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A Agricultura Irrigada está de luto. Perdemos Paulo César Sentelhas.

Por: bruof

A Agricultura Irrigada está de luto.

Perdemos Paulo César Sentelhas. Engenheiro agrônomo, formado pela Universidade de Espírito Santo do Pinhal (UNIPINHAL), onde foi aluno de conceituados meteorologistas do Instituto Agronômico – IAC, ali nasceu sua paixão por essa carreira que seguiu com brilhantismo. Atualmente era professor titular da área de agrometeorologia na ESALQ/USP. Era um atleta de alto nível quando optou pela agronomia, se seguisse no vôlei certamente teria conquistado outros títulos tão importantes quanto os que conquistou jogando no nosso time. Foi um profissional muito ativo, com intensa produção tanto dentro como fora da universidade. Paulo Sentelhas era uma pessoa vibrante, sempre com novos projetos e uma facilidade enorme de comunicação. Ele era querido por todos. Assim como o vôlei perdeu um próspero atleta, lá no passado, a Agricultura Irrigada perde agora um grande Professor. O time ficou desfalcado, apesar do grande legado, sua falta será irreparável.

bruof

Produtores do semiárido brasileiro utilizam irrigação por gotejamento para dominar janelas de exportação em frutas como manga, uva e melão

Por: bruof

A região Nordeste é composta em sua maior porção na classificação de clima semiárido, na qual se caracteriza pelo balanço hídrico negativo com alta insolação e precipitações médias abaixo dos 800 mm anuais. Essas condições hídricas, para a agricultura, não são consideradas ideais. Principalmente se tratando de cultivo de clima temperado, como a videira, por exemplo. Mas como uma região com características tão desafiadoras para agricultura tem se tornado o pomar do mundo? Sendo capaz de dominar janelas de exportação em frutas como manga, uva e melão, além de ser grande produtor de hortaliças. A irrigação por gotejamento é uma das melhores respostas para este sucesso.

Muito eficiente, o método distribui água, nutrientes e produtos tipo Drip protection, economizando recursos e alcançando alto rendimento. Através desse processo a planta recebe os nutrientes diretamente na linha de cultivo, onde as raízes estão concentradas, sendo a absorção mais rápida e eficiente evitando desperdício de produtos por lixiviação. Outro ponto a se destacar é o uso racional da água, na qual é tema de inúmeros debates frente à forte escassez hídrica que o país atravessa em 2021, se tornando um dos caminhos a serem trilhados para se produzir com sustentabilidade.

Através da irrigação por gotejamento, o setor da fruticultura só na região de Petrolina-PE e Juazeiro-BA, exportou no ano de 2020, 170 mil toneladas de manga e 49 mil toneladas de uva para países da Europa, segundo dados da Associação Brasileira dos produtores e exportadores de frutas e derivados (ABRAFRUTAS). Mostrando que com tecnologia, se consegue fazer o “impossível” se tornar realidade.

bruof

Irrigação por gotejamento pode ser solução para canaviais atingidos por geadas

Por: bruof

Recentemente os canaviais da região centro sul, principalmente nos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, sofreram enormemente com uma sequência de 3 fortes geadas. Estima-se que esse fenômeno levou a perdas entre 5 e 15% na produtividade dos canaviais, isso sem se somar às perdas já ocasionadas pela forte estiagem que vivenciamos em 2021.

As perdas de produtividade ocorrem, pois, as baixas temperaturas matam a gema apical das plantas impedindo que elas cresçam. Além disso, dependendo da idade do canavial pode ocorrer perda de qualidade, ou seja, a redução do ATR. Quando isso acontece temos 3 alternativas:

  1. Colhemos o canavial, enviando para indústria, caso o canavial já tenha uma idade mínima para o corte;
  2. Caso o canavial já possua colmos, mas ainda não tem idade mínima para o corte, podemos roçar a lavoura e realizar um novo ciclo;
  3. Caso o canavial seja muito novo e ainda não tenha colmos, podemos aguardar que ele rebrote novamente.

Independente da alternativa, as perdas de produtividade já se darão, não somente nesta safra, mas também na safra posterior.

Foto 1: Geada no canavial; Foto 2: Morte da gema apical. - Foto: Divulgação

Mesmo com uma situação adversa, quem é possuidor da irrigação por gotejamento pode utilizar essa ferramenta para diminuir as perdas na produtividade. E não estou falando que a irrigação vai evitar que haja a morte das plantas, mas sim que a irrigação pode ajudar no desenvolvimento de um novo ciclo da cultura.

Por exemplo, caso seja necessário colher, roçar ou aguardar o novo perfilhamento, o canavial necessitará de água e nutrientes para esse processo. E como isso irá ocorrer, se a previsão da volta das chuvas é apenas para o mês de outubro?

Com o sistema de gotejamento é possível fornecer água para as plantas na quantidade e momento correto. Além disso, podemos fazer o uso da Nutrirrigação, aplicando fertilizantes a base de nitrogênio, zinco e boro levando a planta a um maior desenvolvimento vegetativo inicial. E por último, através da tecnologia “Drip Protection” podemos realizar a aplicação de estimulantes (químicos ou biológicos) levando assim a uma aceleração no crescimento das plantas.

O sistema de irrigação por gotejamento aplica água diretamente na região radicular, em alta frequência e baixa intensidade de aplicação, através de emissores conhecido como gotejadores, visando suprir a deficiência hídrica da planta, e mantendo o solo próximo à sua capacidade de campo. Os emissores podem ser enterrados ou superficiais de acordo com a necessidade e características da cultura a ser irrigada.

Devido a essas características podemos concluir que o sistema de irrigação por gotejamento é uma ferramenta muito útil para diminuir os prejuízos causados pela geada que afetou os canaviais em 2021.

Daniel Pedroso, Especialista Agronômico Netafim 

bruof

Foto 1: Geada no canavial; Foto 2: Morte da gema apical. - Foto: Divulgação

Batata-doce é cultivada no Alto Sertão de Sergipe com irrigação pública e assistência técnica

Por: bruof
batata doce no sergipe 3

Na agricultura, sempre haverá produtores que desafiam as tradições, promovendo experiências novas e bem-sucedidas. Cultivando produtos ainda não explorados, multiplicam suas chances de sucesso que, por vezes, se transformam em realidade e inspiram outros produtores a aderirem ao mesmo tipo de cultivo. Com a oferta de água de irrigação o ano todo e assistência técnica para a produção agrícola, os perímetros de irrigação pública estaduais têm o papel de acelerar essas revoluções no campo. No Perímetro Irrigado Califórnia, administrado pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) em Canindé, o clima semiárido e o solo argiloso sempre foram entraves ao cultivo da batata-doce, que no Agreste e Centro-Sul gera lucro nos perímetros irrigados há um bom tempo.

Em Canindé, juntos, os bataticultores produziram 355 toneladas em 2020, e boa parte disso se deve ao produtor Gilson Jesus Santos. Ele é irrigante da Califórnia, mas nasceu em Moita Bonita, capital da batata-doce em Sergipe. “Planto macaxeira, quiabo, inhame e batata o ano todo! De batata consigo arrancar de 80 a 100 caixas por semana, e vendo a R$60 cada. Minha família trabalha comigo direto; três filhos e três noras. Os meninos trabalham na cidade e elas me ajudam na roça. Tudo é vendido para a população de Canindé mesmo e, graças a Deus, todo dia tenho dinheiro na mão – R$ 300, R$ 600, R$ 1.000, conforme o tanto que sair”, conta o agricultor familiar, que cultiva batata-doce em mais da metade dos seus 4,6 hectares irrigados pela água fornecida pela Cohidro.

De janeiro a junho de 2021, a produção da batata-doce no perímetro de Canindé já chegou a 254 toneladas, se aproximando do total produzido no ano passado e sugerindo que o produto está ganhando mais espaço no polo irrigado. Gerente do Califórnia, Eliane Moraes destaca o bom preço da batata-doce como principal incentivo para os irrigantes optarem pela lavoura. “E a gente incentiva, dando assistência técnica agrícola, além da água do nosso sistema de estações de bombeamento, canais e adutoras. Sem a água, não teria como esse cultivo prosperar no Alto Sertão. E se por um lado tem a água o ano todo para plantar, o sol forte do semiárido ajuda toda planta a crescer, e dificulta o surgimento de diversas pragas comuns em regiões mais úmidas”, avaliou. Ainda segundo a gerente, um dos benefícios da produção para a Bacia Leiteira do Alto Sertão Sergipano é o material forrageiro derivado da rama da batata-doce, rica em proteína, podendo ser usada para a nutrição animal.

O agricultor irrigante José Alves pesquisou bastante e buscou a assistência técnica da Cohidro para também plantar batata-doce irrigada no perímetro da Califórnia. Mesmo assim, ele conta que foram necessários alguns fracassos até chegar ao sucesso de ter o produto com regularidade para oferecer ao mercado local. “Eu comecei a plantar aqui bem antes do inverno do ano passado. Quando chegou foi muita chuva, e não deu para preparar a terra. Precisei parar por oito meses e, no verão, voltei de novo. No momento, não estou cultivando outras plantas, apenas a batata-doce, e foi o sofrimento do dia-a-dia que me incentivou. Eu plantava muito quiabo, que precisa de muito atravessador, então não foi muito rentável para mim. Precisava implantar algo diferente, arrisquei na batata-doce e, graças a Deus, está dando certo. A entrega agora é feita para os feirantes, já tenho o pessoal certo”, complementa.

Mesmo não encontrando no solo argiloso de Canindé a mesma facilidade para crescer que lhe dá o solo arenoso do Agreste, a batata-doce tem trazido alegria para trabalhadores como Cícero da Costa. No lote de Gilson Jesus, ele encontrou emprego e conhecimento sobre o cultivo. “É tudo graças ao Seu Gilson, que trouxe essa cultura diferenciada que não tínhamos aqui. Antes a gente até plantava, mas não tinha ciência, não sabia mexer direito. Depois que a batata chegou, está virando uma tradição”, destaca o trabalhador rural.

bruof

batata doce no sergipe 3

Recorde de frio e estiagem no ES podem prejudicar produção agropecuária

Por: bruof
Recorde de frio e estiagem no ES podem prejudicar produção agropecuária


A agropecuária já sente os efeitos da estiagem prolongada no Espírito Santo. A queda de produção nas lavouras reflete o baixo nível de chuva registrado em terras capixabas.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) chama atenção para o período de “La Niña”, o qual reduz chuvas nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Segundo o órgão, os próximos meses são o período menos chuvoso comparado aos demais meses do ano.

A Agência de Meteorologia e Oceanografia Norte Americana (Noaa) aponta que a chuva deve ficar abaixo da média na transição para o outono no Sudeste e o inverno pode acabar durando mais.

Estiagem

“A queda da temperatura, o menor volume de chuvas e o ar mais seco são características trazidas pelo inverno que podem ser ruins para as principais variedades cultivadas no Espírito Santo, como o café e o mamão”, destaca o engenheiro agrônomo Elídio Torezani, diretor da Hydra Irrigações.

A estiagem, principalmente quando ocorre de maneira prolongada, é uma das principais preocupações de quem atua na área, uma vez que pode levar à perda de toda a lavoura caso não seja manejada da forma correta.

“O primeiro impacto na produção agrícola é a redução da produtividade. Isso ocorre em invernos mais rigorosos e secos porque os dias são mais curtos e a oferta de luz diminui. Além disso, as temperaturas mais baixas tornam os processos fisiológicos mais lentos. Por fim, a queda de umidade pela falta de chuvas compromete o abastecimento de água é um dos elementos-chave para o crescimento das plantas”, ressalta Torezani.

Menos produtividade

A falta de chuvas reduz essa disponibilidade, o que faz com que elas cresçam menos e apresentem menor qualidade. Pode ser, inclusive, que ocorra a perda de todo um período de produção, dependendo da intensidade e da duração.

O engenheiro destaca que sistemas de irrigação eficiente como o gotejamento, que utilizam menos água, propicia o desenvolvimento da lavoura em meio a desafios agrícolas mais extremos, como a estiagem.

Inverno no ES

De acordo com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), as características gerais do inverno no Espírito Santo são de temperaturas amenas e diminuição das chuvas. A previsão climática do trimestre que compreende junho, julho e agosto, meses de inverno, apresenta condições normais de temperatura e chuva para todo o Espírito Santo.

Em relação à chuva, espera-se que a média acumulada de precipitação para a estação fique, em média, abaixo dos 100 mm no oeste do Estado, e entre 150 e 200 mm no leste. As temperaturas mínimas médias ficam em torno dos 10 a 12º C na região Serrana e dos 15 a 17º C nas demais regiões.

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Recorde de frio e estiagem no ES podem prejudicar produção agropecuária

Crise hídrica: irrigação eficiente com menos água é solução para produtores rurais

Por: bruof

A crise hídrica tem afetado fortemente a produção agrícola em todo o Brasil, causando perdas em várias áreas da agricultura. Medidas adotadas por órgãos competentes e sociedade civil podem ajudar a garantir o fornecimento de água nos momentos de estiagem, como já vivemos em tempos passados, evitando, assim, que a seca cause prejuízos nas plantações.

A falta de chuva já causa impactos em culturas como café, laranja e feijão. Além de problemas nas lavouras, o produtor também enfrenta aumento de custos, como na energia, e diminuição da colheita. 

Uma das formas de enfrentar a crise hídrica na agricultura é o aumento das áreas irrigadas por gotejamento, garantindo o fornecimento de água e nutrientes necessários às plantas com redução significante de uso do recurso hídrico, conforme o engenheiro agrônomo da Hydra Irrigações, Elídio Torezani.

Produtividade e economia

A irrigação por gotejamento propicia uma produtividade de 2 a 3 vezes maior do que áreas não irrigadas. Outras vantagens são: melhoria da qualidade dos produtos, redução de custos unitários, atenuação dos impactos da variabilidade climática, otimização de insumos e equipamentos, aumento na oferta e na regularidade de alimentos, assim como a modernização dos sistemas de produção.

No método da irrigação localizada, a água é, em geral, aplicada diretamente no sistema radicular das plantas, o único órgão responsável pela absorção. Os emissores podem ser os gotejadores ou os microaspersores.

“A redução no consumo de água é significativa em comparação aos sistemas convencionais, como os de aspersão, e pode ultrapassar os 30% de economia. Além disso, a produtividade da fazenda tende a aumentar, uma vez que as plantas recebem a água e os nutrientes na hora e na quantidade certas”, pondera Elídio Torezani.

bruof

Uvas de mesa são tema de palestra técnica on-line nesta terça-feira (27)

Por: bruof


Em prosseguimento à Capacitação em Fruticultura Tropical, coordenada pela Embrapa Cerrados (DF), será realizada, na próxima terça-feira (27) às 9h, a palestra técnica on-line “Uvas de mesa: cultivares, sistemas de produção e mercado”, com João Dimas Garcia Maia, pesquisador da Embrapa Uva e Vinho (Bento Gonçalves, RS), com transmissão pelo canal da Embrapa no YouTube.

A palestra será uma oportunidade para os interessados conhecerem ou se atualizarem neste setor da fruticultura, que está em expansão no Brasil. “Estamos acompanhando um movimento interessante no mercado, que é a troca das cultivares com sementes, do grupo Itália, por uvas sem semente, especialmente com sabores diferenciados como a BRS Vitória”, comenta Dimas, que é um dos coordenadores do Programa de Melhoramento Genético “Uvas do Brasil”.

O pesquisador antecipa que é importante o produtor conhecer as opções e entender como o mercado consumidor está funcionando para aproveitar a sazonalidade interna, aumentando assim a sua competitividade ao escalonar a sua produção, oferecendo diferentes alternativas entre cultivares com e sem sementes finas e as rústicas, como a tradicional Niágara. Dimas complementa que além de considerar o mercado e as cultivares, a escolha do melhor sistema para a realidade da propriedade é outro fator de sucesso no cultivo de uvas de mesa.

Segundo Fábio Faleiro, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, a demanda por ações de pesquisa, inovação e transferência de tecnologia sobre o cultivo da uva na região do Cerrado tem aumentado de forma significativa, particularmente na região do Distrito Federal e no Entorno, formado por municípios de Minas Gerais e Goiás, vizinhos da capital federal. 

“Para atender a essas demandas de forma mais rápida e dinâmica, contamos com a parceria da Embrapa Uva e Vinho, além da Emater-DF, da Emater Goiás e da Emater-MG, para levar as tecnologias disponíveis aos produtores”, afirma, acrescentando que já existem experiências de sucesso do cultivo da uva de mesa e para o processamento de vinho e sucos no Cerrado. “Por meio das parcerias com as unidades da Embrapa, a Emater e os fruticultores, vamos conseguir potencializar o cultivo da uva no Cerrado”, projeta.

Marcos Botton, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Uva e Vinho, lembra que o centro de pesquisas de Bento Gonçalves tem historicamente apoiado o desenvolvimento da cultura da videira nas diferentes regiões produtoras. “Nos últimos anos, essa demanda tem sido ampliada devido ao interesse dos produtores, técnicos e consumidores que estão descobrindo a riqueza do terroir brasileiro para produção de uvas e produtos derivados”, explica.

Ele aponta que a Embrapa dispõe de material genético e tecnologias que permitem aos produtores implantar e consolidar a cultura vitivinícola, permitindo a geração de emprego e renda nas diferentes regiões brasileiras. “Mas para que isso ocorra de forma sustentável, um trabalho em parceria entre os diferentes atores é fundamental, e, no momento, esse movimento está ocorrendo na região do Distrito Federal e Entorno”, ressalta.

bruof

Irrigação por gotejamento é caminho para transformar o sertão brasileiro no “pomar do mundo”

Por: bruof

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Se a fruticultura é “uma restauração do paraíso”, como escreveu o professor José Luiz Tejon em seu blog, então permitam-me dizer que o sertão é um pedacinho do jardim do Éden. Eu disse pedacinho? Por enquanto! O agronegócio da fruticultura está diante de um mar aberto de oportunidades, tanto internas quanto externas.

O Brasil é um dos maiores produtores de frutas in natura do mundo. Temos um grande mercado interno com potencial de aumento, visto que consumimos muito abaixo da quantidade de frutas recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), e temos um enorme mercado externo do qual participamos de apenas aproximadamente 1% (cerca de US$ 1,0 bilhão anuais).

Essas são algumas das razões para se acreditar que seremos o “pomar do mundo”, como bem descreve a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS). E nem estamos considerando que há uma diversidade de frutas exóticas que se pode explorar, como o Umbu (ou Imbu, se preferir), proveniente da Caatinga. O fruto é doce e azedo ao mesmo tempo, originado do Umbuzeiro, “a árvore sagrada do sertão”.

Mas, estes são protagonistas da fruticultura que ainda estão por vir. Hoje, temos algumas estrelas que já fazem muito sucesso no exterior. Pode ser que muitos brasileiros ainda não as conheçam porque, de fato, grande parte dessas frutas de altíssima qualidade não ficam no Brasil e o motivo é óbvio: produtos melhores exigem mais cuidados e custam mais caro produzir. Para pagar o custo de produção, na maior parte das vezes, o mercado externo tem melhor preço de venda.

Aos poucos isso está começando a mudar. Salvo a crise que enfrentamos, causada pela pandemia do COVID-19, o brasileiro vinha aumentando seu poder aquisitivo e, consequentemente, buscando por produtos melhores, ainda que mais caros. Assim, produtos que não apareciam em supermercados estão cada vez mais presentes.

É o caso de melões e melancias produzidos pela Agrícola Famosa (Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia), pelas mangas produzidas pela AGRODAN (Pernambuco e Bahia), pelas uvas produzidas pela Labrunier (Bahia e Pernambuco), entre tantas outras empresas e agricultores sertão a fora.

Você pode estar se perguntando: o sertão nordestino não é a região mais seca do Brasil, como ser o “pomar do mundo”? De fato, no semiárido nordestino raramente chove mais de 500mm no ano, seus solos são de forma geral pobres em matéria orgânica e as temperaturas facilmente ultrapassam os 30℃ de média. Mas, também é fato que com pouca água e tecnologia, pode-se transformar desertos em pomares.

A Netafim, empresa líder e pioneira em soluções de irrigação, foi o berço da irrigação por gotejamento no mundo e começou essa história na década de 1960 em Israel. Hoje, essa tecnologia não só é uma realidade para um produtor da Chapada do Apodi ou do Vale do São Francisco, como é a forma mais eficiente de se levar água e fertilizantes às raízes das plantas no momento certo e na quantidade correta.

Para que o sonho de uma terra árida se transforme em solos férteis e produtivos, não basta “jogar água”. Tudo começa por um bom projeto de irrigação e fertirrigação, com dimensionamento dos equipamentos adequados para proteção e eficiência do seu sistema de irrigação, respeitando os requisitos agronômicos da cultura e operacional das atividades de produção.

A instalação do sistema também é ponto chave do sucesso. Um bom sistema mal instalado pode atrapalhar mais do que ajudar! Procurar por empresas sólidas no ramo de irrigação e que tenham experiência para orientação correta é fundamental.

Instalado o sistema de irrigação e fertirrigação, mãos à obra! É imprescindível tomar as providências necessárias para manter a boa conservação dos equipamentos. Da mesma forma que um trator precisa de manutenção para continuar trabalhando bem, a irrigação possui equipamentos que carecem de atenção para manter sua boa performance, caso contrário você terá que realizar reparos muito antes do previsto, e isso significa que o dinheiro “sairá do bolso” mais rápido.

Por fim, mas não menos importante, o bom manejo de irrigação e fertirrigação são fundamentais para se atingir as produtividades desejadas e manter os custos controlados.

O excesso de água é prejudicial porque pode promover no solo uma saturação e impedir que as raízes respirem, o que é fundamental, acreditem. A falta de água? Bom, a falta de água eu nem preciso explicar. Seja no sertão ou em qualquer outro lugar do Brasil, quando se planta e a chuva não vem, o estrago é grande, na planta e no bolso!

bruof

Produtores rurais ampliam investimentos em sustentabilidade

Por: bruof

Um fenômeno vem ganhando cada vez mais força no campo: a expressiva preocupação do produtor rural com a sustentabilidade.

Este movimento tem muitas explicações: a) o produtor rural é, atualmente, um gestor da propriedade e entende com primazia a necessidade de ter um sólido ecossistema; b) o movimento ILF (integração lavoura floresta) está consolidado em seus vários aspectos; e c) a habilidade do produtor rural em entender tendências de mercado e ampliar a sua sintonia com o consumidor final.

Percebo a intensidade desses pontos, aqui apresentados, em muitas visitas a fazendas e em profundas conversas com cooperativas e produtores rurais.

Mas, quanto é investido em defesa da sustentabilidade? Conforme já declarou Evaristo de Miranda, chefe geral da Embrapa Territorial, os produtores rurais investem cerca de 20 bilhões de reais por ano para proteger o meio ambiente.

Arrisco dizer que esse número é até maior, por conta da enorme conscientização por parte dos produtores rurais em relação aos temas ambientais e também devido a alguns mecanismos que tiveram grande aceitação dentro das porteiras, como a Lei 12.651, que dispõe, entre outros pontos, sobre a proteção da vegetação nativa.

O artigo 29 estabelece o Cadastro Ambiental Rural. De acordo com o documento, o CAR é “obrigatório para todos os imóveis rurais, com a finalidade de integrar as informações ambientais das propriedades e posses rurais, compondo base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e combate ao desmatamento”. 

Outro ponto interessante da Lei é o apoio à preservação e recuperação do meio ambiente, previsto no artigo 41. Entre as medidas, estão os “incentivos para comercialização, inovação e aceleração das ações de recuperação, conservação e uso sustentável das florestas e demais formas de vegetação nativa”.

Tudo isso tem um grande reflexo no varejo, com os supermercados abrindo suas gôndolas para produtores que respeitam o meio ambiente, em todas as etapas do processo produtivo.

Afinal, essa é uma demanda clara e objetiva do consumidor. Quem não atendê-la, certamente fechará as portas.

bruof

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Seminário Internacional destaca os desafios e oportunidades da Caatinga

Por: bruof

O bioma da Caatinga cobre 75% da área do semiárido, que tem ao redor de 960 mil quilômetros quadrados. A região foi destaque do painel “Um novo olhar sobre a Caatinga”, que abordou o potencial desse bioma e da sua população, bem como aproveitar o aparato técnico cientifico já disponível na região. Além da visão do futuro para o ecossistema que, até então, tem sido considerado como uma das áreas críticas e com maior dificuldade de desenvolvimento e alto nível de pobreza no Brasil.

O moderador do painel, Geraldo Eugênio, do Instituto Agronômico de Pernambuco – IPA, chamou a atenção para o fato de existir uma mudança em curso na Caatinga. “ O Nordeste é hoje o principal produtor de energias renováveis do país. Todas as projeções de investimentos que temos apontam que, nos próximos anos, os maiores investimentos a serem feitos no mundo serão em energias renováveis, superando, inclusive, o petróleo”.

Se essa informação se concretizar, a região, que detém vários polos de energia eólica e fotovoltaica, beneficiará diretamente o desenvolvimento da atividade agrícola. Outra questão é a água: “quando falamos desse insumo temos duas bacias muito importantes que são a do Rio São Francisco e a do Parnaíba, e a elas estão conectados os maiores perímetros de irrigação”, salientou Eugênio.

Valorização da biodiversidade com base na ciência

Em sua apresentação, Lucas Leite, da Embrapa Agroindústria Tropical, afirmou que os setores precisam olhar o Nordeste como uma região detentora de um grande potencial, principalmente pela riqueza da sua biodiversidade. “Nós da Embrapa Tropical acreditamos que o Nordeste tem vocação para a exploração de nichos e especialidades, com exceção de algumas áreas da Bahia, Maranhão e do Piauí, onde o plantio e a exploração de commodities já é realidade”.

Diante disso, a valorização da biodiversidade com base na ciência, aprofundando os estudos sobre plantas, animais e microrganismos adaptados às condições climáticas da região, é um caminho para viabilizar as transformações desejadas.

“A agricultura é mais do que alimentos, energia e fibra, ela também comtempla nutrição, saúde, serviços ambientais, gastronomia e turismo. Com isso, passamos a trabalhar nas regiões da Caatinga com foco em agregação de valor para a cadeia produtiva como um todo, visando também o aproveitamento integral da matéria-prima”, ressaltou Leite.

Ainda segundo o especialista a agenda para o Nordeste deve contemplar, não só os ganhos de produtividade de um sistema de produção, mas também, o desenvolvimento de alimentos funcionais, de fármacos, de cosméticos, suporte para controle biológico, filmes e embalagens inteligentes, todo um conjunto de rotas tecnológicas e processos agroindustriais visando agregação de valor.

Produção irrigada: o futuro da Caatinga

Na condição do ecossistema semiárido que coincide com o bioma Caatinga, o caminho mais curto que temos para o desenvolvimento da agricultura nesse ambiente ainda é a irrigação, destacou em sua apresentação, Pedro Gama, pesquisador e gestor da Embrapa Semiárido.

O sucesso dos polos irrigados em todo o semiárido, a exemplo do São Francisco, com produtos de alto valor agregado como a fruticultura é incontestável. Sendo importante destacar o papel das instituições de pesquisa para a criação dessa base técnica para uma agricultura irrigada nestas condições, que são muito específicas do semiárido tropical. Inclusive o bioma Caatinga, que é único no mundo.

“O semiárido luta contra uma forte limitação de recursos hídricos, ainda mais de acesso à água, e aí está o desafio que se coloca muito forte para as instituições de pesquisa e desenvolvimento, que é promover o desenvolvimento de atividades agrícolas nessa condição de semiárido e, principalmente, nas áreas dependentes de chuva. Levando em consideração as irregularidades de chuvas e as adversidades de ordem climática”, frisou Gama.

AgroNordeste

O projeto AgroNordeste, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), foi apresentado por Paulo Melo, diretor técnico da ação. O AgroNordeste tem uma visão de ter pequenos e médios produtores incluídos em mercados rentáveis. Com volume e qualidade de produção adequadas, boas práticas agrícolas e agroindustriais, bem como boa capacidade de gestão dos próprios negócios. Com progressos alcançados na segurança jurídica no campo e em conformidade ambiental.

O AgroNordeste beneficiará diretamente:

  • 30 territórios rurais (500 municípios, 12 milhões de brasileiros);
  • 30 mil assentados da reforma agrária em projetos de inclusão produtiva de assentamentos (Produzir Brasil);
  • 150 mil famílias (título de propriedade pelo Programa Nacional de Reforma Agrária, com inscrição no CAR);
  • Todos os elos das cadeias agropecuárias alvos nos territórios e assentamentos;
  • Produtores de frutas do Vale do São Francisco e Chapada do Apodi.

“O prazo de execução do programa é de seis anos e estamos levantando um empréstimo no valor de U$$ 670 milhões de dólares. É um programa que se destaca por apresentar oportunidades econômicas, a regularização fundiária e conformidade ambiental e, também, ações de defesa agropecuária contra as moscas das frutas”.

Projeto Biomas Tropicais

O Projeto Biomas Tropicais é coordenado pelo Instituto Fórum do Futuro, presidido pelo Professor Alysson Paolinelli, e conta no seu núcleo central com a parceria de instituições como o CNPq, a Embrapa, a Universidade de São Paulo (ESALQ), as Universidades Federais de Lavras e Viçosa, o Centro de Gestão de Estudos estratégicos, o SEBRAE e a FGV-Agro, além de inúmeras instituições regionais em cada um dos biomas estudados. A experiência deve desenvolver alternativas para a integração da ciência, energia, natureza e alimentos, criando uma sinergia entre essas áreas e dando grande ênfase a ações sustentáveis.

A concepção do Projeto Biomas começou há oito anos e a implantação teve início em meados de 2019, no Polo Demonstrativo dos Cerrados, em Rio Verde (GO). Agora estão sendo iniciados os trabalhos na Amazônia e na Caatinga.

bruof

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Seis cidades do Paraná figuram no TOP 20 das melhores do Ranking de Saneamento

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O Seminário Ibero-Brasileiro de Agricultura Irrigada acontece nos dias 11 e 12 de maio

Por: bruof


O Seminário Ibero-Brasileiro de Agricultura Irrigada tem como objetivo proporcionar ambiente para debates, transferências de conhecimento e troca de experiências entre o Brasil, Espanha e Portugal no setor da irrigação; debater sobre a importância da água na agricultura irrigada; Discutir o uso consciente do recurso; interação entre os países.

O evento contará com a participação de especialistas dos três países durante os dois dias.

Haverá também um período para apresentações orais dos participantes, em modalidade oral.

O evento conta com o apoio da CBPCE e da Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil.

TEMAS

  • Análises e soluções aplicadas na agricultura irrigada
  • Serviços de assessoramento aos irrigantes: a experiência brasileira
  • Sensoriamento: Inovação e Tecnologia ao serviço da irrigação
  • Armazenamento e captação de água para irrigação
  • Combinação de sensoriamento remoto e medições de superfície para avaliações hidrológicas
  • Avaliação de sistemas de irrigação em pequenas e médias propriedades rurais
  • Uso de geotecnologias na gestão de bacias hidrográficas
  • Avanços na determinação da ET para manejo da irrigação
  • Uso de Águas Subterrâneas na Irrigação
  • Tecnologias e manejo da irrigação em ambientes protegidos
  • OUTROS A DEFINIR

Inscrições: http://bit.ly/inscricoes-seminario-iberobrasileiro

bruof

ABID ANUNCIA UMA NOVA DIRETORIA

Por: bruof



A Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem (Abid) tem uma longa e importante
trajetória de apoio e desenvolvimento da irrigação e drenagem no Brasil. Foi criada em 1971/72
com o objetivo de ampliar o conhecimento e a disseminação da irrigação no país com ações
continuadas. Em 1977, lançou o primeiro número da Revista Item (Irrigação e Tecnologia
Moderna) e em 1990 promoveu o I Conird (Congresso Nacional de Irrigação e Drenagem). Na
sua fase inicial, até o final da década de 1990, foi gerenciada por um conselho e diretoria ligada
à área governamental e, a partir desta data, por mais de 20 anos, por uma diretoria liderada
pelo Engenheiro Agrônomo Helvécio Mattana Saturnino.

Confira o comunicado enviado pela ADIB:

Diante da impossibilidade da atual diretoria permanecer à frente da Associação,
aceitamos a convocação para constituir uma nova diretoria para a Abid. Com muito respeito
pela história e pelo trabalho desenvolvido nos últimos anos pelo Ex-Presidente Helvécio
Mattana Saturnino e equipe, formamos um grupo para discutir essa transição e desenvolver os
trabalhos necessários. O grupo formado por profissionais de diferentes áreas assumiu de forma
responsável e profissional a demanda, adotando o slogan “Abid do Futuro” para desenvolver os
trabalhos necessários para continuidade das ações e propor uma nova agenda para Associação.
Neste sentido, temos o prazer de informar a composição da nova Diretoria da ABID
Eleita: (i) presidente: Everardo Chartuni Mantovani/UFV, (ii) vice-presidente: Antonio Alfredo
Teixeira Mendes/NDJ, (iii) Diretores: Sílvio Carlos Ribeiro Vieira Lima/Inovagri, Denizart Pirotello
Vidigal/Irrigazine-FIIB, Durval Dourado Neto/Esalq/USP, Ricardo Gava/UFMS, Fernando Braz
Tangerino Hernandez/Unesp, Rodrigo Ribeiro Franco Vieira/Codevasf, Lineu Neiva
Rodrigues/Embrapa, Catariny Cabral Aleman/UFV, Maria Emília Borges Alves/Embrapa e Flávio
Gonçalves de Oliveira/UFMG.

Juntos iremos promover contatos com todo setor, definindo prioridades de atuação,
organização dos próximos Congressos, continuação da publicação da Revista Item, organização
e ampliação do quadro de associados (individuais e empresariais) e atualização do estatuto da
Abid. Neste sentido, enviamos o seguinte link para que os interessados possam dar sua opinião
sobre a “Abid do Futuro”: https://forms.gle/GjAehC8jReQNR4D57.

Contamos com apoio de todos. Estamos cada um de nós à disposição para tratar de
temas de interesse da Abid. Para tal, divulgamos o nosso e-mail: abidfuturo@gmail.com.

bruof

Dia do Café: Irrigação durante colheita aumenta produtividade e qualidade do grão

Por: bruof


A temperatura e as precipitações de chuva na média no ano agrícola 2020/21 favoreceram o desenvolvimento das lavouras de café no Espírito Santo, proporcionando uma boa produção para a colheita, que deve, preferencialmente, ter início a partir desta segunda quinzena de Abril.

A época é ideal, pois permite que o café chegue ao ponto de maturação que resulte em melhores rendimento, produtividade e qualidade. Além de colher na hora certa, os produtores precisam manter a irrigação nesse período.

Floração

Boa parte dos cafeicultores suspende as práticas de irrigação e nutrição na colheita, esquecendo-se que a etapa fenológica seguinte é a floração. Com isso, as plantas entram nessa fase com grandes déficits nutricionais.

Com a ajuda das soluções de irrigação inteligente e a adoção do protocolo apropriado, é possível garantir a colheita e aumentar a produtividade.

“Muitos não sabem que uma das etapas mais importantes no cultivo do café é a sua floração. Esse período é responsável por definir o potencial produtivo do cafezal e, por isso, é fundamental estar atento às condições nutricionais das plantas e adicionar os nutrientes necessários para que ocorra um florescimento adequado. Deve-se também optar por técnicas efetivas, como o uso do processo de irrigação correto e bem orientado”, declarou o engenheiro agrônomo Elídio Torezani, diretor da Hydra Irrigações.

Pandemia

Por conta da pandemia do coronavírus, os agricultores também precisam adotar medidas de segurança para evitar contágio no período da colheita do café.

Elas estão listadas na 2ª edição da cartilha “Colheita do café: orientações para prevenção do novo coronavírus”, lançada este ano pela Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca.

Entre as orientações, para que se tenha uma safra com tranquilidade, estão:

– manter distância mínima de 1 metro entre os trabalhadores durante a colheita;

– não compartilhar ferramentas e equipamentos de colheita, como peneiras, lonas e sacarias;

– utilizar estratégias como a divisão dos colhedores por talhões ou carreiras;

– colher os frutos de café somente no ponto ideal de maturação, otimizando a necessidade de contratações durante a pandemia;

– utilizar, quando possível, a colheita semimecanizada;

– devem ser higienizados equipamentos e máquinas de colheita quando forem realizadas trocas de operadores;

– os veículos de transporte e trabalho devem ser higienizados diariamente com água e sabão;

– o alojamento e o banheiro dos trabalhadores precisam ser instalados em um ambiente bem ventilado, além de serem higienizados diariamente, com disponibilização de água e sabão;

– não devem ser contratados trabalhadores inseridos no grupo de risco para o novo coronavírus. Aqueles identificados com sintomas de gripe devem ser isolados por 14 dias.

Produção

Lembrando que o Espírito Santo é o segundo produtor de café do Brasil e o primeiro produtor de conilon, confirmando a importância dessa atividade para a agricultura capixaba.

bruof

Prorrogação de incentivo para irrigação permite expansão agrícola e mais empregos para MS

Por: bruof
Governo prorroga até final de 2024 a redução de ICMS na energia elétrica  para irrigação – Portal do Governo de Mato Grosso do Sul

O Governo do Estado prorrogou até 31 de dezembro de 2024 a redução de 17% para 5% na alíquota da base de cálculo do ICMS sobre a energia elétrica cobrada de propriedades rurais com sistema de irrigação. A prorrogação do incentivo foi publicada nesta terça-feira (23), no Diário Oficial do Estado, no Decreto nº 15.637.

A medida, segundo o secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), é fundamental para a política de expansão da produção agrícola sul-mato-grossense implementada pelo Governo do Estado e para a geração de empregos.

“Com este incentivo para a irrigação prorrogado até o final de 2024, o produtor pode fazer um planejamento mais longo. Assim, estimulamos a prática de irrigação e diversificamos a base agrícola, visando a expansão da produção, dos empregos e o desenvolvimento do Estado”, afirma.

O prazo para o incentivo fiscal tinha vencido e o Governo do Estado acatou pedido dos produtores rurais e da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), renovando o benefício por mais três anos. “A Famasul havia feito esta demanda ao governo e a Semagro também entendeu que era fundamental manter o incentivo, dado que temos hoje um Plano Estadual de Expansão da Irrigação em Mato Grosso do Sul”, explicou o titular da Semagro.

“Após solicitação feita pelo Sistema Famasul, no mês de fevereiro, o Governo do Estado atendeu a esta importante demanda do setor pela manutenção, até 2026, dos benefícios fiscais conferidos aos produtores rurais que fazem uso de sistemas de irrigação. A base de cálculo do ICMS reduzida para as operações com energia elétrica nesses sistemas contribui para uma contínua produção de alimentos e, consequentemente, para o equilíbrio dos valores da cesta básica, impulsionando a economia sul-mato-grossense”, afirma Mauricio Saito, presidente do Sistema Famasul.

O Governo do Estado prorrogou até 31 de dezembro de 2024 a redução de 17% para 5% na alíquota da base de cálculo do ICMS sobre a energia elétrica cobrada de propriedades rurais com sistema de irrigação. A prorrogação do incentivo foi publicada nesta terça-feira (23), no Diário Oficial do Estado, no Decreto nº 15.637.

A medida, segundo o secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), é fundamental para a política de expansão da produção agrícola sul-mato-grossense implementada pelo Governo do Estado e para a geração de empregos.

“Com este incentivo para a irrigação prorrogado até o final de 2024, o produtor pode fazer um planejamento mais longo. Assim, estimulamos a prática de irrigação e diversificamos a base agrícola, visando a expansão da produção, dos empregos e o desenvolvimento do Estado”, afirma.

O prazo para o incentivo fiscal tinha vencido e o Governo do Estado acatou pedido dos produtores rurais e da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), renovando o benefício por mais três anos. “A Famasul havia feito esta demanda ao governo e a Semagro também entendeu que era fundamental manter o incentivo, dado que temos hoje um Plano Estadual de Expansão da Irrigação em Mato Grosso do Sul”, explicou o titular da Semagro.

“Após solicitação feita pelo Sistema Famasul, no mês de fevereiro, o Governo do Estado atendeu a esta importante demanda do setor pela manutenção, até 2026, dos benefícios fiscais conferidos aos produtores rurais que fazem uso de sistemas de irrigação. A base de cálculo do ICMS reduzida para as operações com energia elétrica nesses sistemas contribui para uma contínua produção de alimentos e, consequentemente, para o equilíbrio dos valores da cesta básica, impulsionando a economia sul-mato-grossense”, afirma Mauricio Saito, presidente do Sistema Famasul.

Para a implementação do Plano Estadual de Expansão da Irrigação em Mato Grosso do Sul, a Semagro trabalhou para viabilizar a criação de uma linha de crédito específica no FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) para esta atividade e também no fomento aos investimentos em ciência e tecnologia. “Temos uma linha pesquisa de novas variedades e sobre as regiões mais adequadas para um platô de irrigação. Também fizemos um trabalho junto à Energisa para garantir o fornecimento de energia elétrica a esses sistemas”, diz Jaime Verruck.

A Semagro tem acompanhado um movimento crescente do setor de irrigação no Estado. “A área irrigada no Estado tem crescido de maneira substancial, praticamente dobrou nos últimos dois anos, segue em 2022 nesse processo crescente de áreas irrigadas, que podem permitir duas safras e meia, até três safras em determinadas regiões. É a expansão da atividade agrícola, através da tecnologia, do crédito e disponibilização da energia elétrica. Cresce a produção, com competitividade para Mato Grosso do Sul e temos mais desenvolvimento, com diversificação”, avalia o secretário.

O titular da Semagro explica que, para a implantação de um sistema de irrigação o produtor precisa dispor de um relógio e medidor de energia separado. “Agora, além da redução que já existe na base de cálculo da tarifa que é uma questão federal, o governo estadual prorrogou a redução do ICMS sobre a energia elétrica para esta prática”, finaliza.

Fonte: Semeagro-MS

bruof

Governo prorroga até final de 2024 a redução de ICMS na energia elétrica para irrigação – Portal do Governo de Mato Grosso do Sul

Artigo: Água na agricultura e produção de alimento

Por: bruof
Água na Agricultura - Portal Embrapa

No dia 22 de março, celebra-se o Dia Mundial da Água. É uma oportunidade para se discutir a importância desse recurso para a vida e para o desenvolvimento econômico e social. É fundamental que o tema seja analisado dentro das suas várias dimensões, sendo preponderante adotar estratégias de manejo que considerem os recursos hídricos de forma integrada, e que almejem uma alocação equitativa, considerando os usos múltiplos da água e a bacia hidrográfica como unidade de referência. Água é sinônimo de dialogar, de compartilhar e de integrar. Não é geradora de conflitos, mas sim de oportunidade para produzir e de criar desenvolvimento.

Nesse contexto, não teria como não aproveitar a oportunidade de trazer para a reflexão o tema água na agricultura e produção sustentável de alimento. Segurança alimentar e hídrica estão no centro das maiores preocupações da sociedade. A água é o principal fator de produção de alimentos. Como balancear produção de alimento e demanda hídrica em um mundo onde cerca de 820 milhões de pessoas não têm acesso à quantidade de alimento suficiente para manter níveis básicos de saúde e onde dois terços da população enfrentarão algum problema de falta de água é o grande desafio a ser enfrentado.

A relação água-alimento é complexa. Esses dois elementos estão intrinsecamente e fortemente interconectados. A complexidade inerente a essa interação é um dos motivos dos debates e disputas, muitas vezes desnecessárias, entre os setores usuários. Mantidas as condições atuais, o aumento na produção de alimentos demandará mais água e poderá aumentar ainda mais as disputas pelo uso da água, reduzindo a qualidade de vida da população. É nesse sentido que a ciência tem papel fundamental. As inovações modificam a situação atual, possibilitando produzir mais sem aumentar as demandas hídricas.

Atender as demandas atuais e futuras por alimento vai requerer um rápido aumento de produtividade, que precisa ser alcançado sem danos adicionais ao ambiente. Para que isso ocorra, é fundamental que os princípios de sustentabilidade sejam parte central das políticas agrícolas. As pessoas estão, em sociedade, cada dia mais conscientes sobre as questões ambientais e têm optado, de forma crescente, por alimentos produzidos nessas bases sustentáveis.

Nesse sentido, o objetivo de produzir mais alimentos deve ser visto dentro de uma abordagem mais ampla, considerando os aspectos de sustentabilidade ambiental, ou seja, buscando produzir mais alimentos com melhor qualidade e com menores danos aos recursos naturais. Para isso é necessário intensificar a agricultura de maneira sustentável e melhorar a eficiência dos sistemas agrícolas, tornando-os mais produtivos. Qualquer estratégia que vise intensificar a agricultura, reduzindo a variação na produção e aumentando a produtividade das culturas, deve necessariamente incluir a irrigação.

A irrigação é tecnologia essencial no xadrez da produção de alimentos. Atualmente, com a variabilidade climática cada vez mais acentuada, não se pode pensar no desenvolvimento de uma política de segurança alimentar e de segurança ambiental que não estabeleça políticas de longo prazo para o desenvolvimento da agricultura irrigada.

No mundo, a agricultura irrigada é responsável por cerca de 40% de toda a produção, viabilizando produzir fisicamente, em uma mesma área, até quatro vezes mais que a agricultura de sequeiro. A grande vantagem da agricultura irrigada, entretanto, está em trazer estabilidade para a produção, o que possibilita planejar estratégias de segurança alimentar e propor políticas públicas de médio e longo prazo.

O desenvolvimento de uma agricultura sustentável passa, necessariamente, pelo uso sustentável dos recursos hídricos, que por sua vez, depende de uma gestão que incorpore os usos múltiplos da água e considere os fundamentos e diretrizes da Política Nacional de Recursos Hídricos. Não se pode pensar em agricultura e desenvolvimento sustentável sem que haja um equilíbrio entre a oferta e a demanda de água. O Brasil é um país de dimensões continentais com grandes diferenças sociais, ambientais e econômicas, o que deixa a atividade de gestão muito mais complexa. Fazer a gestão de recursos hídricos de forma igualitária em todo o País pode levar a conflitos em bacias hidrográficas que já se encontram em estado crítico em termos de disponibilidade hídrica.

A água tem diversas formas e recebe diferentes nomes. A água na agricultura é sinônimo de produção de alimento e segurança alimentar. Aparentemente, a quantidade de água doce renovável anualmente no mundo é muito maior que a quantidade de água necessária para sustentar as demandas dos três usos consuntivos de água (abastecimento doméstico da população; produção industrial; e produção agrícola sob irrigação). Dentre esses usos, a agricultura irrigada é o único que faz uso tanto da água verde (água proveniente da chuva e armazenada no solo) quanto da água azul – água existente nos rios ou aquíferos. Em países tropicais como o Brasil, a água verde representa um componente significativo para a produção e estratégias devem ser desenvolvidas para maximizar o seu uso.

O crescimento das áreas irrigadas, entretanto, não pode mais ser fundamentado apenas no aumento do uso de recursos hídricos. O crescimento desejado e possível é cada vez mais dependente dos ganhos de eficiência nos sistemas já existentes. O desafio da agricultura irrigada é a promoção do irrigar com qualidade. Isso quer dizer que deve ser buscada continuamente uma elevada eficiência e produtividade de uso das águas. A agricultura irrigada deve ser capaz de utilizar os recursos de forma eficiente, com mínimas perdas e deterioração da qualidade da água. Neste cenário, a agricultura irrigada terá a grande oportunidade de contribuir para a segurança ambiental, hídrica e alimentar, podendo ainda contribuir para reduzir os impactos na produção advindos das mudanças climáticas, garantindo alimento em quantidade, qualidade e a custos acessíveis para as pessoas.

As retiradas de água dos mananciais, necessárias para garantir a prática da agricultura irrigada, devem estar previstas nos planejamentos estratégicos, especialmente em cronogramas existentes nos planos de recursos hídricos, conforme as condições climáticas, a vocação dos cultivos regionais, as potencialidades das áreas produtivas e os mercados consumidores e, posteriormente, consolidadas por meio da definição de planos de concessão de outorga de uso de água para irrigação, possibilitando que seja feita uma gestão compartilhada em cooperação e a prevenção com redução dos conflitos.

No olhar da gestão quanto à oferta, deve-se considerar as desigualdades hídricas regionais e ter um olhar diferenciado para as bacias hidrográficas críticas, onde a disponibilidade hídrica já está comprometida, assim como onde a ocorrência de conflitos pelo uso da água já é realidade. No olhar da gestão quanto à demanda, a irrigação precisa de uma gestão com olhar ampliado. O produtor precisa ter uma visão além de sua propriedade e de sua área de produção. É preciso ter sempre uma visão macro da bacia hidrográfica. A irrigação tem que ser feita considerando a bacia hidrográfica. O rio é, na verdade, reflexo daquilo que acontece na bacia como um todo. Ou seja, é preciso olhar a bacia de forma mais integrada, considerar estratégias de conservação de água e solo, que vão refletir diretamente na quantidade e na qualidade das águas.

O Brasil, com 12% da água doce superficial disponível no planeta e 28% da disponibilidade as Américas, é estratégico para suprir o aumento de cerca de 60% da demanda por alimentos, necessários para atender a uma população mundial que em 2050 será de aproximadamente 10 bilhões de habitantes. O sucesso dependerá da capacidade da sociedade em entender estrategicamente o nexo água-alimento. Para responder à pergunta sobre o quanto de água será necessário, é preciso saber antes o quanto de alimento se deseja produzir.

Segurança hídrica e alimentar devem fazer parte de qualquer política de estado que vise ao desenvolvimento e ao bem estar de sua população. Nesse contexto, é importante aprender com os erros do passado e planejar um futuro melhor, que consiste necessariamente em tratar a água como um bem estratégico para o País. Para isso, é preciso integrar a Política Nacional de Recursos Hídricos com as demais políticas públicas. É fundamental definir as prioridades de uso da água, levando-se em consideração as necessidades básicas do País e as especificidades de cada região.

Os avanços tecnológicos na agricultura irrigada vão muito além do desenvolvimento de novos equipamentos de irrigação. Os processos de tomada de decisão estão cada vez mais complexos, com necessidade de decisões mais rápidas, além de depender de análises de quantidade de dados cada vez maiores. Notam-se, nesse campo, avanços significativos relacionados às tecnologias da informação, da comunicação, de big-data e de modelos de inteligência computacional e simulação. As possibilidades tecnológicas são ilimitadas, sendo muito arriscado fazer qualquer previsão sobre o futuro.

Todo esse avanço, entretanto, não será suficiente para o desenvolvimento sustentável se, na gestão da água no meio agrícola, não forem observadas as especificidades da agricultura, que depende da chuva. É preciso criar mais valor e bem-estar com os recursos hídricos disponíveis. Isso não significa, é claro, incentivar a cultura do desperdício de água. Com uma gestão de recursos hídricos competente e aberta para incorporar os novos conceitos e tendências, é possível trazer segurança hídrica e atender a todos os usos e usuários sem comprometer a disponibilidade hídrica.

Original e atualizações: https://www.embrapa.br/cerrados/busca-de-noticias/-/noticia/60166519/artigo—agua-na-agricultura-e-producao-de-alimento

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bruof

Água na Agricultura - Portal Embrapa

De onde vem o que eu como: irrigação usa quase metade de toda a água do Brasil para produzir alimentos

Por: bruof
Sistema de gotejamento permite um menor desperdício da água. — Foto: Francisco França/Jornal da Paraíba


Praticamente metade da água disponível em reservatórios no Brasil vai para a irrigação. É ela que permite o plantio durante todo o ano em áreas com escassez hídrica, caso do melão no semiárido brasileiro e da cana-de-açúcar no Centro-Oeste, onde a seca acontece sazonalmente.

No Brasil – um dos dez países com maior área equipada para irrigação –, a prática é utilizada em 8,2 milhões de hectares. Equivalente a mais de 8 milhões de campos de futebol, essa área é preenchida por cultivo de arrozcafé e cana, entre outros (os três são os mais comuns nesse sistema).

A irrigação é o destino de 49,8% das águas brasileiras disponíveis para uso que estão em reservatórios, segundo o Atlas da Irrigação, lançado na quinta-feira (25). Ele foi desenvolvido pela Agência Nacional das Águas (ANA).

De acordo com a entidade, a irrigação representa “o principal tipo de uso [de água] no país em termos de quantidade utilizada”. Na sequência, vêm abastecimento humano (24,3%), indústria (9,7%), animal (8,4%), termelétricas (4,5%), abastecimento rural (1,6%) e mineração (1,7%).

Status da irrigação no Brasil

  • Com a irrigação, o produtor deixa de depender do ciclo das chuvas para plantar e passa a ter um cultivo de duas a três vezes mais produtivo.
  • Segundo o Atlas da Irrigação, a agricultura irrigada usa 29,7 trilhões de litros de água ao ano.
  • Apesar da grande quantidade de água necessária para irrigação, essa técnica não representa ameaça de escassez ao usuário comum. Isso porque o irrigador só pode usar os recursos hídricos para esse fim após conseguir uma autorização, que é baseada na disponibilidade da água de cada reservatório.
  • Por outro lado, ocorre desperdício – e as suas principais causas seriam os sistemas antigos e a falta de manutenção e monitoramento.
  • A irrigação no Brasil vai crescer: até 2040, os números de hectares irrigados devem aumentar em 75% com relação ao cenário atual.

O setor, que está em plena expansão, tem o crescimento de área irrigada em 4% ao ano, de acordo com a ANA.

Só em 2020, expandiu 18,96% em relação a 2019, contabilizando um aumento de 249.225 mil hectares, apontou o levantamento da Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação (CSEI) e da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Segundo o Atlas da Irrigação, o aumento da área que faz uso da técnica é mais expressivo em São PauloMinas GeraisTocantins, Bahia, Rio Grande do Sul Goiás.

Conheça os tipos de irrigação

O termo “irrigação” é usualmente associado àquela imagem de chuveirinhos no solo, como nos jardins retratados em filmes americanos. Mas, na realidade, existem quatro métodos diferentes de irrigação – e cada um deles, por sua vez, se estende em diferentes sistemas.

De acordo com o Atlas da Irrigação, do total de área que usa essa técnica no Brasil, 5,3 milhões de hectares são apenas de irrigação, ou seja, usam os métodos para entregar somente água.

Os outros 2,9 milhões são operados para a fertirrigação, uma técnica de adubação que aproveita a água para levar nutrientes ao solo.

Conheça os tipos de Irrigação — Foto: Arte / G1

Conheça os tipos de Irrigação — Foto: Arte / G1

Não existe uma única melhor maneira de irrigar. A indicação depende das especificidades da plantação, que levam em conta o solo, o clima e o próprio cultivo.

De acordo com o estudo, as características de cada um dos métodos e sistemas são importantes até mesmo para estimar as perdas que ocorrem. Esse cálculo leva em conta a quantidade captada nos corpos hídricos e aquilo que é efetivamente aproveitado pelas plantas.

Segundo o relatório da CSEI e da Abimaq, dos cerca 250 mil novos hectares irrigados no Brasil em 2020, os sistemas mais usados foram (do mais habitual para o menos):

  1. Aspersão com pivô central –técnica que aplica a chuva artificial por meio de um mecanismo móvel, irrigando uma área circular em torno de um ponto fixo.
  2. Gotejamento – o cultivo é hidratado por meio de gotas diretamente na área das raízes.
  3. Aspersão convencional – a água é aplicada em forma de chuva, de maneira intensa e uniforme, tendo como objetivo a sua infiltração.

De acordo com o Atlas da Irrigação, o arroz é o produto mais comum entre as plantações irrigadas no Brasil, principalmente usando o método de irrigação superficial no sistema de inundação, caso em que a água é aplicada em abundância diretamente no solo. Em seguida, aparecem o café e a cana.

Por que irrigar?

Os benefícios da irrigação são inúmeros, a começar pelo fato de o sistema ser de duas a três vezes mais produtivo do que a agricultura de sequeiro, onde não há irrigação – e, por isso, o agricultor fica dependente do ciclo das chuvas.

“A irrigação elimina um dos principais fatores de estresse da produção, que é a falta de água”, diz o professor Fernando Campos Mendonça, do curso de Engenharia Agronômica da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo ele, o desenvolvimento dos sistemas de irrigação a partir da década de 1970, associado ao melhoramento genético, contribuiu para o aumento da produção de alimentos no Brasil, transformando regiões antes improdutivas, como o Cerrado, em grandes fornecedoras de grãos.

Os avanços permitiram diversificar e expandir o número de cultivos no ano.

“A soja, por exemplo, tinha um ciclo longo, não dava para plantar milho na sequência, como é hoje. Com melhoramento genético, esse ciclo encurtou e, com a irrigação, o agricultor não precisa esperar a chuva [para plantar]”, diz Mendonça.

A disponibilidade de água também é fundamental para o cultivo de frutas e verduras.

Ao aumentar a produtividade das lavouras, a irrigação contribui para diminuir o desmatamento, diz o engenheiro agrônomo Luis Fernando Guedes Pinto, diretor de conhecimento da ONG SOS Mata Atlântica,

“Se você pode produzir mais em menos áreas, não é necessário abrir novas áreas”, afirma.

Para ele, a irrigação ainda tem potencial de crescer no Brasil, mas é preciso fazer isso de forma planejada, para evitar perda de água.

Fonte: G1

bruof

Sistema de gotejamento permite um menor desperdício da água. — Foto: Francisco França/Jornal da Paraíba

Conheça os tipos de Irrigação — Foto: Arte / G1

Atlas Irrigação atualiza área irrigada total no Brasil

Por: bruof
Atlas da Irrigação mostra estudo do uso da água na agricultura nacional


Entre 2012 e 2019, houve intensificação da atividade com um maior aporte de crédito e investimentos privados. Com isso, o crescimento foi da ordem de 4% ao ano no Brasil nesse período, quando foram incorporados cerca de 216 mil hectares irrigados ao ano. Além disso, em 2019 o valor da produção irrigada superou a marca de R$ 55 bilhões.

A produção irrigada tem uma produtividade de 2 a 3 vezes maior do que áreas de sequeiro (não irrigadas). Outras vantagens são: melhoria da qualidade dos produtos, redução de custos unitários, atenuação dos impactos da variabilidade climática, otimização de insumos e equipamentos, aumento na oferta e na regularidade de alimentos, assim como a modernização dos sistemas de produção.

Além de sua importância econômica, a irrigação contribui decisivamente para a segurança alimentar e nutricional da população brasileira. Alimentos típicos da dieta nacional – arroz, feijão, legumes, frutas e verduras – são produzidos em grande medida por meio da irrigação. No caso do arroz e da horticultura, mais de 90% da produção utiliza o método.

Foto: Climatempo

O Atlas Irrigação

Com o Atlas Irrigação, a ANA busca demonstrar a importância da atividade tanto para a sociedade quanto para a economia do Brasil. Além disso, a publicação tem o intuito de fornecer uma base técnica robusta para o acompanhamento e o planejamento da expansão do setor – sobretudo quanto à segurança hídrica para os usos múltiplos -, contribuindo para a Política Nacional de Irrigação e para a Política Agrícola. Essa base de dados também será incorporada ao Plano Nacional de Recursos Hídricos 2022-2040, que está em elaboração e é um instrumento norteador da Política Nacional de Recursos Hídricos.

Para atualizar e expandir o conteúdo do Atlas Irrigação, a ANA contou nessa segunda edição com uma rede ampla de parcerias, incluindo o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), a Agrosatélite Geotecnologia Aplicada, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP).

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Atlas da Irrigação mostra estudo do uso da água na agricultura nacional

Climatempo

Indicação de Alysson Paolinelli ao Nobel da Paz 2021 é oficializada

Por: bruof
Alysson Paolinelli (Foto: Abramilho/Divulgação)

A indicação de ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli para o  Prêmio Nobel da Paz 2021 foi oficializada no dia 26/01, em coletiva organizada pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP/Esalq). O nome de Paolinelli recebeu o apoio de mais de 100 cartas de representantes de instituições de 28 países.

A conversa com jornalistas contou com a presença do também ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, e representantes de entidades ligadas ao agro, que formam um comitê para endossar a indicação do “pai da moderna agricultura brasileira”. Rodrigues enfatizou que uma eventual  vitória de Paolinelli será mais uma vitória da agricultura brasileira.

Na visão de Rodrigues, “Paolinelli é hoje o maior brasileiro vivo”, à frente do movimento que transformou o país, que na década de 1970 era um grande importador de alimentos, na maior potência agrícola do mundo.

Segundo Durval Dourado Neto, diretor da Esalq/USP, Paolinelli liderou a implantação da agricultura tropical no cerrado brasileiro, o que viabilizou o Brasil a alimentar 1,2 bilhão de pessoas num total de 7 bilhões no mundo, promovendo a paz mundial.

“Paolinelli teve atuação de grande destaque em toda a sua trajetória acadêmica e profissional. Não seria possível o desenvolvimento da pecuária no cerrado brasileiro sem as contribuições de Paolinelli”, destacou o professor.

bruof

Alysson Paolinelli (Foto: Abramilho/Divulgação)

El MITECO autoriza la redacción y la ejecución de las obras de la EDAR de Albacete por 42 millones

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El Ministerio para la Transición Ecológica y el Reto Demográfico ha adjudicado la redacción del proyecto y la ejecución de las obras de ampliación de la Estación Depuradora de Aguas Residuales (EDAR...

El envejecimiento de las infraestructuras hídricas exige medidas

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Un análisis de Martin Doyle en The Hill examina los problemas relacionados con el envejecimiento de las infraestructuras en Estados Unidos, como la fuga en un antiguo embalse de una planta de...
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