em componentes, em controladores, válvulas, sensores, aspersores e outros componentes, que incluem manômetros, dispositivos de monitoramento e medidores de vazão.

Ele afirma que os controladores detêm a maior parcela de valor financeiro, pois são a unidade central dos sistemas de automação e também são o item mais caro.

Por isso, o mercado de sistemas de irrigação semiautomáticos é o maior, já que sua adoção já traz benefícios expressivos e são relativamente mais simples e baratos. Segundo o estudo, eles são adotados em grandes países em desenvolvimento como Índia, China e Brasil.

O aumento da demanda por sistemas semiautomáticos, como sistemas baseados em tempo e volume, nos países em desenvolvimento, levou a um aumento na demanda por controladores simples em todo o mundo.

Ásia-Pacífico

A conscientização sobre os benefícios relacionados à adoção de sistemas de irrigação semi e automatizados, somados à redução dos níveis de água nas bacias hidrográficas da região Ásia-Pacífico, impulsionam o crescimento do mercado nesta região.

A mudança no padrão de precipitação está obrigando os agricultores a usar sistemas de irrigação baseados em sensores para tomar decisões guiadas por dados.

Fonte: AG EVOLUTION

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Agro e ciência: cientistas desenvolvem solo com auto irrigação

Por: bruof
Agronegócio

De acordo com um novo estudo, publicado na ACS Materials Letters, o sistema de irrigação de água atmosférica usa géis superabsorventes para capturar água do ar. Quando o solo é aquecido a uma determinada temperatura, os géis liberam a água, disponibilizando-a para as plantas. Quando o solo distribui água, parte dela volta ao ar, aumentando a umidade e facilitando a continuidade do ciclo de colheita.

Segundo Guihua Yu, professor associado de ciência dos materiais no Departamento de Walker de Engenharia Mecânica, habilitar a agricultura autônoma em áreas onde é difícil construir sistemas de irrigação e energia é crucial para liberar a agricultura da complexa cadeia de abastecimento de água à medida que os recursos se tornam cada vez mais escassos.

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Cada grama de solo enriquecido com gel pode extrair aproximadamente 3-4 gramas de água. Dependendo das safras, aproximadamente 0,1 a 1 quilo de solo pode fornecer água suficiente para irrigar cerca de um metro quadrado de terra. Os géis no solo retiram a água do ar durante os períodos mais frios e úmidos à noite. O calor solar durante o dia ativa os géis que contêm água para liberar seu conteúdo no solo.

A equipe realizou experimentos no telhado do prédio do Centro de Ensino de Engenharia da Escola Cockrell na UT Austin para testar o solo. Os cientistas descobriram que o solo enriquecido com gel absorvente era capaz de reter água melhor do que os solos arenosos encontrados em áreas secas e precisava de muito menos água para cultivar plantas.

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Durante um experimento de quatro semanas, a equipe descobriu que seu solo retinha aproximadamente 40% da quantidade de água inicial. Em contraste, o solo arenoso teve apenas 20% de sua água restante após apenas uma semana. Em outro experimento, a equipe plantou rabanetes nos dois tipos de solo. Todos os rabanetes no solo enriquecido de gel absorvente sobreviveram um período de 14 dias sem qualquer irrigação além de uma rodada inicial para garantir que as plantas se firmassem. Rabanetes no solo arenoso foram irrigados várias vezes durante os primeiros quatro dias do experimento. Nenhum dos rabanetes no solo arenoso sobreviveu mais de dois dias após o período inicial de irrigação.

Fei Zhao, pesquisador de pós-doutorado no grupo de pesquisa de Yu que liderou o estudo com Xingyi Zhou e Panpan Zhang, diz: “a maior parte do solo é boa o suficiente para suportar o crescimento das plantas, porém a principal limitação é a água, por isso queríamos desenvolver um solo que pudesse captar água do ar ambiente.”

O solo para coleta de água é a primeira grande aplicação de tecnologia na qual o grupo de Yu vem trabalhando há mais de dois anos. No ano passado, a equipe desenvolveu a capacidade de usar materiais híbridos de gel-polímero que funcionam como “super esponjas”, extraindo grandes quantidades de água do ar ambiente, limpando-o e liberando-o rapidamente usando energia solar.

Os pesquisadores vislumbram várias outras aplicações da tecnologia. Ele poderia ser potencialmente usado para resfriar painéis solares e data centers. Ele poderia expandir o acesso à água potável, seja por meio de sistemas individuais para famílias ou sistemas maiores para grandes grupos, como trabalhadores ou soldados.

Fonte: Tempo.com

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Agronegócio

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Codevasf incentiva aprimoramento técnico de estudantes e profissionais em evento no Norte da Bahia

Por: bruof

A Codevasf está apoiando a realização nesta semana de uma capacitação para engenheiros, estudantes de engenharia e agronomia e projetistas que trabalham na elaboração de projetos de irrigação, adutoras de água e linhas de recalque de estações elevatórias de esgoto.

O curso de “Transitórios Hidráulicos aplicados a Projetos de Irrigação” ocorre em horário comercial no auditório do Hotel Rapport em Juazeiro (BA) e os participantes, vindos de diversas regiões do país, foram divididos em duas turmas: uma nos dias 16 e 17 e outra nos dias 19 e 20.

A promoção do curso é do Instituto de Pesquisa e Inovação na Agricultura Irrigada (Inovagri), com sede em Fortaleza. O instrutor é Marcos Aurélio Holanda de Castro, engenheiro civil e professor titular da Universidade Federal do Ceará, com pós-doutorado em recursos hídricos e em engenharia nos Estados Unidos.

Segundo a organização do curso, apesar de as equações básicas que governam os fenômenos transitórios serem conhecidas há muito tempo, foi só com o surgimento e popularização do uso dos computadores que estes fenômenos puderam ser estudados e simulados com precisão, sem a necessidade de simplificações, muitas vezes grosseiras e irreais.

Durante o evento, os participantes vão poder analisar e simular no computador o fenômeno do Golpe de Ariete, além de dimensionar dispositivos de proteção (ventosas, válvulas de alívio, reservatórios hidropneumáticos, chaminés de equilíbrio e TAUs). Atualmente, a simulação computacional do Golpe de Ariete é uma ferramenta indispensável para projetos na área de saneamento. Durante o curso, serão os softwares UFC2, UFC5 e UFC7.

Para o engenheiro agrônomo Rodrigo Franco Vieira, que atua na 6ª Superintendência Regional da Codevasf em Juazeiro, “este é o primeiro curso sobre o assunto no país, voltado para a agricultura irrigada”. Ele é especialista em irrigação e, em junho deste ano, escreveu um artigo sobre Transientes Hidráulicos na revista Irrigazine (páginas 24 a 26), uma publicação nacional especializada em irrigação e suas aplicações em agricultura, paisagismo e também campos esportivos.

Em circulação desde o ano de 2005, a Irrigazine tornou-se uma referência por seu pioneirismo ao colocar em pauta temas de interesse do setor da irrigação nacional (http://www.irrigazine.com.br).

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Falta de equipamentos de irrigação prejudica plantações de café no Triângulo Mineiro

Por: bruof

A dificuldade em conseguir equipamentos de irrigação está prejudicando o plantio de café em Minas Gerais. Muitos agricultores precisaram diminuir a área de cultivo.

Na fazenda dos irmãos José e Mário Dianin, em Romaria, no Triângulo Mineiro, o café ocupa 130 hectares. Mas o plantio, previsto para o início de dezembro, foi adiado.

Para o desenvolvimento das mudas, os agricultores precisam de um sistema de irrigação eficiente. O escolhido pelos irmãos foi o modelo por gotejamento, que também é usado em outras áreas da propriedade. Apesar do pedido ter sido feito em julho, até agora, a empresa que faz a instalação não conseguiu entregar.

Antes de iniciar o plantio do café, o ideal seria que o sistema de irrigação já estivesse pronto. Os produtores esperaram o quanto puderam e como os canos ainda não chegaram, a solução foi irrigar as mudas com um trator, o que leva, em média, três dias para molhar toda a área.

Quem está fazendo esse trabalho é o Márcio Dianin, filho do Mário. Para dar conta dos mais de 30 hectares em renovação, ele precisa ir ao córrego para buscar água.

“Isso demanda um trabalhador a mais. Preciso de mais tempo para abastecer o tanque e vir molhar o café já plantado, em torno de uma hora e meia”, conta Márcio.

Pedidos atrasados
E não é só essa família que está sofrendo com o problema. Uma empresa que implementa sistemas de irrigação para produtores de café está com pedidos atrasados desde junho. Principalmente porque a indústria parou de fornecer os tubos de PVC, material indispensável para a fabricação dos sistemas.

Quem fez pedidos mais para o fim do ano também vai enfrentar preços mais altos. E foi esse aumento nos custos que fez o agricultor Luiz Augusto, de Coromandel, no Alto Paranaíba, desistir da irrigação.

A pandemia derrubou as vendas de PVC no ano passado e as indústrias diminuíram a produção. Agora, a demanda aumentou e é por isso que está faltando produto.

Fonte: Globo Rural

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Indicação de Alysson Paolinelli ao Nobel da Paz 2021 é oficializada

Por: bruof
Alysson Paolinelli (Foto: Abramilho/Divulgação)

A indicação de ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli para o  Prêmio Nobel da Paz 2021 foi oficializada no dia 26/01, em coletiva organizada pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP/Esalq). O nome de Paolinelli recebeu o apoio de mais de 100 cartas de representantes de instituições de 28 países.

A conversa com jornalistas contou com a presença do também ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, e representantes de entidades ligadas ao agro, que formam um comitê para endossar a indicação do “pai da moderna agricultura brasileira”. Rodrigues enfatizou que uma eventual  vitória de Paolinelli será mais uma vitória da agricultura brasileira.

Na visão de Rodrigues, “Paolinelli é hoje o maior brasileiro vivo”, à frente do movimento que transformou o país, que na década de 1970 era um grande importador de alimentos, na maior potência agrícola do mundo.

Segundo Durval Dourado Neto, diretor da Esalq/USP, Paolinelli liderou a implantação da agricultura tropical no cerrado brasileiro, o que viabilizou o Brasil a alimentar 1,2 bilhão de pessoas num total de 7 bilhões no mundo, promovendo a paz mundial.

“Paolinelli teve atuação de grande destaque em toda a sua trajetória acadêmica e profissional. Não seria possível o desenvolvimento da pecuária no cerrado brasileiro sem as contribuições de Paolinelli”, destacou o professor.

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Alysson Paolinelli (Foto: Abramilho/Divulgação)

Atlas Irrigação atualiza área irrigada total no Brasil

Por: bruof
Atlas da Irrigação mostra estudo do uso da água na agricultura nacional


Entre 2012 e 2019, houve intensificação da atividade com um maior aporte de crédito e investimentos privados. Com isso, o crescimento foi da ordem de 4% ao ano no Brasil nesse período, quando foram incorporados cerca de 216 mil hectares irrigados ao ano. Além disso, em 2019 o valor da produção irrigada superou a marca de R$ 55 bilhões.

A produção irrigada tem uma produtividade de 2 a 3 vezes maior do que áreas de sequeiro (não irrigadas). Outras vantagens são: melhoria da qualidade dos produtos, redução de custos unitários, atenuação dos impactos da variabilidade climática, otimização de insumos e equipamentos, aumento na oferta e na regularidade de alimentos, assim como a modernização dos sistemas de produção.

Além de sua importância econômica, a irrigação contribui decisivamente para a segurança alimentar e nutricional da população brasileira. Alimentos típicos da dieta nacional – arroz, feijão, legumes, frutas e verduras – são produzidos em grande medida por meio da irrigação. No caso do arroz e da horticultura, mais de 90% da produção utiliza o método.

Foto: Climatempo

O Atlas Irrigação

Com o Atlas Irrigação, a ANA busca demonstrar a importância da atividade tanto para a sociedade quanto para a economia do Brasil. Além disso, a publicação tem o intuito de fornecer uma base técnica robusta para o acompanhamento e o planejamento da expansão do setor – sobretudo quanto à segurança hídrica para os usos múltiplos -, contribuindo para a Política Nacional de Irrigação e para a Política Agrícola. Essa base de dados também será incorporada ao Plano Nacional de Recursos Hídricos 2022-2040, que está em elaboração e é um instrumento norteador da Política Nacional de Recursos Hídricos.

Para atualizar e expandir o conteúdo do Atlas Irrigação, a ANA contou nessa segunda edição com uma rede ampla de parcerias, incluindo o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), a Agrosatélite Geotecnologia Aplicada, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP).

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Atlas da Irrigação mostra estudo do uso da água na agricultura nacional

Climatempo

De onde vem o que eu como: irrigação usa quase metade de toda a água do Brasil para produzir alimentos

Por: bruof
Sistema de gotejamento permite um menor desperdício da água. — Foto: Francisco França/Jornal da Paraíba


Praticamente metade da água disponível em reservatórios no Brasil vai para a irrigação. É ela que permite o plantio durante todo o ano em áreas com escassez hídrica, caso do melão no semiárido brasileiro e da cana-de-açúcar no Centro-Oeste, onde a seca acontece sazonalmente.

No Brasil – um dos dez países com maior área equipada para irrigação –, a prática é utilizada em 8,2 milhões de hectares. Equivalente a mais de 8 milhões de campos de futebol, essa área é preenchida por cultivo de arrozcafé e cana, entre outros (os três são os mais comuns nesse sistema).

A irrigação é o destino de 49,8% das águas brasileiras disponíveis para uso que estão em reservatórios, segundo o Atlas da Irrigação, lançado na quinta-feira (25). Ele foi desenvolvido pela Agência Nacional das Águas (ANA).

De acordo com a entidade, a irrigação representa “o principal tipo de uso [de água] no país em termos de quantidade utilizada”. Na sequência, vêm abastecimento humano (24,3%), indústria (9,7%), animal (8,4%), termelétricas (4,5%), abastecimento rural (1,6%) e mineração (1,7%).

Status da irrigação no Brasil

  • Com a irrigação, o produtor deixa de depender do ciclo das chuvas para plantar e passa a ter um cultivo de duas a três vezes mais produtivo.
  • Segundo o Atlas da Irrigação, a agricultura irrigada usa 29,7 trilhões de litros de água ao ano.
  • Apesar da grande quantidade de água necessária para irrigação, essa técnica não representa ameaça de escassez ao usuário comum. Isso porque o irrigador só pode usar os recursos hídricos para esse fim após conseguir uma autorização, que é baseada na disponibilidade da água de cada reservatório.
  • Por outro lado, ocorre desperdício – e as suas principais causas seriam os sistemas antigos e a falta de manutenção e monitoramento.
  • A irrigação no Brasil vai crescer: até 2040, os números de hectares irrigados devem aumentar em 75% com relação ao cenário atual.

O setor, que está em plena expansão, tem o crescimento de área irrigada em 4% ao ano, de acordo com a ANA.

Só em 2020, expandiu 18,96% em relação a 2019, contabilizando um aumento de 249.225 mil hectares, apontou o levantamento da Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação (CSEI) e da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Segundo o Atlas da Irrigação, o aumento da área que faz uso da técnica é mais expressivo em São PauloMinas GeraisTocantins, Bahia, Rio Grande do Sul Goiás.

Conheça os tipos de irrigação

O termo “irrigação” é usualmente associado àquela imagem de chuveirinhos no solo, como nos jardins retratados em filmes americanos. Mas, na realidade, existem quatro métodos diferentes de irrigação – e cada um deles, por sua vez, se estende em diferentes sistemas.

De acordo com o Atlas da Irrigação, do total de área que usa essa técnica no Brasil, 5,3 milhões de hectares são apenas de irrigação, ou seja, usam os métodos para entregar somente água.

Os outros 2,9 milhões são operados para a fertirrigação, uma técnica de adubação que aproveita a água para levar nutrientes ao solo.

Conheça os tipos de Irrigação — Foto: Arte / G1

Conheça os tipos de Irrigação — Foto: Arte / G1

Não existe uma única melhor maneira de irrigar. A indicação depende das especificidades da plantação, que levam em conta o solo, o clima e o próprio cultivo.

De acordo com o estudo, as características de cada um dos métodos e sistemas são importantes até mesmo para estimar as perdas que ocorrem. Esse cálculo leva em conta a quantidade captada nos corpos hídricos e aquilo que é efetivamente aproveitado pelas plantas.

Segundo o relatório da CSEI e da Abimaq, dos cerca 250 mil novos hectares irrigados no Brasil em 2020, os sistemas mais usados foram (do mais habitual para o menos):

  1. Aspersão com pivô central –técnica que aplica a chuva artificial por meio de um mecanismo móvel, irrigando uma área circular em torno de um ponto fixo.
  2. Gotejamento – o cultivo é hidratado por meio de gotas diretamente na área das raízes.
  3. Aspersão convencional – a água é aplicada em forma de chuva, de maneira intensa e uniforme, tendo como objetivo a sua infiltração.

De acordo com o Atlas da Irrigação, o arroz é o produto mais comum entre as plantações irrigadas no Brasil, principalmente usando o método de irrigação superficial no sistema de inundação, caso em que a água é aplicada em abundância diretamente no solo. Em seguida, aparecem o café e a cana.

Por que irrigar?

Os benefícios da irrigação são inúmeros, a começar pelo fato de o sistema ser de duas a três vezes mais produtivo do que a agricultura de sequeiro, onde não há irrigação – e, por isso, o agricultor fica dependente do ciclo das chuvas.

“A irrigação elimina um dos principais fatores de estresse da produção, que é a falta de água”, diz o professor Fernando Campos Mendonça, do curso de Engenharia Agronômica da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo ele, o desenvolvimento dos sistemas de irrigação a partir da década de 1970, associado ao melhoramento genético, contribuiu para o aumento da produção de alimentos no Brasil, transformando regiões antes improdutivas, como o Cerrado, em grandes fornecedoras de grãos.

Os avanços permitiram diversificar e expandir o número de cultivos no ano.

“A soja, por exemplo, tinha um ciclo longo, não dava para plantar milho na sequência, como é hoje. Com melhoramento genético, esse ciclo encurtou e, com a irrigação, o agricultor não precisa esperar a chuva [para plantar]”, diz Mendonça.

A disponibilidade de água também é fundamental para o cultivo de frutas e verduras.

Ao aumentar a produtividade das lavouras, a irrigação contribui para diminuir o desmatamento, diz o engenheiro agrônomo Luis Fernando Guedes Pinto, diretor de conhecimento da ONG SOS Mata Atlântica,

“Se você pode produzir mais em menos áreas, não é necessário abrir novas áreas”, afirma.

Para ele, a irrigação ainda tem potencial de crescer no Brasil, mas é preciso fazer isso de forma planejada, para evitar perda de água.

Fonte: G1

bruof

Sistema de gotejamento permite um menor desperdício da água. — Foto: Francisco França/Jornal da Paraíba

Conheça os tipos de Irrigação — Foto: Arte / G1

Artigo: Água na agricultura e produção de alimento

Por: bruof
Água na Agricultura - Portal Embrapa

No dia 22 de março, celebra-se o Dia Mundial da Água. É uma oportunidade para se discutir a importância desse recurso para a vida e para o desenvolvimento econômico e social. É fundamental que o tema seja analisado dentro das suas várias dimensões, sendo preponderante adotar estratégias de manejo que considerem os recursos hídricos de forma integrada, e que almejem uma alocação equitativa, considerando os usos múltiplos da água e a bacia hidrográfica como unidade de referência. Água é sinônimo de dialogar, de compartilhar e de integrar. Não é geradora de conflitos, mas sim de oportunidade para produzir e de criar desenvolvimento.

Nesse contexto, não teria como não aproveitar a oportunidade de trazer para a reflexão o tema água na agricultura e produção sustentável de alimento. Segurança alimentar e hídrica estão no centro das maiores preocupações da sociedade. A água é o principal fator de produção de alimentos. Como balancear produção de alimento e demanda hídrica em um mundo onde cerca de 820 milhões de pessoas não têm acesso à quantidade de alimento suficiente para manter níveis básicos de saúde e onde dois terços da população enfrentarão algum problema de falta de água é o grande desafio a ser enfrentado.

A relação água-alimento é complexa. Esses dois elementos estão intrinsecamente e fortemente interconectados. A complexidade inerente a essa interação é um dos motivos dos debates e disputas, muitas vezes desnecessárias, entre os setores usuários. Mantidas as condições atuais, o aumento na produção de alimentos demandará mais água e poderá aumentar ainda mais as disputas pelo uso da água, reduzindo a qualidade de vida da população. É nesse sentido que a ciência tem papel fundamental. As inovações modificam a situação atual, possibilitando produzir mais sem aumentar as demandas hídricas.

Atender as demandas atuais e futuras por alimento vai requerer um rápido aumento de produtividade, que precisa ser alcançado sem danos adicionais ao ambiente. Para que isso ocorra, é fundamental que os princípios de sustentabilidade sejam parte central das políticas agrícolas. As pessoas estão, em sociedade, cada dia mais conscientes sobre as questões ambientais e têm optado, de forma crescente, por alimentos produzidos nessas bases sustentáveis.

Nesse sentido, o objetivo de produzir mais alimentos deve ser visto dentro de uma abordagem mais ampla, considerando os aspectos de sustentabilidade ambiental, ou seja, buscando produzir mais alimentos com melhor qualidade e com menores danos aos recursos naturais. Para isso é necessário intensificar a agricultura de maneira sustentável e melhorar a eficiência dos sistemas agrícolas, tornando-os mais produtivos. Qualquer estratégia que vise intensificar a agricultura, reduzindo a variação na produção e aumentando a produtividade das culturas, deve necessariamente incluir a irrigação.

A irrigação é tecnologia essencial no xadrez da produção de alimentos. Atualmente, com a variabilidade climática cada vez mais acentuada, não se pode pensar no desenvolvimento de uma política de segurança alimentar e de segurança ambiental que não estabeleça políticas de longo prazo para o desenvolvimento da agricultura irrigada.

No mundo, a agricultura irrigada é responsável por cerca de 40% de toda a produção, viabilizando produzir fisicamente, em uma mesma área, até quatro vezes mais que a agricultura de sequeiro. A grande vantagem da agricultura irrigada, entretanto, está em trazer estabilidade para a produção, o que possibilita planejar estratégias de segurança alimentar e propor políticas públicas de médio e longo prazo.

O desenvolvimento de uma agricultura sustentável passa, necessariamente, pelo uso sustentável dos recursos hídricos, que por sua vez, depende de uma gestão que incorpore os usos múltiplos da água e considere os fundamentos e diretrizes da Política Nacional de Recursos Hídricos. Não se pode pensar em agricultura e desenvolvimento sustentável sem que haja um equilíbrio entre a oferta e a demanda de água. O Brasil é um país de dimensões continentais com grandes diferenças sociais, ambientais e econômicas, o que deixa a atividade de gestão muito mais complexa. Fazer a gestão de recursos hídricos de forma igualitária em todo o País pode levar a conflitos em bacias hidrográficas que já se encontram em estado crítico em termos de disponibilidade hídrica.

A água tem diversas formas e recebe diferentes nomes. A água na agricultura é sinônimo de produção de alimento e segurança alimentar. Aparentemente, a quantidade de água doce renovável anualmente no mundo é muito maior que a quantidade de água necessária para sustentar as demandas dos três usos consuntivos de água (abastecimento doméstico da população; produção industrial; e produção agrícola sob irrigação). Dentre esses usos, a agricultura irrigada é o único que faz uso tanto da água verde (água proveniente da chuva e armazenada no solo) quanto da água azul – água existente nos rios ou aquíferos. Em países tropicais como o Brasil, a água verde representa um componente significativo para a produção e estratégias devem ser desenvolvidas para maximizar o seu uso.

O crescimento das áreas irrigadas, entretanto, não pode mais ser fundamentado apenas no aumento do uso de recursos hídricos. O crescimento desejado e possível é cada vez mais dependente dos ganhos de eficiência nos sistemas já existentes. O desafio da agricultura irrigada é a promoção do irrigar com qualidade. Isso quer dizer que deve ser buscada continuamente uma elevada eficiência e produtividade de uso das águas. A agricultura irrigada deve ser capaz de utilizar os recursos de forma eficiente, com mínimas perdas e deterioração da qualidade da água. Neste cenário, a agricultura irrigada terá a grande oportunidade de contribuir para a segurança ambiental, hídrica e alimentar, podendo ainda contribuir para reduzir os impactos na produção advindos das mudanças climáticas, garantindo alimento em quantidade, qualidade e a custos acessíveis para as pessoas.

As retiradas de água dos mananciais, necessárias para garantir a prática da agricultura irrigada, devem estar previstas nos planejamentos estratégicos, especialmente em cronogramas existentes nos planos de recursos hídricos, conforme as condições climáticas, a vocação dos cultivos regionais, as potencialidades das áreas produtivas e os mercados consumidores e, posteriormente, consolidadas por meio da definição de planos de concessão de outorga de uso de água para irrigação, possibilitando que seja feita uma gestão compartilhada em cooperação e a prevenção com redução dos conflitos.

No olhar da gestão quanto à oferta, deve-se considerar as desigualdades hídricas regionais e ter um olhar diferenciado para as bacias hidrográficas críticas, onde a disponibilidade hídrica já está comprometida, assim como onde a ocorrência de conflitos pelo uso da água já é realidade. No olhar da gestão quanto à demanda, a irrigação precisa de uma gestão com olhar ampliado. O produtor precisa ter uma visão além de sua propriedade e de sua área de produção. É preciso ter sempre uma visão macro da bacia hidrográfica. A irrigação tem que ser feita considerando a bacia hidrográfica. O rio é, na verdade, reflexo daquilo que acontece na bacia como um todo. Ou seja, é preciso olhar a bacia de forma mais integrada, considerar estratégias de conservação de água e solo, que vão refletir diretamente na quantidade e na qualidade das águas.

O Brasil, com 12% da água doce superficial disponível no planeta e 28% da disponibilidade as Américas, é estratégico para suprir o aumento de cerca de 60% da demanda por alimentos, necessários para atender a uma população mundial que em 2050 será de aproximadamente 10 bilhões de habitantes. O sucesso dependerá da capacidade da sociedade em entender estrategicamente o nexo água-alimento. Para responder à pergunta sobre o quanto de água será necessário, é preciso saber antes o quanto de alimento se deseja produzir.

Segurança hídrica e alimentar devem fazer parte de qualquer política de estado que vise ao desenvolvimento e ao bem estar de sua população. Nesse contexto, é importante aprender com os erros do passado e planejar um futuro melhor, que consiste necessariamente em tratar a água como um bem estratégico para o País. Para isso, é preciso integrar a Política Nacional de Recursos Hídricos com as demais políticas públicas. É fundamental definir as prioridades de uso da água, levando-se em consideração as necessidades básicas do País e as especificidades de cada região.

Os avanços tecnológicos na agricultura irrigada vão muito além do desenvolvimento de novos equipamentos de irrigação. Os processos de tomada de decisão estão cada vez mais complexos, com necessidade de decisões mais rápidas, além de depender de análises de quantidade de dados cada vez maiores. Notam-se, nesse campo, avanços significativos relacionados às tecnologias da informação, da comunicação, de big-data e de modelos de inteligência computacional e simulação. As possibilidades tecnológicas são ilimitadas, sendo muito arriscado fazer qualquer previsão sobre o futuro.

Todo esse avanço, entretanto, não será suficiente para o desenvolvimento sustentável se, na gestão da água no meio agrícola, não forem observadas as especificidades da agricultura, que depende da chuva. É preciso criar mais valor e bem-estar com os recursos hídricos disponíveis. Isso não significa, é claro, incentivar a cultura do desperdício de água. Com uma gestão de recursos hídricos competente e aberta para incorporar os novos conceitos e tendências, é possível trazer segurança hídrica e atender a todos os usos e usuários sem comprometer a disponibilidade hídrica.

Original e atualizações: https://www.embrapa.br/cerrados/busca-de-noticias/-/noticia/60166519/artigo—agua-na-agricultura-e-producao-de-alimento

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Água na Agricultura - Portal Embrapa

Prorrogação de incentivo para irrigação permite expansão agrícola e mais empregos para MS

Por: bruof
Governo prorroga até final de 2024 a redução de ICMS na energia elétrica  para irrigação – Portal do Governo de Mato Grosso do Sul

O Governo do Estado prorrogou até 31 de dezembro de 2024 a redução de 17% para 5% na alíquota da base de cálculo do ICMS sobre a energia elétrica cobrada de propriedades rurais com sistema de irrigação. A prorrogação do incentivo foi publicada nesta terça-feira (23), no Diário Oficial do Estado, no Decreto nº 15.637.

A medida, segundo o secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), é fundamental para a política de expansão da produção agrícola sul-mato-grossense implementada pelo Governo do Estado e para a geração de empregos.

“Com este incentivo para a irrigação prorrogado até o final de 2024, o produtor pode fazer um planejamento mais longo. Assim, estimulamos a prática de irrigação e diversificamos a base agrícola, visando a expansão da produção, dos empregos e o desenvolvimento do Estado”, afirma.

O prazo para o incentivo fiscal tinha vencido e o Governo do Estado acatou pedido dos produtores rurais e da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), renovando o benefício por mais três anos. “A Famasul havia feito esta demanda ao governo e a Semagro também entendeu que era fundamental manter o incentivo, dado que temos hoje um Plano Estadual de Expansão da Irrigação em Mato Grosso do Sul”, explicou o titular da Semagro.

“Após solicitação feita pelo Sistema Famasul, no mês de fevereiro, o Governo do Estado atendeu a esta importante demanda do setor pela manutenção, até 2026, dos benefícios fiscais conferidos aos produtores rurais que fazem uso de sistemas de irrigação. A base de cálculo do ICMS reduzida para as operações com energia elétrica nesses sistemas contribui para uma contínua produção de alimentos e, consequentemente, para o equilíbrio dos valores da cesta básica, impulsionando a economia sul-mato-grossense”, afirma Mauricio Saito, presidente do Sistema Famasul.

O Governo do Estado prorrogou até 31 de dezembro de 2024 a redução de 17% para 5% na alíquota da base de cálculo do ICMS sobre a energia elétrica cobrada de propriedades rurais com sistema de irrigação. A prorrogação do incentivo foi publicada nesta terça-feira (23), no Diário Oficial do Estado, no Decreto nº 15.637.

A medida, segundo o secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), é fundamental para a política de expansão da produção agrícola sul-mato-grossense implementada pelo Governo do Estado e para a geração de empregos.

“Com este incentivo para a irrigação prorrogado até o final de 2024, o produtor pode fazer um planejamento mais longo. Assim, estimulamos a prática de irrigação e diversificamos a base agrícola, visando a expansão da produção, dos empregos e o desenvolvimento do Estado”, afirma.

O prazo para o incentivo fiscal tinha vencido e o Governo do Estado acatou pedido dos produtores rurais e da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), renovando o benefício por mais três anos. “A Famasul havia feito esta demanda ao governo e a Semagro também entendeu que era fundamental manter o incentivo, dado que temos hoje um Plano Estadual de Expansão da Irrigação em Mato Grosso do Sul”, explicou o titular da Semagro.

“Após solicitação feita pelo Sistema Famasul, no mês de fevereiro, o Governo do Estado atendeu a esta importante demanda do setor pela manutenção, até 2026, dos benefícios fiscais conferidos aos produtores rurais que fazem uso de sistemas de irrigação. A base de cálculo do ICMS reduzida para as operações com energia elétrica nesses sistemas contribui para uma contínua produção de alimentos e, consequentemente, para o equilíbrio dos valores da cesta básica, impulsionando a economia sul-mato-grossense”, afirma Mauricio Saito, presidente do Sistema Famasul.

Para a implementação do Plano Estadual de Expansão da Irrigação em Mato Grosso do Sul, a Semagro trabalhou para viabilizar a criação de uma linha de crédito específica no FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) para esta atividade e também no fomento aos investimentos em ciência e tecnologia. “Temos uma linha pesquisa de novas variedades e sobre as regiões mais adequadas para um platô de irrigação. Também fizemos um trabalho junto à Energisa para garantir o fornecimento de energia elétrica a esses sistemas”, diz Jaime Verruck.

A Semagro tem acompanhado um movimento crescente do setor de irrigação no Estado. “A área irrigada no Estado tem crescido de maneira substancial, praticamente dobrou nos últimos dois anos, segue em 2022 nesse processo crescente de áreas irrigadas, que podem permitir duas safras e meia, até três safras em determinadas regiões. É a expansão da atividade agrícola, através da tecnologia, do crédito e disponibilização da energia elétrica. Cresce a produção, com competitividade para Mato Grosso do Sul e temos mais desenvolvimento, com diversificação”, avalia o secretário.

O titular da Semagro explica que, para a implantação de um sistema de irrigação o produtor precisa dispor de um relógio e medidor de energia separado. “Agora, além da redução que já existe na base de cálculo da tarifa que é uma questão federal, o governo estadual prorrogou a redução do ICMS sobre a energia elétrica para esta prática”, finaliza.

Fonte: Semeagro-MS

bruof

Governo prorroga até final de 2024 a redução de ICMS na energia elétrica para irrigação – Portal do Governo de Mato Grosso do Sul

Dia do Café: Irrigação durante colheita aumenta produtividade e qualidade do grão

Por: bruof


A temperatura e as precipitações de chuva na média no ano agrícola 2020/21 favoreceram o desenvolvimento das lavouras de café no Espírito Santo, proporcionando uma boa produção para a colheita, que deve, preferencialmente, ter início a partir desta segunda quinzena de Abril.

A época é ideal, pois permite que o café chegue ao ponto de maturação que resulte em melhores rendimento, produtividade e qualidade. Além de colher na hora certa, os produtores precisam manter a irrigação nesse período.

Floração

Boa parte dos cafeicultores suspende as práticas de irrigação e nutrição na colheita, esquecendo-se que a etapa fenológica seguinte é a floração. Com isso, as plantas entram nessa fase com grandes déficits nutricionais.

Com a ajuda das soluções de irrigação inteligente e a adoção do protocolo apropriado, é possível garantir a colheita e aumentar a produtividade.

“Muitos não sabem que uma das etapas mais importantes no cultivo do café é a sua floração. Esse período é responsável por definir o potencial produtivo do cafezal e, por isso, é fundamental estar atento às condições nutricionais das plantas e adicionar os nutrientes necessários para que ocorra um florescimento adequado. Deve-se também optar por técnicas efetivas, como o uso do processo de irrigação correto e bem orientado”, declarou o engenheiro agrônomo Elídio Torezani, diretor da Hydra Irrigações.

Pandemia

Por conta da pandemia do coronavírus, os agricultores também precisam adotar medidas de segurança para evitar contágio no período da colheita do café.

Elas estão listadas na 2ª edição da cartilha “Colheita do café: orientações para prevenção do novo coronavírus”, lançada este ano pela Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca.

Entre as orientações, para que se tenha uma safra com tranquilidade, estão:

– manter distância mínima de 1 metro entre os trabalhadores durante a colheita;

– não compartilhar ferramentas e equipamentos de colheita, como peneiras, lonas e sacarias;

– utilizar estratégias como a divisão dos colhedores por talhões ou carreiras;

– colher os frutos de café somente no ponto ideal de maturação, otimizando a necessidade de contratações durante a pandemia;

– utilizar, quando possível, a colheita semimecanizada;

– devem ser higienizados equipamentos e máquinas de colheita quando forem realizadas trocas de operadores;

– os veículos de transporte e trabalho devem ser higienizados diariamente com água e sabão;

– o alojamento e o banheiro dos trabalhadores precisam ser instalados em um ambiente bem ventilado, além de serem higienizados diariamente, com disponibilização de água e sabão;

– não devem ser contratados trabalhadores inseridos no grupo de risco para o novo coronavírus. Aqueles identificados com sintomas de gripe devem ser isolados por 14 dias.

Produção

Lembrando que o Espírito Santo é o segundo produtor de café do Brasil e o primeiro produtor de conilon, confirmando a importância dessa atividade para a agricultura capixaba.

bruof

ABID ANUNCIA UMA NOVA DIRETORIA

Por: bruof



A Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem (Abid) tem uma longa e importante
trajetória de apoio e desenvolvimento da irrigação e drenagem no Brasil. Foi criada em 1971/72
com o objetivo de ampliar o conhecimento e a disseminação da irrigação no país com ações
continuadas. Em 1977, lançou o primeiro número da Revista Item (Irrigação e Tecnologia
Moderna) e em 1990 promoveu o I Conird (Congresso Nacional de Irrigação e Drenagem). Na
sua fase inicial, até o final da década de 1990, foi gerenciada por um conselho e diretoria ligada
à área governamental e, a partir desta data, por mais de 20 anos, por uma diretoria liderada
pelo Engenheiro Agrônomo Helvécio Mattana Saturnino.

Confira o comunicado enviado pela ADIB:

Diante da impossibilidade da atual diretoria permanecer à frente da Associação,
aceitamos a convocação para constituir uma nova diretoria para a Abid. Com muito respeito
pela história e pelo trabalho desenvolvido nos últimos anos pelo Ex-Presidente Helvécio
Mattana Saturnino e equipe, formamos um grupo para discutir essa transição e desenvolver os
trabalhos necessários. O grupo formado por profissionais de diferentes áreas assumiu de forma
responsável e profissional a demanda, adotando o slogan “Abid do Futuro” para desenvolver os
trabalhos necessários para continuidade das ações e propor uma nova agenda para Associação.
Neste sentido, temos o prazer de informar a composição da nova Diretoria da ABID
Eleita: (i) presidente: Everardo Chartuni Mantovani/UFV, (ii) vice-presidente: Antonio Alfredo
Teixeira Mendes/NDJ, (iii) Diretores: Sílvio Carlos Ribeiro Vieira Lima/Inovagri, Denizart Pirotello
Vidigal/Irrigazine-FIIB, Durval Dourado Neto/Esalq/USP, Ricardo Gava/UFMS, Fernando Braz
Tangerino Hernandez/Unesp, Rodrigo Ribeiro Franco Vieira/Codevasf, Lineu Neiva
Rodrigues/Embrapa, Catariny Cabral Aleman/UFV, Maria Emília Borges Alves/Embrapa e Flávio
Gonçalves de Oliveira/UFMG.

Juntos iremos promover contatos com todo setor, definindo prioridades de atuação,
organização dos próximos Congressos, continuação da publicação da Revista Item, organização
e ampliação do quadro de associados (individuais e empresariais) e atualização do estatuto da
Abid. Neste sentido, enviamos o seguinte link para que os interessados possam dar sua opinião
sobre a “Abid do Futuro”: https://forms.gle/GjAehC8jReQNR4D57.

Contamos com apoio de todos. Estamos cada um de nós à disposição para tratar de
temas de interesse da Abid. Para tal, divulgamos o nosso e-mail: abidfuturo@gmail.com.

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O Seminário Ibero-Brasileiro de Agricultura Irrigada acontece nos dias 11 e 12 de maio

Por: bruof


O Seminário Ibero-Brasileiro de Agricultura Irrigada tem como objetivo proporcionar ambiente para debates, transferências de conhecimento e troca de experiências entre o Brasil, Espanha e Portugal no setor da irrigação; debater sobre a importância da água na agricultura irrigada; Discutir o uso consciente do recurso; interação entre os países.

O evento contará com a participação de especialistas dos três países durante os dois dias.

Haverá também um período para apresentações orais dos participantes, em modalidade oral.

O evento conta com o apoio da CBPCE e da Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil.

TEMAS

  • Análises e soluções aplicadas na agricultura irrigada
  • Serviços de assessoramento aos irrigantes: a experiência brasileira
  • Sensoriamento: Inovação e Tecnologia ao serviço da irrigação
  • Armazenamento e captação de água para irrigação
  • Combinação de sensoriamento remoto e medições de superfície para avaliações hidrológicas
  • Avaliação de sistemas de irrigação em pequenas e médias propriedades rurais
  • Uso de geotecnologias na gestão de bacias hidrográficas
  • Avanços na determinação da ET para manejo da irrigação
  • Uso de Águas Subterrâneas na Irrigação
  • Tecnologias e manejo da irrigação em ambientes protegidos
  • OUTROS A DEFINIR

Inscrições: http://bit.ly/inscricoes-seminario-iberobrasileiro

bruof

Seminário Internacional destaca os desafios e oportunidades da Caatinga

Por: bruof

O bioma da Caatinga cobre 75% da área do semiárido, que tem ao redor de 960 mil quilômetros quadrados. A região foi destaque do painel “Um novo olhar sobre a Caatinga”, que abordou o potencial desse bioma e da sua população, bem como aproveitar o aparato técnico cientifico já disponível na região. Além da visão do futuro para o ecossistema que, até então, tem sido considerado como uma das áreas críticas e com maior dificuldade de desenvolvimento e alto nível de pobreza no Brasil.

O moderador do painel, Geraldo Eugênio, do Instituto Agronômico de Pernambuco – IPA, chamou a atenção para o fato de existir uma mudança em curso na Caatinga. “ O Nordeste é hoje o principal produtor de energias renováveis do país. Todas as projeções de investimentos que temos apontam que, nos próximos anos, os maiores investimentos a serem feitos no mundo serão em energias renováveis, superando, inclusive, o petróleo”.

Se essa informação se concretizar, a região, que detém vários polos de energia eólica e fotovoltaica, beneficiará diretamente o desenvolvimento da atividade agrícola. Outra questão é a água: “quando falamos desse insumo temos duas bacias muito importantes que são a do Rio São Francisco e a do Parnaíba, e a elas estão conectados os maiores perímetros de irrigação”, salientou Eugênio.

Valorização da biodiversidade com base na ciência

Em sua apresentação, Lucas Leite, da Embrapa Agroindústria Tropical, afirmou que os setores precisam olhar o Nordeste como uma região detentora de um grande potencial, principalmente pela riqueza da sua biodiversidade. “Nós da Embrapa Tropical acreditamos que o Nordeste tem vocação para a exploração de nichos e especialidades, com exceção de algumas áreas da Bahia, Maranhão e do Piauí, onde o plantio e a exploração de commodities já é realidade”.

Diante disso, a valorização da biodiversidade com base na ciência, aprofundando os estudos sobre plantas, animais e microrganismos adaptados às condições climáticas da região, é um caminho para viabilizar as transformações desejadas.

“A agricultura é mais do que alimentos, energia e fibra, ela também comtempla nutrição, saúde, serviços ambientais, gastronomia e turismo. Com isso, passamos a trabalhar nas regiões da Caatinga com foco em agregação de valor para a cadeia produtiva como um todo, visando também o aproveitamento integral da matéria-prima”, ressaltou Leite.

Ainda segundo o especialista a agenda para o Nordeste deve contemplar, não só os ganhos de produtividade de um sistema de produção, mas também, o desenvolvimento de alimentos funcionais, de fármacos, de cosméticos, suporte para controle biológico, filmes e embalagens inteligentes, todo um conjunto de rotas tecnológicas e processos agroindustriais visando agregação de valor.

Produção irrigada: o futuro da Caatinga

Na condição do ecossistema semiárido que coincide com o bioma Caatinga, o caminho mais curto que temos para o desenvolvimento da agricultura nesse ambiente ainda é a irrigação, destacou em sua apresentação, Pedro Gama, pesquisador e gestor da Embrapa Semiárido.

O sucesso dos polos irrigados em todo o semiárido, a exemplo do São Francisco, com produtos de alto valor agregado como a fruticultura é incontestável. Sendo importante destacar o papel das instituições de pesquisa para a criação dessa base técnica para uma agricultura irrigada nestas condições, que são muito específicas do semiárido tropical. Inclusive o bioma Caatinga, que é único no mundo.

“O semiárido luta contra uma forte limitação de recursos hídricos, ainda mais de acesso à água, e aí está o desafio que se coloca muito forte para as instituições de pesquisa e desenvolvimento, que é promover o desenvolvimento de atividades agrícolas nessa condição de semiárido e, principalmente, nas áreas dependentes de chuva. Levando em consideração as irregularidades de chuvas e as adversidades de ordem climática”, frisou Gama.

AgroNordeste

O projeto AgroNordeste, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), foi apresentado por Paulo Melo, diretor técnico da ação. O AgroNordeste tem uma visão de ter pequenos e médios produtores incluídos em mercados rentáveis. Com volume e qualidade de produção adequadas, boas práticas agrícolas e agroindustriais, bem como boa capacidade de gestão dos próprios negócios. Com progressos alcançados na segurança jurídica no campo e em conformidade ambiental.

O AgroNordeste beneficiará diretamente:

  • 30 territórios rurais (500 municípios, 12 milhões de brasileiros);
  • 30 mil assentados da reforma agrária em projetos de inclusão produtiva de assentamentos (Produzir Brasil);
  • 150 mil famílias (título de propriedade pelo Programa Nacional de Reforma Agrária, com inscrição no CAR);
  • Todos os elos das cadeias agropecuárias alvos nos territórios e assentamentos;
  • Produtores de frutas do Vale do São Francisco e Chapada do Apodi.

“O prazo de execução do programa é de seis anos e estamos levantando um empréstimo no valor de U$$ 670 milhões de dólares. É um programa que se destaca por apresentar oportunidades econômicas, a regularização fundiária e conformidade ambiental e, também, ações de defesa agropecuária contra as moscas das frutas”.

Projeto Biomas Tropicais

O Projeto Biomas Tropicais é coordenado pelo Instituto Fórum do Futuro, presidido pelo Professor Alysson Paolinelli, e conta no seu núcleo central com a parceria de instituições como o CNPq, a Embrapa, a Universidade de São Paulo (ESALQ), as Universidades Federais de Lavras e Viçosa, o Centro de Gestão de Estudos estratégicos, o SEBRAE e a FGV-Agro, além de inúmeras instituições regionais em cada um dos biomas estudados. A experiência deve desenvolver alternativas para a integração da ciência, energia, natureza e alimentos, criando uma sinergia entre essas áreas e dando grande ênfase a ações sustentáveis.

A concepção do Projeto Biomas começou há oito anos e a implantação teve início em meados de 2019, no Polo Demonstrativo dos Cerrados, em Rio Verde (GO). Agora estão sendo iniciados os trabalhos na Amazônia e na Caatinga.

bruof

Produtores rurais ampliam investimentos em sustentabilidade

Por: bruof

Um fenômeno vem ganhando cada vez mais força no campo: a expressiva preocupação do produtor rural com a sustentabilidade.

Este movimento tem muitas explicações: a) o produtor rural é, atualmente, um gestor da propriedade e entende com primazia a necessidade de ter um sólido ecossistema; b) o movimento ILF (integração lavoura floresta) está consolidado em seus vários aspectos; e c) a habilidade do produtor rural em entender tendências de mercado e ampliar a sua sintonia com o consumidor final.

Percebo a intensidade desses pontos, aqui apresentados, em muitas visitas a fazendas e em profundas conversas com cooperativas e produtores rurais.

Mas, quanto é investido em defesa da sustentabilidade? Conforme já declarou Evaristo de Miranda, chefe geral da Embrapa Territorial, os produtores rurais investem cerca de 20 bilhões de reais por ano para proteger o meio ambiente.

Arrisco dizer que esse número é até maior, por conta da enorme conscientização por parte dos produtores rurais em relação aos temas ambientais e também devido a alguns mecanismos que tiveram grande aceitação dentro das porteiras, como a Lei 12.651, que dispõe, entre outros pontos, sobre a proteção da vegetação nativa.

O artigo 29 estabelece o Cadastro Ambiental Rural. De acordo com o documento, o CAR é “obrigatório para todos os imóveis rurais, com a finalidade de integrar as informações ambientais das propriedades e posses rurais, compondo base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e combate ao desmatamento”. 

Outro ponto interessante da Lei é o apoio à preservação e recuperação do meio ambiente, previsto no artigo 41. Entre as medidas, estão os “incentivos para comercialização, inovação e aceleração das ações de recuperação, conservação e uso sustentável das florestas e demais formas de vegetação nativa”.

Tudo isso tem um grande reflexo no varejo, com os supermercados abrindo suas gôndolas para produtores que respeitam o meio ambiente, em todas as etapas do processo produtivo.

Afinal, essa é uma demanda clara e objetiva do consumidor. Quem não atendê-la, certamente fechará as portas.

bruof

Irrigação por gotejamento é caminho para transformar o sertão brasileiro no “pomar do mundo”

Por: bruof

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Se a fruticultura é “uma restauração do paraíso”, como escreveu o professor José Luiz Tejon em seu blog, então permitam-me dizer que o sertão é um pedacinho do jardim do Éden. Eu disse pedacinho? Por enquanto! O agronegócio da fruticultura está diante de um mar aberto de oportunidades, tanto internas quanto externas.

O Brasil é um dos maiores produtores de frutas in natura do mundo. Temos um grande mercado interno com potencial de aumento, visto que consumimos muito abaixo da quantidade de frutas recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), e temos um enorme mercado externo do qual participamos de apenas aproximadamente 1% (cerca de US$ 1,0 bilhão anuais).

Essas são algumas das razões para se acreditar que seremos o “pomar do mundo”, como bem descreve a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS). E nem estamos considerando que há uma diversidade de frutas exóticas que se pode explorar, como o Umbu (ou Imbu, se preferir), proveniente da Caatinga. O fruto é doce e azedo ao mesmo tempo, originado do Umbuzeiro, “a árvore sagrada do sertão”.

Mas, estes são protagonistas da fruticultura que ainda estão por vir. Hoje, temos algumas estrelas que já fazem muito sucesso no exterior. Pode ser que muitos brasileiros ainda não as conheçam porque, de fato, grande parte dessas frutas de altíssima qualidade não ficam no Brasil e o motivo é óbvio: produtos melhores exigem mais cuidados e custam mais caro produzir. Para pagar o custo de produção, na maior parte das vezes, o mercado externo tem melhor preço de venda.

Aos poucos isso está começando a mudar. Salvo a crise que enfrentamos, causada pela pandemia do COVID-19, o brasileiro vinha aumentando seu poder aquisitivo e, consequentemente, buscando por produtos melhores, ainda que mais caros. Assim, produtos que não apareciam em supermercados estão cada vez mais presentes.

É o caso de melões e melancias produzidos pela Agrícola Famosa (Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia), pelas mangas produzidas pela AGRODAN (Pernambuco e Bahia), pelas uvas produzidas pela Labrunier (Bahia e Pernambuco), entre tantas outras empresas e agricultores sertão a fora.

Você pode estar se perguntando: o sertão nordestino não é a região mais seca do Brasil, como ser o “pomar do mundo”? De fato, no semiárido nordestino raramente chove mais de 500mm no ano, seus solos são de forma geral pobres em matéria orgânica e as temperaturas facilmente ultrapassam os 30℃ de média. Mas, também é fato que com pouca água e tecnologia, pode-se transformar desertos em pomares.

A Netafim, empresa líder e pioneira em soluções de irrigação, foi o berço da irrigação por gotejamento no mundo e começou essa história na década de 1960 em Israel. Hoje, essa tecnologia não só é uma realidade para um produtor da Chapada do Apodi ou do Vale do São Francisco, como é a forma mais eficiente de se levar água e fertilizantes às raízes das plantas no momento certo e na quantidade correta.

Para que o sonho de uma terra árida se transforme em solos férteis e produtivos, não basta “jogar água”. Tudo começa por um bom projeto de irrigação e fertirrigação, com dimensionamento dos equipamentos adequados para proteção e eficiência do seu sistema de irrigação, respeitando os requisitos agronômicos da cultura e operacional das atividades de produção.

A instalação do sistema também é ponto chave do sucesso. Um bom sistema mal instalado pode atrapalhar mais do que ajudar! Procurar por empresas sólidas no ramo de irrigação e que tenham experiência para orientação correta é fundamental.

Instalado o sistema de irrigação e fertirrigação, mãos à obra! É imprescindível tomar as providências necessárias para manter a boa conservação dos equipamentos. Da mesma forma que um trator precisa de manutenção para continuar trabalhando bem, a irrigação possui equipamentos que carecem de atenção para manter sua boa performance, caso contrário você terá que realizar reparos muito antes do previsto, e isso significa que o dinheiro “sairá do bolso” mais rápido.

Por fim, mas não menos importante, o bom manejo de irrigação e fertirrigação são fundamentais para se atingir as produtividades desejadas e manter os custos controlados.

O excesso de água é prejudicial porque pode promover no solo uma saturação e impedir que as raízes respirem, o que é fundamental, acreditem. A falta de água? Bom, a falta de água eu nem preciso explicar. Seja no sertão ou em qualquer outro lugar do Brasil, quando se planta e a chuva não vem, o estrago é grande, na planta e no bolso!

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Uvas de mesa são tema de palestra técnica on-line nesta terça-feira (27)

Por: bruof


Em prosseguimento à Capacitação em Fruticultura Tropical, coordenada pela Embrapa Cerrados (DF), será realizada, na próxima terça-feira (27) às 9h, a palestra técnica on-line “Uvas de mesa: cultivares, sistemas de produção e mercado”, com João Dimas Garcia Maia, pesquisador da Embrapa Uva e Vinho (Bento Gonçalves, RS), com transmissão pelo canal da Embrapa no YouTube.

A palestra será uma oportunidade para os interessados conhecerem ou se atualizarem neste setor da fruticultura, que está em expansão no Brasil. “Estamos acompanhando um movimento interessante no mercado, que é a troca das cultivares com sementes, do grupo Itália, por uvas sem semente, especialmente com sabores diferenciados como a BRS Vitória”, comenta Dimas, que é um dos coordenadores do Programa de Melhoramento Genético “Uvas do Brasil”.

O pesquisador antecipa que é importante o produtor conhecer as opções e entender como o mercado consumidor está funcionando para aproveitar a sazonalidade interna, aumentando assim a sua competitividade ao escalonar a sua produção, oferecendo diferentes alternativas entre cultivares com e sem sementes finas e as rústicas, como a tradicional Niágara. Dimas complementa que além de considerar o mercado e as cultivares, a escolha do melhor sistema para a realidade da propriedade é outro fator de sucesso no cultivo de uvas de mesa.

Segundo Fábio Faleiro, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, a demanda por ações de pesquisa, inovação e transferência de tecnologia sobre o cultivo da uva na região do Cerrado tem aumentado de forma significativa, particularmente na região do Distrito Federal e no Entorno, formado por municípios de Minas Gerais e Goiás, vizinhos da capital federal. 

“Para atender a essas demandas de forma mais rápida e dinâmica, contamos com a parceria da Embrapa Uva e Vinho, além da Emater-DF, da Emater Goiás e da Emater-MG, para levar as tecnologias disponíveis aos produtores”, afirma, acrescentando que já existem experiências de sucesso do cultivo da uva de mesa e para o processamento de vinho e sucos no Cerrado. “Por meio das parcerias com as unidades da Embrapa, a Emater e os fruticultores, vamos conseguir potencializar o cultivo da uva no Cerrado”, projeta.

Marcos Botton, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Uva e Vinho, lembra que o centro de pesquisas de Bento Gonçalves tem historicamente apoiado o desenvolvimento da cultura da videira nas diferentes regiões produtoras. “Nos últimos anos, essa demanda tem sido ampliada devido ao interesse dos produtores, técnicos e consumidores que estão descobrindo a riqueza do terroir brasileiro para produção de uvas e produtos derivados”, explica.

Ele aponta que a Embrapa dispõe de material genético e tecnologias que permitem aos produtores implantar e consolidar a cultura vitivinícola, permitindo a geração de emprego e renda nas diferentes regiões brasileiras. “Mas para que isso ocorra de forma sustentável, um trabalho em parceria entre os diferentes atores é fundamental, e, no momento, esse movimento está ocorrendo na região do Distrito Federal e Entorno”, ressalta.

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Crise hídrica: irrigação eficiente com menos água é solução para produtores rurais

Por: bruof

A crise hídrica tem afetado fortemente a produção agrícola em todo o Brasil, causando perdas em várias áreas da agricultura. Medidas adotadas por órgãos competentes e sociedade civil podem ajudar a garantir o fornecimento de água nos momentos de estiagem, como já vivemos em tempos passados, evitando, assim, que a seca cause prejuízos nas plantações.

A falta de chuva já causa impactos em culturas como café, laranja e feijão. Além de problemas nas lavouras, o produtor também enfrenta aumento de custos, como na energia, e diminuição da colheita. 

Uma das formas de enfrentar a crise hídrica na agricultura é o aumento das áreas irrigadas por gotejamento, garantindo o fornecimento de água e nutrientes necessários às plantas com redução significante de uso do recurso hídrico, conforme o engenheiro agrônomo da Hydra Irrigações, Elídio Torezani.

Produtividade e economia

A irrigação por gotejamento propicia uma produtividade de 2 a 3 vezes maior do que áreas não irrigadas. Outras vantagens são: melhoria da qualidade dos produtos, redução de custos unitários, atenuação dos impactos da variabilidade climática, otimização de insumos e equipamentos, aumento na oferta e na regularidade de alimentos, assim como a modernização dos sistemas de produção.

No método da irrigação localizada, a água é, em geral, aplicada diretamente no sistema radicular das plantas, o único órgão responsável pela absorção. Os emissores podem ser os gotejadores ou os microaspersores.

“A redução no consumo de água é significativa em comparação aos sistemas convencionais, como os de aspersão, e pode ultrapassar os 30% de economia. Além disso, a produtividade da fazenda tende a aumentar, uma vez que as plantas recebem a água e os nutrientes na hora e na quantidade certas”, pondera Elídio Torezani.

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Recorde de frio e estiagem no ES podem prejudicar produção agropecuária

Por: bruof
Recorde de frio e estiagem no ES podem prejudicar produção agropecuária


A agropecuária já sente os efeitos da estiagem prolongada no Espírito Santo. A queda de produção nas lavouras reflete o baixo nível de chuva registrado em terras capixabas.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) chama atenção para o período de “La Niña”, o qual reduz chuvas nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Segundo o órgão, os próximos meses são o período menos chuvoso comparado aos demais meses do ano.

A Agência de Meteorologia e Oceanografia Norte Americana (Noaa) aponta que a chuva deve ficar abaixo da média na transição para o outono no Sudeste e o inverno pode acabar durando mais.

Estiagem

“A queda da temperatura, o menor volume de chuvas e o ar mais seco são características trazidas pelo inverno que podem ser ruins para as principais variedades cultivadas no Espírito Santo, como o café e o mamão”, destaca o engenheiro agrônomo Elídio Torezani, diretor da Hydra Irrigações.

A estiagem, principalmente quando ocorre de maneira prolongada, é uma das principais preocupações de quem atua na área, uma vez que pode levar à perda de toda a lavoura caso não seja manejada da forma correta.

“O primeiro impacto na produção agrícola é a redução da produtividade. Isso ocorre em invernos mais rigorosos e secos porque os dias são mais curtos e a oferta de luz diminui. Além disso, as temperaturas mais baixas tornam os processos fisiológicos mais lentos. Por fim, a queda de umidade pela falta de chuvas compromete o abastecimento de água é um dos elementos-chave para o crescimento das plantas”, ressalta Torezani.

Menos produtividade

A falta de chuvas reduz essa disponibilidade, o que faz com que elas cresçam menos e apresentem menor qualidade. Pode ser, inclusive, que ocorra a perda de todo um período de produção, dependendo da intensidade e da duração.

O engenheiro destaca que sistemas de irrigação eficiente como o gotejamento, que utilizam menos água, propicia o desenvolvimento da lavoura em meio a desafios agrícolas mais extremos, como a estiagem.

Inverno no ES

De acordo com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), as características gerais do inverno no Espírito Santo são de temperaturas amenas e diminuição das chuvas. A previsão climática do trimestre que compreende junho, julho e agosto, meses de inverno, apresenta condições normais de temperatura e chuva para todo o Espírito Santo.

Em relação à chuva, espera-se que a média acumulada de precipitação para a estação fique, em média, abaixo dos 100 mm no oeste do Estado, e entre 150 e 200 mm no leste. As temperaturas mínimas médias ficam em torno dos 10 a 12º C na região Serrana e dos 15 a 17º C nas demais regiões.

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Recorde de frio e estiagem no ES podem prejudicar produção agropecuária

Batata-doce é cultivada no Alto Sertão de Sergipe com irrigação pública e assistência técnica

Por: bruof
batata doce no sergipe 3

Na agricultura, sempre haverá produtores que desafiam as tradições, promovendo experiências novas e bem-sucedidas. Cultivando produtos ainda não explorados, multiplicam suas chances de sucesso que, por vezes, se transformam em realidade e inspiram outros produtores a aderirem ao mesmo tipo de cultivo. Com a oferta de água de irrigação o ano todo e assistência técnica para a produção agrícola, os perímetros de irrigação pública estaduais têm o papel de acelerar essas revoluções no campo. No Perímetro Irrigado Califórnia, administrado pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) em Canindé, o clima semiárido e o solo argiloso sempre foram entraves ao cultivo da batata-doce, que no Agreste e Centro-Sul gera lucro nos perímetros irrigados há um bom tempo.

Em Canindé, juntos, os bataticultores produziram 355 toneladas em 2020, e boa parte disso se deve ao produtor Gilson Jesus Santos. Ele é irrigante da Califórnia, mas nasceu em Moita Bonita, capital da batata-doce em Sergipe. “Planto macaxeira, quiabo, inhame e batata o ano todo! De batata consigo arrancar de 80 a 100 caixas por semana, e vendo a R$60 cada. Minha família trabalha comigo direto; três filhos e três noras. Os meninos trabalham na cidade e elas me ajudam na roça. Tudo é vendido para a população de Canindé mesmo e, graças a Deus, todo dia tenho dinheiro na mão – R$ 300, R$ 600, R$ 1.000, conforme o tanto que sair”, conta o agricultor familiar, que cultiva batata-doce em mais da metade dos seus 4,6 hectares irrigados pela água fornecida pela Cohidro.

De janeiro a junho de 2021, a produção da batata-doce no perímetro de Canindé já chegou a 254 toneladas, se aproximando do total produzido no ano passado e sugerindo que o produto está ganhando mais espaço no polo irrigado. Gerente do Califórnia, Eliane Moraes destaca o bom preço da batata-doce como principal incentivo para os irrigantes optarem pela lavoura. “E a gente incentiva, dando assistência técnica agrícola, além da água do nosso sistema de estações de bombeamento, canais e adutoras. Sem a água, não teria como esse cultivo prosperar no Alto Sertão. E se por um lado tem a água o ano todo para plantar, o sol forte do semiárido ajuda toda planta a crescer, e dificulta o surgimento de diversas pragas comuns em regiões mais úmidas”, avaliou. Ainda segundo a gerente, um dos benefícios da produção para a Bacia Leiteira do Alto Sertão Sergipano é o material forrageiro derivado da rama da batata-doce, rica em proteína, podendo ser usada para a nutrição animal.

O agricultor irrigante José Alves pesquisou bastante e buscou a assistência técnica da Cohidro para também plantar batata-doce irrigada no perímetro da Califórnia. Mesmo assim, ele conta que foram necessários alguns fracassos até chegar ao sucesso de ter o produto com regularidade para oferecer ao mercado local. “Eu comecei a plantar aqui bem antes do inverno do ano passado. Quando chegou foi muita chuva, e não deu para preparar a terra. Precisei parar por oito meses e, no verão, voltei de novo. No momento, não estou cultivando outras plantas, apenas a batata-doce, e foi o sofrimento do dia-a-dia que me incentivou. Eu plantava muito quiabo, que precisa de muito atravessador, então não foi muito rentável para mim. Precisava implantar algo diferente, arrisquei na batata-doce e, graças a Deus, está dando certo. A entrega agora é feita para os feirantes, já tenho o pessoal certo”, complementa.

Mesmo não encontrando no solo argiloso de Canindé a mesma facilidade para crescer que lhe dá o solo arenoso do Agreste, a batata-doce tem trazido alegria para trabalhadores como Cícero da Costa. No lote de Gilson Jesus, ele encontrou emprego e conhecimento sobre o cultivo. “É tudo graças ao Seu Gilson, que trouxe essa cultura diferenciada que não tínhamos aqui. Antes a gente até plantava, mas não tinha ciência, não sabia mexer direito. Depois que a batata chegou, está virando uma tradição”, destaca o trabalhador rural.

bruof

batata doce no sergipe 3

Irrigação por gotejamento pode ser solução para canaviais atingidos por geadas

Por: bruof

Recentemente os canaviais da região centro sul, principalmente nos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, sofreram enormemente com uma sequência de 3 fortes geadas. Estima-se que esse fenômeno levou a perdas entre 5 e 15% na produtividade dos canaviais, isso sem se somar às perdas já ocasionadas pela forte estiagem que vivenciamos em 2021.

As perdas de produtividade ocorrem, pois, as baixas temperaturas matam a gema apical das plantas impedindo que elas cresçam. Além disso, dependendo da idade do canavial pode ocorrer perda de qualidade, ou seja, a redução do ATR. Quando isso acontece temos 3 alternativas:

  1. Colhemos o canavial, enviando para indústria, caso o canavial já tenha uma idade mínima para o corte;
  2. Caso o canavial já possua colmos, mas ainda não tem idade mínima para o corte, podemos roçar a lavoura e realizar um novo ciclo;
  3. Caso o canavial seja muito novo e ainda não tenha colmos, podemos aguardar que ele rebrote novamente.

Independente da alternativa, as perdas de produtividade já se darão, não somente nesta safra, mas também na safra posterior.

Foto 1: Geada no canavial; Foto 2: Morte da gema apical. - Foto: Divulgação

Mesmo com uma situação adversa, quem é possuidor da irrigação por gotejamento pode utilizar essa ferramenta para diminuir as perdas na produtividade. E não estou falando que a irrigação vai evitar que haja a morte das plantas, mas sim que a irrigação pode ajudar no desenvolvimento de um novo ciclo da cultura.

Por exemplo, caso seja necessário colher, roçar ou aguardar o novo perfilhamento, o canavial necessitará de água e nutrientes para esse processo. E como isso irá ocorrer, se a previsão da volta das chuvas é apenas para o mês de outubro?

Com o sistema de gotejamento é possível fornecer água para as plantas na quantidade e momento correto. Além disso, podemos fazer o uso da Nutrirrigação, aplicando fertilizantes a base de nitrogênio, zinco e boro levando a planta a um maior desenvolvimento vegetativo inicial. E por último, através da tecnologia “Drip Protection” podemos realizar a aplicação de estimulantes (químicos ou biológicos) levando assim a uma aceleração no crescimento das plantas.

O sistema de irrigação por gotejamento aplica água diretamente na região radicular, em alta frequência e baixa intensidade de aplicação, através de emissores conhecido como gotejadores, visando suprir a deficiência hídrica da planta, e mantendo o solo próximo à sua capacidade de campo. Os emissores podem ser enterrados ou superficiais de acordo com a necessidade e características da cultura a ser irrigada.

Devido a essas características podemos concluir que o sistema de irrigação por gotejamento é uma ferramenta muito útil para diminuir os prejuízos causados pela geada que afetou os canaviais em 2021.

Daniel Pedroso, Especialista Agronômico Netafim 

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Foto 1: Geada no canavial; Foto 2: Morte da gema apical. - Foto: Divulgação

Produtores do semiárido brasileiro utilizam irrigação por gotejamento para dominar janelas de exportação em frutas como manga, uva e melão

Por: bruof

A região Nordeste é composta em sua maior porção na classificação de clima semiárido, na qual se caracteriza pelo balanço hídrico negativo com alta insolação e precipitações médias abaixo dos 800 mm anuais. Essas condições hídricas, para a agricultura, não são consideradas ideais. Principalmente se tratando de cultivo de clima temperado, como a videira, por exemplo. Mas como uma região com características tão desafiadoras para agricultura tem se tornado o pomar do mundo? Sendo capaz de dominar janelas de exportação em frutas como manga, uva e melão, além de ser grande produtor de hortaliças. A irrigação por gotejamento é uma das melhores respostas para este sucesso.

Muito eficiente, o método distribui água, nutrientes e produtos tipo Drip protection, economizando recursos e alcançando alto rendimento. Através desse processo a planta recebe os nutrientes diretamente na linha de cultivo, onde as raízes estão concentradas, sendo a absorção mais rápida e eficiente evitando desperdício de produtos por lixiviação. Outro ponto a se destacar é o uso racional da água, na qual é tema de inúmeros debates frente à forte escassez hídrica que o país atravessa em 2021, se tornando um dos caminhos a serem trilhados para se produzir com sustentabilidade.

Através da irrigação por gotejamento, o setor da fruticultura só na região de Petrolina-PE e Juazeiro-BA, exportou no ano de 2020, 170 mil toneladas de manga e 49 mil toneladas de uva para países da Europa, segundo dados da Associação Brasileira dos produtores e exportadores de frutas e derivados (ABRAFRUTAS). Mostrando que com tecnologia, se consegue fazer o “impossível” se tornar realidade.

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A Agricultura Irrigada está de luto. Perdemos Paulo César Sentelhas.

Por: bruof

A Agricultura Irrigada está de luto.

Perdemos Paulo César Sentelhas. Engenheiro agrônomo, formado pela Universidade de Espírito Santo do Pinhal (UNIPINHAL), onde foi aluno de conceituados meteorologistas do Instituto Agronômico – IAC, ali nasceu sua paixão por essa carreira que seguiu com brilhantismo. Atualmente era professor titular da área de agrometeorologia na ESALQ/USP. Era um atleta de alto nível quando optou pela agronomia, se seguisse no vôlei certamente teria conquistado outros títulos tão importantes quanto os que conquistou jogando no nosso time. Foi um profissional muito ativo, com intensa produção tanto dentro como fora da universidade. Paulo Sentelhas era uma pessoa vibrante, sempre com novos projetos e uma facilidade enorme de comunicação. Ele era querido por todos. Assim como o vôlei perdeu um próspero atleta, lá no passado, a Agricultura Irrigada perde agora um grande Professor. O time ficou desfalcado, apesar do grande legado, sua falta será irreparável.

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Irriga Global leva tecnologia à I Feira AgroParacatu

Por: bruof



Nos dias 07, 08 e 09 de outubro a Irriga Global esteve presente na I Feira AgroParacatu, em Paracatu/MG. No evento estiveram presentes o Diretor LATAM de Operações Comerciais da empresa, Armando Mota, o representante comercial da região, Miguel Albert, e seu auxiliar técnico João Miguel França.

No espaço da Irriga Global os produtores puderam conhecer mais sobre as soluções de manejo e monitoramento de irrigação e gestão de energia em tempo real oferecidos pela multinacional, que atende atualmente 300.000ha/ano em cerca de 20 países. Além disso, os visitantes puderam conferir in loco a tecnologia implementada no campo através de uma estação da Metos – o equipamento é utilizado na prestação de serviços e garante aos clientes maior precisão de dados do balanço hídrico, variação da umidade do solo, lâminas de irrigação aplicadas e chuvas ocorridas.

A I Feira AgroParacatu teve a missão de impulsionar o agronegócio do noroeste de Minas Gerais, e a Irriga Global teve a honra de participar deste grande e importante evento no maior polo de irrigação do Brasil.

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Rede Nacional de Irrigantes – RNAI lança carta aberta ao Governo Federal em defesa do desenvolvimento sustentável da agricultura irrigada brasileira

Por: bruof
Reunião da RNAI – Rede Nacional de Irrigantes, em Brasília, DF. Foto: Divulgação

Por Bruna Fernandes, Revista Irrigazine.

Pensando em contribuir para o fortalecimento da agricultura irrigada do Brasil, contribuindo efetivamente para o aumento da segurança alimentar e ambiental, e a redução da fome e da pobreza, os representantes de treze associações de irrigantes, cinco polos de irrigação e mais doze associações de nichos apresentaram suas sugestões de atividades prioritárias para o desenvolvimento sustentável da agricultura irrigada no Brasil.

Estas lideranças reúnem-se hoje, 02/12/21, em Brasília, DF com o objetivo de criar a Rede Nacional de Irrigantes – RNAI, uma nova entidade sem fins lucrativos, que se propõe a fortalecer a agricultura irrigada a partir dos irrigantes organizados em suas associações regionais, além da participação de representantes de entidades de pesquisa como a Embrapa, Governo Federal, e vários outros setores envolvidos.

Após profunda análise do setor, envolvendo o potencial produtivo do Brasil, recursos hídricos, tecnologia, infraestrutura, sustentabilidade ambiental, segurança jurídica, entre outros fatores, o RNAI divulgou uma carta aberta ao Governo Federal, apontando soluções nos seguintes tópicos:

Político e institucional – Política Nacional de Irrigação; reservação de água; energia elétrica; tributário; crédito rural.

Técnico e operacional – implantação do Conselho Nacional de Irrigação; agilidade e aperfeiçoamento nos mecanismos de outorga e licenciamento ambiental; desenvolvimento de infraestrutura básica, principalmente de fornecimento de energia.

Leia o documento na íntegra, clicando abaixo. A carta será encaminhada à Ministra Tereza Cristina.

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Panozon desperta interesse em profissionais do agro que querem conhecer mais sobre ozônio

Por: bruof

Cresce o interesse da Panozon Ambiental S/A em profissionais que destaquem o uso do ozônio no agronegócio brasileiro. A empresa, que é líder na América Latina no tratamento de água e ar com tecnologia de ozônio, já possui diversos exemplos positivos de soluções em produtos como frutas, legumes e verduras, assim como na criação de animais da agropecuária.

Nos últimos anos, a empresa foi responsável por desenvolver sistemas como, por exemplo, uma central de tratamento de água com ozônio que reduziu em 92,9% a taxa de mortalidade de uma granja de suínos de Santa Catarina num período de 40 dias após a implantação do equipamento. Antes, a purificação da água era feita do modo tradicional, por meio do cloro. Segundo Francelino Ribeiro, empresário do grupo familiar que administra a granja, “assim que as mortes foram diminuindo, concluímos que a grande culpada era a água que estávamos entregando para a nossa produção”.

Já na questão das frutas, legumes e verduras, em novembro de 2021, a ESALQ/USP concedeu um laudo que comprova a eficiência do equipamento da Panozon na utilização do ozônio com essas mercadorias. A aplicação do ozônio neste caso reduziu drasticamente os odores indesejáveis e aumentou o tempo de validade dos alimentos.

“O ozônio faz parte do futuro do agro – é ecologicamente correto e auxilia principalmente nos processos de exportação, por não deixar resíduos nos alimentos”, explica Carlos Heise, CEO da Panozon Ambiental S/A.

Em 2022, a Panozon busca por perfis de profissionais interessados em atuar neste setor junto à empresa, em favor do ozônio. “É uma oportunidade para quem trabalha com inovação no agro e para quem está procurando práticas mais sustentáveis no mercado”, finaliza Heise.

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Painel “Mulheres na cafeicultura brasileira” é destaque nos 25 anos da Fenicafé

Por: bruof


É certo que a presença das mulheres vem crescendo em todos os setores da economia. Isso se dá, inclusive na cafeicultura – um setor dominado, em sua maioria, pelos homens.  No entanto, a contribuição das mulheres ao longo da história tem sido fundamental tanto na produção quanto na pesquisa, na gestão, comercialização e em todos os outros setores desse sistema agroindustrial. Pensando nisto, a diretoria da Associação dos Cafeicultores de Araguari (ACA) – entidade organizadora da Fenicafé – decidiu trazer em sua programação um painel especial voltado para as lideranças femininas no setor.

O painel será comandado por Maria Gabriela Baracat – Fazenda Dois Irmãos, Patrocínio – MG, Lucimar Silva – Guima Café, Varjão de Minas, MG, Poliana Fukuda – Fazenda Baú, Patos de MG, Evanete Peres – Fazenda Paraíso, Araguari, MG, Linda Moreno – Fazenda Líder, Araguari, MG, Juliana Rezende Mello – Fazenda Santa Bárbara, Monte Carmelo, MG e Polliana Dias Ferreira Soares – Federação dos Cafeicultores do Cerrado, tendo como mediador: Leonardo Vieira de Carvalho – Engenheiro Agrônomo, Café além da Xícara.

A Fenicafé se divide em três partes: a Fenicafé se divide em três partes: o 25º Encontro Nacional de Irrigação da Cafeicultura do Cerrado, 22º Simpósio Brasileiro de Pesquisa em Cafeicultura Irrigada e a 24ª Feira de Irrigação em Café do Brasil.

Com nos anos anteriores, são esperados visitantes de mais de 120 cidades cafeeiras do Brasil. Por isso, a organização está atenta a cada detalhe, inclusive aos protocolos de segurança determinados pela Agência Nacional de Saúde (ANS) para eventos com aglomeração mediante a pandemia da Covid 19.

A Fenicafé é promovida pela Associação dos Cafeicultores de Araguari (ACA) e a Federação dos Cafeicultores do Cerrado com apoio da Embrapa Café.

Fenicafé 2022 – Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura

Dias: 05, 06 e 07 de abril de 2022

Local: Parque de Exposições Ministro Rondon Pacheco

Entrada franca para visitação

Para conhecer mais sobre a feira, visite as páginas do evento na internet e nas redes sociais: www.fenicafe.com.br, Instagram: @fenicafé www.facebook.com/fenicafewww.youtube.com/fenicafeari.

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Luto na Agricultura Irrigada: Perdemos Dr. Fernando Falco Pruski

Por: bruof

A irrigação brasileira perde uma importante voz. Lamentamos informar o falecimento do Dr. Fernando Falco Pruski, Professor Titular do Departamento de Engenharia Agrícola da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Dr. Fernando era reconhecido como um grande pesquisador na área de recursos hídricos e forte defensor das questões relacionadas ao uso da água na agricultura irrigada.

O Pruski foi um divisor de águas nos estudos hidrológicos na agricultura e deixa um legado de produção científica e formação de recursos humanos, representação em conselhos de entidades de pesquisa e desenvolvimento, colaboração e parcerias com várias instituições (ANA, Embrapa, CNPq, ABRHidro, UFRB e entre outras).

Ele estava em Porto Alegre tratando um câncer descoberto a cerca de 1 mês. A Revista Irrigazine lamenta essa perda e expressa todo sentimento aos familiares.

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Principais novidades tecnológicas para o Agro estarão na Agrishow 2022

Por: bruof

De 25 e 29 de abril, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, acontece presencialmente a 27ª Agrishow – Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação. Com a participação de mais de 800 marcas do Brasil e do exterior, a feira reunirá a cadeia de produção do agro nacional para apresentar as principais novidades tecnológicas do setor, a fim de atender todas as demandas do produtor rural e, ao mesmo tempo, ampliar a competitividade do segmento.  

Para Francisco Matturro, presidente da Agrishow 2022, a feira representa tudo que há de inovação e de modernidade para o pequeno, médio e grande agricultor. “Como as indústrias mantiveram sua operação no campo, suas vendas e seu desenvolvimento ao longo desses últimos três anos, nesta edição, haverá muitos lançamentos. Além disso, o evento possibilita uma troca riquíssima de conhecimento entre produtores rurais e a cadeia do agro”.  

Nesse sentido, a organização da Agrishow 2022 está preparando muitas novidades, como o Agrishow Labs, uma jornada de conteúdo estratégico, focado no ecossistema de inovação agrícola para conectar, difundir ideias, apoiar e acelerar o desenvolvimento de soluções que ajudem o agro a crescer de forma sustentável. Durante a realização do evento, haverá um espaço dedicado ao projeto e também acontecerá o Prêmio Agrishow de Startups, com o objetivo de premiar três startups que apresentem as melhores soluções para o agronegócio.  

Já o Pavilhão de Inovação representa uma oportunidade para outras dez startups se relacionarem com os produtores rurais. Em seus lounges, as startups apresentarão suas soluções e inovações tecnológicas para contribuírem com as atividades nas fazendas.  

Duas novas áreas também devem atrair a atenção dos produtores rurais. Na pista para caminhões autônomos, eles poderão conhecer os modelos que estão disponíveis no mercado, entender suas funcionalidades e benefícios no transporte dos alimentos pelas rodovias do país até portos, armazéns, centros de distribuição e indústrias de processamento.  

Outro espaço interessante será o Agrishow Pra Elas, ponto de encontro das mulheres na feira. Além disso, o público do agro também terá acesso a diversos conteúdos que serão transmitidos pela internet durante e depois do evento por meio do Estúdio Agrishow Digital.   

Com 520 mil m2 de área, a Agrishow 2022 espera receber mais de 150 mil visitantes do Brasil e do exterior. As expectativas de negócios são positivas para esta edição. Em 2019, o volume chegou a R$ 2,9 bilhões. O evento seguirá rigidamente as orientações dos órgãos competentes em relação aos protocolos sanitários. Nesta edição, a feira deverá gerar cerca de 5 mil empregos diretos e indiretos. 

A Agrishow é uma iniciativa das principais entidades do agronegócio no país: Abag – Associação Brasileira do Agronegócio, Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Anda – Associação Nacional para Difusão de Adubos, Faesp – Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de São Paulo e SRB – Sociedade Rural Brasileira, e é organizada pela Informa Markets, integrante do Grupo Informa, uma das maiores promotoras de feiras, conferências e treinamentos do mundo com capital aberto. 

Mais informações:

AGRISHOW 2022 – 27ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação

Data: 25 a 29 de abril

Local: Rodovia  Antônio  Duarte Nogueira, Km 321 - Ribeirão Preto (SP)

Horário: das 8h às 18h

www.agrishow.com.br

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