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Hoje — 20 de Janeiro de 2022Notícias ESP-MG

Minas completa um ano do início da vacinação contra covid

"Os casos que temos hoje no hospital são de pessoas não vacinadas", alerta a primeira imunizada em Minas, a técnica de enfermagem Cecé.

Exatamente um ano após o início da maior operação de vacinação da história de Minas, a primeira vacinada contra a covid-19 no Estado, a técnica de enfermagem do Hospital Eduardo de Menezes (HEM), Maria Bom Sucesso Pereira, a Cecé, de 58 anos, faz um apelo à população para que não deixe de ser imunizada. Ela recebeu a primeira dose no dia 18 de janeiro do ano passado, no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na presença de jornalistas e do governador Romeu Zema.

"Vacina boa mesmo é vacina no braço. É a certeza que a gente tem de que está imunizado contra a doença. Então, todo mundo deveria tomar. Naquela ocasião não foi só uma luz no fim do túnel, foi um clarão em Minas Gerais. Foi a partir de mim que as pessoas ficaram sabendo da chegada da vacina", destaca.

Cristiano Machado/Imprensa MG

União e cuidados

No início da pandemia, conta a técnica de enfermagem, tudo foi muito assustador. Para evitar o risco de contaminar a família, Cecé chegou a deixar a casa em Caeté - onde moram 12 pessoas - e se isolou na casa da irmã, em Belo Horizonte. No hospital, a união da equipe e o reforço dos cuidados também fizeram a diferença para evitar o contágio. Não por acaso, destaca ela, o HEM, da Rede Fhemig, não registrou nenhuma morte por covid de técnico de enfermagem.

Cecé ficou longe da família por sete meses, até tomar a segunda dose do imunizante. E o esforço, garante ela, valeu a pena. "Eu trabalho em um hospital de referência. E, nesse tempo todo, ninguém da minha casa teve a doença. Tudo isso mantendo vacinação, uso de máscaras e álcool 70%. Ou seja: é eficaz", ressalta.

A técnica de enfermagem, que tomou a terceira dose em outubro de 2021, lembra que ainda há um receio de parte da população sobre aplicar ou não o imunizante.

"A vacina cura sim, gente. Estávamos lidando com um vírus que muda a cada instante. Quanto mais vacinados a gente tiver, melhor", enfatiza. ​"Tenho muita gratidão e peço a todo mundo que ainda não tomou a segunda dose para procurar os postos de saúde. E quem ainda está na dependência da terceira dose, não deixe de tomar, porque realmente os casos que a gente está tendo aqui no hospital são de pessoas que não foram vacinadas ou que só tomaram uma dose, não concretizaram o esquema vacinal. A vacina salvou muitas vidas", salienta.

Na data que marca o aniversário do início da campanha de vacinação contra a covid, Cecé reforça, ainda, que é o momento de as pessoas não pensarem em si próprias, mas nos outros. "A gente está protegendo é a nossa família, o filho que ainda não vacinou, a mãe que é idosa e do grupo de risco, a irmã hipertensa", diz, enfatizando que, agora, com a vacinação das crianças de 5 a 11 anos, os país ou responsáveis devem levar os pequenos aos postos de saúde para a aplicação da dose.

"Agora com a vacinação completa, só não dá para ir para o abraço, mas chego lá", garante Cecé. Clique aqui e confira o depoimento de Cecé.

Crianças

Quase um ano depois do início da vacinação contra a covid em Minas, foi a vez do garotinho Miguel Bittencourt, de 10 anos, morador de Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ser a primeira criança de 5 a 11 anos a tomar a vacina no estado. Mais uma vez, o governador Romeu Zema fez questão de acompanhar o momento e incentivar a imunização. A expectativa é que 1,8 milhão de crianças sejam imunizadas no estado.

Proteção

O secretário de Estado da Saúde de Minas Gerais, o médico Fábio Baccheretti, comemora o avanço da imunização no estado e faz uma apelo às pessoas que ainda não se vacinaram para que o façam o mais rápido possível. Ele lembra que a vacinação começou em 18 de janeiro de 2021 de forma lenta com a CoronaVac e, posteriormente, com a AstraZeneca também.

"Por isso, vicenciamos uma nova cepa, que era a Gama, que foi um terror em março e abril do ano passado, com muitos óbitos diários. Ultrapassávamos 400 mortes diárias, era uma tristeza muito grande. E, apesar de assustador o número de casos novos agora, a gente tem a vacina. Percebemos claramente que não vamos passar nem perto do que vivemos naquela época", observa. "Então, temos que comemorar", enfatiza.

Baccheretti salienta que é necessário acabar com o discurso de achar que é uma vacina experimental, já que é testada em três fases. "É uma tecnologia que tem que ser comemorada. E temos que celebrar a vacina a todo momento. Então, quem ainda não tomou a vacina, que a tome agora. Quem não tomou o reforço, que são quase 3 milhões de pessoas, que tome o seu reforço, pois só assim você vai se proteger. E nossas crianças de até 11 anos, graças a Deus chegou a hora. Papai, mamãe, todo familiar que puder levá-las, leve logo, para a gente virar essa página de vez".

O secretário de Saúde ressalta ainda que, embora uma variante como a Ômicon seja muito infectante, há uma projeção muito positiva com uma boa imunização. "A vacina é a solução. E quem não vacinou e já pode se vacinar, tome a sua dose", reforçou.

Vacinômetro

Dados do vacinômetro em Minas mostram que o estado já recebeu até agora do Ministério da Saúde 40.048.859 doses de vacina da covid. Além disso, o estado atingiu a marca de 87% da população acima de 12 anos com as duas doses ou dose única. E 21% já receberam o reforço.

Para alcançar esses números, também foi fundamental o apoio logístico e operacional das Forças de Segurança do Estado. Por determinação do governador Romeu Zema, todas as aeronaves, aviões e helicópteros foram mobilizados para ajudar a abastecer as 28 regionais de Saúde com a maior agilidade possível, inclusive em áreas rurais, comunidades quilombolas e indígenas dos 853 municípios mineiros.

Minas Gerais quer vacinar 1,8 milhão de crianças contra a covid até o fim de março

Expectativa é que o estado receba, neste mês, 370 mil doses para o público entre 5 e 11 anos.

O Governo de Minas já está preparado para receber e fazer a distribuição das vacinas contra a covid-19 para o público infantil. A previsão é a de receber 370 mil doses ainda neste mês. A chegada das primeiras remessas está prevista para os dias 13, 20 e 27/1. A informação foi divulgada pelo secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti, durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (6/1) na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.

De acordo com o secretário, o universo de crianças de 5 a 11 anos em Minas é da ordem de 1,8 milhão. A expectativa é a de que todas elas recebam a primeira dose do imunizante até o final de março. "Espero que pais e responsáveis levem as crianças para vacinar contra a covid. Não há nenhuma dúvida em relação à segurança da vacina e não haverá nenhum tipo de documento obrigatório, como prescrição médica", alertou Baccheretti.

Créditos: Fábio Marchetto/SES

Solução

Segundo dados do Vacinômetro, Minas ultrapassou a marca de 85% das pessoas com 12 anos ou mais com as duas doses ou dose única. Já o reforço foi tomado por 16,46%. No entanto, muitos mineiros ainda estão com o cartão vacinal atrasado.

"Minas está entre os estados que melhor vacinou a população, com mais de 35 milhões de doses aplicadas. E temos doses disponíveis para toda a população acima de 12 anos. É importante que todos tomem a vacina quando chegar a sua vez", afirmou.

Segundo ele, um estudo da SES demonstrou que o risco de alguém que não se vacinou pegar a doença e vir a óbito é 11 vezes maior que aquela pessoa que tomou as duas doses. "Ou seja, quem não tomou a vacina não tenha dúvida: tome a vacina, porque é a única solução para a pandemia", disse.

Pandemia

Sobre o cenário da pandemia em Minas, Fábio Baccheretti explicou que, apesar do avanço rápido da Ômicron, existe uma tendência de redução de casos graves e de óbitos causados por covid-19, mais uma prova da eficácia da vacina.

"No entanto, teremos uma tendência de aumento de novos casos, especialmente por causa das aglomerações de final de ano, maior incidência Ômicron, que é mais transmissível, e em função do relaxamento das medidas de cuidado, como o uso de máscaras. Não é hora de baixar a guarda. Tudo isso vai passar", ressaltou.
Gripe Sobre o aumento do número de casos de gripe, Fábio Baccheretti explicou que trata-se de um adiantamento da sazonalidade da doença. Segundo ele, a expectativa era de um cenário em fevereiro e março, mas que antecipou para dezembro e janeiro.

"A gripe não mudou o seu cenário em relação a letalidade e gravidade. Continuamos internando, proporcionalmente, poucas pessoas. Mas é importante ressaltar que os cuidados com a gripe e a covid são os mesmos, como o uso de máscaras e higienização das mãos. Quem tiver sintomas gripal deve buscar, preferencialmente, o posto de saúde e evitar as urgências para que aqueles locais estejam preparados para receber os casos mais graves", disse.

Antes de ontemNotícias ESP-MG

Regional de Itabira realiza o 1º ciclo de formação de tutores do projeto Saúde em Rede

A expansão do projeto para o restante do estado acontece por meio da parceria entre SES-MG e a ESP-MG.

A Regional de Saúde de Itabira, por meio da Coordenação de Atenção à Saúde, realizou nos dias 14 e 15/12, no auditório da Fundação Itabirana Difusora do Ensino (FIDE), o primeiro encontro de formação de tutores municipais do programa Saúde em Rede. O evento foi direcionado aos Tutores Municipais da Atenção Primária à Saúde (APS) e Atenção Ambulatorial Especializada (AAE) dos municípios das microrregiões de Guanhães, Itabira e João Monlevade.

Este é um projeto estratégico do Governo de Minas, por meio de parceria da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), apoiado pelo Conselho de Secretarias Municipais de Saúde Minas Gerais – (COSEMS/MG), executado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, realizado no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

Lucilene Oliveira Constâncio, representante do Cosems na Regional Itabira destacou a importância da participação dos tutores em todos os encontros formativos presenciais. "Isso é de grande importância para o sucesso do projeto, além de ser uma excelente oportunidade de qualificação da assistência à saúde da população do seu município".

Saúde em Rede
O Saúde em Rede tem como objetivo estruturar as Redes de Atenção com a transformação do atual modelo hierárquico - que tem o hospital como centro dos atendimentos - para dar lugar à gestão integrativa, na qual a Atenção Primária é ordenadora dos cuidados em saúde, além de qualificar os processos assistenciais com o intuito de promover uma assistência à saúde ainda mais adequada ao cidadão.

Para isso, o projeto propõe a implementação de processos de Educação Permanente em Saúde (EPS) para ampliar as capacidades das equipes da Atenção primária à Saúde e da Atenção Ambulatorial Especializada de analisarem seus processos de trabalho e reorganizá-los com foco nas necessidades dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

O Projeto foi iniciado em 2019, em sua etapa piloto, para os 29 municípios da macrorregião Jequitinhonha. Aquela etapa teve a condução da SES/MG, com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e do Hospital Israelita Albert Einstein, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, do Ministério da Saúde.

Já a expansão do projeto para o restante do território mineiro acontece por meio da parceria entre SES e a Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), sendo que a Escola, em razão de sua experiência na formação dos trabalhadores do SUS, está responsável pelo desenvolvimento dos projetos educacionais, bem como do acompanhamento das etapas, junto aos participantes da Oficina.

Minas Gerais reduz intervalo para dose de reforço com a Pfizer

A recomendação do Estado é para que a dose de reforço da Pfizer seja administrada quatro meses após a segunda dose.

Foi publicada no Diário Oficial de Minas Gerias de 17/12 a deliberação CIB-SUS/MG Nº 3.680, que aprova a redução no intervalo da dose de reforço da vacina Pfizer. A partir desta segunda-feira (20/12), o imunizante poderá ser administrado quatro meses após a última dose do esquema vacinal primário. Antes, esse prazo era de cinco meses.

A redução está permitida quando houver doses da vacina Pfizer com prazo de vencimento, por descongelamento, inferior a 15 dias e impossibilidade de remanejamento das doses entre municípios vizinhos.

A medida tem o objetivo de avançar com a maior operação de vacinação já realizada no estado, bem como ampliar a cobertura vacinal contra a covid-19 entre a população mineira.

Créditos: Gil Leonardi/Imprensa MG

A diminuição do prazo também é uma estratégia preventiva diante da confirmação de casos da variante Ômicron (B.1.1.529) no Brasil, inclusive em Minas Gerais, como explica a coordenadora Estadual de Imunização, Josianne Dias Gusmão.

"O estado possui a maior malha rodoviária do país e, com o aumento das viagens, a circulação de pessoas também será mais intensa, possibilitando a transmissão do vírus da covid-19 e das variantes de atenção. Diante da não obrigatoriedade, até o momento, da apresentação de comprovação de esquema vacinal completo para os viajantes, se faz necessário a adoção de medidas de intensificação da vacinação, a exemplo do ocorrido na Europa, como a antecipação da aplicação da dose de reforço da vacina", reforçou.

Atualmente, há cerca de 3 milhões de doses da Pfizer disponíveis nos 853 municípios. Cada cidade tem autonomia para estabelecer estratégias para o calendário de vacinação, conforme a realidade local.

O Governo do Estado tem orientado os municípios para realizarem a busca ativa dos grupos elencados para a imunização e recomendado a realização de estratégias que extrapolam as salas de vacinas, como a vacinação extramuros em serviços de saúde, escolas, universidades; realização de busca ativa de faltosos pelas equipes de Saúde da Família; extensão do horário de funcionamento das salas de vacina e reforço das estratégias de divulgação para a população do planejamento da vacinação no município.

Vacinação em Minas

Até o momento (20/12), segundo dados do Vacinômetro, Minas Gerais já recebeu 39.720.009 doses de vacinas contra covid-19. Desse total, já foram aplicadas 16.571.825 como D1, 14.576.042 como D2, 494.209 como dose única e 2.282.971 como dose de reforço.

Josianne Gusmão lembra que só com o esquema completo é possível reduzir a transmissão da covid-19 e evitar a forma grave da doença. "É importante destacar para a população que as pessoas que não completaram o esquema vacinal ficam mais vulneráveis à infecção pelo coronavírus, elevando tanto o risco individual quanto o coletivo, uma vez que além de correrem o risco de adoecer também contribuem para a circulação do vírus, pois podem infectar outras pessoas vulneráveis. E tanto a segunda dose quanto a dose de reforço são fundamentais para evitar aumento de casos e garantir proteção coletiva", explica.

URS-Uberlândia promove mostra de supervisão em Saúde Mental

A trabalhadora da ESP-MG, Ana Regina Machado, participou da mostra de trabalhos da supervisão clínico-institucional da RAPS da regional de Uberlândia.

Com objetivo de melhorar o atendimento aos usuários do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) e garantir a articulação da rede assistencial, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) publicou, em 2020, a Resolução nº 7168, que garante incentivo financeiro para os municípios contratarem supervisores clínicos-institucionais.

Na área de abrangência da Unidade Regional de Saúde (URS) de Uberlândia há oito municípios que se enquadram nos requisitos da norma, totalizando quinze Caps. Há serviços que estão iniciando a supervisão e outros estão em etapas intermediárias ou mesmo finalizando o projeto que tem a duração de um ano. Para compartilhar as conquistas e dificuldades, a URS-Uberlândia promoveu uma mostra de trabalhos da supervisão clínico-institucional da Rede de Atenção Psicossocial (Raps).

Arte: Lílian Cunha

A apresentação das vivências ocorreu em dois momentos: microrregião de Patrocínio/Monte Carmelo no dia 9/12 e microrregião de Uberlândia/Araguari no dia 16/12. Houve a participação das equipes e supervisores envolvidos no projeto regional e referências estaduais e municipais em Saúde Mental de várias outras regiões de Minas Gerais.

A diretora de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas da SES-MG, Lírica Salluz Mattos Pereira, participou da abertura e ressaltou que a supervisão clínico-institucional é uma estratégia que a SES-MG efetivou para fortalecer a Raps nos territórios. "O intuito é que toda a rede de saúde discuta e realize as articulações e intervenções necessárias para a qualificação do cuidado na assistência em Saúde Mental, garantindo um melhor atendimento ao usuário", disse.

A diretora ainda complementou sobre a possibilidade de fazer uma mostra estadual promovida pela SES-MG, Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) e Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems-MG). "Vamos discutir no grupo técnico a realização de um momento que contempla experiências de todas as regiões", finalizou.

Ana Regina Machado, doutora em saúde coletiva e trabalhadora da ESP-MG, pontuou a parceria entre SES-MG e ESP-MG para a educação permanente em saúde dos profissionais. "A supervisão é um espaço formativo, em que as práticas cotidianas são colocadas em análise, discutidas e novas estratégias são construídas de forma coletiva. O compartilhamento das experiências é uma riqueza em que todos saem ganhando."

A referência técnica regional em Saúde Mental, Maria Lúcia dos Reis, comentou que o projeto de supervisão e intervenção qualificada veio durante a pandemia e os municípios estão tendo a oportunidade de transformar o momento em oportunidade. "Com a supervisão, as equipes estão tomando novo fôlego para reestruturar os serviços que necessitam ser adaptados neste novo contexto."

O município de Monte Alegre de Minas completou um ano de supervisão clínico-institucional na Raps e apresentou os avanços conquistados pela equipe. "Estamos articulando melhor com o Pronto Atendimento e Unidades Básicas de Saúde, buscamos ampliar os atores-intersetoriais envolvidos no processo, ouvimos dos pacientes o que eles querem e priorizamos a humanização do atendimento", destacou a coordenadora municipal do Caps, Maria José Fonseca Parreira.

Após a intervenção clínico-institucional, Monte Alegre de Minas criou o protocolo municipal de fluxo para serviço de urgência e Saúde Mental para melhor otimização da rede. Para Ricardo Dias da Silva, enfermeiro da equipe do Caps de Patrocínio, a supervisão trouxe mudanças em sua vida pessoal e profissional. "Melhorou a cooperação entre a equipe e a abordagem aos pacientes e seus familiares".

Regional de Saúde de Manhuaçu capacita tutores dos municípios para expansão do projeto Saúde em Rede

A expansão do projeto para todo o estado acontece por meio da parceria entre SES e ESP-MG, que contribui com a parte metodológica, apoio e suporte aos profissionais.

Na última quarta-feira (15/12), foi iniciado no auditório da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Manhuaçu, o primeiro encontro formativo de tutores municipais do programa Saúde em Rede. Estiveram presentes profissionais de saúde dos 23 municípios da microrregião de Saúde de Manhuaçu e dos 11 municípios que compõem a microrregião de Carangola.

O programa Saúde em Rede é uma iniciativa do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), em parceria com o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (CONASS) e Hospital Israelita Albert Einstein e tem como objetivo organizar as redes de atenção à saúde, desde a Atenção Primária à Atenção Hospitalar.

"A SES está trabalhando as novas políticas de Saúde e isso inclui a implantação desse programa que proporciona a reorganização de todos os níveis da assistência, como Atenção Primária, Atenção Especializada e Atenção Hospitalar. Serão oito encontros de formação, aqui na SRS-Manhuaçu, ao longo de 12 meses e esses tutores irão desenvolver o projeto em seus municípios. É importante destacar que o nosso território foi contemplado recentemente com o Valora Minas e a implantação da Rede de Urgência e Emergência", detalhou Juliana Mariano, coordenadora do Núcleo de Atenção à Saúde da SRS-Manhuaçu.

O superintendente regional de Saúde de Manhuaçu, Juliano Estanislau Lacerda, explicou que o Saúde em Rede fortalece a Atenção à Saúde. "É um trabalho de articulação entre a Atenção Primária e a Atenção Especializada e essa capacitação vem para melhorar ainda mais as habilidades profissionais dos técnicos dos municípios, sempre com foco na melhoria do atendimento aos usuários do SUS" finalizou o superintendente.

Já o técnico de enfermagem do município de Divino, Angelino Flávio de Oliveira, selecionado pela gestão municipal para participar da formação, destacou como de extrema importância a iniciativa da SES-MG com a implantação do programa. "Essa reorganização da Saúde é importante, tivemos a oportunidade de conhecer mais detalhes e orientações sobre os principais fundamentos do Saúde em Rede e agora é colocar em prática todas essas orientações", declarou o técnico, que disse estar ansioso para iniciar os trabalhos em seu município.

Saúde em Rede
O Projeto Saúde em Rede tem como objetivo estruturar as Redes de Atenção com a transformação do atual modelo hierárquico - que tem o hospital como centro dos atendimentos - para dar lugar à gestão integrativa, na qual a Atenção Primária é ordenadora dos cuidados em saúde, além de qualificar os processos assistenciais com o intuito de promover uma assistência à saúde ainda mais adequada ao cidadão.

Para isso, o projeto propõe a implementação de processos de Educação Permanente em Saúde (EPS) para ampliar as capacidades das equipes da Atenção Primária à Saúde (APS) e da Atenção Ambulatorial Especializada (AAE) de analisarem seus processos de trabalho e reorganizá-los com foco nas necessidades dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

O projeto Saúde em Rede teve início em 2019, em sua etapa piloto, para os 29 municípios da macrorregião Jequitinhonha. A etapa teve a condução da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e do Hospital Israelita Albert Einstein, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (SUS), do Ministério da Saúde.

Regional de Saúde de Juiz de Fora promove a Primeira oficina de implantação do Projeto Saúde em Rede

O projeto acontece por meio de uma parceria entre SES-MG e ESP-MG e tem como objetivo organizar as redes de atenção à saúde.

A Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Juiz de Fora, por meio da Coordenação de Atenção à Saúde, realizou nos dias 15 e 16/12 a primeira oficina de implantação do Projeto Saúde em Rede com os tutores municipais da Atenção Primária à Saúde e da Atenção Ambulatorial Especializada dos 37 municípios de sua jurisdição. O objetivo do projeto é organizar as redes de atenção à saúde, desde a Atenção Primária, passando pela Atenção Especializada e Hospitalar, a fim de promover um melhor serviço para a sociedade e gerar mais valor ao cidadão.

O Saúde em Rede é um projeto estratégico do Governo de Minas Gerais, voltado para as equipes de saúde, com o propósito de desenvolver e aperfeiçoar as rotinas de trabalho das Unidades de Saúde. Toda a organização do projeto visa planejar e (re) organizar a Atenção à Saúde sempre com o foco nas necessidades dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Créditos: Adriana Mendes

No âmbito municipal, os gestores de saúde indicam os tutores que serão capacitados para atuar como ativadores de Educação Permanente em Saúde (EPS). Após essa etapa, eles poderão conduzir as Oficinas Tutoriais nos municípios e desenvolver atividades práticas no território, fomentando a discussão e as práticas na equipe e na organização do trabalho na Unidade Regional de Saúde.

As pautas discutidas pela coordenadora de Atenção à Saúde, Leticia Carvalho e das referências técnicas Thais Soranço, Atenção Primária à Saúde e Isis Nani, e-sus APS foram: apresentação do projeto Saúde em Rede, suas estratégias de monitoramento e os espaços de governança; discussão dos conceitos de Educação Permanente em Saúde (EPS) e de Educação Continuada (EC), com destaque para suas semelhanças e suas diferenças; papel do tutor como ativador de EPS; importância do trabalho em equipe e colaborativo no âmbito da rede de atenção à saúde; organização do SUS em redes de atenção à saúde; papel da Atenção Primária à Saúde e da Atenção Ambulatorial Especializada nas redes de atenção à saúde; atividades de dispersão no projeto Saúde em Rede; gestão acadêmica no projeto Saúde em Rede; modelo de Construção Social da APS; diagnóstico da Rede de Atenção à Saúde e planejamento das Oficinas Tutoriais nas Unidades Laboratório.

Letícia Carvalho pontua a relevância do projeto: "É com imenso prazer que demos início a este projeto em nossa região, pois o mesmo será de grande importância para discutir e problematizar os processos de trabalho nas Unidade de Saúde, fortalecer o trabalho em equipe na rede de atenção e melhor atender às necessidades da população" conclui.

Secretaria de Saúde intensifica campanha para reforço da vacinação contra covid-19

Secretário Fábio Baccheretti alerta para a importância do esquema vacinal completo para prevenir o avanço da nova variante ômicron.

Em coletiva de imprensa realizada na Cidade Administrativa nesta segunda-feira, 13/12, o secretário de Estado de Saúde anunciou que o governo de Minas Gerais vai lançar nos próximos dias uma campanha para que a população complete e reforce o esquema vacinal contra a covid-19. O objetivo é prevenir casos da variante ômicron (B.1.1.529) em Minas Gerais.

A cepa já teve 12 casos confirmados no Brasil, nenhum em Minas Gerais. De acordo com estudos preliminares, a ômicron possui maior infectividade, e a eficácia da vacina é maior em quem estiver imunizado com a dose de reforço – atualmente administrada em Minas Gerais a quem completou o esquema vacinal com duas doses há pelo menos cinco meses.
Baccheretti informou que há quatro casos suspeitos da variante no estado. São dois homens e duas mulheres que chegaram recentemente da África, sendo que duas vieram da África do Sul, uma de Gana e outra de Moçambique.

Os quatro testaram positivo para covid-19 e, seguindo os protocolos sanitários, foram coletadas amostras para sequenciamento genético e identificação da cepa. Os materiais coletados estão sendo processados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) e a previsão é que seja possível identificar a variante, em até sete dias. Os casos já foram comunicados ao Ministério da Saúde e os pacientes estão em isolamento domiciliar.

Crédito: Fábio Marchetto

"Diante da nova variante ômicron, que ainda não está em nosso estado, mas vai chegar em algum momento, estudos prévios parciais demonstram que a dose de reforço dá uma capacidade imunológica muito maior às pessoas", afirma o secretário, destacando que a imunização completa reduz também a chance de internação hospitalar.

Baccheretti conclamou a população que ainda não tomou as duas doses da vacina a procurar a unidade básica de saúde e se imunizar. "Temos vacinas disponíveis em Minas Gerais, distribuídas para todos os municípios, e nós temos mais doses, caso algum município precise. Agora precisamos fazer essa grande campanha antes que a ômicron chegue em nosso estado com força, o que deve acontecer no país como um todo", alertou.

O secretário pontuou o avanço da cobertura vacinal em Minas, que conta com mais de 33 milhões de doses aplicadas, imunizando 91,25% da população de 12 anos ou mais com ao menos uma dose, e 81,31% desse público alvo com a segunda dose ou dose única. Os índices da segunda dose registraram uma aceleração significativa graças à estratégia de redução do intervalo para 21 dias. A partir da avaliação dos impactos da ômicron, Minas Gerais também estuda reduzir o intervalo para a dose de reforço de cinco para quatro meses.

Outra importante estratégia que poderá ser adotada nas próximas semanas é a imunização de crianças de 5 a 11 anos de idade. Baccheretti destacou que a decisão depende da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que deve emitir um parecer no sábado (18/12) com a autorização da aplicação da vacina contra a covid-19 para esta faixa etária.

Situação
O secretário de Saúde destacou que, atualmente, a pandemia em Minas Gerais está controlada, com baixos índices de circulação do vírus, que fizeram o estado completar três meses com todas as macrorregiões na Onda Verde, do plano Minas Consciente. Há também queda consistente nos números de casos e óbitos por covid-19. Na última semana, o estado registrou o menor número de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) desde abril do ano passado.

Além disso, na avaliação por cidades, 633 dos 853 municípios mineiros não registraram óbitos por covid-19 no último mês, e 702 não tiveram mortes pela doença nos últimos 15 dias. São 572 os municípios com até 50 casos por 100.00 habitantes e 479 cidades tiveram até 30 casos por 100 mil habitantes.

"Hoje a pandemia está controlada no estado. Nós temos uma transmissão baixa, em níveis pré-abril do ano passado. Nós temos um controle com a variante delta, a mesma variante que está causando a quarta onda na Europa, mas da mesma forma a Europa estava com a pandemia controlada em setembro", analisa Fábio Baccheretti. Ele aponta a necessidade de aprender com o exemplo do continente para evitar que a situação saia do controle.

"Na Europa poucos países fizeram o reforço da sua população geral. Nós já iniciamos esse reforço, e já temos doses suficientes para reforçar todos que já têm cinco meses da segunda dose. Quem não tomou seu reforço, que o tome de forma imediata, para que quando chegar o período sazonal, de fevereiro para março, a gente não tenha essa capacidade de replicação do vírus como temos lá hoje", adverte.

Projeto da SES-MG é premiado pelo Ministério da Saúde

Iniciativa da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência foi finalista do prêmio Viver sem Limite.

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) foi premiada pelo Ministério da Saúde por um projeto que organiza o atendimento de reabilitação a pacientes que tiveram sequelas após a infecção por covid-19, e os enquadra na condição temporária de pessoa com deficiência. A honraria foi concedida à Coordenação de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência (CASPD) da SES-MG, na 1ª edição do prêmio Viver sem Limite, realizada nessa quarta-feira (8/12), em Brasília.

Em cerimônia que contou com a presença do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, foram reconhecidas cinco iniciativas desenvolvidas no país por profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS), de equipes que compõem a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD). Foram agraciadas experiências que apresentaram melhorias do acesso à população e organização do cuidado à saúde da pessoa com deficiência, como o projeto "Reabilitação Pós-Covid" da CASPD, que permitiu ao estado articular com Unidades Regionais de Saúde (URS), municípios e universidades uma política de cuidados a pacientes que tiveram sequelas clínicas e funcionais após se recuperarem da infecção por covid-19.

A iniciativa da SES-MG organizou projetos como pranchas de comunicação alternativa a pacientes com dificuldade de se expressarem como consequência do SARS-CoV-2, bem como a ação estratégica Cuida de Minas, além de outros projetos informativos sobre identificação de sintomas pós-covid e cuidados no acolhimento a esses pacientes.

Créditos: Walterson Rosa

Para o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, o prêmio do Ministério da Saúde consagra um esforço integrado dos diversos setores da secretaria no combate à pandemia de covid-19. "É o reconhecimento ao bom trabalho desenvolvido por todos os trabalhadores da Secretaria, em especial à equipe da Coordenação de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência (CASPD), que começou ainda no auge da pandemia", comentou o secretário.

Além de ajudar a promover a integralidade dos cuidados aos pacientes recuperados da covid-19 nos 853 municípios mineiros por meio das Redes de Atenção à Saúde, o projeto "Reabilitação Pós-Covid" também envolve a contribuição com a comunidade científica. "O prêmio possibilita a expansão do conhecimento sobre a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência na saúde pública de Minas Gerais, pois abre uma possibilidade de levar a mais pessoas a importância do tema, tanto para a população em geral, quanto para profissionais e gestores de saúde", destaca Renata Cardoso Pereira Vaz, coordenadora do CASPD, que recebeu, juntamente com a equipe da SES-MG, o prêmio das mãos do secretário Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (SNDPD/MMFDH), Cláudio Panoeiro.

Referência técnica da área na CASPD, Roberta Nunes Mourão da Cunha Pereira destaca as parcerias com Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal de Uberlândia (UFU), conselhos de classes profissionais (CREFONO-6 e CREFITO-4), a Escola de Saúde Pública do estado de Minas Gerais (ESP-MG), profissionais da assistência e da gestão dos municípios, via Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems-MG). "Essas parcerias nos permitiram desempenhar um trabalho técnico diante de um contexto de descobertas", analisa Roberta.

>Conheça mais sobre o projeto Reabilitação pós-covid, clicando aqui.

Projetos mineiros
O Ministério da Saúde recebeu a inscrição de 93 projetos para o prêmio Viver Sem Limite, dos quais 33 são de Minas Gerais. Ao todo 12 projetos chegaram à segunda etapa e cinco foram premiados, entre eles três de Minas Gerais. Além da iniciativa da CASPD, estão entre os premiados "Intervenção precoce nas pessoas com deficiência em Contagem", do Centro Especializado em Reabilitação (CER) IV Contagem, gerido pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Belo Horizonte (Apae-BH), e "A Rede da Saúde Auditiva na Zona da Mata de Minas Gerais", do Hospital Evandro Ribeiro, em Juiz de Fora, na Zona da Mata.

Os demais foram "Transformando vidas", do Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi, de Macaíba, no Rio Grande do Norte, e "Atenção Multiprofissional Qualificada e Humanizada à Pessoa com Deficiência" do CER IV, da Fundação Altino Ventura, em Recife, no Pernambuco.

Outros cinco projetos mineiros também figuraram entre os 12 pré-selecionados: "Cinoterapia" (CER II – Apae de Sete Lagoas), "Reabilitação Pós-Covid: Desafios e Superações" (CER Diamantina - Irmandade Nossa Senhora da Saúde), "Possibilidades e Efetividade do Atendimento Domiciliar na Perspectiva de uma Equipe Multidisciplinar na Atenção Secundária" (CER II - Apae de São Lourenço), "Avanços e Organização na Rede de Cuidados à Pessoa Ostomizada" (CER III – Apae de Janaúba) e "Construção Coletiva da Regulação" (Secretaria Municipal de Nova Lima).

Walterson Rosa

Plano Viver sem Limite

Os premiados foram selecionados por meio de um edital de Boas Práticas no SUS, lançado em setembro pelo Departamento de Atenção Especializada e Temática (Daet) da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (DAET/SAES) do Ministério, para comemorar os 10 anos do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite. O programa foi criado em 17 de novembro de 2011, com o intuito de garantir acesso, inclusão, acessibilidade, saúde e cuidados às pessoas com deficiência, com ações estratégicas para identificação precoce da deficiência, diagnóstico, tratamento e reabilitação.

Na cerimônia, o ministro Marcelo Queiroga celebrou uma década do plano e os benefícios à população, em alusão às iniciativas premiadas. "Isso que nós vimos hoje é o SUS do dia a dia, nada que venha fora desse escopo trará políticas sustentáveis. O SUS é uma ferramenta fundamental para que esses direitos sejam implementados".

Ainda segundo Queiroga, essas iniciativas são responsáveis por resgatarem princípios da vida dos pacientes. "Todos os centros especializados de reabilitação têm o mesmo propósito, que é conferir dignidade para aqueles que buscam essas instituições. O Estado brasileiro consagrou a dignidade da pessoa humana como o princípio básico da democracia. O direito à vida e o direito à liberdade são indissociáveis. Isso é viver sem limite", complementa.

ESP-MG iniciou curso de atualização para técnicos em enfermagem com foco nas doenças crônicas não transmissíveis

As aulas começaram em 16 de novembro e a previsão é que o primeiro módulo do curso seja concluído em 15 de dezembro.

Conforme dados de 2020, do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), o contexto epidemiológico do estado de Minas Gerais apresenta as doenças crônicas não transmissíveis como a principal causa de mortalidade e como a segunda razão de internações hospitalares. Considerando essa realidade, a Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), por meio da Coordenação de Promoção Cuidado e Vigilância em Saúde (CPCVS) desenvolveu o curso de Atualização Pós-Técnica em Enfermagem em Doenças Crônicas não Transmissíveis, que iniciou sua primeira turma no dia 16 de novembro deste ano.

O objetivo dessa formação é qualificar técnicas/os de enfermagem para compreensão e atuação no cuidado às doenças crônicas não transmissíveis, considerando a assistência humanística e ética e a integralidade da saúde. O curso tem carga horária de 180 horas e as aulas acontecem de forma remota.

Entre os conteúdos abordados pelos docentes estão as políticas públicas de saúde, o papel do técnico de enfermagem no SUS, o processo de trabalho de enfermagem em doenças crônicas não transmissíveis e outros temas relevantes para a formação profissional.

De acordo com o Analista em Educação e Pesquisa em Saúde da ESP-MG, enfermeiro e Coordenador técnico do curso, João André Tavares, essa atualização é destinada aos técnicos de enfermagem e segue as diretrizes do Projeto de Formação e Melhoria da Qualidade de Rede de Saúde (QualiSUS-Rede) do Ministério da Saúde, tendo como referência as especializações técnicas de nível médio em enfermagem. O foco nas doenças crônicas está relacionado às quatro áreas prioritárias do Ministério de Saúde para a atenção à saúde: doenças crônicas, saúde materna neonatal e lactente, urgência e emergência, atenção psicossocial.

João Tavares também ressalta que há uma demanda constante por qualificação dos profissionais técnicos de nível médio atuantes no SUS, com destaque para os profissionais de nível médio da enfermagem, que representam mais de 70% da categoria. Por outro lado, apesar da necessidade deste tipo de capacitação, há ainda uma oferta reduzida para este público e quando ocorre, nem sempre atende às necessidades dos trabalhadores, que muitas vezes têm uma alta carga de trabalho. "Assim, sempre que oportuno é importante ofertar e incentivar a participação em qualificações profissionais", enfatizou o coordenador.

Expectativas e aprendizados
O desejo de se preparar melhor e aprender cada dia mais, foi o que motivou a técnica em enfermagem Marília de Mello Falcão, aluna do curso, a procurar a capacitação. Marília conta que sua história com a saúde vem de muito tempo. Ela foi criada por uma tia, auxiliar de enfermagem, que atuou no Hospital das Clínicas da UFMG por 34 anos, local onde Marília frequentava muito, especialmente em suas férias escolares, e onde nasceu a vontade de cuidar de outras pessoas. Já adulta, embora Marília tivesse iniciado um curso de Letras na UFMG, a vontade de atuar na área de saúde foi mais forte e acabou optando por fazer um curso de auxiliar de enfermagem e posteriormente fez a complementação para técnica.

Moradora de Belo Horizonte, atualmente ela trabalha no Centro de Saúde Marco Antônio de Menezes, na regional Leste. A técnica em enfermagem conta que com a crescente mudança no cenário da saúde, percebeu que é necessário ampliar seus conhecimentos. "Não basta sermos somente aplicadores de técnicas nos diferentes processos dentro da unidade. Venho percebendo a necessidade de me abrir a processos de aprendizagem, acompanhar as mudanças, criar consciência e repassar o aprendizado aos colegas e à comunidade atendida", explicou. Marília Falcão também salienta que as expectativas em relação ao curso estão sendo superadas, "porque está me oferecendo novas reflexões e fortalecendo minha postura diante da minha importância enquanto profissional. Acredito que esse curso de atualização é só o começo. Quero deixar claro aqui o quanto a gente tem percebido, durante o curso, o cuidado, o carinho, o comprometimento de todos os envolvidos em trazer pra nós todas essas reflexões", completou.

Outra aluna que também buscava ampliar seus conhecimentos na temática é a técnica de enfermagem, Zenaide de Almeida Santana, moradora do município de São Romão, na região norte de Minas. Ela é técnica de enfermagem há cerca de 5 anos e já atuou na atenção primária e agora trabalha no hospital municipal da cidade. De acordo com ela, o hospital é de baixa complexidade e os técnicos de enfermagem desenvolvem diversas funções. Zenaide Santana se interessou pelo curso porque percebeu que trata-se de um assunto essencial para sua área de atuação e também pelo fato dela mesma fazer parte do grupo de pessoas com doenças crônicas, por ser hipertensa e querer compreender melhor. "Espero ter acesso há muito mais conhecimentos até o final do curso e tenho certeza que essa capacitação irá contribuir bastante com minha atuação profissional, finalizou.

Sobre o curso
O curso tem carga horária de 180 (cento e oitenta) horas, em formato remoto, on-line, por meio de plataforma de videoconferência e terá duração de 6 (seis) meses, aproximadamente. Esta primeira turma conta com 30 alunos de várias regiões do estado, como a região Central, Norte e Nordeste.

A expectativa é que o aluno, ao concluir o curso, possa trabalhar em uma equipe multiprofissional e seja capaz de atuar com competência para uma prática em saúde em consonância aos princípios do SUS, no atendimento às pessoas com doenças crônicas não transmissíveis, compreendendo, contribuindo e aprimorando o processo de trabalho nos diversos níveis de atenção à saúde.

O curso é composto por três módulos: o Módulo Integrador, Módulo Específico e o Módulo Operativo. O primeiro módulo terá uma carga horária de 45 horas e irá abordar a organização do SUS e a gestão de atenção à saúde e a previsão que seja concluído no dia 15 de dezembro de 2021 e neste módulo todos os docentes são trabalhadores da Escola.

O segundo, será estruturado por duas unidades de estudo e carga horária de 105 horas, contemplando a Promoção da saúde e Organização da rede de atenção à pessoa com Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) e o Cuidado integral às Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). Já o último módulo será mais prático, com um portfólio reflexivo e terá carga horária de 30horas.

Vacinômetro aponta que 90% dos mineiros com 12 anos ou mais já tomaram a primeira dose da vacina contra covid

Secretaria de Saúde reforça pedido para população completar esquema de imunização.

A cobertura vacinal com a primeira dose contra o coronavírus para população mineira que tem 12 anos ou mais atingiu o percentual de 90%. Para aplicação única ou em segunda etapa, o índice já ultrapassou 78%.

Os dados, disponíveis no painel vacinômetro, foram apresentados pelo Comitê Extraordinário Covid-19, grupo de trabalho e acompanhamento da pandemia no estado.

Apesar do avanço da imunização, uma parcela de pessoas ainda não completou o esquema, conforme destacou o secretário-adjunto de Saúde de Minas Gerais, André dos Anjos.

"Mais de 2,5 milhões de pessoas não completaram a vacinação contra a covid no estado. Esse quantitativo pode representar tanto as pessoas que estão com a segunda dose em atraso quanto às doses aplicadas que ainda não foram incluídas no sistema oficial por parte dos municípios. De qualquer maneira, nosso apelo é para que todos procurem um posto para fechar o ciclo de imunização. Só assim vamos diminuir, ainda mais, a circulação do vírus e consequentemente as internações e mortes, alertou."

Outros números da covid em MG

A aceleração da campanha de vacinação segue mostrando uma contínua melhora nos indicadores. A incidência da doença nos últimos 14 dias registrou queda de 44% e manutenção do patamar médio de 25 casos para cem mil habitantes. A título de comparação, na onda roxa, em março deste ano, quando houve uma piora da pandemia, esse número chegou a mais de 370 casos para cem mil habitantes.

Em quatro semanas, os pedidos de internações reduziram 22% em Minas. A ocupação de leitos UTI Sus exclusivos covid está na casa de 18%; enfermaria em 5% (pacientes com coronavírus).

Manutenção da onda verde

Diante do controle da situação epidemiológica, o Comitê Extraordinário Covid-19 manteve todas as 14 macrorregiões de saúde mineiras na onda verde do plano Minas Consciente.

Mas o secretário-adjunto de saúde, André dos Anjos, lembra que é preciso manter todos os cuidados já conhecidos da população para evitar novos surtos no estado.

"Máscara continua sendo acessório indispensável de proteção. Cuidados de higiene, como o uso recorrente de álcool em gel e limpeza das mãos com água e sabão seguem como grandes aliados no combate ao vírus", enfatizou.

ESP-MG promove Webinário e encerra Qualificação voltada para trabalhadores do Sistema Prisional

No Webinário, que integra as atividades do curso de qualificação, os convidados debateram sobre o Direito à Saúde, as alternativas e responsabilidades.

A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) realizou nesta quinta-feira, dia 02/12, às 14h, o Webinário "O Direito à Saúde: Alternativas e Responsabilidades". Este encontro buscou apresentar as alternativas penais e também discutir as responsabilidades no que se refere à oferta dos serviços de saúde.

O Webinário também marcou o encerramento da terceira turma do curso de Qualificação em Saúde para Trabalhadores do Sistema Prisional-MG, que atuam em unidades prisionais que, além da custódia, realizam atendimento médico-hospitalar. A articulação e organização do curso é fruto de uma parceria entre ESP-MG e Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP/MG).

A Coordenadora de Educação e Trabalho em Saúde da ESP-MG e também coordenadora da Qualificação, Anísia Chaves, abriu os trabalhos, dando as boas vindas e reforçou a importância do Encontro e da temática para a saúde pública. Ela também destacou a conclusão da terceira turma da Qualificação, voltada para os trabalhadores do sistema prisional.

Conforme Anísia Chaves, o curso procurou formar profissionais críticos, que sejam capazes de contribuir com a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS), a partir de uma perspectiva intersetorial. Já a Diretora de atenção à saúde do Servidor, da SEJUSP, Vilene Magalhães, enfatizou os esforços e a parceria entre ESP e SEJUSP para a construção e a viabilidade do curso, mesmo com as dificuldades apresentadas no contexto da pandemia da Covid-19.

Debates
Participaram do Webinário: a Supervisora clínica no Programa de Atenção Integral ao Paciente Judiciário Portador de Sofrimento Mental (PAI-PJ/TJMG) e na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS/ PBH), Fernanda Otoni Brisset; o Advogado; Mestre em Promoção da Saúde e Prevenção da Violência e Coordenador Estadual do Programa Fazendo Justiça, Lucas Pereira de Miranda e a Supervisora de Proteção Social do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC)/ Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Nara de Araújo. A conversa foi mediada por Crisane Costa Rossetti, Doutora em Psicologia.

As apresentações iniciaram com Fernanda Otoni Brisset, Supervisora clínica no PAI-PJ/TJMG. Ela falou sobre sua experiência no PAI-PJ, programa que realiza acompanhamento do portador de sofrimento mental que cometeu algum crime. Ela explicou que o Programa busca subverter a lógica de segregação, por uma que busque um tratamento em liberdade.

O Advogado e Coordenador Estadual do Programa Fazendo Justiça, Lucas Pereira de Miranda, apresentou um panorama sobre o sistema prisional brasileiro, em comparação com outros países e falou sobre o direito à saúde no sistema prisional. De acordo com os dados apresentados por Lucas Miranda, atualmente o Brasil possui a 3ª maior população prisional do mundo e a 2ª taxa mais elevada de encarceramento do mundo.

As exposições foram finalizadas por Nara de Araújo, Supervisora de Proteção Social do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC)/ Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela ressaltou que não há como pensar em saúde, sem considerar a cidadania e o contexto de vida das pessoas.

Segundo ela, o programa de proteção social busca lançar um olhar psicossocial para as condições de vida do indivíduo. Nara de Araújo ainda comentou que o perfil predominante das pessoas que passam e estão no sistema prisional é predominantemente composto por pessoas pobres, negras e com baixa escolaridade, o que é um reflexo de um contexto em que as políticas públicas nem sempre são acessíveis a todas as pessoas.

Em seguida, o debate foi aberto para as perguntas dos alunos do curso e participantes do Webinário.

>Para assistir ao Webinário na íntegra, acesse ao Canal da Escola no Youtube: youtube.com/escolasaudepublicamg

O Curso
O curso de Qualificação em Saúde para os trabalhadores do Sistema Prisional MG é uma parceria da ESP-MG com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP/MG). A formação está em sua terceira turma e, devido à pandemia, teve de ser interrompida em 2020, retomando de forma remota, em 2021.

O curso preparou os trabalhadores da SEJUSP-MG para reconhecerem o território de saúde prisional como espaço de promoção e proteção à Saúde para pessoas privadas de liberdade e para a saúde dos trabalhadores, que compartilham com esta população o mesmo ambiente.

ESP-MG encerra série de Webinários que abordou leitos de saúde mental em hospitais gerais

Este Webinário foi o último de uma série composta por três encontros.

A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), realizou nesta quarta-feira, dia 01/12, às 15h, o Webinário "Atenção em leitos de saúde mental em hospitais gerais: compartilhando experiências das RAPS." Este Webinário foi o terceiro e último de uma série, composta por três encontros, que tiveram como tema geral "Leitos de saúde mental em hospitais gerais: quais possibilidades de atenção nas Redes de Atenção Psicossocial (RAPS)?".
O objetivo desses Webinários foi abordar a atenção em leitos de saúde mental em hospitais gerais, buscando identificar suas contribuições para o cuidado às pessoas com sofrimento mental grave ou com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas, a partir das proposições das redes de atenção psicossocial.

>As transmissões foram realizadas via canal do youtube da Escola. Para ter acesso a este e aos demais Webinários, clique aqui e acesse a playlist da série.

Participaram deste Webinário, o Enfermeiro, mestre em Bioética, Referência Técnica em Saúde Mental da Superintendência Regional de Saúde de Pouso Alegre (SES -MG) e professor da UNA Pouso Alegre, Wellinton Moreira Lopes; a Psiquiatra, mestre em Psicologia Social (UFMG) e em Educação Médica (Havana/ Cuba), Maria Angélica Silva Vaccarini e também a Assistente Social, especialista em Saúde Mental e Coordenadora da Equipe de Leitos de Saúde Mental em Carangola/ MG, Gisele de Souza Gomes. O debate foi mediado pela Psicóloga, doutora em Saúde Coletiva e trabalhadora da ESP-MG, Ana Regina Machado.

Família e cuidado em liberdade

Wellinton Lopes, que é Referência Técnica em Saúde Mental da Superintendência Regional de Saúde de Pouso Alegre (SES –MG), comentou que já foram habilitados 165 leitos de saúde mental, em hospitais gerais de pequeno porte, que são mais próximos dos usuários. Ele também falou um pouco sobre as portarias ministeriais referentes aos leitos de saúde mental em hospitais gerais e também sobre o histórico dos leitos em hospitais psiquiátricos e do papel da reforma psiquiátrica. De acordo com ele, a reforma psiquiátrica propôs mudanças de paradigma, principalmente do conceito de saúde mental.

A Psiquiatra e mestre em Psicologia Social e em Educação Médica, Maria Angélica Silva Vaccarini contou sobre sua experiência profissional de mais de 40 anos em hospitais e nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), como psiquiatra e sanitarista. Ela reforçou que é essencial o cuidado em liberdade para os pacientes de saúde mental e também do quanto se mostrou positivo o acompanhamento desses pacientes por um familiar, porque tal prática ajuda na interação desses pacientes com os demais pacientes, que estejam internados por outras especialidades e também porque favorecem o próprio tratamento do paciente de saúde mental.

E a Coordenadora da Equipe de Leitos de Saúde Mental em Carangola/ MG, Gisele de Souza Gomes, encerrou as exposições compartilhando sobre sua experiência no município de Carangola, na zona da mata mineira, em relação aos leitos de saúde mental nos hospitais gerais. De acordo com Gisele de Souza, ela e sua equipe sempre procuram conhecer os pacientes que estejam sendo encaminhados para o hospital, porque é importante saber sobre seu histórico para atendê-los de uma maneira integral. Ela também destacou a importância da participação da família do paciente e da necessidade de todo os profissionais que atuam em um hospital estarem alinhados e saberem lidar com os pacientes.

Leitos de saúde mental
Este encontro fez parte série de Webinários em saúde mental que teve como tema geral "Leitos de saúde mental em hospitais gerais: quais possibilidades de atenção nas Redes de Atenção Psicossocial (RAPS)?". Foram desenvolvidos três encontros virtuais mensais para tratar desse conteúdo, sempre das 15h às 17h, e com transmissão pelo canal da ESP-MG no youtube. O primeiro aconteceu em outubro deste ano, o segundo em novembro e o último nesta quarta-feira, dia 1º de dezembro.

>Para conferir todos os Webinários, clique aqui e acesse a playlist da série.

Dia Mundial da Luta contra a Aids: descoberta precoce e tratamento eficaz permitem que pacientes tenham qualidade de vida

Hospital Eduardo de Menezes, referência no estado, alerta para a prevenção de novos casos.

Aids é a sigla, em inglês, para Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Acquired Immunodeficiency Syndrome). A doença se desenvolve devido à destruição das células de defesa do organismo pelo vírus HIV.

Este ano a doença, que já foi responsável por cerca de 39 milhões de mortes em todo o mundo, completou 40 anos de descoberta. No Brasil, desde o início da epidemia, em 1981, até junho de 2019, 966.058 casos foram registrados. Somente em 2019, foram 43.941 registros. Em Minas Gerais, o Hospital Eduardo de Menezes (HEM), da Rede Fhemig, é a principal unidade de internação de portadores do vírus HIV. Atualmente, cerca de 2,8 mil pessoas se tratam na unidade.

Tratamento

D.I.A, 68, é uma das pacientes. Ela iniciou o tratamento no HEM em 1995, anos depois de descobrir que havia contraído o HIV do marido. "Resolvi fazer o exame porque meu marido começou a apresentar sintomas da Aids. Na época que descobri, não havia tratamento ainda, os remédios estavam em fase de teste. Ver o resultado positivo era como ganhar um atestado de óbito", conta ela, que ficou viúva oito meses depois. "A minha maior preocupação foi a minha filha. Pensava o que seria dela sem pai e mãe, e temia não poder vê-la crescer. Me vi na obrigação de lutar para viver. Hoje, sou a pessoa mais feliz do mundo, com meu neto a caminho", afirma, emocionada.

Para ela, afastada pelos próprios familiares por preconceito, o hospital é como se fosse uma segunda casa. "No Eduardo de Menezes eu tive o carinho, o apoio e o acolhimento que necessitava. Esse é o grande diferencial de lá, quando comparamos com outros lugares. Na unidade tenho amigos, tenho quem me socorra. São muitas lembranças, foram muitos médicos queridos que passaram pela minha vida. O atendimento é excelente. Tem sido uma caminhada muito bonita ao longo de todos esses anos. Me considero uma sobrevivente do HIV".

Preço alto

Para L. S. D., 39, descobrir que estava com o vírus também foi um choque. A confirmação ocorreu em 2012, após a manifestação de alguns sintomas seguidos da realização de uma série de exames. "Tive muita perda de peso, fraqueza, tonteira, vômitos. Quando descobri que estava com HIV, o impacto foi muito grande, como receber uma sentença de morte. A sensação só foi sumindo com o passar do tempo, após iniciar o tratamento e ver que seria possível sobreviver, mesmo tendo o vírus", conta.

Ele acredita que o contágio ocorreu por meio de relação sexual, o que resultou no receio de se relacionar com outras pessoas. "Fiquei mais de um ano sem ter relação sexual com ninguém, pois tinha medo. Hoje em dia, no entanto, informo antes que tenho o vírus antes do ato. Acho importante que a outra pessoa saiba, mesmo tomando todos os cuidados", afirma.

J.G.S., 54, também se infectou por meio sexual sem proteção. Há um ano se tratando, ela faz um alerta para outras mulheres. "Precisamos saber impor as nossas vontades. Mesmo se houver insistência para ter relação sexual sem camisinha, devemos manter a nossa posição e não aceitar. Eles que fiquem na vontade", aconselha.

Ambos também seguem recebendo tratamento e acompanhamento no Hospital Eduardo de Menezes (HEM) e mantêm suas rotinas diárias de atividades. Tomar os devidos cuidados para evitar transmitir o vírus é uma cautela constante. Ainda segundo eles, quase ninguém saiba que são portadores, "afinal o preconceito ainda pode ser muito grande".

HIV hoje

De acordo com o infectologista do HEM, João Gentilini Fasciani de Castro, a maioria dos pacientes graves se encontra nesse estado por desconhecimento do seu diagnóstico ou por abandonarem o tratamento.

Por isso, ele ressalta a importância de realizar o exame anti-HIV com frequência. "Recebemos pacientes em vários estágios da doença. Grande parte sem sintomas. Descobriram possuir o vírus por terem realizado o exame. Ciente da contaminação e com o tratamento adequado, hoje o paciente pode ter uma vida longa e saudável, inclusive ter filhos, e ainda consegue manter sua carga viral indetectável. Ou seja, caso haja uma ruptura no preservativo, ele não transmitirá o vírus", explica.

Ainda segundo o médico, atualmente, o maior número de transmissão de HIV é o sexual, sendo possível também se infectar por meio de ferida no corpo em contato com sangue contaminado ou com o compartilhamento de agulhas. Ou seja, a melhor forma de se prevenir é usando preservativo durante a relação sexual. "A Aids, hoje, é uma doença crônica plenamente tratável, que está há décadas no nosso meio. Mas a divulgação em torno da doença e das formas de prevenção caiu muito. O ideal seria uma conscientização permanente nos grupos populacionais mais afetados pelo vírus. No caso do Brasil, a contaminação é maior em homens adultos que têm relação sexual com outros homens, e em mulheres transexuais. Já em algumas regiões da África, por exemplo, o grupo mais afetado é o de mulheres jovens", analisa o infectologista do HEM.

Soropositivo

Ser portador do vírus HIV, no entanto, não significa ter Aids. A pessoa portadora do vírus é chamada de soropositiva. "Só é denominada Aids quando a pessoa começa a apresentar sintomas de imunodeficiência avançada ou quando suas células de defesa chamadas TcD4 estão abaixo de 200 cell/MM3. No caso, a pessoa com o vírus que não recebe o tratamento adequado evoluirá para Aids. Em média, isso ocorre entre cinco e oito anos no paciente que não se trata, mas varia de pessoa para pessoa", explica o infectologista.

Ainda segundo ele, os sintomas da doença também são muito variados, sendo os mais comuns perda de peso, diarreia crônica, candidíase oral (conhecida popularmente por sapinho) e infecções em diversos órgãos como neurotoxoplasmose, neurocriptococose e pneumonias graves, como a pneumocistose.

Tratamento

A cura da Aids é objeto de estudo em todo o mundo. De acordo com o infectologista do HEM, o tratamento atual é altamente eficaz, com pouquíssimos efeitos colaterais. "O esquema antiviral padrão do Ministério da Saúde é composto de dois comprimidos tomados de uma só vez, uma vez ao dia. A maioria dos pacientes que faz uso do medicamento não sente nenhum efeito e, quando sente, é leve e apenas no início. Monitoramos os possíveis efeitos adversos a longo prazo, no ambulatório, em que temos uma equipe multidisciplinar extraordinária e diversas especialidades médicas", explica João de Castro.

Ele afirma também que existe um tratamento preventivo para pessoas que não têm HIV (PreP), mas se expõem ao vírus. "Esse tratamento reduz a chance da pessoa se contaminar, mas não diminui o risco para outras infecções sexualmente transmissíveis", alerta.

Atendimento

De acordo com a gerente assistencial do HEM, Tatiani Fereguetti, o Serviço de Atenção Especializada (SAE) da unidade é referência para atendimentos em infectologia e dermatologia sanitária e conta com atendimento multidisciplinar, com foco na assistência especializada, na prevenção de outras infecções sexualmente transmissíveis, além da adesão ao tratamento do HIV.

"Desde a década de 1990, tratamos pessoas vivendo com HIV e condições relacionadas à Aids. Somos um importante prestador de serviços ambulatoriais para o município de Belo Horizonte, responsáveis por uma parcela considerável de primeiras consultas de infectologia", explica a gerente assistencial.

As pessoas com demandas relacionadas à infectologia devem agendar a primeira consulta pela Central de Marcação de Consultas (CMC) de Belo Horizonte. É necessário o encaminhamento dos pacientes por meio dos postos de saúde.

Após estarem vinculados ao HEM, todos os retornos são agendados na própria unidade. Além disso, depois das consultas, os pacientes podem se direcionar à farmácia ambulatorial dentro do hospital para buscar os medicamentos antivirais disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), necessários para o tratamento.

Aviso de Licitação - Pregão eletrônico para contratação de serviços de pesquisa e mensuração de clima organizacional

A sessão do pregão acontecerá no dia 14/12, às 10h.

A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) comunica a realização de licitação na modalidade Pregão Eletrônico, número: 1541003 - 35/2021, para contratação de serviços de aplicação de pesquisa e mensuração do clima organizacional e proposição de melhorias.

A sessão do pregão terá início no dia 14/12/2021, terça-feira, às 10h, no site: www.compras.mg.gov.br

Acesse os arquivos do pregão:
>Edital

Dúvidas poderão ser encaminhadas para o e-mail: compras@esp.mg.gov.br

ESP-MG realiza Webinário para debater o direito à saúde no Sistema Prisional

Este Webinário vai marcar o encerramento da terceira turma do curso de Qualificação em Saúde para Trabalhadores do Sistema Prisional.

A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) realizará na próxima quinta-feira, dia 02/12, às 14h, o Webinário "O Direito à Saúde: Alternativas e Responsabilidades". Este encontro tem como objetivo apresentar as alternativas penais e também discutir as responsabilidades no que se refere à oferta dos serviços de saúde.

Além disso, vai marcar o encerramento da terceira turma do curso de Qualificação em Saúde para Trabalhadores do Sistema Prisional-MG, que atuam em unidades prisionais que, além da custódia, realizam atendimento médico-hospitalar.

O Webinário terá como convidados: Fernanda Otoni Brisset; Supervisora clínica no Programa de Atenção Integral ao Paciente Judiciário Portador de Sofrimento Mental (PAI-PJ/TJMG) e na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS/ PBH); Nara de Araújo, Supervisora de Proteção Social do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC)/ Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Lucas Pereira de Miranda; Advogado; Mestre em Promoção da Saúde e Prevenção da Violência e Coordenador Estadual do Programa Fazendo Justiça. A conversa será mediada por Crisane Costa Rossetti, Doutora em Psicologia.

A transmissão será realizada pelo Canal da Escola no Youtube:
youtube.com/escolasaudepublicamg

O evento será aberto ao público e os participantes poderão enviar perguntas aos convidados pelo chat durante a transmissão. Haverá declaração de participação para quem realizar o registro da presença, o link será disponibilizado no início do Webinário.

O Curso

O curso de Qualificação em Saúde para os trabalhadores do Sistema Prisional MG é fruto de uma parceria da ESP-MG com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP/MG). A formação está em sua terceira turma e, devido à pandemia, teve de ser interrompida em 2020, retomando de forma remota, em 2021.

A qualificação preparou os trabalhadores da SEJUSP-MG para reconhecerem o território de saúde prisional como espaço de promoção e proteção à Saúde para pessoas privadas de liberdade e para a saúde dos trabalhadores, que compartilham com esta população o mesmo ambiente.

ESP-MG promove terceiro Webinário da série que aborda os leitos de saúde mental em hospitais gerais

Este webinário será o último de uma série composta por três encontros.

A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), por meio da Diretoria de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas, promoverá na próxima quarta-feira, dia 01/12, às 15h, o Webinário "Atenção em leitos de saúde mental em hospitais gerais: compartilhando experiências das RAPS."

Este Webinário será o terceiro e último de uma série, composta por três encontros, que têm como tema geral "Leitos de saúde mental em hospitais gerais: quais possibilidades de atenção nas Redes de Atenção Psicossocial (RAPS)?".

Irão participar desse encontro, o Enfermeiro, mestre em Bioética, Referência Técnica em Saúde Mental da Superintendência Regional de Saúde de Pouso Alegre (SES -MG) e professor da UNA Pouso Alegre, Wellinton Moreira Lopes; a Psiquiatra, mestre em Psicologia Social (UFMG) e em Educação Médica (Havana/ Cuba), Maria Angélica Silva Vaccarini e a Assistente Social, especialista em Saúde Mental e Coordenadora da Equipe de Leitos de Saúde Mental em Carangola/ MG, Gisele de Souza Gomes. O debate será mediado pela Psicóloga, doutora em Saúde Coletiva e trabalhadora da ESP-MG, Ana Regina Machado.

O webinário será transmitido pelo Canal da Escola no Youtube:
youtube.com/escolasaudepublicamg

Leitos de saúde mental

Este encontro faz parte série de Webinários em saúde mental que tem como tema geral "Leitos de saúde mental em hospitais gerais: quais possibilidades de atenção nas Redes de Atenção Psicossocial (RAPS)?". Foram desenvolvidos três encontros virtuais mensais para tratar desse conteúdo, sempre das 15h às 17h, e com transmissão pelo canal da ESP-MG no youtube. O primeiro aconteceu em outubro deste ano, o segundo em novembro e o último será no dia 1º de dezembro, próxima quarta-feira.

O objetivo desses Webinários é abordar a atenção em leitos de saúde mental em hospitais gerais, buscando identificar suas contribuições para o cuidado às pessoas com sofrimento mental grave ou com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas, a partir das proposições das redes de atenção psicossocial.

ESP-MG divulga lista dos selecionados para o curso “O Cuidado PÓS-COVID-19 na APS”

O curso iria ofertar, inicialmente, 1000 vagas, mas tendo em vista a relevância do tema, irá atender a todos os 1795 inscritos.

A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) divulga nesta sexta-feira, dia 19/11, a lista com os nomes dos candidatos contemplados para participaram do curso "O Cuidado PÓS-COVID-19 na APS", na modalidade Educação a Distância.

Para acessar à lista, clique aqui.

Inicialmente seriam disponibilizadas 1.000 vagas para Profissionais de Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) que atuam, preferencialmente, na Atenção Primária à Saúde (APS). Porém, em razão da importância dessa temática na qualificação dos profissionais de saúde neste momento de pandemia da COVID-19, a ESP-MG ampliou a oferta de vagas, contemplando todos os candidatos que se inscreveram. Ao todo, foram recebidas 1.795 inscrições, oriundas de 415 municípios mineiros.


Início do curso
As Turmas serão disponibilizadas no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), a partir do dia 22/11/2021. As informações de acesso ao curso serão encaminhadas para o e-mail cadastrado no momento de inscrição, de acordo com a data de início de cada Turma.

Vale lembrar que o curso será totalmente online e ficará disponível por 20 dias úteis após a data de início das Turmas.

Para mais informações ou dúvidas sobre o processo seletivo e o curso, entre em contato com a Assessoria de Educação a Distância (AEaD):

>WhatsApp: (31) 3275-1440 ou pelo e-mail: eadespmg.curso01@gmail.com no horário de 08h às 17h horas, de segunda à sexta-feira.

ESP-MG é finalista da 6ª edição do Prêmio Inova Minas Gerais

Instituição concorre na categoria Iniciativas Implementadas com Sucesso, na modalidade inovação em processos organizacionais.

A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) é finalista da 6ª Edição do Prêmio Inova Minas Gerais na categoria Iniciativas Implementadas com Sucesso, na modalidade inovação em processos organizacionais. O projeto desenvolvido pela equipe, Sistema de Software para Inventário da LGPD, foi criado para facilitar o desenvolvimento das atividades relacionadas à Lei de Geral de Proteção de Dados na Instituição.

A votação popular começa hoje, 18/11, e vai até o próximo dia 30/11.

Para votar no projeto da ESP, acesse o site https://www.cidadao.mg.gov.br/ ou baixe o MG app. Pelo site ou aplicativo é só acessar o link do Prêmio Inova e registrar seu voto!

Prêmio Inova

O Prêmio Inova Minas Gerais foi instituído em 2016 (Decreto 46.976 de 04 de abril de 2016) com o intuito de aproximar servidores, estagiários, bolsistas e empregados públicos da gestão governamental.

Coordenado pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (SEPLAG), o Prêmio Inova Minas Gerais busca estimular a proposição de ideias inovadoras e a implementação de iniciativas de sucesso, que promovam ações de simplificação e desburocratização de processos governamentais, visando à transformação e à melhoria dos serviços públicos com foco nas necessidades dos usuários.

O prêmio é dividido em 02 (duas) categorias:

- Iniciativas Implementadas de Sucesso (iniciativas já implementadas que tenham resultados mensurados).

- Ideias Inovadoras Implementáveis (ideias ainda não implementadas ou em fase inicial de desenvolvimento).

Saiba mais em: http://www.premioinova.mg.gov.br/

Minas reduz prazo de aplicação da dose de reforço contra covid para cinco meses

Secretário de Saúde faz apelo para que as pessoas que estejam com o esquema vacinal em atraso tomem a vacina.

Com a publicação da Deliberação CIB-SUS/MG Nº 3.610 na edição do Jornal Minas Gerais de sexta-feira (12/11), entra em vigor a redução no intervalo de aplicação do reforço da vacina contra a covid-19 no estado, que passa a ser de cinco meses após a conclusão do esquema vacinal. Até então, esse prazo era de seis meses. A medida, aprovada pela Comissão Intergestores Bipartite, que reúne representantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) e dos municípios, foi anunciada pelo secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, em coletiva realizada no mesmo dia da publicação.

"Nós avaliamos o cenário e, tendo em vista a preocupação com o público idoso, que precisa do reforço, implementamos a redução desse prazo para cinco meses. Isso faz com que muitas pessoas, sobretudo aquelas que tomaram a vacina da AstraZeneca, por conta do intervalo maior para a segunda dose desse imunizante, possam tomar o reforço ainda este ano. É uma medida que deve contribuir para que seja ampliada a proteção a essas pessoas", analisou o secretário.

A redução consistente do número de óbitos na população idosa indica a importância da estratégia de vacinação com a dose de reforço, afirmou Baccheretti. "A expectativa é concluir o reforço em todo o público prioritário no começo de 2022, em janeiro ou fevereiro. Mas, para isso, as pessoas devem buscar a dose de reforço".

Em sua apresentação, o secretário também fez um apelo para que pessoas que estejam com a segunda dose do imunizante em atraso procurem o quanto antes uma unidade de saúde. "Quem não tomou a segunda dose, que busque essa vacinação. O esquema completo é necessário para garantir a proteção contra a doença. Com cada um fazendo sua parte, poderemos ter mais condições de retorno à normalidade", comentou Baccheretti.

Créditos: Fábio Marchetto/SES

Máscaras

Outro ponto abordado pelo secretário foi a possibilidade de flexibilização do uso de máscaras. Segundo Baccheretti, a SES-MG iniciou discussão dos critérios técnicos que serão necessários para que a medida possa ser adotada, sobretudo em locais abertos e arejados. "Temos que verificar qual o ponto de vacinação que traz segurança para uma desobrigação do uso. Devemos ter uma norma que vai levar em conta o nível de vacinação dos municípios e, possivelmente, ter a definição sobre esses critérios ainda este ano", afirmou o secretário, que descartou a possibilidade de dispensa da proteção facial em locais fechados.

Sobre as festas de fim de ano e carnaval, o secretário explicou que o protocolo de eventos do programa Minas Consciente é revisto periodicamente e que as festividades devem ter orientações específicas conforme a realidade de momento. "O Carnaval, por exemplo, deve ter um cenário diferente daquele que se apresenta para o réveillon".

Adesão

De acordo com o secretário, a população mineira tem aderido à vacinação contra a covid, o que produz boas coberturas vacinais. "É diferente do que nós verificamos em alguns países da Europa, por exemplo. Nós estamos com mais de 30 milhões de vacinas aplicadas, tendo ocorrido uma boa aceleração nos últimos meses e manutenção do ritmo", explicou.

Baccheretti também comemorou os baixos níveis de ocupação de leitos por pacientes com covid, de forma geral. "Isso demonstra que o vírus está circulando em níveis mais reduzidos. Temos atualmente dois meses de onda verde, com todas as 89 microrregiões de saúde no estado nessa faixa de menor grau de restrição", pontuou o secretário, citando dados recentes sobre a epidemia no estado. "Nos últimos 14 dias, 427 municípios apresentaram até 50 casos por 100 mil habitantes, o que é considerado uma baixa incidência. Além disso, conforme números inseridos pelos municípios nos sistemas de informação, 606 municípios não apresentaram óbitos no último mês", complementa.

Recebimento de vacinas

O secretário também anunciou a chegada, nesta sexta-feira (12/11), de 188.250 doses de vacinas AstraZeneca/Fiocruz, que serão utilizadas para conclusão do esquema vacinal em municípios. "Com essa remessa, nós temos a expectativa de suprir a necessidade indicada pelas secretarias municipais para aplicação de segunda dose", explicou Baccheretti, lembrando que esta semana o estado já recebeu também 545.160 doses de imunizantes da Pfizer.

ESP-MG promove segundo Webinário da série que aborda os leitos de saúde mental em hospitais gerais

Neste segundo encontro, o tema será “Leitos de saúde mental em hospitais gerais: quais práticas de atenção têm sido produzidas?

A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), por meio da Diretoria de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas, promoverá na próxima quinta-feira, dia 04/11, às 15h, o Webinário " Leitos de saúde mental em hospitais gerais: quais práticas de atenção têm sido produzidas? ". Este Webinário é o segundo de uma série, que é composta por três encontros que têm como tema geral "Leitos de saúde mental em hospitais gerais: quais possibilidades de atenção nas Redes de Atenção Psicossocial (RAPS)?".

Participam deste debate, a Assistente Social, técnica da Coordenação de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas de Recife- PE e apoiadora dos leitos integrais, Solange Mendonça. A Psiquiatra, trabalhadora da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) de Itabirito, Nathalia Temponi Natal e o Docente do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Paraná (UFPR), vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Devisson Vianna.

A conversa será mediada pela Psicóloga, Referência Técnica da RAPS e da Rede de Cuidados a Pessoas com Deficiência da Superintendência Regional de Saúde (SRS) Uberlândia (SES-MG), Maria Lúcia dos Reis.
O webinário será transmitido pelo Canal da Escola no Youtube:
youtube.com/escolasaudepublicamg

Leitos de saúde mental
Este encontro faz parte série de Webinários em saúde mental que tem como tema geral "Leitos de saúde mental em hospitais gerais: quais possibilidades de atenção nas Redes de Atenção Psicossocial (RAPS)?". Foram desenvolvidos três encontros virtuais mensais para tratar desse conteúdo, sempre das 15h às 17h, e com transmissão pelo canal da ESP-MG no youtube. O primeiro aconteceu em outubro deste ano e o último será no dia 1º de dezembro, quarta-feira e terá como tema a "Atenção em leitos de saúde mental em hospitais gerais: compartilhando experiências das RAPS".

O objetivo desses Webinários é abordar a atenção em leitos de saúde mental em hospitais gerais, buscando identificar suas contribuições para o cuidado às pessoas com sofrimento mental grave ou com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas, a partir das proposições das redes de atenção psicossocial.

ESP-MG e SES-MG realizam o 1º Encontro Formativo com os analistas regionais da segunda onda de expansão do Saúde em Rede

O encontro aconteceu na sede da Escola, em Belo Horizonte, e capacitou 29 analistas regionais.

A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) promoveram nos dias 26 a 27 de outubro, terça e quarta-feira, respectivamente, na sede da Escola, em Belo Horizonte, o 1º Encontro Formativo com os analistas regionais da Segunda Onda de expansão do Projeto Saúde em Rede.
O evento teve como objetivo apresentar o projeto para os analistas regionais, alinhar as questões relacionados ao projeto e realizar a formação desses profissionais no 1º de oito ciclos que compõem o projeto, que tem previsão para iniciar nos territórios em 23 de novembro. Participaram dessa capacitação 29 analistas regionais.

Créditos: Jean Alves-ESP/MG

A segunda onda de expansão do saúde em rede iniciou-se oficialmente em setembro deste ano, quando o projeto foi apresentado pela Secretaria Estadual aos gestores municipais que assinaram um termo de compromisso. Nesta fase serão contemplados 287 municípios que estão na área de abrangências das regionais de Governador Valadares, Itabira, Ituiutaba, Juiz de Fora, Manhuaçu, Montes Claros, Passos, Pedra Azul, Pirapora, Pouso Alegre, Ubá e Uberlândia.

Na abertura oficial do evento, que aconteceu na terça-feira, dia 26/11, o Secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, não pôde participar presencialmente, mas mandou um vídeo, em que dá as boas-vindas aos participantes e menciona que o saúde em rede é um projeto estratégico para o governo e "que traz para a prática, o que a gente já sabe na teoria que é a integralidade do cuidado. Então, nós entendemos que o saúde em rede é transformador e por isso é muito importante esse nivelamento e depois o treinamento em cada município de tudo o que a gente vem discutindo a tanto tempo com o saúde em rede", detalhou.

A Diretora Geral da ESP-MG, Mara Guarino Tanure falou da importância do projeto, da parceria da Escola com a SES e do papel da ESP em contribuir com a parte metodológica, na produção dos conteúdos trabalhados e também no apoio e suporte aos gestores e profissionais que atuam nos serviços de saúde.

A coordenadora do Saúde em Rede pela SES-MG, Raquel Guieiro, destacou a importância deste momento presencial com os analistas regionais, pois é uma boa oportunidade para eles conhecerem as pessoas envolvidas na gestão do projeto, tanto da SES-MG, quanto da ESP-MG. Ela também ressaltou que é relevante para se estabelecer vínculos, de modo que os analistas vejam os representantes da Secretaria e da Escola como parceiros e também como referências para oferecer suporte em todas as dificuldades. "Acho que vai ser uma troca muito rica, para que eles compreendam de forma integral o papel do analista no projeto", completou.

Créditos: Jean Alves-ESP/MG

Formação

O encontro formativo para os analistas da 2ª onda de expansão do projeto acontecer de modo presencial, foi uma situação nova, pois em razão da pandemia da Covid-19, o encontro anterior, com os analistas da 1ª onda, ocorreu de forma remota. A trabalhadora da ESP-MG, Apoiadora do projeto e uma das responsáveis pelo realização da atividade, Juliana Mesquita, comenta que este encontro também foi importante para abordar as questões técnico-pedagógicas, as que são relacionadas ao material didático, aos ciclos formativos e também foram feitas apresentações e treinamento dos profissionais na plataforma de monitoramento do projeto. 

Juliana Mesquita explica que o papel dos Apoiadores da Escola é o de auxiliar no processo didático-pedagógico do curso, das formações de tutores e das oficinas tutoriais. "Nós acompanhamos os analistas regionais, capacitamos esses analistas e, posteriormente, acompanhamos a formação que os analistas regionais oferecem para os tutores", comentou.

A Apoiadora da ESP-MG salientou também que o papel dos trabalhadores da Escola que estão atuando no Saúde em rede é o de "trazer a experiência da Escola na realização de ações descentralizadas e também oferecer esse olhar da educação permanente em saúde como uma ferramenta para rediscutir os processos de trabalho, as ações realizadas nos serviços de saúde, nos serviços ofertados para a população. Assim, eu entendo que é essencial o papel da ESP nessa construção, nessa trajetória da educação e saúde", finalizou.

Saúde em Rede
O Saúde em Rede tem como objetivo estruturar as Redes de Atenção com a transformação do atual modelo hierárquico - que tem o hospital como centro dos atendimentos - para dar lugar à gestão integrativa, na qual a Atenção Primária é ordenadora dos cuidados em saúde, além de qualificar os processos assistenciais com o intuito de promover uma assistência à saúde ainda mais adequada ao cidadão.

Para isso, o projeto propõe a implementação de processos de Educação Permanente em Saúde (EPS) para ampliar as capacidades das equipes da Atenção primária à Saúde (APS) e da Atenção Ambulatorial Especializada (AAE) de analisarem seus processos de trabalho e reorganizá-los com foco nas necessidades dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). O Projeto Saúde em Rede iniciou-se em 2019, em sua etapa piloto, para os 29 municípios da macrorregião Jequitinhonha.

Aquela etapa teve a condução da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG), com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e do Hospital Israelita Albert Einstein, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (SUS), do Ministério da Saúde.

Já a expansão do projeto para o restante do território mineiro acontece por meio da parceria entre SES e ESP, sendo que a Escola, em razão de sua experiência na formação dos trabalhadores do SUS, está responsável pelo desenvolvimento dos projetos educacionais, bem como do acompanhamento das etapas, junto aos participantes da Oficina.

Saiba mais sobre o projeto em: https://www.saude.mg.gov.br/saudeemrede

I Encontro Mineiro dos Centros de Convivência de Saúde Mental

Encontro será realizado de forma remota por meio das plataformas da ESP-MG nos dias 09, 10 e 11 de novembro.

A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), em parceria com o Fórum Mineiro de Saúde Mental e a Associação de Usuários e Familiares da Saúde Mental de Minas Gerais, realiza nos dias 09, 10 e 11 de novembro de 2021, o I Encontro Mineiro de Centros de Convivência de Saúde Mental: "Para a Estação da Liberdade, o trem da loucura pede passagem".

O evento será realizado de forma remota por meio das plataformas de videoconferências da ESP-MG. A programação terá início às 14h horas do dia 09/10 com a conferência de abertura e, ao longo dos 03 dias de encontro, estão previstas apresentações culturais, apresentações de experiências, pesquisas e atividades em grupos de trabalho temáticos.

De acordo com a Comissão Organizadora, o objetivo do encontro é estreitar relações e aumentar o diálogo e trocas entre centros, usuários, familiares, trabalhadores, gestores e outros atores sociais, bem como a produção de um documento que fortaleça a atuação dos Centros de Convivência do Estado.

As inscrições para o encontro têm início nesta segunda, 25/10, e serão encerradas no próximo dia 05/11/2021.

A participação no evento é totalmente gratuita e os links de acesso e participação na programação serão enviados para o e-mail dos inscritos.

Acesse aqui o formulário de Inscrição.

Boas-vindas e Apresentação da Comissão Organizadora.

Programação Completa.

Chamada para apresentação de Relatos de Experiência.

Chamada para apresentação de Intervenções Culturais.

Arte da Identidade Visual do Encontro.

Ementa - Conferência de Abertura (09/11)

Ementa - Relatos de Experiência (10/11)

Ementa - Grupos de Trabalho ( 11/11) 

 

Matéria Por Jean Alves - ASCOM ESP

Produção e edição do material do Evento: ASCOM/ESP e Comissão Organizadora do Encontro.

Documentos/textos do Evento: Comissão Organizadora do Encontro.

ESP-MG e SES-MG realizam Webinário sobre os avanços nas tecnologias de Vigilância Sanitária

O evento será transmitido pelo canal da Escola no youtube e será aberto ao público.

A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) vão promover na próxima quarta-feira, dia 27/10, o terceiro Webinário do percurso formativo da Vigilância Sanitária. Com o tema "O olhar do benefício além do risco: avanços nas tecnologias de VISA", que será transmitido pelo canal da Escola no youtube, a partir das 14h.

O evento terá a participação Marcus Navarro, Doutor em Saúde Pública, Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) e Pesquisador em gerenciamento de benefícios e riscos à saúde. A mediação será de Filipe Curzio Laguardia, que é Biólogo, Mestre em Administração Pública e Superintendente de Vigilância Sanitária da SES-MG

O Webinário será aberto ao público, não sendo necessária inscrição prévia. A transmissão será feita pelo Canal da ESP-MG no Youtube: youtube.com/escolasaudepublicamg

Percurso Formativo da Vigilância Sanitária

Este webinário, que será o último de uma série com três, faz parte do projeto Percurso Formativo, voltado para Fiscais da Vigilância Sanitária, que é uma parceria da ESP-MG com a SES-MG. O primeiro webinário ocorreu em agosto, com o tema "Conhecimentos introdutórios para atuação em vigilância sanitária" e o segundo foi em setembro e abordou "A conformação da Vigilância Sanitária no Brasil".

O curso 01 do Percurso Formativo do Fiscal da vigilância sanitária, "Conhecimentos introdutórios para atuação em vigilância sanitária" foi lançado em agosto deste ano e tem como objetivo fornecer ao trabalhador da vigilância sanitária as bases e conceitos fundamentais para o desenvolvimento de suas ações na rotina de trabalho. A formação é realizada na modalidade de Educação a distância (Ead) e foram ofertadas 1000 vagas, via SES, para fiscais sanitários de todo o estado.

 

Projeto Saúde em Rede chega ao quarto ciclo de formação na microrregião de Viçosa

O ciclo formativo 4 aconteceu nos dias 19 e 20 de outubro.

Os tutores municipais da Atenção Primária à Saúde (APS) e da Atenção Ambulatorial Especializada (AAE) da microrregião de Viçosa participaram, nos dias 19 e 20/10, do Ciclo Formativo 4 do projeto Saúde em Rede, em Viçosa. O ciclo marca a chegada à metade das ações previstas para a primeira onda do projeto de expansão no estado de Minas Gerais. O projeto, capitaneado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), em parceria com a Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems-MG) e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), tem como objetivo promover a estruturação das redes de Atenção à Saúde em Minas Gerais, por meio da organização dos processos de trabalho da APS e da AAE, na linha prioritária de cuidado materno-infantil.

Os tutores participaram das oficinas ministradas pelas analistas regionais da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Ponte Nova, apoiadoras da ESP-MG e analista central da SES-MG. Na sequência, serão realizadas as oficinas 7 e 8 nas Unidades de Atenção Primária à Saúde (UAPS) dos municípios de Araponga, Cajuri, Canaã, Paula Cândido, Pedra do Anta, Porto Firme, São Miguel do Anta, Teixeiras e Viçosa, e também as oficinas 6 e 7 da AAE, que ocorrerão no Centro Estadual de Atenção Especializada (CEAE), em Viçosa.

Até o momento, foram abordadas as seguintes temáticas: Educação Permanente e Educação Continuada; Trabalho em Equipe e Trabalho Colaborativo; Modelo de Construção Social da APS; Vacinação na APS; Rede de Atenção à Saúde no SUS; Papéis da APS e da AAE no âmbito da Rede de Atenção à Saúde; Território em Saúde; Cadastramento Familiar, Classificação de Risco e Visita Domiciliar.

Créditos:Tarsis Murad

O superintendente da SRS Ponte Nova, Marcus Schitini, reforçou o contexto da importância da melhoria de trabalho entre as redes, principalmente visando o atendimento assistencial em si. "O Saúde em Rede vem proporcionar a resolubilidade da APS, por meio do encaminhamento correto dos pacientes ao devido atendimento especializado, se necessário for, desde a condição mais aguda até a condição sensível e crônica dos casos. O projeto traz uma nova visão da política assistencial, com a busca de estratégias e definição de critérios para atender de forma mais equânime os pacientes e seus municípios", pontuou.

Para a apoiadora da ESP-MG, Roberta Moriya Vaz, têm sido muito enriquecedoras as discussões realizadas durante a formação de tutores, como também nas oficinas tutoriais, com a participação dos trabalhadores da saúde. "Os temas abordados têm propiciado uma reflexão e uma análise do cotidiano de trabalho pelos próprios profissionais e equipe das UAPS e do CEAE, além de promover a melhoria da comunicação e a aproximação entre esses dois pontos de atenção, fundamentais para a atuação em rede", destacou.

Segundo a analista regional da SRS Ponte Nova, Karine Cardoso Miguel Barbosa, o projeto vem ao encontro de uma grande necessidade da saúde pública, que é a articulação de uma rede de serviços e de assistência mais resolutiva. "As ações confluem para uma melhor definição de fluxos de trabalho e organização de processos, o que culminará, consequentemente, na melhoria do atendimento à população", frisou.

Está prevista, ainda, a realização de mais quatro ciclos formativos, abrangendo conteúdos voltados ao acesso aos serviços, acolhimento e ambiência, agendamento, Modelo do Ciclo de Atenção Contínua, Atenção às Condições Agudas, Modelo de Atenção às Condições Crônicas, dentre outros.

Sobre o Saúde em Rede
O projeto iniciou-se em 2019 em um piloto na macrorregião mineira do Jequitinhonha. A expansão está sendo realizada pela SES-MG, em parceria com a ESP-MG, Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems-MG), Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), secretarias municipais de saúde e, sobretudo, com os trabalhadores do SUS que atuam na APS e nos serviços ambulatoriais especializados. A expansão pelo território mineiro se dará em três ondas.

A primeira é realizada em 19 microrregiões, entre as quais está a de Viçosa, com nove municípios. A segunda onda de expansão já teve início no mês de setembro, contemplando ainda mais territórios, conforme critérios assistenciais e estratégicos, e tem como intuito alcançar todas as cidades mineiras.

ESP-MG e SRS- BH realizam ciclo de Webinários sobre saúde mental para capacitar trabalhadores

Nesta quinta, dia 21/10, aconteceu o primeiro, de um ciclo de quatro encontros.

A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) e a Superintendência Regional de Saúde de Belo Horizonte (SRS-BH), estão promovendo o Ciclo de Webinários "O Cuidado em Saúde Mental na Atenção Primária à Saúde", que teve o primeiro encontro nesta quinta-feira, dia 21/10, com a temática "Sofrimentos e adoecimentos mentais: compreensões e modos de cuidado".

A proposta desses Webinários é fomentar o cuidado e a atenção à saúde oferecidos às pessoas com sofrimento mental e/ou em uso problemático de drogas, a partir da lógica do cuidado territorializado e horizontalizado da atenção primária à saúde (APS). A capacitação visa contemplar cerca de 400 profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e Atenção Primária à Saúde (APS) dos 39 municípios da área de atuação da SRS-BH.
Os próximos encontros acontecerão no mês de novembro, sempre às quintas-feiras, de 13h30, às 16h30, de forma remota, conforme o seguinte cronograma: Dia 04/11, com o tema "O cuidado em Saúde Mental na Atenção Primária à Saúde". Dia 18/11, "O trabalho em Saúde Mental na Atenção Primária à Saúde" e no dia 25/11, "O cuidado em saúde às pessoas com sofrimento mental".

A abertura oficial do curso foi conduzida pela representante da SRS-BH, Renata Tarbes Machado, da Coordenação de Atenção à Saúde da Regional e pelo Coordenador da área de Política, Planejamento e Gestão em Saúde (CPPGS), da ESP-MG, setor responsável pela ação, Lucas Rodrigues Albionti de Castro. Ele destacou o elevado quantitativo de profissionais que serão capacitados simultaneamente por meio de uma ação educacional e também salientou que a ESP-MG desenvolve diversas atividades no campo da saúde mental.

O Webinário foi mediado pela trabalhadora da CPPGS e uma das responsáveis pela capacitação, Ana Regina Machado. De acordo com ela, a proposta é poder contribuir para o desenvolvimento do cuidado em saúde mental na atenção primária e também qualificar os profissionais, desenvolvendo novas competências para o cuidado em saúde mental.

O tema desta quinta-feira foi abordado por duas docentes, a Psiquiatra e trabalhadora da Rede de Saúde Mental de Itabirito-MG, Nathalia Temponi Natal e pela Diretora de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas da SES-MG, Lírica Salluz Mattos Pereira, que falaram sobre o cuidado em saúde às pessoas com sofrimento mental. As exposições foram mediadas pelo psicólogo e trabalhador da área de saúde mental da SRS-BH, Luis Penna Chaves.

Integralidade do cuidado
Sobre a proposta dos Webinários, a assessora da Coordenação de Atenção Primária (CAS) da SRS-BH, Mariana Dayrell, explicou que a ideia partiu de uma necessidade de se promover ações de educação permanente para desenvolver os processos de trabalho, de forma a atender aos usuários com sofrimento mental de maneira qualificada e resolutiva, encaminhando para os diferentes pontos da rede com responsabilização e cuidado. "A parceria com Escola de Saúde Pública foi fundamental para o acontecimento do evento, uma vez que a ESP-MG é responsável pela qualificação técnica dos profissionais de saúde do Estado de Minas Gerais", complementa.

Dayrell também enfatizou a característica da Atenção Primária como atributo para garantir a integralidade do cuidado, o acesso e o acompanhamento longitudinal do usuário da Rede de Atenção à Saúde, funcionando como porta de entrada no sistema de saúde.

Segundo ela, o cuidado em Saúde Mental deve ser compartilhado em todos os níveis de complexidade da Rede de Atenção à Saúde (RAS), sendo a atenção primária a coordenadora do cuidado ao longo da vida dos usuários. "Cabe às Equipes de Saúde da Família (ESF) escutar ativamente as queixas trazidas pelo usuário, desenvolver um Projeto Terapêutico Singular, de acordo com as demandas trazidas pela pessoa em sofrimento mental, prestando atendimento resolutivo e compartilhado pelos multiprofissionais que compõem a Atenção Primária", diz.

Já a referência técnica em Equidades e Atenção Primária da CAS/SRS-BH, Viviane Souza Maciel de Almeida, enfatizou a importância da atividade e destacou que um dos objetivos da ação, é estimular a aproximação e o compartilhamento de responsabilidades entre profissionais da atenção primária e dos demais pontos da RAPS na promoção do cuidado em saúde mental.

Participam da capacitação 400 trabalhadores, que representam a Rede de Atenção Psicossocial e a Atenção Primária à Saúde dos 39 municípios de abrangência da Regional de Saúde de Belo Horizonte. No período de inscrição, encerrado dia 18 de outubro, cada município pôde inscrever dois profissionais de cada Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), um profissional de cada outro ponto de atenção da RAPS (com exceção de SRTs e leitos de saúde mental em hospitais gerais), um profissional que atua na gestão em saúde mental (referência técnica ou coordenação).

Em relação à Atenção Primária, puderam se inscrever os trabalhadores das Unidades Básicas de Saúde (de acordo com o número de vagas disponibilizado), um coordenador/referência técnica da atenção primária à saúde, um profissional referência técnica de equidades ou promoção à saúde.

Para o psicólogo e Referência Técnica de Promoção da Equidade em Saúde da Atenção Primária em Saúde de Contagem, Jairo Martins Nascimento, o Webinário vem em momento muito importante, desafiador, para os trabalhadores da Saúde, sobretudo na Atenção Primária em Saúde. "As experiências de isolamento social, o medo da morte, a vivência dos lutos pessoais e coletivos, sintomas depressivos, dentre outros sintomas produzidos pela pandemia começam a bater na Porta de Entrada do SUS, as UBS e suas equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF)", afirma.

Doenças Infectocontagiosas no Sistema Prisional e o cuidado em rede foram tema de Webinário promovido pela ESP-MG

O Encontro fez parte das atividades do curso de Qualificação em Saúde para os Trabalhadores do Sistema Prisional de Minas Gerais.

A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) promoveu nesta quarta-feira, dia 20/10, às 14h, o Webinário "Doenças Infectocontagiosas no Sistema Prisional: atenção construída em rede". O encontro teve como objetivo abordar a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP) e também apresentar e compartilhar experiências de profissionais que atuam na rede da assistência à saúde desses pacientes.

O debate integra as atividades do curso de Qualificação em Saúde para os Trabalhadores do Sistema Prisional de Minas Gerais, que atuam em unidades prisionais que, além da custódia, realizam atendimento médico-hospitalar. A ação é uma parceria da ESP-MG com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP/MG).

A abertura do Webinário contou com a participação da Coordenadora de Educação e Trabalho em Saúde da ESP-MG, Anísia Chaves, representando a Escola. Ela deu as boas vindas aos participantes e destacou a importância da temática e comentou da parceria com a SEJUSP, com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e também com o município de Ribeirão das Neves, cidade onde atuam os profissionais que participaram do debate.

Ainda na abertura, a trabalhadora da Coordenação de Educação e Trabalho em Saúde da ESP-MG, Maria de Lourdes Menezes, que nasceu em Ribeirão das Neves, falou da história da cidade, por meio da leitura de um poema de Cordel. A mediação foi conduzida pela trabalhadora da ESP-MG e Doutora em Saúde Coletiva, Lucília Assis.

Apresentações
As exposições do Webinário foram abertas pela Enfermeira e Coordenadora do Grupo de Análise e Monitoramento da Vacinação (GAMOV-MG) da SES-MG, Janaína Fonseca Almeida. Ela falou da importância da vigilância em saúde e fez um resgate histórico do conceito, ressaltando que o objetivo da vigilância em saúde é minimizar os riscos de adoecimento e que a vigilância age na intervenção das determinantes de um agravo, buscando sempre a melhoria da qualidade de vida da população.

De acordo com Janaína Fonseca, o foco da vigilância deve ser primeiramente nas populações mais vulneráveis e que os pacientes privados de liberdade se encaixam nesse conceito, pois é um grupo com maior risco de adoecimento, em razão da própria condição de confinamento.

Já os médicos Carlos Nogueira, pós-Graduado em Saúde Pública, Ginecologista e Obstetra da equipe PNAISP de Ribeirão das Neves e o Médico infectologista, Marcelo Santos Silva, compartilharam sobre suas experiências  com o trabalho no município de Ribeirão das Neves, localizado na região metropolitana de Belo Horizonte.

O médico Carlos Nogueira, que atua com a atenção primária dentro do presídio, apresentou o cenário da Tuberculose no país, ressaltando que é uma doença muito presente no ambiente dos presídios e de acordo com ele, conforme dados epidemiológicos, "quem está dentro de um presídio, tem até 34 vezes mais chances de ter tuberculose, em relação a uma pessoa que não esteja. Nesse sentido, precisamos ter um olhar e uma atuação ainda mais atentos", explicou.

E o médico Marcelo Silva, que é infectologista, trouxe para o debate alguns aspectos referentes às doenças infectocontagiosas mais prevalentes nos presídios, em diálogo com os demais colegas.

A transmissão foi realizada pelo Canal da Escola no Youtube e está disponível em:
youtube.com/escolasaudepublicamg

COSEMS MG realiza o 24º Encontro da Série: “COSEMS 30 anos – Dialogando com a história”

Este encontro contou com a participação da Diretora Geral da ESP/MG, Mara Guarino Tanure.

O Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (COSEMS/MG) realizou na tarde desta terça-feira (19/10), o 24º episódio da Série: "COSEMS 30 anos – Dialogando com a história," uma programação comemorativa da trajetória da instituição que completa 30 anos de grandes conquistas e histórias para a saúde pública dos mineiros.

Neste episódio, a Coordenadora da Área Técnica, Paola Soares Motta e a 1ª Secretária do COSEMS/MG e Secretária Municipal de Saúde de Ituiutaba, Sandra Aparecida Barbosa receberam o Presidente da Fundação Ezequiel Dias (FUNED), Dario Brock Ramalho e a Diretora Geral da Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP/MG), Mara Guarino Tanure.

O Dr. Dario Ramalho, médico infectologista, mestre em epidemiologia pela Fiocruz, trabalhou em diversas áreas da Assistência, atuou como Consultor da Coordenação de IST/AIDS e HIV e como Subsecretário de Vigilância em Saúde, na Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG). Ele contou que durante sua trajetória profissional enfrentou diversos problemas como a dengue, febre amarela, H1N1 e a pandemia que até hoje, é um desafio impar na vida de todos, mas acredita que Minas Gerais foi um símbolo para o país, pois o Estado, os trabalhadores da saúde, gestores a frente de seus municípios e a sociedade de uma maneira geral conseguiram lidar bem com todas as orientações e ações para prevenção e contingenciamento ao COVID-19.

Dario também ressaltou que durante a pandemia, quando ainda atuava na SES/MG, participou de grande parte do trabalho articulado com o COSEMS/MG que viabilizou ações como por exemplo, o aumento do número de leitos de UTI para atender a população em um momento crítico da pandemia, algo que o SUS não estava preparado para enfrentar naquele momento.

Mara Guarino, especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, graduada em Administração Pública e Direito, Especialista em Saúde Coletiva com ênfase em Planejamento, também atuou na Secretaria de Saúde de Minas Gerais em diversas áreas do Sistema Único de Saúde. Ela destacou que quando atuava como Secretária Executiva da CIB e do Comitê COVID, pode acompanhar ainda mais de perto o trabalho realizado pelo COSEMS de Minas Gerais e sua atuação em todas as instâncias decisórias do SUS no Estado.

Mara também pontuou que atuando frente à ESP/MG, se sente muito feliz pelo trabalho realizado e pela parceria que a escola possui com o COSEMS que incluiu diversas ações como um acordo de cooperação técnico, parceria para o lançamento do Livro Apoio Regional: Olhares sobre a Experiência do COSEMS/MG," além de cursos como o "SUS na Prática: Formação Inicial para o gestor municipal", que demonstra a legitimação do trabalho da ESP nos municípios.

Sandra Barbosa destacou a importância de ouvir o reconhecimento perante o trabalho realizado pelo COSEMS/MG, de autoridades tão importantes para a saúde pública de Minas Gerais, como os representantes da FUNED e da ESP/MG. "Pra nós, que somos COSEMS, é muito honroso receber este respeito, pois sabemos a luta que temos durante todos esses anos para construir este trabalho e fazer parcerias para realmente mostrar como é sério o papel da instituição diante da saúde pública," pontuou.

A Série "COSEMS 30 anos – Dialogando com a história" contará com 30 encontros, realizados sempre às terças feiras, às 12h30min, ao vivo no Canal do COSEMS/MG, no Youtube. para resgatar histórias da instituição com as pessoas que fizeram e fazem parte deste importante patrimônio do Sistema Único de Saúde (SUS) e do COSEMS de Minas Gerais.

Então fique ligado e não perca o encontro da próxima terça-feira (26/10), às 12h 30min.

Confira na íntegra o 24º Encontro da Série: "COSEMS 30 anos – Dialogando com a história": https://www.youtube.com/watch?v=4q2Cn_Rur1M&t=405s&ab_channel=COSEMSMG

ESP-MG promove Webinário para debater sobre doenças Infectocontagiosas no Sistema Prisional e o cuidado em rede

Este encontro integra as atividades do curso de Qualificação em Saúde para os Trabalhadores do Sistema Prisional de Minas Gerais.

A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) realizará na próxima quarta-feira, dia 20/10, às 14h, o Webinário "Doenças Infectocontagiosas no Sistema Prisional: atenção construída em rede".

Este encontro tem como objetivo apresentar uma experiência da rede municipal de saúde na construção da atenção integral, conforme previsto na Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP), detalhando as ações e serviços prestados.

O debate integra as atividades do curso de Qualificação em Saúde para os Trabalhadores do Sistema Prisional de Minas Gerais, que atuam em unidades prisionais que, além da custódia, realizam atendimento médico-hospitalar. A ação é uma parceria da ESP-MG com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP/MG).

Palestrantes

O Webinário vai contar com a participação do médico Carlos Nogueira, Ginecologista e Obstetra da equipe PNAISP de Ribeirão das Neves e pós- Graduado em Saúde Pública; da Especialista em Vigilância em Saúde e Gestão da Qualidade nos Serviços de Saúde/ Coordenadora na SES-MG, Janaína Almeida e do Médico infectologista, Marcelo Santos Silva. A mediação será  feita pela trabalhadora da ESP-MG e Doutora em Saúde Coletiva, Lucília Assis.

A transmissão será realizada pelo Canal da Escola no Youtube:
youtube.com/escolasaudepublicamg

O evento é aberto ao público e os participantes poderão enviar perguntas aos convidados pelo chat durante a transmissão. Haverá declaração de participação para quem realizar o registro da presença, o link será disponibilizado no início do Webinário.

ESP-MG abre processo seletivo de alunos para curso de atualização destinado a técnicos de enfermagem

O curso será em formato remoto e os interessados poderão se inscrever do dia 08/10 a 25/10.

A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) abriu edital de seleção de alunos para o curso livre "Atualização Pós-técnica em Enfermagem em Doenças Crônicas". O objetivo geral do curso é qualificar técnicas/os de enfermagem para compreensão e atuação no cuidado às doenças crônicas, considerando a assistência humanística e ética e a integralidade da saúde.

Para acessar ao edital de credenciamento 02/2021, com todas as informações e o cronograma do curso, clique aqui.

As inscrições poderão ser feitas das 16h do dia 8 de outubro de 2021, até às 23h59 de 25 de outubro de 2021, por meio de formulário eletrônico on-line, disponível na plataforma Google Formulários, pelo link: https://forms.gle/87H3BQC8Wb76ySSN6

Importante: Para realizar a inscrição é preciso ter um e-mail ou conta do Gmail.

Serão oferecidas 30 vagas e o curso será em formato remoto. Para participar é necessário ser técnico de enfermagem, atuar no Sistema Único de Saúde (SUS) de Minas Gerais (no âmbito estadual ou municipal) e ter acesso a dispositivos eletrônicos com conexão à internet que permita assistir às aulas e realizar demais atividades didáticas do curso.

Sobre o curso
O curso terá carga horária de 180 (cento e oitenta) horas, será em formato remoto, on-line, por meio de plataforma de videoconferência e terá duração de 6 (seis) meses, aproximadamente, com previsão de início em 16 novembro de 2021.

As atividades letivas serão em sua totalidade remotas e acontecerão em dias letivos sequenciais ou em dias alternados, com duração de 3 horas (três) horas/aula no período entre 18h e 22h, em plataforma on-line de videoconferência.

 Para acessar ao edital, clique aqui.
 Todas as informações sobre esse processo seletivo serão divulgadas no site da ESP-MG: www.esp.mg.gov.br
 Dúvidas e outras informações, podem ser encaminhadas para o e-mail: postecnico@esp.mg.gov.br

ESP-MG inicia as aulas da 40ª turma da Especialização em Saúde Pública

Esta é a primeira ação presencial na sede da Escola, desde que as atividades presenciais precisaram ser interrompidas, em razão da Covid-19.

A Escola de Saúde Pública de Minas Gerais (ESP-MG) deu início, nesta semana, às aulas da 40ª turma da Especialização em Saúde Pública. Esta é a primeira ação presencial na sede da Escola, localizada em Belo Horizonte, desde que as atividades presenciais precisaram ser interrompidas, em março de 2020, em razão da pandemia da Covid-19. Isso foi possível, pois conforme definições do programa Minas Consciente, do Governo de Minas, as atividades letivas agora poderão ser realizadas de forma presencial, quando a macro região estiver na onda verde, que é o caso da macro centro, onde a Escola está localizada.

A abertura oficial das atividades letivas ocorreu na segunda-feira, dia 04/10 e as aulas desta primeira semana seguem até amanhã, dia 07/10, sexta-feira. Participaram da cerimônia de abertura, a Diretora-Geral da ESP-MG, Mara Guarino Tanure, a Superintendente de Educação e Pesquisa em Saúde, da ESP-MG, Michelle Costa, trabalhadores e docentes da turma.

A Diretora da ESP-MG, Mara Tanure, deu as boas vindas aos discentes e ressaltou a alegria da Escola em recebê-los para a primeira atividade presencial, desde o início da pandemia da Covid-19. Ela destacou que foi um esforço conjunto de toda a equipe para conseguir retomar as atividades de forma presencial. A Diretora também enfatizou a qualidade da especialização e parabenizou todos os novos estudantes.

De acordo com uma das coordenadoras da Especialização, Amanda Nathale Soares, essa quadragésima turma, reafirma a grande tradição que o curso tem na história da Escola. Vale lembrar que a primeira edição do curso de especialização em saúde pública foi realizada em 1947, um ano após a criação da Escola, que neste ano completou 75 anos de existência.

Além deste importante símbolo, a coordenadora também enfatizou a alegria de todos com o retorno das ações acadêmicas de forma presencial. "A presença dos alunos em nosso prédio produz mais sentido para o nosso trabalho e traz vida à nossa Escola. Obviamente, é necessário destacar que o retorno presencial vem acompanhado de um conjunto de cuidados. Entre outras medidas, disponibilizamos álcool em gel em vários espaços da escola, estamos muito atentos ao uso das máscaras por todos que circulam no prédio (servidores e alunos) e estamos realizando as aulas no auditório, que, embora não seja o melhor espaço para trocas e diálogos, é o que nos permite hoje manter o distanciamento necessário neste momento", detalhou.

Amanda Soares também comentou que a pandemia da Covid-19 será um tema abordado de forma transversal nas várias disciplinas que fazem parte do curso.

Compromisso com o SUS
Foram disponibilizadas 30 vagas para profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais. Uma dessas profissionais é a Ludmila Fazito, fonoaudióloga da Prefeitura de Belo Horizonte e que atua no setor de regulação do município. Ela conta que suas expectativas são altas em relação à especialização e espera ter muitas trocas de conhecimentos com seus colegas de turma, já que cada pessoa conta com uma experiência profissional distinta.

De acordo com Ludmila, ela buscou o curso para ampliar e rever seus conhecimentos e aplicá-los em sua rotina de trabalho. Ela ressalta que sua busca por conhecimento é constante e considera o SUS uma verdadeira paixão. Sobre a escolha da ESP-MG, a fonoaudióloga salienta a tradição do curso e o compromisso da Escola com o SUS. "A gente sabe do compromisso da Escola com uma proposta de saúde pública mesmo, que seleciona as pessoas com perfil realmente de saúde pública e a ESP tem um histórico já muito sólido em relação à formação dos profissionais. Enfim, é um diploma que a gente vai carregar com muito orgulho", concluiu.

A reputação da ESP-MG também foi uma das razões que motivaram a Fiscal de Vigilância Sanitária, no município de Lagoa Santa (MG), Maryellem Camile Rezende, a participar do processo seletivo da ESP. A expectativa de Maryellem com o curso é de ter acesso a mais conhecimentos para empregá-los em seu trabalho no SUS municipal. "Eu escolhi o curso, porque já conhecia a Escola, já tinha participado do Simbravisa- Simpósio Brasileiro de Vigilância Sanitária, que teve os cursos aqui na Escola e fiquei encantada, tanto com a história, quanto com a ideia de existir uma Escola de formação para profissionais do setor público", reforçou.

Programação da semana
As atividades letivas começaram na segunda-feira (04/10), com a "Oficina Ser Sanitarista", em que os alunos se apresentaram e puderam discutir um pouco sobre o trabalho que desenvolvem no SUS. No período da tarde, foi a abertura oficial da turma e em seguida, ocorreu a aula inaugural, com o tema "Trabalhador da Saúde - a dor e a delícia de ser o que é", com a participação da docente convidada Crisane Rossetti.

Na terça-feira, 05/10, a aula foi sobre "Ciência Política e Saúde", com a docente convidada Lenira Maia. Na quarta-feira, 06/10, "Ciências Sociais e Saúde", com as docentes da ESP-MG Ana Regina Machado e Anísia Chaves.

Nesta quinta-feira, 07/10, a aula é sobre "Saúde Pública, Saúde Coletiva e a construção do SUS", com a docente convidada Lenira Maia e na sexta-feira, 08/10, o tema da aula será "Ambiente, Trabalho e Saúde", com o docente convidado, Frederico Peres, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/FIOCRUZ).

Formação
O objetivo desta especialização é possibilitar a formação crítico-reflexiva de trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS), na perspectiva da Educação Permanente em Saúde, com ênfase no desenvolvimento de práticas interprofissionais para o fortalecimento do SUS. A Especialização em Saúde Pública é a oferta educacional mais tradicional da ESP-MG e já foram formados ao longo dos anos, 960 especialistas em Saúde Pública. Ela é reconhecida pelos trabalhadores do SUS no Estado e também pelas instituições formadoras em saúde de outros Estados do país, tendo sido acreditada pela Agência de Acreditação Pedagógica da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), em fevereiro de 2017.

O curso tem carga horária de 360 (trezentos e sessenta) horas de aulas presenciais e mais 40 (quarenta) horas para elaboração e apresentação do Trabalho. A previsão é que a especialização seja concluída em novembro de 2022 e que as aulas sejam no formato presencial, nas dependências da ESP-MG, em Belo Horizonte. No entanto, dentro do contexto da pandemia de Covid-19 e seguindo as orientações do Plano Minas Consciente, do Governo do Estado de Minas Gerais, as atividades poderão ser realizadas de forma remota, se a macrorregião Centro, região em que a Escola está situada, estiver nas Ondas Vermelha ou Roxa.

ESP-MG realizou o primeiro webinário da série que aborda os leitos de saúde mental em hospitais gerais

Os próximos encontros serão nos dias 4 de novembro e 1º de dezembro e serão transmitidos pelo canal da ESP-MG no Youtube.

A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), por meio da Diretoria de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas, promoveu nesta terça-feira, 05/10, o webinário "Leitos de saúde mental em hospitais gerais: contribuições e desafios para o cuidado nas RAPS". Este webinário é o primeiro de uma série, que é composta por três encontros que têm como tema geral "Leitos de saúde mental em hospitais gerais: quais possibilidades de atenção nas Redes de Atenção Psicossocial (RAPS)?".

Participaram da abertura da atividade, o coordenador de Política, Planejamento e Gestão em Saúde da ESP-MG, Lucas Rodrigues Albionti de Castro e a diretora de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas da SES -MG, Lírica Salluz.

Lucas Albionti, representando a ESP-MG, deu as boas-vindas aos participantes e parabenizou a todos os profissionais envolvidos na realização de mais este encontro, que trabalha com questões da rede de saúde mental no estado. Lírica Salluz falou da importância de espaços como este, que possibilitam a discussão de assuntos tão importantes. Ela também destacou a parceria entre as equipes da SES e ESP-MG, para realizar mais um webinário, tendo sempre a preocupação de convidar profissionais qualificados para debaterem os temas da saúde mental.

A Psicóloga, doutora em Saúde Coletiva e trabalhadora da ESP-MG, Ana Regina Machado, já se referindo ao  tema do debate, comentou que é importante pensarmos o leito enquanto um ponto de atenção dentro da rede de saúde mental, a partir de uma lógica de atenção psicossocial. "Nossa proposta aqui é entender melhor a função desse leito, que não deve ser o único espaço ou possibilidade de atenção à saúde dentro da rede", explicou.

A exposição foi iniciada pela Assistente Social, Doutoranda em Saúde Coletiva pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e Coordenadora de Regulação da SES-MG, Fabiana Érica de Souza que apresentou um pouco sobre sua pesquisa do doutorado, em que trata sobre a articulação entre os leitos de saúde mental nos hospitais gerais e a articulação com os Centros de atenção Psicossocial (CAPS) e a continuidade do cuidado.

Em seguida, o Psicólogo e Coordenador clínico da RAPS de Brumadinho/ MG, Rodrigo Chaves Nogueira falou sobre sua experiência com os leitos no município e posteriormente o Médico Psiquiatra, Doutor em Ciências Sociais, Professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Conselheiro Nacional de Direitos Humanos pela Associação Brasileira de Saúde Mental (ABRASME), Marcelo Kimati, compartilhou sobre sua experiência de atuação na rede e levantou importantes questões sobre a temática.

O webinário está disponível no Canal da Escola no Youtube:
youtube.com/escolasaudepublicamg

Leitos de saúde mental

Este webinário faz parte série de webinários em saúde mental que tem como tema geral "Leitos de saúde mental em hospitais gerais: quais possibilidades de atenção nas Redes de Atenção Psicossocial (RAPS)?". Serão três encontros virtuais mensais para tratar desse conteúdo, sempre das 15h às 17h, e com transmissão pelo canal da ESP-MG no youtube.

O objetivo desses webinários é abordar a atenção em leitos de saúde mental em hospitais gerais, buscando identificar suas contribuições para o cuidado às pessoas com sofrimento mental grave ou com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas, a partir das proposições das redes de atenção psicossocial.

Confira as datas e tópicos dos próximos webinários:

-Webinário 2, dia 04/11, quinta-feira: Leitos de saúde mental em hospitais gerais: quais práticas de atenção têm sido produzidas?
-Webinário 3, dia 01/12, quarta-feira: Atenção em leitos de saúde mental em hospitais gerais: compartilhando experiências das RAPS.

Este webinário está disponível na íntegra canal do youtube da Escola, acesse:
youtube.com/escolasaudepublicamg

Projeto Saúde em Rede encerra mais um ciclo de capacitações em Teófilo Otoni

Entre os dias 28 a 30 de setembro foi realizado o terceiro ciclo de formação de tutores.

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), por meio da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Teófilo Otoni e em parceria com a Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) realizaram, nos dias 28, 29 e 30 de setembro, o terceiro ciclo de formação dos tutores municipais do projeto Saúde em Rede, com os profissionais indicados pelos 32 municípios pertencentes à área de abrangência da SRS para atuarem na implantação do projeto em seus respectivos territórios.

Créditos: Déborah Ramos Goecking

O principal foco do debate nessa terceira etapa foi a melhoria da comunicação entre o Centro Estadual de Atenção Especializada (CEAE) e as equipes de Atenção Primária dos municípios. A Atenção Primária é a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). Nela, são executados os serviços de nível primário de atenção, captadas as principais necessidades da população, identificados os diferentes graus de riscos de cada pessoa com determinado agravo e, se necessário, feito os devidos encaminhamentos.

As situações que não forem resolvidas neste nível de atenção, deverão ser referenciadas para os serviços especializados ambulatoriais ou hospitalares. Nesse contexto que o CEAE é inserido, com objetivo de ampliar o acesso da população aos serviços de atenção especializada ambulatorial e garantir maior qualidade de atendimento aos usuários do SUS.

A analista regional do projeto, Adriana Agosttini, enfatizou a importância dos dois serviços trabalharem de forma integrada, na lógica do trabalho em rede. "A Atenção Primária executa esse primeiro atendimento e, se preciso for, encaminha o paciente para o CEAE para procedimentos mais complexos. O CEAE atende esse paciente e retorna com ele para a Atenção Primária com o plano de cuidado de acordo com as necessidades diagnosticadas. Esse cuidado compartilhado é fundamental", afirma.

Organização das redes
O projeto Saúde em Rede busca organizar as redes de atenção à saúde, desde a Atenção Primária, passando pela atenção especializada e hospitalar, a fim de promover um melhor serviço para a sociedade.

Para o enfermeiro da Atenção Primária do município de Angelândia e tutor do projeto, Kêndeo Barbosa Fernandes, o Saúde em Rede propõe uma reorganização das etapas de funcionamento das Unidades Básicas de Saúde. "Através desse projeto já conseguimos realizar algumas modificações na nossa Unidade que vão desde o acolhimento até os atendimentos nos consultórios. Conseguimos realizar, hoje, processos mais dinâmicos com os nossos pacientes", pontuou.

A equipe também debateu sobre a importância do cadastramento de 100% da população residente no território de abrangência da Unidade Básica de Saúde. "Fica como dever de casa a intensificação dessas ações de cadastramento, no sentido de vincular essas pessoas à Unidade de Saúde que lhe presta atendimento. Inclusive, trabalharemos na próxima oficina, a estratificação e classificação de risco das famílias, para organizar melhor essa assistência", finalizou Adriana.

Ampliação dos exames de rastreio dos cânceres de mama e colo do útero é o foco da SES-MG no Outubro Rosa

Diagnóstico precoce aumenta o sucesso do tratamento e reduz a mortalidade feminina.

Neste "Outubro Rosa", mês de mobilização em prol da saúda da mulher, o foco da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) é a ampliação do número de exames de rastreio do câncer de colo do útero e de mama.

Conforme aponta a assessora da Superintendência de Redes de Atenção à Saúde da SES-MG, Fernanda Santos Pereira, a realização da mamografia e também do exame citopatológico do colo do útero permitem identificar alterações características de câncer. Quanto mais cedo essa identificação for diagnosticada, melhor poderá ser o desfecho do tratamento. "Nos casos de exames alterados, as mulheres são orientadas e encaminhadas para realização da definição diagnóstica e do tratamento adequado", explica Fernanda.

Créditos: Marcella Marques

O Sistema Único de Saúde (SUS) preconiza a realização de exame clínico mamário por profissional da saúde para mulheres de 40 a 49 anos, e a realização de mamografia somente se existir indicação da equipe de saúde.

Já para mulheres de 50 a 69 anos, orienta-se a realização do exame clínico e da mamografia a cada dois anos, ou em intervalos menores, dependendo do resultado da mamografia anterior. Fernanda Santos ressalta que mulheres com elevado risco para câncer de mama, que têm histórico familiar ou pessoal da doença, necessitam de avaliação e acompanhamento individualizados. "Em todos os casos, a porta de entrada é a Unidade Básica de Saúde (UBS), seja para a realização do exame clínico ou para solicitação do exame de mamografia", esclarece.

A avaliação clínica e o exame citopatológico (Papanicolau) do colo do útero estão disponíveis no SUS para mulheres de 25 a 64 anos e que já tiveram relação sexual. Nesse caso, a orientação segue a mesma: as mulheres devem procurar a UBS mais próxima de sua residência para agendar a consulta.
Além do diagnóstico, o SUS oferece tratamento tanto para o câncer de mama quanto para o de colo do útero. Mastectomias, cirurgias conservadoras e de reconstrução mamária, além de radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia com anticorpos estão previstos para o tratamento do câncer da mama. No caso do câncer de colo de útero, entre os tratamentos disponíveis no SUS estão a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia. A escolha pelo tipo de tratamento dependerá de avaliação individual.

Dados epidemiológicos
O câncer de mama é um problema de saúde pública de grande relevância no Brasil, sendo responsável pela mais frequente causa de morte por câncer no sexo feminino. Em Minas Gerais, no ano de 2020, foram diagnosticados 5.211 casos e registrados 1.762 óbitos. Já o câncer de colo do útero foi diagnosticado em 2.646 mulheres no estado no ano passado, provocando 452 óbitos. É a sexta maior causa de morte por câncer em Minas Gerais.

Para 2021 e 2022, estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam a ocorrência de 8.250 novos casos de câncer de mama e 1.270 de câncer de colo do útero no estado, a cada dano.

Prevenção
O câncer de mama e o de colo de útero estão fortemente associados a fatores de risco, tais como alimentação não saudável, inatividade física, obesidade, colesterol elevado, tabagismo e consumo de bebida alcoólica. Assim, algumas mudanças no dia a dia podem trazer muitos benefícios para a saúde da mulher, tais como:

1. Ter uma vida mais ativa;
2. Praticar atividade física, realizando ao menos 150 minutos por semana de atividade física de intensidade moderada;
3. Manter o peso corporal adequado;
4. Manter uma alimentação saudável, com base no consumo de alimentos in natura e minimamente processados, tais como frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, ovos e carnes;
5. Evitar o consumo em excesso de alimentos ultraprocessados, ou seja, produtos industrializados, tais como biscoitos, sorvetes, cereais açucarados; refrigerantes, carnes embutidas etc;
6. Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
7. Não fumar e evitar o tabagismo passivo.

Norte de Minas inicia a 2ª oficina de integralidade do cuidado em saúde mental

O professor Pedro Gabriel Delgado ministrou uma aula aberta, que foi transmitida pela Escola e está disponível no Youtube.

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES–MG) e a Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), iniciaram nessa quinta-feira, 30/09, a capacitação da segunda turma de profissionais de saúde do Norte de Minas sobre a integralidade do cuidado em saúde mental, álcool e outras drogas. Para abrir as atividades do curso, foi ministrada uma aula aberta, pelo professor e psiquiatra, Pedro Gabriel Delgado, da UFRJ, que falou sobre o tema "Reforma Psiquiátrica Antimanicomial e Atenção Psicossocial". A aula aberta foi transmitida pela ESP-MG e está disponível no canal do Youtube da Escola, em: youtube.com/escolasaudepublicamg

A iniciativa atende demandas da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros e das Gerências Regionais de Saúde de Januária e Pirapora, contemplando trabalhadores da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), considerando que nos últimos anos os serviços foram ampliados com a implantação de novos dispositivos de saúde mental como Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e leitos em hospital geral.
A primeira turma de capacitação, com 50 profissionais, iniciou os trabalhos em agosto com representantes de municípios que integram as unidades regionais da SES-MG sediadas em Montes Claros, Januária e Pirapora. A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos na segunda quinzena de novembro.

Segunda turma
Nesta segunda turma participam da capacitação outros 50 profissionais de municípios da SRS Montes Claros e da GRS de Pirapora. Alcina Mendes Brito, referência técnica da Coordenadoria de Atenção à Saúde da SRS Montes Claros explica que até 7 de dezembro, a capacitação terá o objetivo de contribuir para a qualificação da atuação dos trabalhadores da RAPS no desenvolvimento de práticas que favoreçam a integralidade do cuidado dos pacientes do segmento saúde mental.

Trata-se de um curso livre de qualificação, que é estruturado em formato de oficinas semanais às terças-feiras, das 8h30 às 11h30, com carga horária de 45 horas. Doze horas do curso são destinadas à realização de atividades orientadas à distância.

Entre os temas abordados estão: reforma psiquiátrica e atenção psicossocial; atenção às crises em saúde mental; gestão e cuidado na Rede de Atenção Psicossocial; o cuidado em saúde mental na Atenção Primária à Saúde; experiências de cuidado em saúde mental na Atenção Primária e na RAPS; judicialização; o cuidado em saúde mental às pessoas com problemas decorrentes do uso de álcool e outras drogas; e o cuidado em saúde mental a crianças e adolescentes.

A superintendente regional de saúde de Montes Claros, Dhyeime Thauanne Pereira Marques, entende que, aliado à ampliação de serviços na rede de saúde mental o investimento na capacitação dos profissionais se constitui medida importante no sentido de melhorar a qualificação o que, consequentemente, resultará em melhores serviços prestados à população.

ESP-MG abre credenciamento de profissionais para atuação no projeto saúde em rede

As inscrições foram prorrogadas, podendo agora ser realizadas até o dia 18 de outubro de 2021, próxima segunda-feira.

A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) abriu edital de credenciamento de profissionais de saúde para o Projeto Saúde em Rede. Serão oferecidas 21 vagas, em 15 cidades do Estado, para a função de Coordenador Assistente.

As inscrições estarão disponíveis das 10h do dia 01 de outubro de 2021 e foram prorrogadas, podendo agora ser realizadas até às 17h do dia 18 de outubro de 2021, próxima segunda-feira, no endereço: http://sigac.esp.mg.gov.br/

Para saber quais localidades, bem como todas as informações  e o edital do credenciamento, acesse aqui

São requisitos mínimos para se inscrever no credenciamento: 1- ter formação superior na área da saúde; 2- Experiência profissional (exceto estágio) na atenção primária à saúde no SUS em nível municipal de, no mínimo, 2 anos, consecutivos ou não, nos últimos 10 anos e 3- Experiência com docência presencial de, no mínimo, 20 horas.

Os profissionais selecionados deverão atuar de maneira presencial nos ciclos de formação e de maneira remota no acompanhamento, junto aos analistas regionais das atividades desenvolvidas, por uma turma de tutores da atenção primária à saúde (APS) em seus respectivos municípios.

Projeto saúde em rede
O objetivo do programa saúde é rede é fazer a Reorganização da Rede de Atenção à Saúde (RAS) no estado de Minas Gerais, por meio da readequação de processos de trabalho no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS) e dos serviços de referência da Atenção Ambulatorial Especializada (AAE). Saiba mais sobre o projeto em: https://www.saude.mg.gov.br/saudeemrede

Todas as informações referentes ao processo de credenciamento e o edital, podem ser acessadas em: http://www.esp.mg.gov.br/credenciamento-n-001-2021-coordenador-assistente-projeto-saude-em-rede

ESP-MG promove série de webinários sobre saúde mental para abordar a questão dos leitos de saúde mental em hospitais gerais

No primeiro webinário, na próxima terça-feira, 05/10, os profissionais irão debater sobre os leitos em hospitais gerais e os desafios para a RAPS.

A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), por meio da Diretoria de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas, realizam a segunda série de webinários em saúde mental de 2021, que desta vez terá como tema geral "Leitos de saúde mental em hospitais gerais: quais possibilidades de atenção nas Redes de Atenção Psicossocial (RAPS)?". 

Serão realizados três encontros virtuais mensais para tratar desse conteúdo, sempre das 15h às 17h e com transmissão pelo canal da ESP-MG no youtube.

O primeiro webinário, que abrirá a série, acontecerá na próxima terça-feira, dia 05/10 e vai abordar "Leitos de saúde mental em hospitais gerais: contribuições e desafios para o cuidado nas RAPS". 

O objetivo desses webinários é abordar a atenção em leitos de saúde mental em hospitais gerais, buscando identificar suas contribuições para o cuidado às pessoas com sofrimento mental grave ou com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas, a partir das proposições das redes de atenção psicossocial.

Irão participar do encontro da próxima terça-feira, dia 05/10, como expositores, o Médico Psiquiatra, Doutor em Ciências Sociais, Professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Conselheiro Nacional de Direitos Humanos pela Associação Brasileira de Saúde Mental (ABRASME), Marcelo Kimati. A Assistente Social, Doutoranda em Saúde Coletiva pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e Coordenadora de Regulação da SES-MG, Fabiana Érica de Souza e o Psicólogo e Coordenador clínico da RAPS de Brumadinho/ MG, Rodrigo Chaves Nogueira. A mediação será da Psicóloga, doutora em Saúde Coletiva e trabalhadora da ESP-MG, Ana Regina Machado (ESP-MG).

A transmissão será realizada pelo Canal da Escola no Youtube:
youtube.com/escolasaudepublicamg

A live será aberta ao público e os participantes poderão enviar perguntas aos convidados pelo chat durante a transmissão. Haverá declaração de participação para quem fizer o registro da presença no evento. O link será disponibilizado no início do Webinário.

Confira as datas e tópicos dos próximos webinários:

-Webinário 2, dia 04/11, quinta-feira: Leitos de saúde mental em hospitais gerais: quais práticas de atenção têm sido produzidas?

-Webinário 3, dia 01/12, quarta-feira: Atenção em leitos de saúde mental em hospitais gerais: compartilhando experiências das RAPS.

No primeiro semestre de 2021 a ESP-MG e SES-MG promoveram a primeira série de webinários em saúde mental e naquela ocasião tratou da "Supervisão clínico-institucional e suas contribuições para o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) de Minas". Os webinários aconteceram de maio a julho e estão disponíveis no canal da Escola no youtube, para acessar, clique aqui

 

Municípios da Regional de Belo Horizonte participam do Projeto Saúde em Rede

Em junho, Itabira, Mariana e Ouro Preto participaram da primeira onda de expansão do Projeto Saúde em Rede.

No mês de junho, representantes dos municípios de Itabirito, Mariana e Ouro Preto participaram da primeira onda de expansão do Projeto Saúde em Rede, na Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Belo Horizonte. O Projeto consiste em estruturar a Rede de Atenção à Saúde no estado de Minas Gerais por meio da reorganização de processos de trabalho da Atenção Primária à Saúde e da Atenção Ambulatorial Especializada, na linha de cuidado prioritária materno infantil.

O Projeto Saúde em Rede prevê oficinas de formação de tutores pelas analistas regionais, referências técnicas da Superintendência Regional de Saúde de Belo Horizonte (SRS-BH), com o apoio dos analistas da Escola de Saúde Pública d do estado de Minas Gerais (ESP-MG) e da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Nas primeiras oficinas tutoriais, realizadas na microrregião de Ouro Preto, as analistas regionais também estiverem presentes apoiando os trabalhos.

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A primeira onda de expansão do projeto prevê a participação de 142 municípios do estado de Minas Gerais. Em cada município, há a participação de uma unidade de saúde da Atenção Primária denominada de Unidade Laboratório. Nesta unidade laboratório todos os trabalhadores em saúde, desde aos funcionários da portaria, até os médicos, enfermeiros, gerentes e outros profissionais são integrantes.

"Promover a reorganização e reestruturação da Rede de Atenção à Saúde com o objetivo de atender melhor seus usuários, consultas especializadas mais resolutivas com menos fila para atendimento, maior satisfação do usuário, menor número de internações hospitalares e utilização mais eficiente dos recursos empregados na saúde são alguns dos resultados a serem alcançados pelo projeto", explica Marina Dayrel, Assessora da Coordenação de Atenção à Saúde e Analista Regional do Projeto saúde em rede na SRS-BH.

Fortalecimento da Rede

O Projeto Saúde em Rede também visa fortalecer as referências responsáveis pelos usuários da Linha de cuidado Materno Infantil. O fortalecimento da rede faz com que os usuários sejam devidamente acompanhados pelo Centro Estadual de Atenção Especializada em compartilhamento ao cuidado longitudinal e pela equipe de saúde da atenção primária municipal de referência. As problematizações são discutidas por toda equipe e transformadas em ações presentes no Plano de Ação Municipal do Saúde em Rede, que será monitorado durante todo o andamento do Projeto.

Maídila Sales de Mello, referência materno infantil da Coordenação de Atenção à Saúde e analista regional do Projeto Saúde em Rede, afirma que o Projeto é essencial para a melhoria da assistência e da qualidade de atendimento ao usuário. "Fazer parte da reestruturação da Rede de Atenção à Saúde na microrregião de Ouro Preto, fortalecendo o papel da Atenção Primária à Saúde (APS) como ordenadora do cuidado é gratificante, além de ser algo de grande importância para o melhor funcionamento da Rede resultando em muitos benefícios para os municípios que participam" afirmou.

Por enquanto apenas os municípios da microrregião de Ouro Preto estão participando do projeto, que ainda está em sua primeira fase em um total de oito ciclos. No futuro o projeto também será expandido para as outras microrregiões dos municípios que compõem a SRS-BH. Para outras regiões do estado o Projeto Saúde em Rede contará com mais duas ondas de Expansão, de forma que todos os 853 municípios de Minas Gerais sejam contemplados.

ESP-MG e SES-MG promovem Webinário para celebrar o dia Nacional da Vigilância Sanitária

No Webinário também será lançado o Percurso Formativo do Fiscal sanitário.

Com o objetivo de comemorar o dia Nacional da Vigilância Sanitária, a Escola de Saúde Pública do estado de Minas Gerais (ESP-MG) e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) realizam na próxima quinta-feira, dia 05/08, às 14h, o Webinário: "A contribuição do trabalhador da VISA para o SUS".

No evento, a ESP e a SES também vão lançar o Percurso Formativo do Fiscal da vigilância sanitária, com o curso: "Conhecimentos introdutórios para atuação em vigilância sanitária", que é o primeiro curso, de um total de três, com o objetivo de fornecer ao trabalhador da vigilância sanitária as bases e conceitos fundamentais para o desenvolvimento de suas ações no dia a dia de trabalho.

Participam como debatedores do Webinário: Rose Ferraz Carmo, que é veterinária, Pós Doutora em Saúde Coletiva e Analista em Educação e Pesquisa da ESP-MG e Geraldo Lucchese, farmacêutico, Sanitarista, Doutor em Saúde Pública e Professor da UnB. Já a mediação será feita por Filipe Curzio Laguardia Biólogo, Mestre em Administração Pública e Superintendente de Vigilância Sanitária da SES-MG.

O Webinário será aberto ao público, não sendo necessária inscrição prévia e a transmissão será feita pelo Canal da Escola no Youtube, disponível em: youtube.com/escolasaudepublicamg

O papel da Vigilância Sanitária
Foi a Lei Federal nº 13.098/2015, que instituiu o dia 5 de agosto, o mesmo dia de nascimento do médico e sanitarista, Oswaldo Gonçalves Cruz, que nasceu no ano de 1872, em São Luís do Paraitinga (SP), como o dia Nacional da Vigilância Sanitária. O sanitarista ficou conhecido por combater as epidemias de peste bubônica, varíola e de febre amarela.

Conforme o Superintendente de Vigilância Sanitária da SES-MG, Filipe Curzio Laguardia, "a vigilância sanitária está presente todos os dias na vida de todos os brasileiros. Quando vamos à padaria ou ao supermercado, quando compramos medicamentos, quando acessamos serviços de saúde ou quando vamos ao salão de beleza, por exemplo. Em todos esses casos, o trabalho da vigilância sanitária é fundamental para proteger a população dos riscos que esses produtos e serviços podem trazer para nossa saúde", detalhou.

No Brasil as ações são realizadas pelos órgãos que compõe o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, por meio das vigilâncias municipais, estaduais e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Considerando toda essa relevância do trabalho da Vigilância e, em especial, do Fiscal Sanitário para o fortalecimento do SUS, que foi pensada a proposta do Percurso Formativo para Fiscais Sanitários do estado de MG, conforme explica Rose Ferraz Carmo, Analista em Educação e Pesquisa da ESP-MG.

O curso 01, intitulado: A contribuição do trabalhador da VISA para o SUS, irá inaugurar o Percurso Formativo. Ele será oferecido na modalidade de Educação a distância (Ead) e estará disponível no AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem) da ESP. Foram ofertadas pela SES-MG, 1000 vagas para fiscais sanitários de todo o estado de MG.

Segundo Rose Carmo, o conteúdo do curso foi todo pensando e desenvolvido por trabalhadores da vigilância sanitária, que conhecem as rotinas, os problemas e as principais dificuldades e necessidades da área. "A participação de profissionais da Vigilância Sanitária no processo de elaboração do conteúdo didático do curso possibilitou a aproximação com a realidade vivenciada no cotidiano de trabalho dos fiscais sanitários. Acredito que o caráter inovador da proposta e seu alcance certamente irão contribuir com a atuação desse importante profissional nos diferentes municípios de Minas Gerais", completou.

Haverá declaração de participação para quem fizer o registro de presença. O link será disponibilizado no início do evento. Para acompanhar o Webinário, acesse o Canal da Escola no Youtube: youtube.com/escolasaudepublicamg

Projeto Saúde em Rede chega a mais uma etapa em municípios da Microrregião de Viçosa

As oficinas foram conduzidas por profissionais da Regional de Ponte Nova, do nível central da SES-MG e pelas apoiadoras da ESP-MG.

Os municípios pertencentes à microrregião de Viçosa e à área de abrangência da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Ponte Nova, completaram seu segundo ciclo de oficinas para formação de tutores do Projeto Saúde em Rede.
Representantes das cidades de Araponga, Cajuri, Canaã, Paula Cândido, Pedra do Anta, Porto Firme, São Miguel do Anta, Teixeiras e Viçosa participaram dos encontros que aconteceram de 29/6 a 1/7, no Departamento de Enfermagem e Medicina da Universidade Federal de Viçosa (UFV), dando continuidade ao principal desafio da ação, que é fortalecer a Rede de Atenção à Saúde (RAS) em todo o estado de Minas Gerais.

Créditos: Tarsis Murad/ SES-MG

As oficinas foram conduzidas pela referência técnica da Coordenação de Atenção à Saúde (CAS) da SRS Ponte Nova, Karen Ségala, pela analista central da Subsecretaria de Gestão Regional (SUBGR/SES-MG), Rosângela Oliveira Cotta, e pelas apoiadoras da Escola de Saúde Pública de Minas Gerais (ESP-MG), Alice Werneck e Roberta Vaz. O objetivo das reuniões foi organizar os processos de trabalho em unidades da Atenção Primária à Saúde (APS) e Atenção Ambulatorial Especializada (AAE), com foco na linha de cuidado materno infantil, estimulando a educação em saúde, o senso de equipe e o espírito colaborativo dentro da rede. No caso da AEE, o Centro Estadual de Atenção Especializada (CEAE) de Viçosa é a unidade participante.

"Hoje temos um modelo de atenção à saúde muito voltado à média e à alta complexidade, que por sua natureza é mais complexo e tecnológico. O que queremos, ao final desse processo, é promovermos uma rede que, verdadeiramente, integre os serviços às reais necessidades da população. Por isso, o Saúde em Rede chega em um momento muito oportuno, que vem planejar e reorganizar processos, qualificar e desenvolver competências das equipes e, claro, fortalecer a Atenção Primária como coordenadora do cuidado e ordenadora da rede", destacou Karen Ségala, que atua como analista regional do projeto.

Para o gerente do CEAE de Viçosa, Gian Batista do Carmo, o projeto é um divisor de águas. "Acredito que teremos uma aproximação ainda maior entre a APS, a AAE e toda a rede, além de podermos organizar melhor nossos processos e fluxos internos, melhorando o atendimento em benefício dos pacientes", reforçou. Já o coordenador da APS do município de Teixeiras, Alessandro Dias, que atua como tutor do projeto, a iniciativa vem ao encontro dos anseios da atual gestão municipal, que busca a reorganização da rede de saúde. "Ressalto que toda a nossa equipe está bastante animada com a participação no projeto e empenhada em todo o processo que, certamente, trará inúmeros benefícios", disse.

Segundo ciclo
Durante o encontro, foram realizadas atividades de mapeamento de território, discussão da importância do cadastramento de famílias e domicílios e apresentação de atividades de dispersão. Também houve momento de feedback, com o compartilhamento de ações desenvolvidas nas Unidades Laboratórios, por meio de oficinas ministradas pelos tutores municipais, bem como planejamento do próximo ciclo, programado para o mês de agosto.

Para Alice Werneck, da ESP-MG, é de suma importância que as questões que envolvem o cotidiano do trabalho nas unidades de saúde sejam discutidas e problematizadas nas oficinas tutoriais. "Os encontros permitem a construção e a pactuação coletiva de estratégias para a reorganização dos processos de trabalho, que devem ser registrados no plano de ação", frisou.

Sobre o Saúde em Rede
O projeto Saúde em Rede iniciou-se em 2019 em um piloto na macrorregião mineira do Jequitinhonha. A expansão está sendo realizada pela SES-MG, em parceria com a ESP-MG, Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems-MG), Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), secretarias municipais de saúde e, sobretudo, com os trabalhadores do SUS que atuam na APS e nos serviços ambulatoriais especializados. A expansão pelo território mineiro se dará em três ondas. A primeira acontece em 19 microrregiões, entre as quais está a de Viçosa, com nove municípios.

ESP-MG encerra série de Webinários abordando as experiências dos profissionais que atuam na Rede de atenção psicossocial do estado

Série de Webinários buscou discutir, ao longo de três encontros, o papel e as contribuições da supervisão clínico-institucional.

A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), em parceria com Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), por meio da Diretoria de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas, realizou na quinta-feira, 08/07, às 15h, o Webinário: "Supervisão clínico-institucional: compartilhando experiências das RAPS de Minas". Este foi o terceiro e último encontro da série de Webinários em Saúde Mental que tiveram como temática geral a "Supervisão clínico-institucional e suas contribuições para o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) de Minas".

O objetivo dos Webinários foi apresentar conteúdos de relevância para o campo da saúde mental e que dialogassem com a experiência de supervisão clínico-institucional, desenvolvida em diferentes municípios de Minas Gerais. Os outros Webinários ocorreram em maio e junho deste ano e todos eles contaram com a participação de trabalhadores, usuários, supervisores clínico-institucionais, docentes e pesquisadores do campo.

A transmissão foi feita pelo Canal da Escola no Youtube e está disponível em: youtube.com/escolasaudepublicamg

Participaram deste Webinário, a Psicóloga e Coordenadora de Saúde Mental de Carandaí (MG), Elisângela Sousa; a Psicóloga e Supervisora Clínico- Institucional de Carandaí (MG), Regina Monteiro; o Pedagogo e Coordenador do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Verdelândia (MG) Eduardo Aguiar e a Psicóloga e a Supervisora Clínico Institucional do município de Prata (MG), Elaine Bordini Villar. A Mediação foi de Alessandra de Faria, psicóloga, sanitarista e trabalhadora da ESP-MG.

A Psicóloga e Coordenadora de Saúde Mental de Carandaí (MG), Elisângela Sousa falou sobre o trabalho no CAPS e compartilhou suas experiências de atendimento e acolhimento aos pacientes, tendo como foco o cuidado em liberdade. Em seguida, a Psicóloga e Supervisora Clínico- Institucional de Carandaí (MG), Regina Monteiro comentou sobre sua trajetória na rede de saúde mental e na luta antimanicomial e destacou que, em se tratando do trabalho em saúde mental, é essencial que seja uma tarefa coletiva, territorial e em rede. Regina Monteiro também destacou que ao se falar em rede, "deve-se considerar que deve ser uma rede de proteção aos pacientes e que a metodologia de trabalho deve ser democrática e com a participação de todos".

O Pedagogo e Coordenador do CAPS de Verdelândia (MG) Eduardo Aguiar fez um relato da sua experiência e a de sua equipe com uma das usuárias do CAPS, que é mãe e por viver em uma situação de vulnerabilidade social, com uso abusivo de álcool e outras drogas, acabou perdendo a guarda das filhas. Ele conclui contando que a equipe acolheu a usuária e a estimulou a buscar a melhoria de sua condição de vida e que atualmente ela está conseguindo retomar sua vida e reconquistou a guarda das filhas. Eduardo destacou que a supervisão clínico-institucional em seu CAPS fez a diferença, porque aprenderam que o projeto terapêutico precisa enxergar o sujeito com um ser autônomo e que deve ser feito em liberdade, como acorreu com a usuária.

Por fim, a Supervisora- Clínico Institucional do município de Prata (MG), Elaine Bordini Villar, contou que está há 4 meses atuando na supervisão e que tem sido uma experiência de muito desafio e aprendizado. De acordo com ela, esse modelo de supervisão da maneira como está pensado e estruturado tem algo de muito inovador, porque oferece a possibilidade de encontro entre pessoas e vários olhares, não apenas dos trabalhadores, mas essencialmente dos usuários da rede de atenção psicossocial.

A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS)
As políticas de saúde mental no estado estão sustentadas nos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Reforma Psiquiátrica antimanicomial e propõe uma rede de serviços públicos, substitutivos aos hospitais psiquiátricos e seus similares, conhecida como Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). A Rede de Atenção Psicossocial propõe um novo modelo de atenção em saúde mental, a partir do acesso e a promoção de direitos das pessoas, baseado na convivência dentro da sociedade. Além de mais acessível, a rede ainda tem como objetivo articular ações e serviços de saúde em diferentes níveis de complexidade. A RAPS, em sua composição, tem pontos estratégicos e prioritários na Atenção Primária em Saúde, Atenção Psicossocial e Atenção Hospitalar, entre outros.

Este, e os outros webinários, que aconteceram no mês de maio e junho deste ano, estão disponíveis no Canal da Escola no Youtube.

Aviso de Licitação – Pregão Eletrônico para contratação de serviços de agente de integração e operacionalização das atividades de estágio

A sessão do pregão iniciará no dia 19/07/2021, às 10h.

O Estado de Minas Gerais, por intermédio da Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), realizará licitação, na modalidade Pregão Eletrônico - Processo nº 1541003 - 07/2021, para contratação de serviços de agente de integração e operacionalização das atividades de estágio.

A sessão do pregão iniciará no dia 19/07/2021, segunda-feira, às 10h, no site: www.compras.mg.gov.br

Acesse aos arquivos do pregão:

>Edital e anexos

Regional de Teófilo Otoni inicia ciclo de formação dos tutores municipais do projeto Saúde em Rede

Os profissionais participaram de dinâmicas, debates, mesa-redonda com o objetivo de discutir e reforçar a proposta do projeto.

As capacitações para tutores municipais do projeto Saúde em Rede foram ofertadas nos dias 22, 23 e 24 de junho, na Rede de Ensino Doctum, em Teófilo Otoni. Segundo a analista regional do projeto, Ana Luisa Pinheiro, esse foi o primeiro de oito encontros formativos que serão realizados no decorrer de 2021 e 2022.

Durante três dias, os participantes tiveram dinâmicas, debates, mesa-redonda com o objetivo de discutir e reforçar a proposta do projeto que é implementar os processos de Educação Permanente em Saúde (EPS) para ampliar as capacidades das equipes da Atenção Primária à Saúde (APS) e da Atenção Ambulatorial Especializada (AAE) de analisarem seus processos de trabalho e reorganizá-los em busca do atendimento às necessidades de saúde dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). "O Saúde em Rede irá nos proporcionar um resgate da essência da Atenção Primária e o seu papel dentro da rede", afirma Janaína Alves, tutora do projeto no município de Caraí.

Créditos: Déborah Ramos Goecking

O ciclo de formação dos profissionais envolvidos direta ou indiretamente no projeto engloba os cursos de ensino à distância, a formação dos analistas regionais e dos tutores municipais, a realização de oficinas tutoriais nos municípios e o monitoramento dos processos.

A etapa piloto do projeto iniciou-se em 2019, na macrorregião de Jequitinhonha e está em sua primeira onda de expansão, que abrange mais 10 macrorregiões de Saúde de Minas Gerais. Nessa etapa, os 32 municípios pertencentes à área de abrangência da SRS de Teófilo Otoni foram contemplados.

A proposta é expandi-lo para todo território mineiro, por meio de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e a Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG). "O Saúde em Rede é um projeto extremamente desafiador, mas ao mesmo tempo ele nos cativa a buscar uma melhoria para os nossos municípios e, principalmente para a nossa rede de atenção à saúde", enfatiza Ana Luisa.

Secretário de Estado de Saúde inaugura projeto Saúde em Rede no Triângulo do Sul

Secretário Estadual de Saúde apresentou o projeto Saúde em Rede para os profissionais da microrregião de Frutal/Iturama.

Em evento realizado na última quarta-feira (23/6), na Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Uberaba, o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, juntamente com equipe da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), apresentou o projeto Saúde em Rede para a microrregião de Frutal/Iturama, alvo deste primeiro momento do projeto, que engloba ações em 142 municípios. Participaram presencialmente os gestores de Frutal e Iturama e, de forma remota, secretários de saúde e prefeitos dos demais municípios da microrregião, sendo eles Carneirinho, Comendador Gomes, Fronteira, Itapagipe, Limeira do Oeste, Pirajuba, Planura, São Francisco de Sales e União de Minas.

O projeto Saúde em Rede visa organizar as Redes de Atenção à Saúde desde a Atenção Primária, passando pela atenção especializada e hospitalar, promovendo melhorias nos serviços com foco inicial na linha de cuidado materno-infantil. A metodologia utilizada será a educação à distância, com apoio da Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), na formação de analistas regionais que ficarão responsáveis pela formação de tutores que atuarão nos municípios. A implantação se dará em três ondas, sendo esta a primeira, com 19 microrregiões incluídas, e as demais com 33 microrregiões cada, com previsão de implantação total no estado até 2022.

Créditos: Sara Braga

Para Fábio Baccheretti, os três princípios fundamentais do Sistema Único de Saúde (SUS), universalidade, integralidade e equidade, são o principal objetivo do Saúde em Rede. Ele explica que "o programa propõe melhorias na saúde por meio da reorganização de processos e capacitações técnicas nos três níveis de assistência, ou seja, atenção primária, secundária e terciária".

Enquanto isso, Maurício Ferreira, superintendente regional de saúde, diz que a equipe da Superintendência se sente prestigiada com a presença do secretário e sua comitiva, que trouxe ainda, uma remessa de quase 34 mil doses de vacinas contra covid-19 para a região Triângulo do Sul. "Assim poderemos avançar, garantindo a segunda dose à população", conclui.

Lamonise Maria Alves Ribeiro de Faria, secretária de saúde do município de Frutal, afirma que é um privilégio fazer parte do projeto. Para ela, "o Saúde em Rede tem tudo para se concretizar como nova modalidade de gestão da Atenção Primária à Saúde, integralizando a assistência e proporcionando maior resolubilidade assistencial já na porta de entrada do SUS. Além disso, o desenho de referência e contrarreferência dos pacientes e a desospitalização se concretizam a partir de hoje, quando iniciamos na prática, as oficinas de capacitação e formação de tutores".

ESP-MG abre processo seletivo para a 40ª turma de Especialização em Saúde Pública

Os candidatos têm de 18 de junho a 30 de julho para se inscrever. Serão ofertadas 30 vagas e a previsão de início das aulas é outubro.

 

A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) torna público o edital de seleção de alunos para a 40ª turma da Pós-Graduação lato sensu- Especialização em Saúde Pública. Nesta sexta-feira, 16/07, foi publicada a prorrogação do período de inscrição. Anteriormente, os candidatos poderiam se inscrever do dia 18 de junho, ao dia 18 de julho de 2021. Com a extensão do prazo, os candidatos terão agora até às 17h do dia 30 de julho de 2021 para fazer a inscrição no processo seletivo. Importante ressaltar que a prorrogação do período de inscrições não acarretará mudanças nas outras datas do cronograma apresentado no Edital, que permanecem as mesmas.

Serão oferecidas 30 (trinta) vagas e o curso terá carga horária de 360 (trezentos e sessenta) horas de aulas presenciais e mais 40 (quarenta) horas para elaboração e apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), totalizando 400 (quatrocentas) horas.

A previsão de início das aulas é para outubro de 2021 e término em novembro de 2022 e a expectativa é que as aulas sejam no formato presencial, nas dependências da ESP-MG, em Belo Horizonte. No entanto, dentro do contexto da pandemia de Covid-19 e seguindo as orientações do Plano Minas Consciente, do Governo do Estado de Minas Gerais, as atividades letivas poderão ser realizadas de forma remota, quando a macrorregião Centro, região em que a Escola está situada, estiver nas Ondas Vermelha ou Roxa.

Para ter acesso ao edital com todas as informações e acompanhar o processo seletivo, clique aqui

Pré-requisitos e inscrição
Para se inscrever no processo seletivo, o candidato precisa: Possuir escolaridade de nível superior, comprovada por meio de certificado ou declaração de conclusão de curso de graduação, expedido por Instituição de Ensino Superior credenciada pelo Ministério da Educação (MEC).

Também é necessário que o candidato atue, no âmbito do Estado de Minas Gerais, como trabalhador da atenção à saúde e/ou da vigilância à saúde e/ou da gestão do sistema público de saúde em instituições que compõem o SUS, que sejam vinculadas a qualquer esfera administrativa (municipal, estadual ou federal). No caso de instituições hospitalares filantrópicas, serão consideradas apenas aquelas que possuem, no mínimo, 60% de atendimento SUS. O trabalhador precisa ter anuência institucional para participação no curso, expedida a partir da data de publicação deste edital.

Nesta edição, diferente das anteriores, as inscrições devem ser feitas pelo Sistema de Gestão Acadêmica ESP-MG (SIGAE), portanto não haverá inscrições via Correios.

Confira abaixo o passo a passo para realizar o cadastramento no sistema e posterior inscrição no processo seletivo:

- Acessar o endereço http://sigae.esp.mg.gov.br/
- Fazer cadastro criando usuário e senha.
- No Campo: Usuário - clicar em Inscrições Abertas.
- Selecionar: Inscrição Especialização em Saúde Pública - Turma 2021-2022
- Fazer a inscrição preenchendo as informações solicitadas e anexando todos os documentos exigidos. Os documentos devem estar em arquivo em formato PDF.
- A confirmação da inscrição será enviada para o e-mail cadastrado.
- Todas as informações encontram-se no Edital.

Tradição e reconhecimento
A ESP-MG tem uma longa tradição na formação de sanitaristas e a primeira edição do curso de Especialização em Saúde Pública foi realizada em 1947, um ano após a criação da Escola, que neste ano completou 75 anos de existência. Desde então, a Escola já formou 960 especialistas em Saúde Pública. Esta pós é reconhecida pelos trabalhadores do SUS no Estado e também pelas instituições formadoras em saúde de outros Estados do país.

O curso mais tradicional da ESP-MG, a Especialização lato sensu em Saúde Pública, possui oferta contínua e ampla procura pelos profissionais, tendo sido acreditada pela Agência de Acreditação Pedagógica da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), em fevereiro de 2017.

A divulgação das inscrições deferidas acontecerá no 11/08/2021, no site da ESP-MG.

 Confira todas as informações no Edital nº. 01/2021
 Acesse aqui o link para inscrição: http://sigae.esp.mg.gov.br/
Dúvidas e outras informações pelo e-mail: saudepublica.espmg2021@gmail.com

Calendário da vacinação contra Covid-19 em Minas prevê 1ª dose até outubro para todos os mineiros acima de 18 anos

Escala, anunciada pelo secretário de Saúde, foi feita com base na estimativa do governo federal para distribuição das vacinas aos estados.

Todos os mineiros acima de 18 anos devem receber a primeira dose da vacina contra a covid-19 até outubro deste ano. A expectativa é a de que o grupo entre 55 e 59 anos receba a primeira dose ainda neste mês de junho; entre 50 e 54 anos, em julho; de 35 a 49 anos, em agosto; de 25 a 34 anos, em setembro; e de 18 a 24 anos, em outubro. A previsão foi anunciada nesta terça-feira (15/6), pelo secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti, em coletiva à imprensa na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. O calendário se baseia na previsão de distribuição de doses pelo governo federal.

Créditos: Fábio Marchetto/SES

"A expectativa do Ministério da Saúde é de enviar 38 milhões de doses para todo o país em junho, 35 milhões para julho, 68 milhões para agosto, 62,5 milhões para setembro e 65 milhões para outubro. Diante disso e do histórico de que 10% das doses vem para a Minas, porque a população mineira equivale a cerca de 10% do país, temos essa expectativa por faixa etária da vacinação com a primeira dose em todo o estado", explicou o secretário de Saúde.

Ele destacou que o calendário da vacinação em Minas depende do cumprimento do cronograma apresentado pelo governo federal, além da velocidade da aplicação por parte dos municípios. Portanto, as datas podem ser antecipadas ou atrasadas, conforme essas variáveis.

"A velocidade da vacinação não é a mesma em cada município do estado e os grupos não têm o mesmo tamanho proporcional. Então, alguns municípios provavelmente começarão a vacinar antes e outros depois (da data prevista). Há a expectativa que ainda em junho alguns municípios consigam vacinar pessoas abaixo de 55 anos, lembrando que estamos condicionados à distribuição pelo governo federal", afirmou Fábio Baccheretti.

Cautela

O secretário de Estado de Saúde também enfatizou a importância de se manter o uso de máscara, cuidados de higienização e distanciamento até que o processo de imunização esteja totalmente concluído.

"Apesar dessa boa notícia, o estado continua com alta incidência e a vacinação não impede a transmissão da doença por completo. É essencial o uso de máscara", lembrou. Atualmente, apenas as macrorregiões Triângulo do Norte e Vale do Aço estão na onda amarela do plano Minas Consciente. As outras 12 regiões estão na onda vermelha e devem adotar medidas mais restritivas para contenção da pandemia.

Imunização

Baccheretti também reforçou que, apesar do aumento da incidência da doença, com crescimento no número de novos casos confirmados, a procura por leitos se mantém estável e a queda de óbitos nos grupos já imunizados permite um panorama otimista sobre o sucesso da imunização.

"Apesar da incidência aumentando, o número de casos aguardando leitos não vem subindo proporcionalmente. Percebemos que há uma redução proporcional nos óbitos nas idades já vacinadas, especialmente com as duas doses, mostrando que todas as vacinas são eficazes. Lembrando que as vacinas utilizadas nesses grupos foram praticamente Coronavac e AstraZeneca, tirando qualquer dúvida sobre a eficácia", enfatizou.

ESP completa 75 anos atuando na educação sanitária em Minas Gerais

11 de junho dia do Educador Sanitário - Via blog da Saúde MG.

Hoje, dia 11 de junho, é celebrado o dia do Educador Sanitário no Brasil. O papel do educador sanitário surge na década de 1920, num contexto de epidemias, pouco acesso a moradia, saneamento e até a alimentação. As educadoras sanitárias, pois eram na maioria mulheres, atuavam na orientação da população sobre as práticas para cuidado à saúde e controle de doenças. Duas décadas depois, em 03 de junho de 1946, é inaugurada a Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), com o objetivo de formar profissionais sanitaristas para o cuidado à saúde da população mineira.

A instituição foi a primeira em nível estadual do país e surge num cenário de enfrentamento a surtos de esquistossomose e ancilostomose (amarelão). A primeira turma do curso de Saúde Pública, data de 1947. Nos anos iniciais de atuação, a ESP formou várias turmas do curso de Visitadoras Sanitárias, estas profissionais atuavam na educação em saúde da população, orientando para os mais diversos cuidados. Desde então, a escola tem uma longa tradição na formação de sanitaristas, englobando as diversas áreas que surgiram na saúde ao passar dos anos.

Nas últimas décadas, a saúde pública tornou-se mais abrangente, novas áreas e formações profissionais foram surgindo, à mesma medida em que as necessidades da população mudavam e a transição epidemiológica transformava o cenário de doenças. Hoje, não existe mais o curso de Educador Sanitário ou de Visitadora Sanitária, mas um grande número de profissionais, além dos sanitaristas (Especialistas em Saúde Pública), desempenha o papel de educador sanitário, orientando e assistindo a população.

Com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) em 1988, programas mais abrangentes como o Saúde da Família (1994), hoje denominado estratégia (ESF), surgiram. O Agente Comunitário de Saúde (ACS), atuante na ESF, visita todo mês a casa de toda a população cadastrada, além dele, o Agente de Combate a Endemias, pela Vigilância em Saúde, também. Estes profissionais informam e orientam a população sobre cuidados e prevenção de doenças. Somam-se a eles um vasto leque de profissionais, como médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, farmacêuticos, educadores físicos, fisioterapeutas, assistentes sociais, dentistas, técnicos em enfermagem, saúde bucal, dentre outros, que atuantes no sistema público, seja em visitas domiciliares ou no acolhimento e assistência nas unidades de saúde, desempenham este papel.

 Arquivo ASCOM/ESP

A qualificação destes profissionais é fundamental para a assistência à saúde da população. O SUS é um sistema universal que atende milhões de pessoas diariamente, nas mais diversas áreas e níveis de atenção. Em seus 75 anos de atuação, a ESP-MG concentrou esforços na formação para a Saúde Pública, englobando as mais diversas áreas e atividades para uma educação sanitária abrangente.

A lista de formação da Escola inclui, além da especialização em saúde pública, a qualificação de trabalhadores da saúde da saúde mental, gestão e assistência hospitalar, atenção primária, agentes comunitários de saúde, agentes de combate a endemias, técnicos em saúde bucal, enfermagem, vigilância e hemoterapia, trabalhadores do sistema prisional, conselheiros de saúde, comunicadores, agentes do direito sanitário e outras. Atualmente, em diferentes níveis, todas estas formações possibilitam que estes profissionais atuem como educadores sanitários.

Neste dia, é importante destacar o papel formador da ESP-MG na educação sanitária do estado, como integrante do Sistema Estadual de Saúde (SES, FUNED, FHEMIG e HEMOMINAS). A qualificação de profissionais de saúde possibilita a manutenção das políticas públicas de saúde no estado e no SUS. Para implantar programas e ações, informar e orientar a população em suas mais diversas necessidades de saúde, os trabalhadores devem estar inseridos em processos de educação permanente, que possibilitem a assistência e educação sanitária de qualidade para todos.

Texto produzido para o Blog da Saúde MG.
Autor: Jean Alves - Jornalista Sanitarista - ESP-MG

ESP-MG realizou segundo Webinário da série que trata do fortalecimento da atenção psicossocial na rede de saúde mental

Neste segundo encontro, foi discutido o papel da supervisão clínica- institucional.

A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) promoveu nessa quinta-feira, 10/06, às 15h, o Webinário: "Supervisão clínico-institucional: proposições para a RAPS de Minas". A atividade é resultado de uma parceria da ESP-MG com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), por meio da Diretoria de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas.

Este Webinário é o segundo de uma série composta por três encontros, que têm como objetivo apresentar temáticas de relevância para o campo da saúde mental e que dialoguem com a experiência de supervisão clínico-institucional, desenvolvida em diferentes municípios de Minas Gerais.

A transmissão foi feita pelo Canal da Escola no Youtube e está disponível em: youtube.com/escolasaudepublicamg

Participaram deste Webinário, a psiquiatra, doutora em filosofia e militante do movimento da luta antimanicomial, Ana Marta Lobosque; a psicóloga, doutora em saúde coletiva e trabalhadora de saúde mental da Defensoria Pública da Bahia, Patrícia von Flach e a diretora de saúde mental, álcool e outras drogas da SES-MG, Lírica Mattos. A mediação foi feita pela trabalhadora da ESP-MG, Ana Regina Machado, que também é psicóloga e doutora em saúde coletiva.

Ana Marta Lobosque abriu o debate falando sobre a importância do trabalho da supervisão clínico institucional no serviço de saúde mental. De acordo com ela, a supervisão clínica é um instrumento ímpar para a RAPS e precisa ser feita por um profissional que compreenda em profundidade o funcionamento do SUS. "Também acredito que seja função do supervisor ressaltar a importância do controle social, da participação dos conselhos de saúde na RAPS, promovendo o protagonismo dos usuários", pontuou.

Em seguida, a trabalhadora de saúde mental da Defensoria Pública da Bahia, Patrícia von Flach compartilhou sobre sua experiência na Bahia, especificamente no município de Salvador. Patrícia contou que foi coordenadora do primeiro CAPS AD (Centro de Atenção Psicossocial - Álcool e Drogas) de Salvador e que agora faz parte da equipe de saúde mental, que atua na Defensoria Pública. De acordo com ela, "a supervisão ajuda a não construir redes- armadilhas, que são aquelas que irão conduzir os usuários para serviços que não irão fazer o cuidado em liberdade. É importante sustentar o diálogo, porque iremos construir com o outro uma nova realidade". Ela apresentou também o projeto Girassóis de rua, que tem por objetivo prestar cuidado psicossocial para a população em situação de rua e/ou usuários de substâncias psicoativas, em Salvador.

A diretora de saúde mental, álcool e outras drogas da SES-MG, Lírica Mattos concluiu as falas comentando sobre o papel do supervisor clínico institucional e do Plano de aplicação de recursos financeiros, previstos na resolução SES-MG, número 7.168 de 20 de julho de 2020.

De acordo com Lírica, é necessário que o supervisor desenvolva uma ação de fortalecimento da política estadual de atenção psicossocial, articulando construções conjuntas de estratégias junto com a equipe do CAPS e de outros serviços. Também é importante que este profissional ajude a promover uma integração com todos os serviços da rede. "É função também deste profissional priorizar a autonomia, o protagonismo e a construção coletiva com os usuários", reforçou.

Próximo Webinário

O próximo e último Webinário desta série irá acontecer no dia 08 de julho e terá como tema: "Supervisão clínico-institucional: compartilhando experiências das RAPS de Minas".
Este, e o primeiro webinário, que aconteceu no dia 13 de maio, estão disponíveis no Canal da Escola no Youtube.

ESP-MG completa 75 anos formando profissionais de saúde como referência para o SUS em Minas

Nestes 75 anos de história, foram mais de 330 mil alunos qualificados em mais de 700 ações educacionais.

Há 75 anos, no dia 03 de junho de 1946, foi criada por meio do Decreto nº 1.751/1946, do então Departamento de Higiene do Estado de Minas Gerais, a primeira Escola de Saúde Pública estadual do país: a Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais, a ESP-MG.

Arquivo ESP-MG

Seguramente, quem trabalha no Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas já ouviu falar ou até mesmo já fez algum curso ou qualificação na ESP, mas o que talvez muitas pessoas ainda não saibam é da função essencial de formação e qualificação de trabalhadores que a Escola vem desempenhando ao longo desses 75 anos de história. A instituição tem papel de protagonista na formação dos profissionais que atuam no SUS.

Em 7 décadas e meia, foram mais de 330 mil alunos qualificados em mais de 700 ações educacionais, entre cursos livres, técnicos e pós-graduação lato sensu, em todo o estado de Minas Gerais. As ações da Escola abrangem todos os municípios mineiros de forma descentralizada. Nos últimos dois anos, estão em destaque os cursos e capacitações realizados na modalidade a distância (EaD), que qualificaram cerca de 22.700 alunos no período, aumentando a abrangência no território, bem como o acesso à formação durante a pandemia.

A ESP-MG é uma instituição vinculada tecnicamente à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e faz parte juntamente com a SES, da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG), da Fundação Ezequiel Dias (Funed) e da Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia de Minas Gerais (Hemominas), do Sistema Estadual de Saúde. Sua missão é fortalecer o SUS, produzindo e disseminando conhecimentos junto a usuários, trabalhadores e gestores, por meio de ações educacionais e de pesquisa, com a Educação Permanente em Saúde como referencial político-pedagógico.

O Governador Romeu Zema reforça a importância da atuação da ESP na formação dos trabalhadores da saúde pública em Minas. "A Escola de Saúde Pública tem se destacado nestes 75 anos na qualificação de profissionais. Isso, consequentemente, resulta em melhorias na prestação do serviço público e no atendimento à população. A capacitação que a instituição oferece se mostra ainda mais relevante neste momento, em que Minas Gerais precisa de profissionais preparados para atuar no sistema de Saúde. Cumprimento a todos os gestores, professores e alunos por essa data tão importante e reafirmo o nosso compromisso de buscar cada vez mais a valorização dos servidores da Saúde", afirmou.

O Secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, ressalta o papel formador da Escola para todo o estado. "A ESP vem exercendo uma atribuição muito importante ao longo desses anos, especialmente no fortalecimento do SUS, nesses mais de 30 anos de existência do sistema. Que a ESP continue consolidando o SUS e capacitando profissionais em todos os 853 municípios do estado", destacou.

O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Agostinho Patrus, parabenizou a todos os trabalhadores que integram a Escola e destacou a relevância da ESP para a saúde pública e em especial neste momento de pandemia da Covid-19. "Neste contexto de pandemia, nós temos a tranquilidade de saber que temos profissionais formados pela Escola de Saúde Pública e mais ainda, de qualificarmos, mesmo nesta situação, tantos profissionais que nos auxiliam no enfrentamento à Covid-19, que é um problema mundial, mas que reflete em nosso estado", afirmou.

A diretora da ESP-MG, Jordana Costa Lima, salienta a atuação da Escola e aposta na inovação para ampliar a formação em saúde no estado. "A atuação da ESP tem sido fundamental para a qualificação dos profissionais da saúde pública em Minas ao longo de mais de 7 décadas. Estamos investindo em tecnologia para enfrentar os desafios atuais e ampliar o acesso dos trabalhadores do SUS aos cursos de formação. Deste modo, poderemos contribuir ainda mais para a qualificação da assistência à saúde em nosso estado", afirma.

Arquivo ESP-MG

Cursos
A ESP-MG tem uma longa tradição na formação de sanitaristas. A primeira edição do curso de especialização em Saúde Pública foi realizada em 1947, um ano após a criação da Escola. Naquela época o Brasil enfrentava surtos de esquistossomose e ancilostomose (amarelão) e o SUS ainda nem existia.

Mas, além dos sanitaristas, a Escola já formou diversos profissionais, por meio de um ensino qualificado, atual e abrangente. Hoje, estes trabalhadores atuam em distintos setores e níveis de assistência, onde há interlocução com o Sistema Público de Saúde. Fazem parte desta lista de trabalhadores, técnicos de saúde bucal, de enfermagem, de hemoterapia, gestores municipais e hospitalares, agentes comunitários de Saúde, profissionais que atuam no direito sanitário, na saúde mental, trabalhadores do Sistema Prisional, conselheiros de saúde e até mesmo profissionais de comunicação, que produzem conteúdo e coberturas jornalísticas sobre saúde pública, por exemplo.

Arquivo ESP-MG

Isis Prock Nani é enfermeira, trabalha na Superintendência Regional de Saúde de Juiz de Fora/SESMG e é ex-aluna da Especialização em Saúde Pública. Ela considera um privilégio ter estudado na ESP, pois encontrou colegas e profissionais comprometidos, engajados e apaixonados pelo que fazem. "Sempre ouvia inúmeros elogios por parte colegas de trabalho sobre a Escola e sobre os diversos cursos que a ESP ofertava e também sobre a metodologia inovadora e voltada para a construção coletiva do conhecimento. Mas vivenciar a experiência foi ainda melhor que o imaginado, superou expectativas e me traz hoje saudade de tudo que vivi e aprendi neste período com enorme gratidão", relembrou.

A colega de Isis, Thatiane Carvalho, também ex-aluna da 39ª turma do curso de Especialização em Saúde Pública, relata que fazer a especialização foi a uma experiência que possibilitou valorizar ainda mais o SUS, o cuidado com o usuário, a família e a comunidade. "Pude ampliar meu olhar além da demanda inicial que o usuário traz consigo, um olhar diferenciado, mais humanizado, que abrange todo o contexto que o envolve, levando ao usuário um atendimento com mais qualidade, mais humano e mais resolutivo", disse a nutricionista, que atua no Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF AB), de Campo Belo, no sul de Minas.

A ESP-MG é constituída também por um corpo docente muito qualificado, composto por diversos profissionais da área de saúde, que ao longo desses anos vêm compartilhando seus saberes e experiências, como é o caso da Eliane Rodrigues Almeida, que foi docente do curso de qualificação de Agente Comunitário de Saúde, na região norte de Minas. Eliane é Enfermeira da atenção primária à saúde em Campo Azul, no norte mineiro.

Para ela, fazer parte da história da Escola e comemorar esses 75 anos de aniversário é um grande privilégio. "A Escola é organizada, tem uma proposta inteligente, real e coerente com os princípios do SUS. Além disso, pude perceber como professora, que o curso possibilitou o empoderamento e valorização do trabalho do ACS. Os ACSs passaram a ter um olhar mais atento e reflexivo sobre o território", afirmou.

Tancredo Ferreira de Aguiar é agente comunitário de saúde em Campo Azul e foi um dos ex- alunos da professora Eliane Almeida. De acordo com ele, está muito satisfeito em ter feito o curso de qualificação de ACS, porque teve a oportunidade para acessar muitas informações, o que o ajudou na melhoria dos processos de trabalho. De acordo com Tancredo, "a Escola é muito bem organizada, por meio de seu material didático e conteúdos ricos e bem elaborados", completou.

A aluna da segunda turma da Especialização em Comunicação e Saúde, Mariana Areas, Jornalista do sind-saúde, destaca o papel da escola na formação e o orgulho de contar com a instituição da estrutura do estado. "Conheci a ESP antes de frequentá-la como aluna. Ouvia o carinho e referência das pessoas da área da saúde que já passaram pela Escola e relatavam a importância dela na formação de tantos profissionais. Quando vi o curso de Comunicação e Saúde, me veio uma vontade muito grande de ingressar. Foi uma experiência maravilhosa e carrego comigo a saudade do período que cursei a especialização. Sou uma profissional mais qualificada e agradeço o aprendizado, o apoio dos servidores e a rica partilha que recebemos do corpo docente", afirma. A jornalista também atuou como docente convidada na terceira turma do curso.

Para conhecer um pouco mais sobre os cursos oferecidos pela Escola, clique aqui.

Arquivo ESP-MG


ESP-MG no enfrentamento da Covid-19

Com a pandemia causada pelo novo coronavírus, a Escola desenvolveu diversas ações estratégias no âmbito da educação a distância para contribuir com o enfrentamento da Covid-19 no estado. Em 2020, a ESP promoveu o curso de "Agente Comunitário de Saúde (ACS) no enfrentamento da Covid-19", destinado a 6.000 agentes de 600 municípios mineiros. Outro curso foi o de "Atenção Primária no enfrentamento da Covid-19", que contou com a participação de 2.320 trabalhadores e gestores de saúde de 511 municípios. Em 2021 foi realizada nos meses de fevereiro e março, a "Capacitação sobre a vacinação contra a Covid-19", que teve como objetivo fornecer orientações sobre a organização da campanha de vacinação para combate à pandemia. Também foi realizado na modalidade EaD e capacitou 2.523 profissionais de 552 municípios mineiros.

Além dessas ações, para continuidade dos cursos de especialização e qualificação que já estavam em desenvolvimento, a Escola implantou o ensino na modalidade remota, com aulas ao vivo, síncronas e assíncronas, além da revisão dos projetos pedagógicos para manutenção da qualidade das formações. Também foram realizados, até o momento, vários webinários (seminários remotos, transmitidos via canal do Youtube, com milhares de visualizações), podcasts e capacitações.

A servidora Júlia Selani, que atua na instituição desde 1999, destaca o comprometimento do corpo de trabalhadores e a capacidade de inovação da ESP em tempo difíceis, como o período de pandemia que estamos atravessando. "É uma alegria e orgulho comemorar 75 anos da escola. Em todos estes anos, sempre enfrentamos diversos desafios e desde o ano passado, como todas as escolas, a ESP-MG também teve que se reinventar e se adaptar à suspensão das aulas presenciais, e, no nosso caso específico, atender às demandas emergenciais do SUS. O leque de ações que a instituição vem desenvolvendo nesse período só é possível porque a escola conta com trabalhadores comprometidos com o fortalecimento do SUS, expresso em nossa missão institucional e que, mesmo em tempo de incertezas causadas pela pandemia, continuam se dedicando à qualificação dos profissionais de saúde, mais necessários e fundamentais que nunca", afirma.

Saúde em Rede
Mesmo em meio ao contexto da Covid-19, a ESP está desde 2020, juntamente com a SES-MG, conduzindo o processo de expansão do Projeto Saúde em Rede. A Escola é responsável pelo desenvolvimento dos projetos educacionais, que envolve a revisão e adaptação de conteúdos, produção de material didático e organização das capacitações, bem como do acompanhamento das etapas, junto aos participantes das Oficinas de qualificação.

O projeto de expansão prevê a participação de 824 municípios, não contemplados na fase piloto do projeto; qualificação de 160.000 profissionais de saúde no curso EaD; formação de cerca de 1.800 tutores no âmbito da APS ( Atenção Primária à Saúde) e da AAE (Atenção Ambulatorial Especializada) e de até 156 Analistas Regionais. A expansão do Projeto para todo o território mineiro se dará em três ondas de implementação em microrregiões de saúde do estado, a partir de critérios de seleção, ao longo dos próximos anos. Tanto a formação, em EaD, quanto as oficinas presenciais da primeira onda já foram iniciadas.

Secretário de Saúde faz apelo para que mineiros tomem a vacina contra a gripe

Só 28,6% do público-alvo foi imunizado; objetivo é evitar internações e óbitos, especialmente em meio à pandemia.

O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, faz um apelo para que os mineiros que foram chamados a se vacinar procurem o posto de saúde para se imunizar contra a gripe. "É importante que a população entenda que a gripe também é uma doença que pode matar. Ela tem uma letalidade menor, mas pode ter gravidade e levar à morte. Então, a população tem que ir aos postos de saúde e tomar a vacina", ressalta.
Até esta segunda-feira (31/5), apenas 28,6% do total de 8.433.958 mineiros do grupo prioritário haviam sido imunizados contra a gripe, conforme dados do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI), do Ministério da Saúde. O objetivo da operação, que começou em 12/4, é vacinar pelo menos 90% do público-alvo até o fim da campanha, em 9/7.

Créditos: Gil Leonardi/Imprensa MG

Público alvo

A campanha de vacinação contra a gripe vai até o dia 9 de julho. A primeira etapa, que terminou no início de maio, buscou imunizar gestantes, puérperas (mães que deram à luz recentemente), trabalhadores da Saúde, crianças entre 6 meses e 6 anos, e povos indígenas. Agora, é a vez de professores e idosos (acima de 60 anos).

Na terceira fase, a partir de 9/6, somam-se ao público prioritário pessoas com comorbidades, indivíduos com deficiência permanente, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e socioeducativo, adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa, membros das Forças de Segurança e Salvamento, integrantes das Forças Armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte e de portos.
Embora a campanha seja dividida em etapas, as unidades de Saúde seguem vacinando quem está incluído no grupo prioritário da primeira fase e ainda não se imunizou.

Reforço
Para aumentar a adesão da população, o Governo de Minas Gerais está intensificando o acompanhamento da 23ª Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza com as Unidades Regionais de Saúde (URSs) do estado. A medida busca evitar novas hospitalizações e garantir que o sistema de Saúde não fique ainda mais sobrecarregado neste cenário de pandemia de covid-19.
A coordenadora estadual do Programa de Imunizações da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), Josianne Gusmão, também reforça a importância da proteção. "A vacina contra a influenza tem o objetivo de reduzir complicações, hospitalizações e óbitos, especialmente nesse momento de pandemia, em que já temos internações por covid-19. Ela não é para evitar o resfriado em si, mas suas formas mais graves", afirma.
Com reuniões três vezes por semana e orientações para as equipes de saúde foi possível aumentar a adesão à campanha, mas ainda é preciso avançar mais na imunização.
"Conseguimos reforçar o acompanhamento, sinalizando a importância do alcance da meta, e é nítida a diferença entre uma etapa e outra. No início de maio, tínhamos apenas 9% do público-alvo vacinado. Agora, ultrapassamos 28%", explica Josianne Gusmão.

Covid-19
A vacinação contra a influenza é feita no mesmo momento em que os mineiros também buscam se imunizar contra o coronavírus. A coordenadora de imunizações da SES-MG lembra que é preciso dar um intervalo de 14 dias entre a aplicação das doses de cada uma das vacinas.
"A covid-19 e a gripe têm sintomas muito semelhantes, como febre, dor no corpo, dor de cabeça e coriza. Se uma pessoa apresenta esse quadro, o ideal é que ela busque a unidade de saúde para ser avaliada por um profissional, que vai traçar o acompanhamento clínico", alerta Josianne.

Detalhamento
Confira quantas doses já foram aplicadas em Minas Gerais, por público prioritário, e a porcentagem de imunizados com relação ao total de cada um dos grupos:

1ª FASE (12/4 a 10/5)
Crianças - 899.793 (62,2%)
Gestantes - 98.779 (51,3%)
Trabalhadores de saúde - 265.182 (43,8%)
Puérperas - 19.646 (62%)
Povos indígenas - 10.325 (75,3%)

2ª FASE (11/5 a 8/6)
Idosos - 1.008.642 (29,3%)
Professores - 107.133 (39,8%)

3ª FASE (9/6 a 9/7)
Pessoas com comorbidades
Pessoas com deficiência permanente
População privada de liberdade
Adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas
Funcionários do sistema de privação de liberdade
Forças de segurança e salvamento
Forças armadas (membros ativos)
Caminhoneiros
Trabalhadores de transporte
Trabalhadores portuários
Fonte: Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI), do Ministério da Saúde.

Créditos da foto de capa: Marcus Ferreira/SES-MG

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